19/03/14

O ABSENTISMO TEM CURA ?





INTERESSA-ME O FUTURO
PORQUE É O LUGAR
ONDE VOU PASSAR
O RESTO DA MINHA VIDA

                     Woody Allen

      
    Os hospitais, dada a natureza das suas actividades, têm que funcionar nos 365 dias do ano e durante as 24 horas do dia. Nestas instituições os horários de trabalho são diversos: horários flexíveis, horários rígidos, horários desfasados, horários de jornada por turnos e horários de jornadas contínuas.
   O trabalho por turnos é a modalidade de horário mais praticada. Os enfermeiros são o grupo de profissionais que mais cumprem. Já os que mais faltam ao trabalho são os Assistentes Operacionais. E a alta taxa de absentismo destes trabalhadores tem tendência a continuar a aumentar. As ausências no trabalho dos Assistentes Operacionais, ao contrário de outros profissionais de saúde, são logo notadas, pois a falta de algum elemento na equipa é imediatamente detectada pelos colegas que estão a terminar o seu turno e também pelos colegas que vão iniciar o seu trabalho.
   O absentismo é portanto uma realidade e a sua existência traz algumas consequências menos boas para as instituições de saúde, para os trabalhadores que estão a trabalhar e também para os que praticam o absentismo. A ausência das pessoas do seus locais de trabalho estão principalmente relacionadas com problemas de saúde. Mas há "absentistas praticantes" que se apoiam noutras justificações e estão literalmente a borrifarem-se para os seus superiores hierárquicos, bem com os seus colegas de trabalho. Também as faltas ao trabalho estão muitas vezes relacionadas com as atitudes e comportamentos assumidos pelos "chefes" e suas respectivas cúpulas. Por vezes, uma incorrecta integração, a ausência de motivação o aliado a uma falta de sentimento de pertença à instituição onde se trabalha, pode servir para que uma pessoa opte pelo absentismo.
   O elevado número de absentismo dos Assistentes Operacionais deve merecer uma maior atenção por parte dos seus superiores. Olhar com atenção e mostrar interesse em encontrar uma solução justa é o mínimo que alguém pode pedir. As doenças, os acidentes de trabalho, as licenças de maternidade/paternidade são algumas das justificações dos assistentes operacionais para faltar ao seu trabalho. Serão só estas? Tenho a certeza que há outras razões para tanto absentismo. As faltas ao trabalho são um problema e contribuem para uma desregulamentação dos horários de trabalho. Quando um trabalhador falta ao trabalho coloca em causa o normal funcionamento de determinado serviço e nem sempre a instituição está preparada para prever estas situações. Mas talvez não fosse descabida a ideia de em certos e determinados serviços de saúde, fosse criada uma "reserva" pelas instituições para em pouco tempo efectuarem as substituições necessárias. Claro que isto traz custos, mas também não podemos esquecer as consequências e os custos, tanto para a instituição como para os trabalhadores, terem que aguentar mais horas de trabalho.
   Os assistentes operacionais da área da saúde têm funções extremamente diversificadas e todas elas importantes em termos do bom e normal funcionamento da instituição onde trabalham. O trabalho destes trabalhadores e o clima do local onde executam as suas tarefas, merecem por parte das  administrações hospitalares e das suas chefias mais próximas a tomada de atitudes de apoio, incentivo, motivação e reconhecimento do valor que realmente têm.
   O absentismo combate-se com melhorias na organização do trabalho, na melhoria dos horários de trabalho, na melhoria do clima de trabalho, na melhoria da sua formação. O bom exemplo deve vir dos seus superiores hierárquicos que devem manifestar mais apreço, mais estímulo, mais confiança no grupo de trabalho.

