18/03/13

CLARO E SEM DEIXAR DÚVIDAS


  O Governo vai lixar muitos assistentes operacionais.

O FUTURO ESTÁ A CHEGAR

   Os Assistentes Operacionais, que há uns anos foram baptizados de Auxiliares de Acção Médica, estão a passar por transformações importantes e o seu futuro vai depender do que estes profissionais fizerem hoje e nos próximos meses. O futuro dos Assistentes Operacionais pode passar pela integração no novo grupo de profissionais de saúde a que chamaram Técnicos Auxiliares de Saúde, ou será que os TAS é que se devem integrar no grupo dos actuais assistentes operacionais? Muda o nome, mas as funções são as mesmas. Os TAS vão iniciar a sua função nos mesmos sítios onde hoje trabalham os assistentes operacionais. Vêm entusiasmados, carregados de energia e com mais formação, mas sem a experiência prática que os actuais assistentes operacionais têm demonstrado. Temos pela frente um caminho difícil e com muita falta de sinalização que nos ajude a caminhar em segurança. Saberemos nós, os assistentes operacionais adaptar as nossas vidas e os nossos saberes aos desafios que aí vêm?
 

17/03/13

VIDA REAL


Alimentação no hospital



UMA SITUAÇÃO REAL NOS HOSPITAIS
 Uma senhora há dias contou-me esta situação:
“Estava eu num hospital ao final da tarde a dar o jantar à minha Avô.
Deixaram o tabuleiro e com voz imponente  disseram-me que tinham muitos doentes e que não podiam dar o jantar à minha avó
Tentei durante uma hora mas ela não comeu a açorda nem a sopa. 
No fim começou a comer a maçã assada e fui pedir ao auxiliar mais uma, que me respondeu que não tinha e mesmo que tivesse não me dava.Apeteceu-me despejar a açorda pela cabeça dela abaixo. Só quem frequenta diariamente os hospitais pode avaliar tal desleixo.”







12/03/13

EU ASSISTENTE OPERACIONAL

EU ASSISTENTE OPERACIONAL
23 DE MARÇO 2013
PORTO-Rua Manuel Pinto Azevedo-Escola IPAM

 Localização

 Escola IPAM ( Porto )




Programa



 ALMOÇO

08/03/13

CUIDAR COM RESPONSABILIDADE





XV CONGRESSO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DO NORTE



PROGRAMA

   Aqui está o programa do XV Congresso dos Assistentes Operacionais do Norte. Mais uma vez, o colega Fernando e a sua equipa, elaborou um programa que vai ocupar os participantes deste congresso. A responsabilidade foi o tema principal que escolheram para este encontro. No próximo dia 6 de Abril, no Fórum da cidade da Maia, os assistentes operacionais que actualmente exercem funções nos diversos estabelecimentos de saúde, vão dedicar o dia a reflectir sobre o seu trabalho. Como vem sendo habitual nestes últimos encontros, vão também estar presentes os alunos que neste momento frequentam o Curso Profissional de Nível IV, do curso "Técnicos Auxiliares de Saúde".
   Do programa eu destaco esta mesa redonda:



DESTAQUE:



08/02/13

TRABALHAR COM RESPONSABILIDADE

                                         Assistente Operacional em serviço na urgência

 
 A melhor maneira que os Assistentes Operacionais têm para defender a sua profissão é elevá-la perante todos os obstáculos e acima de tudo, sermos bons profissionais, mostrar que realmente somos bons, temos valor naquilo que fazemos. Só assim, nos conseguimos defender daqueles que nos atacam.
   A irresponsabilidade de alguns assistentes operacionais ultrapassa o ridículo por não entenderem este princípio básico. Estes colegas irresponsáveis apenas estão a encomendar a morte dos Assistentes Operacionais.
   Há tarefas que o Assistente Operacional executa sem ter tido uma formação específica acerca dos procedimentos a ter em conta para uma boa e segura execução. Refiro-me, por exemplo, o transporte ou manuseamento de produtos oncológicos. Os cuidados no acondicionamento, no transporte e no manuseamento destes produtos carecem de uma formação séria e até devia ser obrigatória. 

