19/11/09

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

  



O Curso de Formação para Auxiliar de Acção Médica, foi criado pelo Despacho Ministerial nº7/89 de 9 de Fevereiro de 1989, passando o mesmo a ser exigido para ingressar nesta carreira profissional.
   Este Despacho quantas vezes foi esquecido?
   Tenho em meu poder uma cópia da Circular normativa datada de 24/8/1989 que foi enviada a todos os estabelecimentos e serviços dependentes do Ministério da Saúde. Neste documento estão descritas as Orientações Gerais para a utilização dos Auxiliares de Acção Médica, e define as Tarefas que estes profissionais devem executar.
   Um dos objectivos deste documento orientador era "dar a conhecer aos profissionais que trabalham nos serviços onde são colocados auxiliares de acção médica, as tarefas que estes podem, ou não, executar".
   Outro dos objectivos era "dar a conhecer aos auxiliares de acção médica, as Tarefas que eles podem, ou não, executar".
   Ao mesmo tempo, quem enviou esta circular recomendou que fosse divulgada pelos serviços, por forma a que todos tomem conhecimento, ou seja, o pessoal dos serviços onde trabalham auxiliares de acção médica e os próprios auxiliares.
   E lendo a dita circular no ponto 1.3 podemos ler:
"1.3. Nas unidades de internamento, os auxiliares de acção médica que dão apoio nos cuidados directos e indirectos de enfermagem, não devem ter, simultaneamente, a responsabilidade pela limpeza das instalações.
   Nos locais onde ainda não existam contratos com empresas para efectuar limpezas, poderá ser feita uma rotação para o desempenho daqueles dois tipos de actividades. Cada hospital deverá emanar orientações relativamente aos circuitos de limpos e sujos que deverão ser cumpridos rigorosamente, pelo pessoal de acção médica".
1.4. Nas unidades de internamento,  considera-se desejável que haja um auxiliar de acção médica para cada 3 enfermeiros, para o apoio nos cuidados directos e indirectos de enfermagem, embora esta dotação deva ser considerada globalmente para as 24 horas e não, forçosamente, em cada turno".

   Caros colegas, agora chamam-nos Assistentes Operacionais...mas no meu dia a dia continuam a chamar por auxiliar, por senhor empregado, às vezes por enfermeiro.
   Ao ler este documento dei comigo a reflectir no que lá se diz. No hospital onde eu trabalho a limpeza neste momento está entregue a uma empresa de limpeza, por enquanto. Mas, já andei muitas vezes de esfregona nas mãos a limpar enfermarias e W.C's e algumas vezes, para não dizer várias, tive que encostar o carro e a esfregona e ir executar uma tarefa a pedido do senhor enfermeiro, porque o doente necessitava disto ou daquilo...que muitas vezes nós sabemos que é da competência da enfermagem e não nossa. Bom, mas a fase da esfregona parece ter acabado. Mas é provável que ainda haja hospitais onde os colegas ainda tenham que andar de esfregona e pano todas as manhãs.
   Digam lá, que pensam vocês desta maneira de trabalhar?

5 comentários:

Anónimo disse...

Gosto muito do que escreve, pois não sou muito antigo nesta profissão e fico a saber coisas novas , algumas infelizmente não são boas.

josnumar disse...

Caro amigo, eu também não sou muito velho nesta profissão. Eu também sou CIT (Contrato Individual de Trabalho) e comecei a trabalhar como AAM aprendendo com os colegas...mas defendo que os auxiliares devem ter formação contínua.

Anónimo disse...

Temos que ser muito unidos e lutar, pelo menos por aquilo que já se conseguiu até agora. Não podemos deixar que os nossos representantes se esmoreçam, dando cada vez mais razões para juntos obter-mos o que é nosso de direito.
Concentremos-nos em congressos, jornadas e em lutas na rua se for necessário, como fazem outros profissionais.

Zezinha Marques disse...

Tendo isto sido publicado em 2009, lamento informar que nesta data, 2013, no hospital onde exerço funções o balde e a esfregona ainda é a "ferramenta" mais usada pelo auxiliar de acção médica... e quantas não são as vezes em que se larga as ferramentas para ir ajudar o doente...

Zezinha Marques disse...

Tendo isto sido publicado em 2009, lamento informar que nesta data, 2013, no hospital onde exerço funções o balde e a esfregona ainda é a "ferramenta" mais usada pelo auxiliar de acção médica... e quantas não são as vezes em que se larga as ferramentas para ir ajudar o doente...