16/03/14

CONTRA CORRENTE


Antes era a falta de Assistentes Operacionais, agora é a entrada ao serviço de pessoal vindo dos Centros de Emprego que exercem as mesmas funções, só de segunda a sexta-feira e a maioria só trabalham os turnos da manhã. Ora o que está a acontecer nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é que os turnos de trabalho sejam de 12 horas contínuas, maior número de trabalho nocturno ( noites ) com a acumulação de dias de trabalho sem as respectivas folgas ou descansos, havendo pessoas que só 13 dias depois é que têm dia de folga ou descanso ( ou ainda pior). Se a estas condições de trabalho juntarmos as médias de idades que estão entre os 45 e 55 anos de idade, num trabalho que exige esforço físico e psicológico, está encontrada uma das principais razões do grande número de baixas médicas como nunca se viu, complicando o normal funcionamento dos serviços de saúde.
   Já trabalho há uns anos como Assistente Operacional e nunca imaginei viver uma situação assim. Como se organizam os Recursos Humanos dos hospitais? É normal e comum um Assistente Operacional receber atempadamente o seu horário de trabalho e organize a sua vida pessoal, familiar e social tendo em consideração os turnos desse horário que lhe foi entregue. Mas já não é normal chegar ao fim do seu turno de trabalho e não poder dar cumprimento aos compromissos e obrigações entretanto assumidas com a família, com os amigos, com actividades de desporto e lazer, com acompanhar os seus filhos...porque um colega está de baixa há 1 ano, ou 4 dias, porque aquele ou aquela não trabalha à tarde, nem aos fins de semana...e ainda é capaz de ouvir frases deste género “Tem que seguir”. “Não adianta reclamar”. “Vejam lá, têm contrato assinado com o hospital!”
  Afinal vivemos onde? Por um lado fala-se que há trabalhadores há mais nas empresas públicas, hospitais incluídos, mas um trabalhador tem que assegurar turnos de 12 horas seguidas e ao mesmo não lhe permitem que trabalhe mais uma hora por turno? Com o aumento de uma hora por cada turno de trabalho acabariam aquilo a que alguém um dia adormeceu e acordou com a ideia de que se pusesse os trabalhadores a trabalhar Manhã e Tarde seguido chamar-lhe-ia “Carga Horária”. E não é que a ideia pegou e é a realidade vivida por muitos Assistentes Operacionais? E olhando bem, estão a conseguir que um trabalhador faça o trabalho de dois. Grande ideia, mas esqueceram as Leis do Trabalho, os direitos das pessoas ao trabalho e a uma vida pessoal, familiar e social fora do local de trabalho. Mais: como estes profissionais trabalham muitas horas seguidas, não gozam os descansos devidos, aumentam os acidentes de trabalho, por quedas, dores musculares, dores na coluna, dores nas costas, dores nos joelhos, tendinites nos pulsos e mãos, noites mal dormidas, mais discussões com colegas e em casa. Isto é mau, mas pior é quando o profissional altera o seu “espírito de trabalho” quando um utente ( doente ou não ) solicita a sua ajuda. O mesmo acontece quando outros profissionais ( enfermeiros, médicos...) se dirigem a estes profissionais e mais uma vez o Assistente Operacional toma atitudes imprórias e inesperadas, porque o cansaço o dominou.
   Quem, no fim de contas, deixa de ganhar?
   É urgente mudar esta forma de trabalhar porque todos sairemos a ganhar.    
   Continuo a acreditar que é possível vivermos num mundo mais humano e que todos saiam a ganhar.


12/03/14

HORÁRIO DE TRABALHO



   No mundo do trabalho, seja ele de que tipo for, é necessário estar definido um horário para os trabalhadores de forma a garantir a estabilidade e a sustentabilidade da empresa ou instituição. Todos os funcionários, desde o porteiro ao presidente de administração, têm definido o seu horário de trabalho.
   Quando falamos de “carga horária”, no meu entender, refere-se ao número de horas que eu como trabalhador, trabalho por dia ou por semana. Eu para ganhar o meu salário tenho que cumprir o horário de trabalho. Como trabalhador, tenho o direito de não concordar com a carga horária que me é atribuída e tenho também o direito de manifestar essa minha insatisfação. Se eu, como trabalhador, sinto que a carga horária que me é exigida é superior aos limites impostos pela Lei do trabalho, eu devo dar conhecimento dessa mesma situação aos meus superiores.
   Acima de tudo, enquanto trabalhador tenho de ter a consciência que tenho que dar o meu melhor no dia a dia e aguardar o desempenho consciente por parte dos meus superiores hierárquicos ( encarregado geral e encarregado de sector ) e que me valorizem por isso.
   Os Assistentes Operacionais que trabalham no sector da saúde ( ex-Auxiliares de Acção Médica ), somos submetidos a dias de trabalho com muitas horas seguidas, chegando a trabalhar períodos de 12 horas contínuas, alguns até 18 horas. Durante as horas de trabalho, estes profissionais têm que executar diversas tarefas, onde o esforço físico e o convívio com a Vida e a Morte, a dor e a tristeza, o choro e as lágrimas originam um stress constante. Se a isto juntarmos, em muitos casos, edifícios antigos e inapropriados para trabalhar, horários completamente desregulamentados, as faltas dos assistentes operacionais causadas pelos acidentes de trabalho, doença ou outros motivos, julgo que qualquer pessoa mais tarde ou mais cedo se sente incapaz de dar o seu melhor.
   A elaboração de horários de trabalho adequados, conforme a Lei do trabalho recomenda, para além de ser um direito de qualquer trabalhador, contribuiriam para alterar estas situações vividas pelos Assistentes Operacionais.
   O STFPSN ( Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte ) denunciou em Fevereiro deste ano, algumas “ilegalidades” na elaboração dos horários de trabalho que muitos hospitais estão a praticar, nomeadamente os horários dos Assistentes Operacionais. Elaboraram um ofício e deram conhecimento das “ilegalidades” a várias entidades públicas:
Procurador Geral da República, Autoridade para as Condições do Trabalho, Administração Regional de Saúde.
   Nesse documento, o sindicato enumera entre outros problemas, o facto de “trabalhadores cujo intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho não é respeitado e ainda de horários com mais de cinco dias consecutivos de trabalho”.
  Também lembram que não são respeitados os tempos máximos de trabalho semanal, nem o diário, há trabalhadores obrigados a cumprir horários de 12 e 14 horas de trabalho seguidas”.
  
O Sindicato lembra que desde a recente alteração e implementação das 40 horas semanais, a situação tem vindo a agravar-se. A juntar a isto lembro a recente entrada em funções de pessoas vindas dos Centros de Emprego, ao abrigo de estágios profissionais ou outras situações e que exercem as funções de assistentes operacionais, mas só de segunda a sexta-feira e nos turnos das manhãs e tardes. Como se isto não basta, os Assistentes Operacionais mais “velhos”(há anos que trabalham como tal ) têm que assegurar as noites, sábados, domingos, feriados e ainda com a imposição de assegurarem os turnos ininterruptos. Quando o trabalhador pergunta o porquê, recebe como resposta que “não há pessoal para assegurar o serviço aos fins de semana, domingos e feriados portanto o senhor/a tem que trabalhar Manhã e Tarde no sábado e/ou no domingo”.(Mais espantoso é que estes turnos aos fins de semana chamam-lhes “carga horária”, ou seja, são para completar o horário de trabalho semanal das 40 horas!!!)
  