MOBILIDADE DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS


   Termina no dia 20 de Fevereiro o prazo dado pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, para que as ARS enviem para o Ministério da Saúde um relatório das situações actuais dos recursos humanos.
   O Ministério da Saúde está a fazer um levantamento das necessidades de recursos humanos para 2013 e depois pretende fazer um "ajustamento" às necessidades.
   Os hospitais e centros de saúde estão a fazer os levantamentos das necessidades prescindíveis e imprescindíveis dos recursos humanos, por grupo profissional de vinculação. Depois, esses relatórios serão enviados para as ARS e estas enviarão os mesmos para o Ministério da Saúde. Desta forma, o Ministério ficará informado das situações em que se verifica "disponibilidade" ou "carência" de recursos.
   O objectivo é que o Ministério da Saúde possa reafectar recursos através da mobilidade dos profissionais
ou planear a abertura de concursos nos locais onde haja escassez.

11/01/13

ACIDENTES DE TRABALHO NO HOSPITAL


   Os acidentes de trabalho podem acontecer a qualquer trabalhador. Trabalhar num meio hospitalar, como é o caso dos Assistentes Operacionais, onde contactamos frequentemente com situações de stress, sofrimento humano e a morte, aliando a insatisfação profissional onde os horários também entram, as múltiplas tarefas que os assistentes operacionais têm que executar, podem conduzir frequentemente estes profissionais a situações graves de cansaço e  proporcionam facilmente os acidentes de trabalho.



   Os assistentes operacionais são sabedores da sua enorme responsabilidade. Se juntarmos a esta responsabilidade as constantes mudanças de horários, mudanças de turnos e às constantes situações de se verem obrigados a manterem-se ao serviço até serem substituídos por outro colega de profissão, que implica muitas vezes o prolongamento do turno e trabalhar 12 ou 18 horas seguidas, conduzem a situações de risco de acidente destes profissionais.
   Com situações assim, não admira que diminuam as capacidades de trabalho dos assistentes operacionais e muitos deles já com mais de 50 anos de idade, factor que também vem agravar mais a sua situação.
   É importante tomar medidas de formação e de treino de forma a aumentar as capacidades de trabalho dos assistentes operacionais, pensando ao mesmo tempo na sua idade e na qualidade de vida. Desta forma contribuiremos também para a diminuição dos acidentes de trabalho nas enfermarias, locais identificados como os de maior risco de ocorrerem acidentes.

06/12/12

HORÁRIOS DE TRABALHO EMBRULHADOS



Quando se começa a falar de aumentar ou alterar os horários dos trabalhadores na Função Pública é porque alguma coisa vai acontecer. O Ministro das Finanças já tinha anunciado que a sua  intenção  e a do Governo era reformular o modelo de organização dos tempos de trabalho nas empresas do Estado.
   Fala-se de aumentar de 35 horas semanais de trabalho para as 40 horas ( oito horas diárias ). A Troika também defende esta mudança e diz que o objectivo é conter as despesas com as horas extraordinárias e também aumentar a produtividade.
   Os sindicatos vão hoje reunir com o Secretário de Estado da Administração Pública, Helder Rosalino, porque querem conhecer as ideias que o Governo diz que quer aplicar na reorganização do Estado.
   E alguns sindicalistas já disseram que não vão aceitar qualquer aumento do horário de trabalho. O receio é que o aumento das horas de trabalho não seja acompanhado de uma remuneração correspondente.
   Outro assunto que os sindicatos querem esclarecer tem a ver com as mudanças já anunciadas relativamente ao sistema da mobilidade especial dos trabalhadores dos organismos estatais. O Governo tem a intenção de alargar esse sistema de mobilidade especial também aos trabalhadores das empresas EPE, como por exemplo, aos Hospitais ( agora agrupados em Centros Hospitalares ).

