16/12/11

ORDEM DOS ENFERMEIROS ELEGERAM BASTONÁRIO

Enfermeiro Germano Couto

   Enfermeiro Germano Couto é o novo Bastonário dos Enfermeiros. Natural da Maia, actual presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros desde 2008, é licenciado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.
   Com a sua candidatura "Enfermagem Primeiro" enfermeiro Germano Couto ganhou as eleições para bastonário da Ordem dos Enfermeiros até 2015.

03/12/11

É IMPORTANTE SABER LER E PÔR EM PRÁTICA


01/12/11

CONGRESSO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DO NORTE

XIV CONGRESSO 
 Maia 2 de Março 2012
 

ASSISTENTES OPERACIONAIS REUNEM-SE NO FÓRUM DA MAIA.
Lembrem-se: a cadeira que  cada um ocupar significa que quem se sentar nela é que tem a oportunidade de ouvir, aprender, dialogar e entusiasmar todos os colegas para um Dia o Reconhecimento seja sentido e visível nas nossas profissões.
PARTICIPA! INSCREVE-TE.

COMPETÊNCIAS E SABERES

A IMPORTÂNCIA DOS PORMENORES


 
Foto 1


Foto 2

   As duas fotografias parecem iguais, mas na realidade não o são. Em ambas vemos um contentor usado nos hospitais, centros de saúde e outros estabelecimentos que prestam cuidados de saúde aos seus utentes.  Os assistentes operacionais são os profissionais que mais vezes transportam estes contentores até ao sítio dos "SUJOS", "LIXOS" ou seja, o local onde se depositam os lixos da unidade de saúde.
   Olhando para as duas fotografias digam-me lá que diferenças encontram?

15/11/11

EM BUSCA DA EXCELÊNCIA



Os Assistentes Operacionais, que trabalham na área da saúde,  tem direito a ser tratados com dignidade. As leis laborais devem servir para fazer respeitar os seus direitos e clarificar os seus deveres, bem como ter em conta as suas dificuldades.
Os Assistentes Operacionais são um dos grupos profissionais que lidam com os doentes. É urgente e fundamental que os Assistentes Operacionais, a sua maioria com remunerações muito baixas, sejam um grupo mais reconhecido e com uma imagem mais dignificante. Nos últimos anos, os diversos governos refugiaram-se nas políticas economicistas e só têm criado dificuldades no trabalho dos assistentes operacionais. Embora se diga que há muitos assistentes operacionais, a verdade é que nos hospitais há falta destes profissionais, principalmente nos serviços de internamento. Por vezes, a falta destes elementos em número suficiente faz diminuir a qualidade do seu trabalho. Há tarefas que deviam ser levadas a cabo com mais tempo, com mais cuidados e como o tempo não pára, por vezes, os assistentes operacionais têm que dar à perna o melhor que sabem e podem.
Actualmente os Assistentes Operacionais já não são só mulheres. Também há muitos homens que exercem as mesmas tarefas das mulheres, mesmo nos serviços de internamento. Eles, sabem tão bem como elas, utilizar a esfregona para limpar corredores, enfermarias e limpar o que precisa de ser limpo.
Os Assistentes Operacionais estão a entrar numa fase de mudanças na organização das suas carreiras. Há necessidade de dignificar este grupo profissional e dar formação adequada é um começo. Lembro que está já aprovada e reconhecida pela Agência Nacional de Qualificações, a profissão dos Técnicos Auxiliares de Saúde. Este ano, muitas escolas portuguesas iniciaram a oferta do curso profissional de “Técnico Auxiliar de Saúde” que tem a duração de três anos, incluindo um estágio prático.A essa melhoria de formação deve-se juntar uma melhor remuneração, mais baseada nas qualidades de cada profissional, nas suas qualidades humanas, na sua vontade e intuição.  O tempo da mão-de-obra barata deve passar à história. Os Assistentes Operacionais devem manifestar-se contra as formas de trabalho que implicam a desumanização e perda de competência ou que nos impedem a possibilidade de formação. Os actuais Assistentes Operacionais aguardam a regulamentação da sua profissão tendo em vista também verem reconhecidas as suas competências e dessa forma poderem também ser portadores da respectiva “caderneta  profissional”.
Está a terminar o ano de 2011 e outro vem aí. Vai ser um ano de muitas mudanças no que diz respeito às carreiras e vínculos dos profissionais de saúde. Os Assistentes Operacionais vão também estar na baila e ninguém ainda sabe como vão ficar quanto às suas profissões, mas alguma coisa vai acontecer. Tudo o que seja para melhorar, profissionalizar, humanizar e reconhecer o valor dos Assistentes Operacionais é por nós bem recebido.