Desde 2004 que exerço funções de Assistente Operacional. E desde sempre mostrei o meu desacordo com isto de chamar “carga horária” e obrigar o trabalhador a efectuar 12 horas de trabalho contínuo, tendo na véspera e no dia seguinte que voltar ao serviço.
  
Mas afinal em que país nós estamos? Trabalhar 12 horas seguidas e chamarem-lhe “carga horária” quando carga horária se refere às horas de trabalho semanal, que hoje está nas 40 horas semanais!
   A Lei determina que a jornada de trabalho diária deve ser de oito horas, podendo ir até mais 2 horas extra, não podendo ultrapassar as 10 horas dia. Onde se enquadram as 12 horas seguidas de trabalho? Não será uma forma de os “patrões” ao manterem o mesmo trabalhador a fazer o trabalho de dois pouparem uns trocos? E então onde ficam os direitos dos trabalhadores a possuir uma vida social e familiar para lá da entidade empregadora?
   Sei que o problema também está em que alguns trabalhadores, por conveniências diversas, até nem se importam de trabalhar, trabalhar e trabalhar até os encontrarmos cansados, esgotados e agarrados a uma canadiana, com o braço ao peito, nas sessões de fisioterapia e sei lá que mais.
   Eu não sou assim e continuo a pensar que todos têm direitos e deveres.

17/02/14

SER ASSISTENTE OPERACIONAL ( AUXILIAR DE SAÚDE )





O QUE NÓS PENSAMOS DE NÓS



Testemunho de um colega:
    "Tenho 25 anos e sou auxiliar há 5 anos. Por circunstâncias da vida, só fiz o 12 ºAno, e caí de para-quedas nesta profissão. O meu dia-a-dia no trabalho é um inferno, trabalho numa Unidade de Cuidados Continuados. No meu primeiro dia de trabalho, o meu chefe (um enfermeiro reformado a recibos verdes) disse-me que os auxiliares colaboram com os enfermeiros, mas logo percebi que era mentira. Sou obrigado a fazer muita coisa que não me compete, a administrar medicação oral (os enfermeiros só deixam ao pé dos utentes, nem tiram do blister),a dar banhos sozinho, se for no chuveiro o enfermeiro limita-se a ficar a fazer a cama, de má vontade e quando a faz, mas também acontece dar banhos no leito sozinho. Nas transferências da cama para a cadeira de rodas ou o contrário, nunca estão presentes, não colaboram a meter arrastadeiras ou urinóis. Não deitam os doentes depois do das refeições e muitas das vezes nem a ronda de posicionamento e mudança de fraldas fazem. Nas tardes em 8 horas do turno da tarde, talvez 6h passem a frente de um computador delegando os doentes aos auxiliares. Não ajudam a dar as refeições, só dão aos doentes das sondas porque ainda nisso não nos conseguiram obrigar.
   No turno da noite nunca se levantam do cadeirão para ir atender as campainhas e por vezes nem perguntam porque é que o doente tocou.
Ganho 513,00€ brutos, que com o desconto, fica numa miséria. O subsídio de turno quase nem existe. Sou constantemente humilhado pelos enfermeiros que praticamente têm a
minha idade ou pouco mais velhos são, onde nem respeito têm por auxiliares que podiam ser mães deles e delas.
   Acusam-nos de não limparmos as camas, rampas e etc, mas para eles ficarem sentados no computador temos que fazer o trabalho que devia também de ser deles sozinhos. O meu chefe nunca está do nosso lado, defende sempre os enfermeiros pois é da classe deles. Somos considerados a escumalha lá dentro, os porcos, os preguiçosos, os que só sabem estar sentados e de telemóvel na mão. Mas isso não é verdade. Fazemos muito lá dentro, ate mais do que nos compete.
   Gostava que me aconselhassem, que me esclarecessem, se é normal ser um enfermeiro chefe de auxiliares?  Como posso argumentar minimamente bem para não fazer algumas coisas sem que os enfermeiros me digam frases do género :"não quero fazer nada"? A nível de ordenado será que no Serviço Nacional de Saúde os meus colegas ganham muito mais que eu, que em 5 anos só fui aumentado 10 euros e que o próximo será aos 10 anos de casa e não vai além de mais 10 euros? Não há nada que me ajude a argumentar também neste aspecto?
   Gostaria que se algum auxiliar que trabalhe numa Unidade de Cuidados Continuados me diga se ganham o mesmo e se passam o mesmo que eu. As minhas colegas são quase todas mais velhas que eu, mas não se mexem para melhorar nada, têm medo e eu também tenho, mas quero construir uma vida e não sei como.
   Adoro o que faço, a maioria dos meus doentes são idosos e aprendo muito com eles, mas nestas situações, ando desmotivado."