03/11/12

CONFORTO E LIMPEZA NO HOSPITAL

 
   O Hospital de São João, no Porto, vai reduzir o número das horas contratadas com a Coforlimpa que assegura a limpeza naquela unidade hospitalar. O contrato de 30.000 horas vai baixar para 22.000 já em Novembro, talvez a partir de hoje de manhã. No próximo mês de Dezembro irão ser reduzidas ainda mais horas ( ficarão 16.000) para em Janeiro de 2013 ficarem nas 10.000 horas.
   Com a obrigação de reduzir os gastos com a rubrica "Fornecimento de Serviços Externos" devido ao rigor Orçamental do Estado para 2013, o Hospital cortou nos serviços de limpeza.
   Porquê uma redução tão enorme nas limpezas? Horas contratadas em excesso ou má gestão dos recursos destacados para a limpeza? Da tarde para o dia seguinte proceder a uma mudança de procedimentos não é nada bem pensado. Ouviu-se falar aqui e ali que alguma coisa ia mudar, mas de concreto e oficial nada se confirmava. Alguns colegas foram simplesmente alertados para a possibilidade de neste fim de semana terem que executar as tarefas da limpeza das enfermarias e restantes espaços do serviço. Fala-se que aos fins-de-semana a limpeza estará sob a responsabilidade dos Assistentes Operacionais. O que ganha o doente com esta mudança? Não que os Assistentes Operacionais recusem efectuar as limpezas, porque manter o local de trabalho limpo e desinfectado é também uma das suas funções. O que preocupa é não possuir as ferramentas adequadas e em perfeitas condições para executar uma limpeza ideal e que garanta a segurança dos doentes internados, dos profissionais que trabalham no hospital, bem como quem vem de visita ou a consultas. Porque não se acautelou primeiro a existência ou não dessas ferramentas indispensáveis à realização da limpeza?
   Quem trabalha num serviço de internamento hospitalar sabe que normalmente aos fins-de-semana aumenta o número de doentes internados. Consequentemente, também aumenta o número de pessoas a que os profissionais devem prestar cuidados de higiene, de conforto e bem-estar. São mais banhos, são mais roupas e camas para mudar, mais tempo para ajudar os doentes a tomar devidamente as suas refeições, mais campainhas a atender...e se de manhã trabalham dois assistentes operacionais com os enfermeiros nas enfermarias, os turnos da tarde passa a um elemento para todos os doentes, surgem unidades para limpar porque o doente teve entretanto alta médica, transportar os doentes para a realização de exames médicos, transportar amostras para os laboratórios, transferências de doentes para outros serviços...
   Com tantas tarefas para realizar o Assistente Operacional sofre de um maior desgaste físico e que certamente não terá o tempo necessário para as levar até ao fim com total segurança e com a qualidade devida, podendo cair na tentação de aligeirar algumas dessas tarefas.
   Enquanto a situação não for devidamente esclarecida, os Assistentes Operacionais devem procurar manter o equilíbrio e evitar entrar em conflitos com outros profissionais, designadamente com as equipas de enfermagem e médicos. Os Assistentes Operacionais têm que ser capazes de pôr em prática uma série de estratégias que ajudem a facilitar a execução das tarefas. Uma dessas estratégias é a de sermos prestáveis e cordiais com todos e sabermos ocupar sempre o nosso lugar.
   Sabemos que o Assistente Operacional é frequentemente chamado para fazer actividades que nem sequer são da sua competência. Temos que conhecer e saber o que podemos e o que não devemos executar e  saber dizer não a quem nos exige uma tarefa que não nos tenha sido devidamente ensinada e muitas vezes sem a super-visão do profissional de saúde que deve saber e deve fazer essa mesma tarefa que nos está a ser solicitado para a executarmos.
   Limpar um serviço hospitalar exige muito trabalho e como já disse cada serviço deve possuir todas as ferramentas necessárias e as mais adequadas para a realização do trabalho. Sem ovos, não se podem fazer omeletes...
 

30/10/12

CURSOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

   Anúncio na internet
   Estão a anunciar o quê? O curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde ou o Curso Profissional de Auxiliar de Acção Médica?
   