08/10/11

CUIDADOS NAS ESCOLHAS

Foto copiada daqui:
http://www.accaomedica.centroips.com.pt

O Governo português publicou esta Portaria:

Portaria n.º 1 041/2010, de 7 de Outubro (Diário da República-I Série, N.º 195) 

Este ano escolar, 2011/2012, as escolas portuguesas dando cumprimento a esta Portaria, planearam e estão a leccionar um novo curso a que lhe chamaram "Técnico Auxiliar de Saúde". No blogue "Doutor Enfermeiro" encontrei este alerta e realmente já não há paciência  para  burlas embuçadas
em que muitos jovens podem cair. Consultem, leiam e comparem os planos de estudos dos dois cursos.

29/07/11

TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE:CURSO PROFISSIONAL ARRANCA EM FORÇA EM 2011



O Curso profissional "Técnico Auxiliar de Saúde" está aí. E o Regulamento dos actuais Assistentes Operacionais é aprovado quando? Aqui apresento uma pequena lista de escolas que este ano vão iniciar este curso profissional. Vale a pena consultar alguns destes "links" um pouco escolhidos ao acaso e por todo o Continente.

Santo Tirso:
http://www.esec-d-dinis.rcts.pt/dmdocuments/PROF-tecnico%20auxiliar%20saude.pdf 
 Vila Nova de Cerveira:
http://www.eb23s-vnovacerveira.edu.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=448&Itemid=256
 Castelo Branco, Lisboa, Paderne,Albufeira, Crato, Vila Real
http://www.epar.edu.pt/index.php/tecnico-auxiliar-de-saude
 Santa Maria da Feira:
 http://www.eb23-d-moises-alves-pinho.rcts.pt/cur_profissionais.php#CPSaude
Vila Nova de Famalicão:
http://w.espbs.net/index.php/pre-inscricoes-20112012
Coimbra:
http://esb3-ddiniscoimbra.ccems.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=138&Itemid=115
Guarda:
http://www.esaag.pt/files/Profissional_11_12.pdf
Portimão:
http://www.esmtg.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=142&Itemid=165
Maia (Porto):
http://www.secundario.maiadigital.pt/MDE/Internet/PT/Secundario/Escolas/SecundariaAguasSantas/OfertaCurricular/Cursos+Profissionais/Auxiliar+de+Sa%C3%BAde.htm
Algarve:
http://www.esla.edu.pt/portal/images/stories/OfertaFormativa/Oferta%20Formativa_2011_2012/Folhetos_Cursos/Folheto%20Curso%20Prof.%20TAuxSaude.pdf
Leça da Palmeira:
http://esbn.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=33:tecnico-auxiliar-de-saude&catid=28:oferta-formativa-cursos-profissionais&Itemid=71

21/06/11

RESÍDUOS HOSPITALARES

   O actual regime jurídico de gestão de resíduos, o artigo 3º do Decreto Lei nº178/2006, define resíduo hospitalar como:
"O resíduo hospitalar resultante de actividades médicas desenvolvidas em unidades de prestação de cuidados de saúde, em actividades de formação, diagnóstico, tratamento, reabilitação e investigação, relacionadas com seres humanos ou animais, em farmácias, em actividades médico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam procedimentos  invasivos, tais como acupunturas, piercings e tatuagens".

   Num estudo levado a cabo pela Entidade Reguladora da Saúde, a situação em que se encontram as unidades de saúde quanto à recolha e gestão de resíduos hospitalares, revela que a situação é preocupante.
   O estudo aponta para um desempenho "claramente deficiente" no que se refere aos riscos para os profissionais que manipulam resíduos hospitalares e que se limitam, em grande parte dos casos, a usar só luvas. Há também o problema de se efectuar o transporte de resíduos durante as horas de presença de público e através dos mesmos espaços, como sejam os corredores e elevadores. Estas anomalias já não acontecem nas unidades de saúde privadas.
   O estudo da ERS aconselha mais informação, mais sensibilização e mais formação dos profissionais directamente envolvidos na produção, recolha e tratamento destes resíduos.