12/02/14

TÉCNICO(A) AUXILIAR DE SAÚDE E O FUTURO

Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em Joane, Braga, explica neste vídeo o que é o Curso Técnico Auxiliar de Saúde:

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Decorreu no dia de hoje 16 de dezembro de 2013, no Instituto de Emprego da Madeira (IP-RAM), a entrega de certificados referentes ao curso de Técnico (a) Auxiliar de Saúde aos primeiros profissionais deste género a adquirirem este tipo de formação na Região Autónoma da Madeira:


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Os estagiários do Curso Técnico Auxiliar de Saúde, da Escola Profissional Cristovão Colombo em estágio profissional(em contexto de trabalho):


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Turma 10ºAno do Curso Técnico Auxiliar de Saúde, da Escola Secundária Santa Maria Maior, Viana do Castelo, em visita à Unidade de Autoclavagem do Such ( Gaia ):



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Alunos do 11º ano da Escola Secundária Avelar Brotero, do curso 'Técnico de Auxiliar de Saúde', visitaram a Idealmed no âmbito da disciplina 'Higiene, Segurança e Cuidados Gerais'. A visita dos alunos do 11º ano foi acompanhada pelas Coordenadoras de Enfermagem, Enfª Noémia Sousa e Enfª Paula Sares, e pelo Fisioterapeuta da Idealmed, Rui Duarte, que apresentaram as instalações da UHC e realizaram alguns exemplos práticos da actividade nesta Unidade Hospitalar. Técnicas de transferência de doentes, posicionamento e uso adequado de auxiliares de marcha foram algumas das áreas abordadas na componente prática da visita. Os coordenadores da visita explicaram ainda aos alunos algumas noções teóricas sobre os resíduos hospitalares e sobre as consequências da imobilidade do doente:
Que futuro os espera ?
Que futuro para os actuais Assistentes Operacionais?

04/02/14

PROJECTAR O FUTURO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS



    Projectar o futuro dos Assistentes Operacionais ( ex-Auxiliares de Acção Médica ) é não parar de caminhar e construir pontes entre os que actualmente trabalham e todos aqueles que num futuro próximo iniciem as suas funções de Técnicos Auxiliares de Saúde. Para que este futuro seja realidade é necessário apostar seriamente na formação e qualificação. Os actuais Assistentes Operacionais estão necessitados de formação selectiva e transparente.
   Para o ano de 2014, a Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional vai apostar fortemente nos chamados Cursos Profissionais. E no caso da saúde, o Curso de Técnico Auxiliar de Saúde vai deverá ser uma das primeiras opções das instituições que prestam cuidados de saúde no nosso país, particularmente os hospitais que integram o Serviço Nacional de Saúde. Prova desta orientação é o aumento de jovens e alguns adultos que, vindos dos centros de emprego e das escolas profissionais e secundárias, fazem formação em contexto de trabalho ( estágio ) em vários serviços hospitalares. Os Centros de Emprego, através do IEFP, estão a criar redes locais com formação e qualificação e em parceria com os hospitais  estão a abrir o futuro a muitas pessoas.
   Onde está a formação e a qualificação dos actuais Assistentes Operacionais?
   Que futuro nos espera?

03/01/14

FALAR DE NÓS

Falar de Nós, os Assistentes Operacionais
 

 Como sócio da ATSGS, depois de ler o Boletim Informativo de Novembro de 2013, fiquei com algumas dúvidas relativas ao comunicado sobre o Curso Técnico Auxiliar de Saúde, nomeadamente referente ao seu ponto nº2, que diz:
2..Porque sempre falamos verdade e não esquecemos a nossa missão, visão, valores e objectivos, o Curso de Técnico Auxiliar de Saúde devia ter duas vertentes, sendo uma para os que ingressam pela primeira vez nas Instituições do Serviço Nacional de Saúde e outra para os actuais Assistentes Operacionais ( antigos Auxiliares de Acção Médica ), isto é:
a) Para os que ingressam pela primeira vez, teriam de ter o Curso de Técnico Auxiliar de Saúde de acordo com a Portaria nº1041-2010 de 07-10, assim como o respectivo Certificado de Aptidão Profissional;
b) Para os actuais Assistentes Operacionais com o 9ºAno ou 12º Ano, o Curso de Técnico Auxiliar de Saúde seria através de RVCC, ou seja, Reconhecimento, Valoração e Certificação de Competências adquiridas com a criação de grupos de trabalho para o efeito nas Instituições de Saúde.
 
    Como não entendi bem o texto do comunicado da ATSGS e porque penso que se trata de uma posição importante da Associação dos Trabalhadores que representa os actuais Assistentes Operacionais, que sempre defendeu, enviei em 18 de Novembro de 2013 um pedido de esclarecimento acerca deste assunto perguntando:
 
   Questões colocadas:
   1- O que acontecerá aos actuais assistentes operacionais que não têm o 9ºAno, sequer, mas querem e desejam ser Técnicos Auxiliares de Saúde ?   2-Sabem-me informar ou confirmar se os Centros de Emprego e Formação Profissional estão a dar formação aos desempregados e outras pessoas para o Curso de Técnico Auxiliar de Saúde?
   3-A ATSGS não acha que todos os Assistentes Operacionais ( ex-Auxiliares de Acção Médica ) se assim mostrarem vontade e interesse, deveriam ter acesso a esta valorização pessoal e profissional, acedendo assim ao curso TAS ? É que se assim não for, ficarão de fora muitos colegas!


