30/04/12

NÃO JULGAR NINGUÉM

 
   Um dia destes encontrei esta história:  


   Um médico entrou no hospital apressado depois de ter sido chamado para uma cirurgia de urgência. Ele respondeu à chamada o mais rápido possível, trocou de roupa e foi directo para o bloco operatório.
Passou pela Sala de Espera sem dirigir uma palavra aos presentes. Mas, um homem gritou:
   -Porque é que o senhor demorou tanto tempo a vir? O doutor não sabe que a vida do meu filho está em perigo? O senhor não tem sentido de responsabilidade. O médico sorriu e disse:
   - Lamento, mas eu não estava no hospital e vim o mais rápido que pude depois de receber o telefonema E agora, se me der licença, eu gostaria que o senhor se acalmasse para que eu possa fazer o  meu  trabalho.
   -Acalmar? Se fosse o seu filho que estivesse nesta sala agora, estaria calmo? Se o seu filho estivesse entre a vida e a morte o que você iria fazer? Disse o pai com raiva.
   O médico sorriu novamente e respondeu:
  -Eu vou dizer o que disse na Bíblia Sagrada" Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus ". Os médicos não podem prolongar a vida. Acalme-se e reze pelo seu filho, vamos fazer o nosso melhor, pela Graça de Deus "
- Dar conselhos é fácil, murmurou o pai.
   A cirurgia levou algumas horas e ao sair o médico disse:
   -Graças a Deus! Seu filho está salvo! "
   E sem esperar a resposta do pai o médico saiu apressado e disse:
  - Se o senhor tem alguma dúvida, pergunte à enfermeira!
   - Que médico tão arrogante! Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado  do  meu  filho!,  comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.
  A enfermeira respondeu, com as lágrimas descerem-lhe pelo rosto:
  - O filho do doutor morreu ontem num acidente de viação, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho estava a meio do funeral. E agora que ele salvou a vida do seu filho, ele saiu a correr para terminar o enterro do filho dele.

  Nunca julgues ninguém, porque nunca sabes como é a sua vida  e o que está a acontecer ou o que os outros estão a viver!

20/04/12

A AUXILIAR ASSISTENTE


   Os doentes, partilham as suas doenças durante o internamento no hospital.
   Na sala grande ouvem-se uns aos outros e os familiares falam uns dos outros, observam o que faz o enfermeiro a um e o que o auxiliar faz a outro.
   De repente, um homem põe-se a pé e caminha em direcção à porta da enfermaria e só pára quando a enfermeira lhe pergunta:
   - Onde está a pensar ir, senhor Joaquim? Sente-se lá no seu sofá porque lhe tenho que lhe ver a fralda.
   - Eu não posso ir fazer as minhas necessidades? Ora essa, estou com vontade de urinar.
   - Mas o senhor Joaquim tem um saquinho, não precisa de ir ao quarto de banho, desde ontem que lhe pusemos um saquinho e é para lá que o chichi vai. Não se preocupe e sente-se mas é ali no seu sofá. Oh Manuela, Manuela, ajude aqui o senhor Joaquim a ir até ao seu sofá. Depois não vá embora, vou precisar da sua ajuda para posicionar.
     A enfermeira entra na sala e em voz alta diz:
    -Agora saiam todos por favor. São só dois minutinhos e depois voltam a entrar, está bem?
     Imediatamente um grupo de quatro pessoas deixam a sala. Lá ao fundo permanece uma senhora que acaricia a mão do doente acamado. São muitos anos de vida a viver juntos e agora ele há duas semanas que ali está, sempre na cama, não fala, não ouve mas ela não o quer deixar só. Mas a voz da enfermeira volta-se a ouvir:
   - Minha senhora, por favor deixa-nos tratar dos doentes? Já volta a entrar,  não demoramos e  a senhora volta a entrar.
   Depois de tanta insistência lentamente a senhora larga a mão do seu amado e dirige-se para a porta da enfermaria. Manuela dá uma ajudinha para a senhora andar mais lestra e finalmente fecha a porta. Volta-se e de repente grita:
   -Ó senhor Victor não dispa o pijama, mantenha-se aí deitadinho que já vamos tratar de si.
   Mas o senhor Victor já está em tronco nu, as mãos começam a desfazer a fralda e de nada adianto o aviso.
   - Ó menina, menina puxe-me o lençol por favor. Estou com frio, tape-me os ombros, feche a janela.
   A auxiliar olha para o senhor Victor mas nada podia fazer porque estava a calçar as luvas mas disse-lhe:
   -Senhor Victor aguarde um bocadinho, já vou ajudar a vestir o casaco do pijama. Mantenha-se aí calmo e tranquilo que já aí vamos.
   Nesta sala ninguém dá sossego. Não há posição no sofá, não há posição na cama e a cadeira de madeira de tão dura que é, não aguentam estar sentados muito tempo.
   É neste espaço e neste ambiente que a auxiliar Manuela, como ela gosta de ser chamada e não assistente operacional, trabalha há anos.