09/06/11

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

    Terminou o I Circuito de Orientação de Precisão. A última prova foi organizada pelo Hospital da Prelada, no Porto e pelo Grupo Desportivo dos 4 Caminhos. Importante foi o papel do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do hospital.
   Quero dar os parabéns pela iniciativa. São eventos como este que contribuem para uma melhor integração das pessoas nesta sociedade em que vivemos.
    Lanço daqui um repto ao enfermeiro Victor Lopes: para o ano convide o Hospital de São João a participar neste circuito.

03/04/11

RELATÓRIO IGAS

O relatório está publicado. Observem os gráficos e interpretem os dados mostrados.



28/03/11

PARAR, PENSAR E ESCOLHER O CAMINHO CERTO

  
   Quando recebo em casa o BITsgs, o Boletim informativo da Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde ( talvez seja de pensar noutro nome ) gosto sempre de o ler. O Solitário tem escrito por diversas vezes e sempre com palavras fortes e duras. A verdade é que não conheço e nem tenho conhecimento que alguma vez algum assistente operacional congressista militante o tenha desmentido.
   Há dias recebi o BIT sgs deste mês de Março e não resisto a transcrever parte do artigo escrito pelo SOLITÁRIO:
   "...voltei com toda a minha força, determinação e convicção, para dizer o que sinto, falar do que vi e dizer o que não gostei. Andei por aí e como diz o cantor, “eu fui a todas” e sempre estive com os seus organizadores, considerando-os uns verdadeiros artistas e lá diz o velho ditado “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”. Eu descobri coisas impensáveis, inimagináveis, conversei com os actores, filmei e gravei conversas que julgavam secretas e confidenciais, pois é, vocês estavam com o Solitário em corpo e alma. Cuidem-se, pois brevemente vamos ter um WIKILEAKS à Portuguesa.
   Eu vi palmas e palminhas, ilusionistas, malabaristas, palhaços, que com o seu aspecto comediante, têm lugar em qualquer circo ou teatro deste País. Vi sorteios, rifas, rifinhas, cabazes, danças e cantares, concursos para os melhores trabalhos, cujos prémios foram atribuídos, com recurso a métodos fraudulentos.
  Vi certificados que se vendiam para colegas que estavam ausentes e colocados nas pastas dos inscritos, antes da sessão de abertura.
   Eu vi lágrimas derramadas em rostos de colegas humildes e simples que quando viam determinados trabalhos, apresentados por quem não tem capacidade, nem competência para os poder apresentar, ferindo de morte os seus sentimentos.
   Momentos houve, em que cheguei a pensar: será que estou numas jornadas, num congresso, ou num velório com tanta lágrima derramada!
   Só que num velório há respeito pelo morto, ali não havia respeito por ninguém.
   Isto não é formação, a isto chama-se engano, deformação e incompetência, ou novelas de baixo nível.
   Caros colegas e amigos Assistentes Operacionais, não se deixem enganar, pois este tipo  de formação / deformação / novelas com choradinho à mistura, não vos serve de nada, muito menos para Técnico Auxiliar de Saúde. Acreditem no Solitário, porque falo a verdade e só a verdade incomoda muita gente. Eu gosto muito de vós.
   Por tudo o que vi e descrevi, pensei na frase de Jesus Cristo, quando estava prestes a morrer, crucificado numa cruz pelos seus malfeitores e que disse:
   “Meu Deus, Meu Deus, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem”.
   Gostei das intervenções da Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde, o Solitário foi um dos seus principais críticos, mas tenho que reconhecer que errei, pois são colegas com larga experiência, sabem do que falam, acreditam no que dizem, são convictos e determinados, demonstrando empenho e motivação na vossa valorização e qualificação profissional. Inspiram-me confiança.
   No entanto, peço-lhes para serem o pólo aglutinador e para não se deixarem aglutinar, se assim não fizerem, pode ser uma fatalidade, pois os tais de que falei, o que pretendem, é servir-se do vosso estatuto, para que com a vossa presença, alcancem o sucesso o conhecimento e reconhecimento, para atingir outros fins.
   O Solitário vai andar por aí, mais atento do que nunca, mas sempre com a sua querida e velha máquina fotográfica, o seu velho gravador, para a qualquer momento denunciar, alguns que sabem de tudo, mas nada de formação, qualificação e valorização profissional".
                                                                                             OIRATILOS
In BIT sgs ano 13, nº13 2011.03.02

   Aguardemos pela BOMBA.
 