28/10/12

O FUTURO É AGORA

 
 Os actuais Assistentes Operacionais, antigos Auxiliares de Acção Médica, começam a ficar impacientes e inseguros quanto ao seu futuro. Em Agosto de 2010, o Diário da República publicou a Portaria 1041/2010  http://www.dre.pt/pdf1s/2010/10/19501/0000200002.pdf e nasceu o Curso Profissional dos Técnicos Auxiliares de Saúde. Nesse mesmo ano, algumas escolas do Ministério da Educação e algumas do Ensino Particular começaram a incluir este curso nas suas opções de ensino, como por exemplo estas:

   ESCOLA SECUNDÁRIA CAROLINA MICHAELIS, PORTO
ESCOLA MARTIS SARMENTO-GUIMARÃES
http://www.esmsarmento.pt/categoria.php?cat=182

PROFITECLA-PORTO
http://www.profitecla.pt/index.php/site/curso/auxiliar-de-saude-profitecla

   Como se pode observar pela leitura da dita Portaria, trata-se de um curso profissional que tem como objectivo a regulamentação da actividade dos actuais Assistentes Operacionais, antigos Auxiliares de Acção Médica. O Curso só por si nada vai acrescentar às funções actualmente desempenhadas pelos Assistentes Operacionais. Há quem diga que esta portaria veio pôr a limpo aquilo que até agora tem andado ao sabor de cada estabelecimento hospitalar ou similar. Dizem que agora está escrito o preto no branco e que tudo vai ser diferente. Ora já vamos em 2012 e o curso vai no seu segundo ano de ensino. Lá para 2014 vão aparecer os primeiros "encartados" com o título de TAS ( Técnico Auxiliar de Saúde ). E qual é o seu maior desejo? A resposta é só uma: trabalhar como TAS num hospital, num Centro de Saúde, numa Unidade de Saúde Familiar, num Lar de idosos...Mas, será assim tão fácil um TAS encontrar trabalho?
   O Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde é realmente importante e ainda bem que muitas escolas o colocaram na lista de opções aos jovens portugueses. Mas há aspectos que merecem ser esclarecidos: os TAS vão simplesmente substituir os actuais Assistentes Operacionais? Ou vão trabalhar em conjunto? Quem e como vai fazer-se a integração dos TAS? E os actuais Assistentes Operacionais vão ou não ter também a oportunidade de se actualizarem, ou seja, de receberem formação para serem integrados no novo grupo profissional, o dos Técnicos Auxiliares de Saúde? E porque não passam automaticamente os actuais Assistentes Operacionais para o grupo dos TAS, uma vez que ambos vão exercer as mesmas funções? Falam da necessidade da elaboração e aprovação, com a respectiva publicação no Diário da República, de um Regulamento que permita aos actuais Assistentes Operacionais terem uma equivalência  de competências e assim quem quiser, cumprindo os preceitos desse regulamento, poderem vir a integrar o grupo dos TAS. Quando é que isso sai da gaveta e é colocado em prática?
   É importante que estas dúvidas e estas preocupações fiquem esclarecidas antes da saída dos primeiros Técnicos Auxiliares de Saúde.
   

ATSGS-III CONGRESSO NACIONAL





TRABALHADORES DOS ANTIGOS SERVIÇOS GERAIS 

DA SAÚDE REUNEM-SE EM ERMESINDE


18/07/12

ASSISTENTES OPERACIONAIS EM BUSCA DO SABER FAZER

   As II Jornadas dos Assistentes Operacionais da ULSNA-EPE, em Portalegre já têm o Programa definitivo, bem como o Regulamento para a apresentação de cartazes. Aqui está o Programa completo e definitivo destas Jornadas em que o colega Américo Reis toma a responsabilidade de organizar, apoiado por  uma fantástica equipa de colaboradores e que inclui uma Comissão Científica de excelência cujo seu contributo é revelador da qualidade desta formação.




PROGRAMA







                                                                       

REGULAMENTO DOS CARTAZES

                                                                   



Américo Reis, Assistente Operacional



Assistente Operacional
Serviço: Banco de Urgência
HDJMG-ULSNA EPE
Telefone de Serviço: 245301000 ext-11142
Telemóvel: 968572616



03/06/12

ASSISTENTE OPERACIONAL: QUE FUTURO?