 
  
  

23/03/12

TRABALHADORES SOMOS TODOS



   Hoje o Jornal Público revela que está em preparação a atribuição de um subsídio fixo para trabalhadores que prestam serviço nas URGÊNCIAS hospitalares.
   Ou eu me engano ou os beneficiários irão ser os senhores doutores. E os Assistentes Operacionais que também trabalham nos serviços de urgência dos hospitais serão também beneficiados com esse subsídio?

17/03/12

TER UM CURSO NÃO BASTA!

   Eu vivo num país em que se extinguiram grupos profissionais que trabalhavam em diversos estabelecimentos que prestam cuidados de saúde ao cidadão. Por decreto, há muito que não há Criados e Criadas, Indiferenciados e Serventes. Também nos chamaram Auxiliares de Acção Médica, mas hoje, somos e outra vez por decreto, Assistentes Operacionais. Mudou outra vez o nome, mas continuamos sem uma carreira profissional de regime especial  que nos aproxime dos outros profissionais de saúde.
   A ATSGS ( Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde ) 
http://www.atsgs.pt/p/a.t.s.g.s./tem sido uma  associação, que desde a sua criação representa e defende os trabalhadores dos ex-serviços gerais de saúde, nomeadamente os assistentes operacionais.Nunca quiseram ligar-se a uma força política ou sindical e até hoje assim continua a ser. Esta associação já deu provas da sua competência e os seus dirigentes continuam a garantir um tratamento igual, sério e justo aos membros que a eles se dirijam solicitar apoio, esclarecimentos ou intervenção junto das instituições de saúde.
   Não posso ignorar também a Federação dos Sindicatos da Função Pública, http://www.fnsfp.pt/portal/ que também tem contribuído para a resolução de diversas situações laborais e tem lutado ao lado dos profissionais de saúde para a melhoria e a dignificação destes profissionais.
   Os criados e as criadas já passaram à história, mas continuamos a ser bombardeados por estes anúncios:





   E mais estes agora:



   Dois exemplos de anúncios que duas escolas secundárias portuguesas elaboraram para divulgarem o novo curso profissional.
   Observando as imagens e depois de uma breve consulta pela internet, digo-vos que esta forma de comunicar a existência do novo curso profissional, revela que há muitas escolas que desconhecem o dia a dia dos Assistentes Operacionais, num estabelecimento de saúde. Eis algumas:


Alimentação

Arrumar enfermarias

Higiene e Limpeza dos serviços


Transporte de doentes

   O Assistente Operacional que trabalha num estabelecimento que presta cuidados de saúde aos utentes que a ele necessitam ir, deve ter sempre presente que está a exercer uma actividade, embora igual à que outros assistentes operacionais exercem noutros locais, não é a mesma coisa. Mais: o assistente operacional   que trabalha num internamento de medicina, por exemplo, tem competências e tarefas diferentes do colega que trabalha numa central de esterilização, apesar de ambos exercerem funções no mesmo hospital.
   
   Desde o ano passado, ou seja, de Outubro de 2011, muitas escolas secundárias oferecem aos alunos a oportunidade dos seus alunos frequentarem o Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde. 
   A propósito do ensino profissional em Portugal, numa recente conferência organizada pela Universidade Católica, o seu presidente, Dr.Joaquim Azevedo dizia isto:
   "Muitas escolas não sabem o que é o ensino profissional em Portugal,
   não têm nenhuma cultura de ensino profissional e, assim, encaram-no como o "quarto escuro" para os 
meninos que se portam mal, que têm insucesso".
   
Joaquim Azevedo defende uma avaliação rigorosa dos actuais cursos profissionais e da sua rede e a sua articulação com os actores locais, para que não haja sobreposição de ofertas. Defende que todas as escolas em que se verifique que aquilo que está a ser oferecido ao aluno é o "quarto escuro" ou o "caixote do lixo" tem de se encerrar de imediato.
   
   Começo a ficar preocupado com o futuro dos Técnicos Auxiliares de Saúde. Lá diz o povo:
    "Quando a oferta é muita..."
   Vou andar atento.