27/03/11

PRESSÃO SOBRE OS ASSISTENTES OPERACIONAIS EM BRAGA

   Os Assistentes Operacionais ( ex-auxiliares de acção médica ) do Hospital de S. Marcos, em Braga, saíram à rua e mostraram o seu descontentamento e a suas preocupações face ao seu futuro profissional. O novo Hospital de Braga está para abrir brevemente e a administração está a pressionar todos os profissionais que trabalham no actual hospital a celebrarem um contrato individual de trabalho para continuarem a exercer as suas funções no novo hospital.
   A Escala Braga ( Grupo Mello ) que vai gerir a nova unidade hospitalar, tem vindo a propor a alteração dos contratos. É um assunto extremamente delicado. Os assistentes operacionais, alguns com duas dezenas de anos de trabalho e outros com mais, sentem uma enorme preocupação e injustiça as propostas que lhes estão a ser apresentadas. 

10/03/11

DIA MUNDIAL DO RIM

   DIA MUNDIAL DO RIM

Hoje lembramos de uma forma especial os 400 a 600 milhões de adultos em todo o mundo atingidos pela doença renal crónica. Em Portugal, estima-se serem 800.000 pessoas e todos os anos surgem mais de 2000 novos casos de doentes em falência renal e a necessitarem de diálise,ou,nos casos em que é possível, de serem transplantados.
 Diz o Presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, Dr.Fernando Nolasco:
«A principal consequência das doenças dos rins é, evidentemente, a insuficiência renal, situação extremamente grave, porque provoca uma deficiente depuração do sangue e a retenção no organismo de resíduos tóxicos, cuja acumulação pode provocar graves problemas no metabolismo".

     
      No Dia Mundial do Rim venho felicitar todos os profissionais de saúde que diariamente apoiam, cuidam e animam os doentes renais, de modo particular os Assistentes Operacionais.

05/03/11

ASSISTENTES OPERACIONAIS SURPEENDIDOS




"O Hospital de S. João, no Porto, recusa-se a pagar horas extras aos auxiliares de acção médica devido à "necessidade de efectuar cortes no orçamento". A ordem de serviço, à qual o CM teve acesso, diz que, a partir do dia 1 de Março, os recursos humanos do hospital estão proibidos de pagar horas extras àqueles funcionários.
ara garantir o equilíbrio económico e financeiro é necessário um esforço adicional na redução de encargos, pelo que haverá uma alteração nas necessidades dos assistentes operacionais", lê-se na ordem.
A notícia foi recebida com revolta por parte dos auxiliares que já têm a escala de trabalho para o mês de Março feita e já realizaram algumas horas extras depois do dia 1. Para além disso, a unidade hospitalar não dispõe de auxiliares suficientes, pelo que o futuro é uma incógnita.
"Ou os auxiliares vão ser forçados a trabalhar sem receber, ou então os doentes não vão ter os cuidados de que necessitam", explicou ao CM fonte hospitalar.
O Hospital de S. João dispõe de cerca de mil auxiliares, que cuidam da higiene diária dos doentes e lhes servem as refeições, entre outras tarefas. Em média, cada unidade necessita de ter ao seu dispor dez funcionários.
"As unidades não têm auxiliares suficientes, pelo que para terem os dez elementos ao seu dispor era necessário que muitas pessoas fizessem horas extraordinárias. Se agora não pagam, os auxiliares não vão trabalhar de graça. Muitos doentes nem vão ter quem lhes dê um copo de água durante a noite", acrescentou a mesma fonte. Os auxiliares de acção médica já tinham uma sobrecarga de trabalho diária, tendo que prestar funções em vários pisos do hospital quase em simultâneo.
"Há já pessoas que têm de trabalhar em três pisos, sem horas extras muitos serviços vão ficar sem auxiliares e quem sofre é o doente", acrescentou fonte hospitalar".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/s-joao-nao-paga-horas-a-auxiliares