 
   As notícias dos jornais e das televisões diariamente nos dão conta de que aqueles que trabalham nesta área têm cada vez mais incertezas quanto ao seu futuro profissional. Algumas propostas vão seguramente desencadear polémica, pois, anuncia-se que alguns hospitais percam serviços. Fala-se na necessidade de uma reorganização dos diversos serviços existentes. Alguns já protestaram e outros começam agora a fazê-lo.
   E claro, os Assistentes Operacionais também vão entrar nesta reorganização.
   Assistentes Operacionais satisfeitos vestem a camisola, enquanto que Assistentes Operacionais motivados a têm suada.
   Que futuro nos espera ?
 

26/05/12

JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

 
   Caros Colegas e amigos, a Comissão Organizadora das II Jornadas dos Assistentes Operacionais da ULSNA-EPE em Portalegre, vem por este meio convidar vossas Exas. a estarem presentes nestas Jornadas, as quais se realizarão no dia 27 de Outubro de 2012 e terá início às 08:30 horas no auditório da Câmara Municipal de Portalegre.

“A Importância dos Assistentes Operacionais no Serviço Nacional de Saúde”

Este é o tema escolhido para as II Jornadas dos Assistentes Operacionais da ULSNA-EPE em Portalegre, indo ao encontro da nossa Missão, Visão, Valores e Objectivos.

·         MESA REDONDA 1 - Actuação do assistente operacional no serviço de urgência
·         MESA REDONDA 2 - Carreira de Técnico Auxiliar de Saúde o que falta definir
·         MESA REDONDA 3 - Como começou a RNCCI – E Qual a importância do Assistente Operacional na rede
·         MESA REDONDA 4 - Importância da formação para a construção do Técnico Auxiliar de Saúde

MUITO IMPORTANTE
Quero chamar a atenção para a possibilidade de TODOS poderem apresentar trabalhos em Posters nas Jornadas.
Para mais pormenores sobre as jornadas e Regulamento de participação para apresentação de POSTERS

Junto envio desde já a respectiva ficha de inscrição e cartaz provisório das Jornadas, podem enviar as inscrições para:
ULSNA-EPE, Segundas Jornadas dos Assistentes Operacionais
A/C do Sr. Américo Reis | Av. De Santo António
Apartado 328
7301-853- Portalegre
Para mais informações contactar:
Contactos: Américo Reis – 96 857 26 16
                António Caldeira –             96 631 36 67      
Correio electrónico: ao.jornadas@ulsna.min-saude.pt
                             americopreis@gmail.com

30/04/12

NÃO JULGAR NINGUÉM

 
   Um dia destes encontrei esta história:  


   Um médico entrou no hospital apressado depois de ter sido chamado para uma cirurgia de urgência. Ele respondeu à chamada o mais rápido possível, trocou de roupa e foi directo para o bloco operatório.
Passou pela Sala de Espera sem dirigir uma palavra aos presentes. Mas, um homem gritou:
   -Porque é que o senhor demorou tanto tempo a vir? O doutor não sabe que a vida do meu filho está em perigo? O senhor não tem sentido de responsabilidade. O médico sorriu e disse:
   - Lamento, mas eu não estava no hospital e vim o mais rápido que pude depois de receber o telefonema E agora, se me der licença, eu gostaria que o senhor se acalmasse para que eu possa fazer o  meu  trabalho.
   -Acalmar? Se fosse o seu filho que estivesse nesta sala agora, estaria calmo? Se o seu filho estivesse entre a vida e a morte o que você iria fazer? Disse o pai com raiva.
   O médico sorriu novamente e respondeu:
  -Eu vou dizer o que disse na Bíblia Sagrada" Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus ". Os médicos não podem prolongar a vida. Acalme-se e reze pelo seu filho, vamos fazer o nosso melhor, pela Graça de Deus "
- Dar conselhos é fácil, murmurou o pai.
   A cirurgia levou algumas horas e ao sair o médico disse:
   -Graças a Deus! Seu filho está salvo! "
   E sem esperar a resposta do pai o médico saiu apressado e disse:
  - Se o senhor tem alguma dúvida, pergunte à enfermeira!
   - Que médico tão arrogante! Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado  do  meu  filho!,  comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.
  A enfermeira respondeu, com as lágrimas descerem-lhe pelo rosto:
  - O filho do doutor morreu ontem num acidente de viação, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho estava a meio do funeral. E agora que ele salvou a vida do seu filho, ele saiu a correr para terminar o enterro do filho dele.