   A resposta recebida no dia 2 de Janeiro de 2014 foi esta:

 
 
   Caro Associado 

Relativamente ao assunto em epígrafe, o Conselho Directivo da ATSGS 
informa,que:

1. O Comunicado do Boletim Informativo de 14/11/2013, foi o de deixar bem clara a posição da ATSGS, quanto ao Curso de TAS, pois não nos revemos nos comportamentos, práticas e atitudes que negam os compromissos e acordos assumidos entre partes e violam em várias situações a Portaria nº 1041 /2010 de 07/10, assim como o perfil  referencial divulgado.
2. Quanto às questões colocadas, e no que ao RVCC dizem direito, nas reuniões efectuadas para quem já exerce funções, ficou acordado na ACSS e MS, que:

a) Os Assistentes Operacionais que possuissem o 9º ou 12º ano, seriam objecto de uma avaliação curricular para quantificar a formação já obtida de acordo com a Portaria, Perfil e Referencial, sendo criados Grupos de Trabalho nas Instituições de Saúde pela ACSS e MS, o que ainda não aconteceu.

b) Os Assistentes Operacionais que não tivessem o 9º ou 12º ano, seriam objecto de RVCC em contexto de trabalho nas suas Instituições de Saúde de acordo com a Portaria, Perfil e Referencial e no final teriam a equivalência ao 9º ou 12ºano, ficando todos os Ex. Auxiliares de Acção Médica, hoje Assistentes Operacionais com o Curso de TAS.
c) Para os que ainda não exercem funções no Sector da Saúde terão de efectuar o Curso de acordo com a Portaria nº 1041/2010 de 07/10, perfil e referencial.

d). Quanto à formação nos Centros de Emprego para TAS, não temos 
conhecimento que a mesma se esteja a realizar-se, no entanto há Escolas Profissionais (algumas à revelia da legislação em vigor), que ministram o Curso a seu belo prazer e que no actual contexto não tem qualquer saída profissional.


Dúvida nº2:

3. Relativamente à última questão, o Conselho Directivo da ATSGS desde 2008, que se bate pela criação regulamentação, reconhecimento e valorização do Sector Profissional que representa.Quando iniciamos este projecto foi a pensar nas funções de carácter técnico e específico que exercemos nas Instituições integrantes do Ministério da Saúde.
O nosso projecto é só um:
Que para todos os Assistentes Operacionais, Ex. Auxiliares de Acção Médica, seja reconhecida aprovada e regulamentada a Profissão de Técnico Auxiliar de Saúde e integrada nas áreas Tecnológicas da Saúde.

4. Porque sempre falamos verdade e não esquecemos a nossa missão, visão, valores e objectivos e porque os Assistentes Operacionais são imprescindíveis e fundamentais no funcionamento do SNS,vamos manter todo o empenho e determinação para que as decisões saiam dos Gabinetes do Ministério da Saúde e sejam postas em prática em todas as Instituições.

Caro associado:Desbravamos os caminhos, lançamos as sementes à terra,o fruto está a crescer e a colheita está para breve, pois jamais abdicaremos da nossa persistência e tudo faremos para que o Reconhecimento das nossas 
Funções, Certificação e Valorização de Competências, nos sejam 
justamente e merecidamente atribuídas como Técnicos Auxiliares de Saúde.
Ficamos ao dispor para qualquer dúvida ou esclarecimento adicional.  Saudações Associativas,  O Conselho Directivo da ATSGS

24/11/13

VIDAS APAIXONANTES

   O "Eusébio" era conhecido pela paixão que tinha pelo futebol. Chegou a jogar no Sporting, em clubes mais pequenos e no Centro Cultural e Desportivo Olivais Sul.
   O futebol foi a sua paixão desportiva e profissionalmente Manuel trabalhava como Assistente Operacional na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. O nosso colega foi uma das cinco pessoas que nestes últimos dias perderam a vida a praticar desporto. Paz à sua alma.
Veja o vídeo:

15/11/13

COMUNICADO ESCLARECEDOR


   Vós, alunos do Curso profissional Técnico Auxiliar de Saúde, que actualmente andais a frequentar nas escolas secundárias portuguesas e nas escolas profissionais, que opinião tendes formada quanto ao vosso futuro profissional?
   E vós, hoje Assistentes Operacionais, ex-Auxiliares de Acção Médica ( Auxiliares de Apoio e Vigilância, Auxiliares de Rouparia e Lavandaria, Auxiliares de Alimentação, Auxiliares Maqueiros, Auxiliares nos Internamentos...), a quem vos prometeram FORMAÇÃO e novos objectivos nas vossas carreiras, novos saberes e competências, baseados nos vossos ANOS de TRABALHO e muitas formações internas e participações em JORNADAS, CONGRESSOS organizados pela Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde, por grupos de Colegas auxiliares...que durante anos incentivaram a estas reuniões de formação e convívio, como vos sentis no dia a dia  nos vossos locais de trabalho, onde trabalhais com estagiários do novo curso TAS, com pessoas que no passado recente executavam tarefas de higiene e limpeza de instalações e hoje vestem a vossa farda para de manhã executar tarefas de Auxiliar de Acção Médica, incluindo banhos, ajudar na alimentação, recolha de urinas, levar e trazer processos, amostras de sangue e outros, para depois à tarde voltarem a vestir a fatiota de "técnicos auxiliares de limpeza", sendo que em ambas as funções quem lhes paga a é empresa de limpeza. Que tendes vós para dizer?
   HÁ QUE ESTAR ATENTOS. AFINAL A ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES DOS SERVIÇOS GERAIS DE SAÚDE NÃO ANDA A DORMIR. VISITA AQUI: http://www.atsgs.pt/
OU LÊ ESTE COMUNICADO:
http://www.atsgs.pt/UserFiles/File/Documentos/55/bit_-_novembro_2013.pdf