03/03/11

PENDURAR A FARDA


   Como vai a nossa vida...
   O Governo necessita de dinheiro para pagar as asneiras que faz. Este ano está mesmo com vontade de espremer até ao tutano os portugueses, mas com excepções, como já vão ver.
   O SNS está a ficar sem muitos profissionais e os médicos são a classe que mais está a debandar. Uns reformam-se e outros ainda vão aceitando continuar a trabalhar, embora reformados. Mas depois de experimentarem e se viverem a experiência que o Dr.João Décio Ferreira viveu, acredito que farão o mesmo que este cirurgião fez. Mas vamos à história que li  hoje:
" Após 41 anos de descontos e 65 anos de idade reformei-me. Fiquei com uma só reforma calculada a partir dos descontos que fiz nesses 41 anos. Outros, coitados, como acontece com algumas pessoas importantes em Portugal, que toda a gente conhece, devem ter descontado 80 ou mesmo 120 anos para ter direito a duas ou três reformas. Tenho recebido assim todos os meses na minha conta bancária 1911,99 € líquidos desde que me reformei em 24 de Junho de 2009. Agora parece que vai ser reduzido para, voluntariamente obrigado, contribuir para pagar o buraco do BPN, as segundas e terceiras reformas milionárias de alguns importantes, os "brinquedos" das Forças Armadas, as mordomias dos políticos tão necessários ao país, como todos sabem".
   E o doutor cirurgião continuou a escrever e disse mais isto:
"Após a reforma, ainda trabalhei quase dois anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tendo aceitado a proposta para não deixar os doentes desamparados e dar tempo para preparar um sucessor. Só que o interno da especialidade ainda tem dois anos pela frente...".
  
   Acontece que o nosso doutor, agora teve tempo para olhar para os recibos, fez as contas e chegou à conclusão que "o Ministério da Saúde não venha dizer que criou um regime excepcional para voltar a contratar os reformados de áreas necessárias para o SNS, quando o que propõe é 6€ à hora brutos, valor que qualquer mulher-a-dias recebe mais e que é um valor que qualquer pessoa minimamente na posse das suas faculdades psíquicas tem vergonha de propor. Não me parece que qualquer licenciado e ainda por cima no topo da sua carreira profissional permita ser assim tão achincalhado.Há limites que a própria honra impõe".

 E que fez o cirurgião? Pendurou a farda no cabide.

E que dizer dos Assistentes Operacionais a receber ordenados inferiores a 500 € (base de 487,46), para pagar um mês de renda de casa ( ou empréstimo ), água, luz, telefone, transportes, despesas escolares, de saúde e como não nos servem comida de graça, temos que ainda pagar a alimentação. Poderão alguns também pensar no lucro das horas extraordinárias...mas tristemente cheguei à mesma conclusão do doutor cirurgião. É demasiado pouco para o trabalho exercido, para a sobrecarga de horas de trabalho e ainda por cima o senhor IRS vem buscar a parte dele.
Já me apeteceu também pendurar a farda, mas necessito do pouco que recebo como Assistente Operacional.

11/02/11

ASSISTENTE OPERACIONAL AGREDIDA


 

A notícia está publicada no Correio da manhã e no Jornal de Notícias. Sim, é verdade que uma Assistente Operacional ( Auxiliar de Acção Médica) foi violentamente agredida na noite da passada quarta feira, por volta das 22:30, quando se movimentava no piso 1 do hospital e se dirigia ao elevador que a levaria ao serviço onde trabalha, situado no 8ºPiso da unidade hospitalar. A colega tinha ido ao Serviço de Sangue, também situado no piso 1, foi surpreendida por um indivíduo bem vestido mas com más intenções. Valeu à colega a capa tipo A4 onde está arquivado o processo do doente, pois foi o escudo protector que evitou consequências ainda mais graves. Os gritos e a força enérgica da senhora levou a que alguém tivesse aparecido e o agressor acabou por fugir.

Ninguém tem explicação para o sucedido. Às 22:30 por aquele local costumam passar alguns profissionais ( enfermeiros principalmente ) que estão de regresso a casa, depois do turno respectivo. Também é muito estranho que o agressor em vez de ter fugido em direcção à porta de saída, tenha corrido e descido para os pisos inferiores. E apesar das buscas que foram efectuadas, como que magicamente, o bandido evaporou-se e nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima.
   E agora? Eu nunca vivi uma situação destas, mas a nossa colega merece ser apoiada por todos e pela instituição onde trabalha. As marcas da violência estão bem marcadas na sua cara e no braço. E as marcas psicológicas? O acto violento já passou, agora precisa de curar as feridas e tratar das burocracias laborais. Oxalá tudo e todos os intervenientes neste processo saibam defender a vida da nossa colega que apesar da agressão, depois de ter recebido assistência médica e outros protocolos, regressou ao seu local de trabalho e com o apoio da equipa de enfermagem exerceu a sua função até à hora de passar o serviço aos colegas do turno da manhã. 
   Desta vez foi assim. E da próxima ninguém sabe!