  Nunca julgues ninguém, porque nunca sabes como é a sua vida  e o que está a acontecer ou o que os outros estão a viver!

20/04/12

A AUXILIAR ASSISTENTE


   Os doentes, partilham as suas doenças durante o internamento no hospital.
   Na sala grande ouvem-se uns aos outros e os familiares falam uns dos outros, observam o que faz o enfermeiro a um e o que o auxiliar faz a outro.
   De repente, um homem põe-se a pé e caminha em direcção à porta da enfermaria e só pára quando a enfermeira lhe pergunta:
   - Onde está a pensar ir, senhor Joaquim? Sente-se lá no seu sofá porque lhe tenho que lhe ver a fralda.
   - Eu não posso ir fazer as minhas necessidades? Ora essa, estou com vontade de urinar.
   - Mas o senhor Joaquim tem um saquinho, não precisa de ir ao quarto de banho, desde ontem que lhe pusemos um saquinho e é para lá que o chichi vai. Não se preocupe e sente-se mas é ali no seu sofá. Oh Manuela, Manuela, ajude aqui o senhor Joaquim a ir até ao seu sofá. Depois não vá embora, vou precisar da sua ajuda para posicionar.
     A enfermeira entra na sala e em voz alta diz:
    -Agora saiam todos por favor. São só dois minutinhos e depois voltam a entrar, está bem?
     Imediatamente um grupo de quatro pessoas deixam a sala. Lá ao fundo permanece uma senhora que acaricia a mão do doente acamado. São muitos anos de vida a viver juntos e agora ele há duas semanas que ali está, sempre na cama, não fala, não ouve mas ela não o quer deixar só. Mas a voz da enfermeira volta-se a ouvir:
   - Minha senhora, por favor deixa-nos tratar dos doentes? Já volta a entrar,  não demoramos e  a senhora volta a entrar.
   Depois de tanta insistência lentamente a senhora larga a mão do seu amado e dirige-se para a porta da enfermaria. Manuela dá uma ajudinha para a senhora andar mais lestra e finalmente fecha a porta. Volta-se e de repente grita:
   -Ó senhor Victor não dispa o pijama, mantenha-se aí deitadinho que já vamos tratar de si.
   Mas o senhor Victor já está em tronco nu, as mãos começam a desfazer a fralda e de nada adianto o aviso.
   - Ó menina, menina puxe-me o lençol por favor. Estou com frio, tape-me os ombros, feche a janela.
   A auxiliar olha para o senhor Victor mas nada podia fazer porque estava a calçar as luvas mas disse-lhe:
   -Senhor Victor aguarde um bocadinho, já vou ajudar a vestir o casaco do pijama. Mantenha-se aí calmo e tranquilo que já aí vamos.
   Nesta sala ninguém dá sossego. Não há posição no sofá, não há posição na cama e a cadeira de madeira de tão dura que é, não aguentam estar sentados muito tempo.
   É neste espaço e neste ambiente que a auxiliar Manuela, como ela gosta de ser chamada e não assistente operacional, trabalha há anos.



 
  
  

23/03/12

TRABALHADORES SOMOS TODOS



   Hoje o Jornal Público revela que está em preparação a atribuição de um subsídio fixo para trabalhadores que prestam serviço nas URGÊNCIAS hospitalares.
   Ou eu me engano ou os beneficiários irão ser os senhores doutores. E os Assistentes Operacionais que também trabalham nos serviços de urgência dos hospitais serão também beneficiados com esse subsídio?