03/11/13

É HORA DE ACORDAR



   É preocupante a actual situação profissional dos Assistentes Operacionais. Não imaginava que íamos chegar ao ponto que estamos a viver. O momento sócio-económico que o país atravessa não agrada a ninguém e todos os portugueses desejam que isto acabe. Os Assistentes Operacionais estão a ser vítimas das decisões políticas e também do modo como estão a encarar a profissão.
   Em 2008, o Governo do Sr.Sócrates arrumou de vez com as carreiras dos então Auxiliares de Acção Médica. Ao aprovar a Lei 12-A/2008 criou o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações. Os trabalhadores que integravam os Serviços Gerais de Saúde, grupo onde estavam os Auxiliares de Acção Médica, passaram a pertencer a três grandes grupos de profissionais:
                                         - Técnicos Superiores
                                         - Assistentes Técnicos
                                         - Assistentes Operacionais
   É conhecida a enorme quantidade de assistentes operacionais e as inúmeras tarefas que lhes estão atribuídas. Tanto é Assistente Operacional um motorista, como o é um electricista, um contínuo de escola, um vigilante de um hospital ou um assistente que trabalha num internamento de um serviço de saúde. E cada um destes trabalhadores executa tarefas importantes, mas diferentes.
   Os Assistentes Operacionais ( que trabalham na área da saúde ) parecem andar sem norte. O sindicato e a associação que os representa andam cada qual a caminhar para seu lado. Os sindicalistas vão gritando e exigindo ao Ministério da Saúde a criação da Carreira de Técnico Auxiliar de Saúde. Têm razão, pois o curso profissional aprovado pelo Ministério da Educação está a ser leccionado em muitas escolas secundárias e em muitas escolas profissionais. Até nos centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional se ministra o curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde. Mais:  é um curso profissional apoiado pela União Europeia, os alunos recebem um subsídio de alimentação e dinheiro para transportes. Também os professores ( e as escolas ) recebem apoios monetários. Ou seja, trata-se de dinheiros públicos e que se destinam a melhorar e qualificar os futuros "assistentes operacionais", pois o Técnico Auxiliar de Saúde é o profissional que vai exercer as funções dos actuais Assistentes Operacionais. O mau disto é que não se criou a carreira do Técnico Auxiliar de Saúde e pior é que o senhor Secretário de Estado da Saúde anda a gozar com os sindicatos e daqui a uns tempos vamos ter centenas de  jovens diplomados e com estágio realizado e sem trabalho, sem carreira, sem futuro em Portugal.
   Se a isto juntarmos a total apatia e desinteresse das administrações hospitalares em colocarem em prática as recomendações, enviadas atempadamente pela ACSS , Administração Central do Sistema de Saúde - http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/PRIORIDADESFORMATIVAS2013.pdfrelativamente à "requalificação" dos actuais Assistentes Operacionais, tendo como base orientadora, o Referencial de Competências e Formação do Curso Profissional dos Técnicos Auxiliares de Saúde, para que também tenham a mesma oportunidade de obter saberes e competências iguais aos que terminam o curso de TAS, é preocupante e está a criar desanimo e frustração em milhares de profissionais.

10/10/13

BALBURDIA QUASE COMPLETA


   A notícia tem a sua verdade, ai tem. Uma pessoa não nasce Assistente Operacional, nem médico ou enfermeiro. É ao longo da vida que tudo se define e depois de estudos e TREINO encontramos uma infinidade de profissionais.
   
Por vários motivos há falta de Assistentes Operacionais em alguns hospitais portugueses e há que encontrar uma solução.
   Esta do CHSJ ainda vai dar muito pano para mangas.
   E que dizer dos estagiários do recente curso Técnico Auxiliar de Saúde? É um Curso profissional, subsidiado com dinheiro da UE, estes profissionais vão futuramente trabalhar nos nossos hospitais e centros de saúde, lares, clínicas. Sabem o que vão executar? As mesmas tarefas que hoje executam os Assistentes Operacionais ( ex Auxiliares de Acção Médica ). Estes jovens estão a ser formados e a estagiar nos nossos hospitais. Em que condições? Com que orientações? Porque é que uns têm que estagiar a trabalhar Manhã e Noite ( no mesmo dia) e outros colegas da mesma escola profissional não, trabalham só Manhãs ou Tardes? Ou porque é que estes estagiários têm que trabalhar aos sábados e aos domingos? Quem define as orientações destes estagiários quando eles são entregues pelas escolas nos hospitais?
Por aqui e pelos procedimentos levados a cabo por alguns administradores hospitalares, podemos observar e concluir que este grupo de profissionais continuam a ser tratados como "indiferenciados", gente que faz qualquer coisa, qualquer tarefa e a um preço mesmo baixo. Afinal, os Técnicos Auxiliares de Saúde são ou não "aquele salto" qualitativo dos ex-Auxiliares de Acção Médica? Haja RESPEITO PELO TRABALHO E RECONHECIMENTO destes profissionais. Na saúde, os fins não justificam os meios...se há apertos de dinheiros, isso não pode e não deve justificar os atropelos sem dó nem piedade. Onde mora a MISSÃO, os VALORES, a FORMAÇÃO...das instituições prestadoras de cuidados de saúde no nosso país?
Os portugueses merecem melhor.