 

02/02/11

FALAR DE FORMAÇÃO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

 Enfermeira Isabel Ribeiro, H.S.João-Porto

       O trabalho apresentado pela enfermeira Isabel Ribeiro teve o título "Falar de Formação dos Assistentes Operacionais".
   Foi um trabalho muito bem apresentado, com o recurso ao PowerPoint composto por quadros simples, esclarecedores e assim conseguiu captar a atenção dos presentes na sala. 
   "Assistente Operacional, é um nome feio e frio" segundo as palavras da enfermeira Isabel Ribeiro. Mas também disse que o Assistente Operacional ( ex-Auxiliar de Acção Médica ), deve ter Postura, Arranjo Pessoal, Saber Comunicar e Exercer bem as suas Tarefas e zelar para que o ambiente hospitalar seja um motivo de orgulho pessoal e contribuir para o melhor bem estar dos doentes. Eis alguns dos quadros apresentados durante o trabalho:





   Um trabalho simples, com muito sumo e que devemos colocar em prática no nosso local de trabalho. O assunto tratado pela enfermeira Isabel Ribeiro não foi novidade, mas mesmo sendo do nosso conhecimento, por vezes esquecemo-nos de praticar estes ensinamentos.
   Em meu nome e de todos os Assistentes Operacionais deixo aqui expresso um louvor e um agradecimento à enfermeira Isabel Ribeiro pelos ensinamentos que nos ofereceu nesta jornada.

JORNADAS A FALAR DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

FALAR DE NÓS


Luís Gorgulho no H.S.João-Porto

   "Nós" foi o título do trabalho apresentado pelo Luís Gorgulho, nosso colega vindo do Hospital Garcia de Orta. 
   Segundo o Luís, falar de nós, implica falar do passado dos Auxiliares de Acção Médica e daqueles que nos antecederam, a quem até chamaram "criados". Nós pertencemos a uma classe profissional que ao longo dos anos tem demonstrado, que tem valor, valor profissional, humano e interessados em adquirir mais e melhores conhecimentos, sendo esta a razão de andar de mãos dadas com a Formação. É assim que melhor podemos desempenhar o nosso trabalho.
   Continuou o seu discurso e lembrou "os 30 colegas dos diversos pontos do país, que em 1999, com o seu próprio dinheiro fundaram a ATSGS(Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde) e que afinal temos história própria".
   
   E Falar de Nós? Porquê? Será necessário falar de nós....Obrigado Luís Gorgulho, tens orgulho em falar de nós a nós.
  

14/01/11

O QUE ELES FALAM DE NÓS

                          

               
«Os Assistentes Operacionais da Saúde são um importante alicerce das 
organizações prestadoras de cuidados e são indispensáveis, no âmbito de 
um sistema de responsabilidade e humanização dos cuidados de saúde.
   É de sublinhar que estes profissionais enfrentam de modo intenso as vivências 
de cada utente, muitas vezes com uma aproximação emocional, dando-lhes 
conforto através do estabelecimento de uma relação empática e de amizade, de modo a que se sintam num ambiente fraterno e solidário. Nessa
linha, a formação assume-se como elemento fulcral para a qualidade da 
prestação de cuidados, neste sentido o programa de formação que a 
Direcção Regional da Saúde desenvolve todos os anos, contempla acções de
formação em áreas específicas. São elas a prevenção e combate a 
incêndios, saúde e segurança no trabalho, suporte básico de vida e 
limpeza, bem como, higiene e desinfecção e, no corrente ano a 
humanização da relação com o doente e relações interpessoais e o utente. Ao
nível de acções de intervenção, isto é formação no local de trabalho,  
têm incidido na problemática do controlo da infecção. Actualmente,
o Serviço Regional de Saúde tem 1382 Assistentes Operacionais de Saúde,
dos quais 897 prestam serviço nos hospitais e 485 nas restantes 
unidades de saúde.»




                                      Drª.Sofia Duarte, Directora Regional da Saúde, na abertura do
 I Congresso dos Assistentes Operacionais da Saúde dos Açores, 2010