15/09/13

QUEM CONTA UM CONTO...ACRESCENTA UM PONTO




O professor colocou toda a turma fora da sala de aula, excepto um dos alunos. A este mostrou-lhe uma fotografia. Depois de alguns minutos a observar a fotografia, o aluno devolveu a fotografia ao professor e chamou um colega e descreveu-lhe a imagem. Este por seu lado, chamou outro e também lhe descreveu a imagem. E este procedimento foi-se repetindo até que todos os alunos da turma regressassem à sala de aula. Quando o último aluno entrou o professor pediu-lhe uma descrição da imagem. Este contou à turma que a fotografia era a de uma senhora que usava um penteado antiquado e tinha uma faca na mão. O professor pegou na fotografia e mostrou a todos o retrato de uma festa de anos, com uma boa dúzia de amigos e amigas, em que a aniversariante estava a cortar o bolo e usava o cabelo como nos anos sessenta, armado com laca.


29/08/13

MAIS HORAS DE TRABALHO E SEM AUMENTO SE SALÁRIO


Assistentes Operacionais com 40 horas semanais
   O Presidente da República promulgou o aumento do horário de trabalho dos Funcionários do Estado. Os trabalhadores que até agora cumpriam um horário de 35 horas semanais passam a trabalhar 40 horas.
   Contudo o Governo ainda não ganhou e não pode cantar vitória. Os partidos políticos e os sindicatos disseram que vão enviar esta lei para o Tribunal Constitucional e dessa forma tentar evitar a aplicação desta medida. Diz o Governo que com esta "pequena" alteração no horário, mais 5 horas por semana, vai poupar 36 milhões de euros ainda este ano e 204 milhões em 2014. Pudera, vai pagar o mesmo aos trabalhadores, aumenta-lhes as horas de trabalho...com esta simples mudança ganha porque paga menos horas extraordinárias e o mesmo com mais horas de trabalho. Pudera!

25/07/13

TRABALHAR EM BOAS CONDIÇÕES DE HIGIENE E SEGURANÇA




   A ACT ( Autoridade para as Condições do Trabalho ), é um serviço do Estado que visa promover as condições de trabalho, higiene e segurança dos trabalhadores no nosso país.
   Este organismo estatal faz inspecções por todo o país. Tem detectado várias irregularidades: horários de trabalho para além do limite legal, é uma delas. O número de horas que os trabalhadores efectuam ultrapassa claramente o que a lei estipula. Os inspectores da ACT detectaram a existência de trabalhadores que entram regularmente às 8 horas da manhã e saem às 20 da tarde.
   Também esta situação se passa em muitos dos estabelecimentos que prestam cuidados de saúde aos cidadãos, muitos deles fazendo parte do SNS ( hospitais, centros de saúde, Usf,...). Lembro que muitos Assistentes Operacionais, por diversas razões que lhes são apresentadas pelos seus superiores, entram ao serviço às 8 horas da manhã e saem às 20:00, após 12 horas de trabalho. Outros exemplos de sobrecarga horária é muitas vezes o iniciar o trabalho nocturno às 20:00 e chegada a hora de saída, que devia ser às 8:00 da manhã, o Assistente Operacional é quase que obrigado a continuar a trabalhar mais 2 horas, ou até às 14 horas, porque a falta de outro colega ou por falta real de pessoal assim leva a esta situação.
   A ACT tem actuado um pouco por todo o país, não sei se também inspecciona os trabalhadores e as condições de trabalho  nos hospitais e estabelecimentos similares. Sei que às empresas que não cumprem a lei, não se livram de processos de contra-ordenação e das multas respectivas.
   O mesmo deve ou devia acontecer com os profissionais de saúde.

19/07/13

SOMOS OU NÃO SOMOS IMPORTANTES

 

 O mundo da saúde está em mudança, se é que alguma vez parou de mudar. No caso dos Auxiliares de Acção Médica, a que agora chamam de Assistentes Operacionais e a que futuramente irão chamar de Técnicos Auxiliares de Saúde, parece que tudo está na mesma. Mas não, estão a realizar-se mudanças e não apenas em relação ao nome, mas desde 2010 que está aprovado um novo Referencial de Formação que está registado no Catálogo Nacional de Qualificações, conferindo aos Técnicos Auxiliares de Saúde conhecimentos e aptidões para trabalhar nos diversos serviços dos estabelecimentos de cuidados de saúde.
   A carreira de Auxiliar de Acção Médica, que tinha sido criada em 1980 por Decreto Lei nº109/80, só nove anos depois (!) e por Despacho Ministerial nº7/89 é que viu criado o Curso de Formação de Auxiliar de Acção Médica, com o objectivo de a partir desta data passaria a ser exigido para poder ingressar na carreira. Estava tudo definido e as tarefas seriam executadas sob orientação directa dos enfermeiros.
   Ainda a carreira dava os primeiros passos e já o Decreto-Lei nº231/92 regulava as carreiras gerais dos estabelecimentos e serviços dependentes do Ministério da Saúde. Com este decreto foram então alargadas as competências dos Auxiliares de Acção Médica que trouxeram consigo a necessidade de acrescidas competências técnicas e comportamentais.
   Em 2008, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia aprovaram e divulgaram o Quadro Europeu de Qualificações, através da Recomendação 2008/c 111/01, de 23 de Abril de 2008.
   Esta alteração e "obrigação" deu início a uma nova definição do novo perfil do Auxiliar de Acção Médica e que só foi concluído em 2010. Pelo meio, entre 2008 e 2010, foi aprovada a Lei nº12-A/2008 que acabou com as carreiras dos Serviços Gerais da Função Pública, passando os Auxiliares de Acção Médica para a carreira de Assistentes Operacionais, permanecendo na prática a sua actividade diária na mesma em relação às tarefas que lhe estavam atribuídas. Ao mesmo tempo que os Assistentes Operacionais nascem, pouco tempo depois, no Quadro Nacional de Qualificações surge apenas a profissão de Técnico Auxiliar de Saúde.
 

12/07/13

A MISSÃO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

   Longe vão os tempos em que as administrações hospitalares planeavam e supervisionavam e os trabalhadores apenas executavam o trabalho, e ponto final.
   Hoje, os hospitais como organizações que são, definem a missão, a visão, os valores e objectivos contando com a colaboração de todos os seus trabalhadores.
   Os recursos humanos são o coração de qualquer organização. A existência de programas de formação periódica, através de programas qualificados e dirigidos à actualização de conhecimentos e a práticas dos Assistentes Operacionais, é fundamental para o sucesso do hospital, centro de saúde ou outro estabelecimento dedicado aos cuidados de saúde e sociais das pessoas.
   Nós, Assistentes Operacionais, temos que admitir que com o passar do tempo, perdemos progressivamente algumas capacidades e com impacto na qualidade do nosso trabalho. Por isso, temos que encontrar e definir modelos de formação que nos possa requalificar e certificar competências de tempos a tempos.
 

15/05/13

SABER SER, SABER ESTAR, SABER FAZER

 
   Estamos a começar a receber novos colegas nos serviços de saúde. São gente jovem que vêm estagiar, num contexto de trabalho, o curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde. Este técnico corresponde ao anteriormente designado Auxiliar de Acção Médica, hoje conhecido por Assistente Operacional, grupo de profissionais que incluem pessoas afectas às funções de motorista, telefonista, limpeza, lavagem de roupa, cozinheiros, electricistas, serralheiros, carpinteiros, maqueiros, vigilantes, por exemplo. Ou também os até agora chamados Auxiliares de Acção Educativa, também foram enviados para a gaveta dos Assistentes Operacionais. E este grupo de operários somam mais de 133.000 assistentes operacionais, havendo muitos destes profissionais com baixas qualificações escolares.
   O mundo está em constante mudança e o mundo da saúde é exemplo de profundas alterações. Era urgente haver uma melhoria qualitativa nos saberes deste grupo tão importante no bom funcionamento dos serviços de saúde.
   De há quatro anos para cá falar de formação e mudanças tem sido tema muito corrente. E as mudanças começam a surgir,  à medida que o tempo avança vamos encontrando colegas  mais novos a estagiar. Oxalá sejam uma lufada de ar fresco! Saibamos receber estes novos colegas.É normal que os novos não tenham ainda o nosso ritmo de trabalho. A maioria nunca trabalharam e desconhecem o ambiente em que nos movimentamos diariamente.
   Leiam o que a nossa colega Zulmira Ribeiro, da ATSGS-delegação do Norte escreveu no Boletim Informativo da associação:
   "Caros colegas, somos o segundo sector mais representativo no Serviço Nacional de Saúde e a nossa imagem conta cerca de 95% para o primeiro impacto que qualquer pessoa tem ao contactar connosco, por isso devemos ter: Uma boa postura, comportamentos adequados, conhecimentos das nossas competências, e não ir além daquilo que são as nossas funções. Se nós transmitirmos uma imagem digna, os utentes / doentes, terão a maior confiança e respeito em nós Assistentes Operacionais, quando lhes prestamos cuidados muito técnicos e específicos com dedicação, empenho e humanização. Actualmente, com a evolução sócio cultural, as exigências são cada vez maiores por parte do mundo empresarial, em que se tornaram os Hospitais. Deixo aqui um apelo aos colegas, façam o RVCC até ao 9º ou 12º ano, não é nada complicado, são conhecimentos de competências baseados em vivências profissionais e escolares, assim enriquecem tanto a nível pessoal como profissional. Lembrem-se que os jovens que vão entrando para a nossa profissão, possuem maiores habilitações, um elevada capacidade de evolução e aprendizagem.
   Não devemos parar no tempo, pois chegou a altura de mudarmos as nossas práticas, atitudes e comportamentos, só assim conseguiremos atingir os nossos objectivos com recurso à nossa valorização pessoal e profissional, para que a nossa profissão seja reconhecida pelos nossos saberes, sem nunca esquecer que o doente está acima de tudo e é a razão da nossa existência".














df



25/04/13

ESTÁGIOS DOS TÉCNICOS AUXILIARES DE SAÚDE

Talvez a documentação que se segue nos ajude a esclarecer um pouco o assunto dos estágios dos Técnicos Auxiliares de Saúde, que nestes últimos dias têm aparecido um pouco pelos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde do sns.
http://www.ordemenfermeiros.pt/documentos/Documents/Parecer15_CE.pdf