   

04/03/12

UNIDOS SOMOS MAIS FORTES





 Colegas Assistentes Operacionais, eu não faço parte de nenhumas das centrais sindicais, mas sou sócio nº2162 da ATSGS(Associacção dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde -  http://www.atsgs.pt/                                     
  No recente dia 2 de Março participei no XIV Congresso do Assistentes Operacionais do Norte. E uma das organizações convidadas foi a CGTP, representada através do Sidicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte e tendo sido o senhor Paulo Taborda o seu representante. Neste encontro teve lugar um "Prós e Contras" dedicado à Formação Sóciocultural e Tecnológica relativa aos assistentes operacionais ( ou os futuros Técnicos Auxiliares de Saúde ). E a dada altura do debate, o senhor Paulo Taborda referiu-se ao trabalho que o sindicato tem vindo a realizar no que diz respeito a este grupo de profissionais e que aguardavam uma resposta por parte do ministro da saúde. Dada a importância do assunto fui investigar e encontrei esta informação no site do sindicato que passo a revelar:






   Aos trabalhadores que executam funções da antiga  Carreira dos Serviços Gerais da Saúde

   SOMOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
   É NECESSÁRIO E URGENTE VOLTAR A CRIAR A CARREIRA

   Colegas:
   A criação das carreiras dos Serviços Gerais da Saúde, pelo Decreto 109/80, de 20/10
(depois de intensas lutas desenvolvidas pelos trabalhadores, com a direcção dos Sindicatos da Função Pública), foi um importante contributo para a melhoria da prestação dos cuidados de saúde e foi decisiva para a dignificação desta área profissional.
   Tanto assim foi que inicialmente a carreira era somente aplicada aos hospitais, tendo vindo a ser progressivamente alargado o seu âmbito de aplicação institucional às Escolas de Enfermagem, aos Centros de Saúde e às restantes instituições do Ministério da Saúde que prestam funções de assistência na saúde, ensino e investigação.

   O extinto grupo profissional dos Serviços Gerais da Saúde, integrando inicialmente 12
carreiras profissionais distintas significou o fim das Criadas e dos Criados, dos
Empregados Indiferenciados e das Serventes, entre muitas outras designações que erampau para toda a obra e que eram completamente desvalorizados profissionalmente.




    Ao longo dos cerca de 30 anos em que existiu a carreira teve diversas reestruturações que procuraram responder às novas necessidades dos utentes e dos profissionais.
   Quando estava prevista uma nova reestruturação, com vista à valorização da carreira, o Governo, de forma unilateral e sem qualquer tipo de negociação séria, no âmbito do
processo de revisão do Regime de Vínculos, Carreiras e Remunerações, iniciado pela Lei
12-A/2008, de 27 de Fevereiro, extinguiu as carreiras dos Serviços Gerais e integrou os
seus trabalhadores na carreira de Assistente Operacional do Regime Geral.
Esta alteração trouxe graves consequências para os trabalhadores uma vez que frustrou as suas expectativas de carreira e desvalorizou o seu contributo na melhoria dos serviços de saúde e na humanização da prestação de cuidados de saúde no nosso país.

   Desde então a degradação da prestação dos cuidados tem sido evidente e é reconhecida por todos, desde os restantes profissionais de Saúde, até às próprias administrações dos serviços, impondo-se a criação de uma carreira profissional de regime especial que ocupe o cada vez maior fosso que existe entre os profissionais de saúde (nomeadamente Enfermeiros e Técnicos) e os agora Assistentes Operacionais.

   Podem aceder a esta informação aqui:

 
  Esta é a posição do sindicato. No Congresso ficámos com a informação que existem algumas divergências  desta tomada de posição com a que a ATSGS tem vindo a defender. Ambos mostraram aos participantes do congresso que é importante um melhor entendimento entre as duas organizações e estão dispostos a cooperarem para que rapidamente se alcancem os objectivos pretendidos.
   E vós colegas Assistentes Operacionais, concretamente os profissionais que trabalham na área da saúde, que opinais?















03/03/12

ASSISTENTES OPERACIONAIS EM CONGRESSO

Fórum da Maia: XIV Congresso dos Assistentes Operacionais do Norte

      Realizou-se pelo 14º ano consecutivo, no Fórum da Maia,   o XIV Congresso dos Assistentes Operacionais do Norte, mais uma vez organizado pelo colega Fernando Sousa. Como vem sendo hábito, a ATSGS (Associação Trabalhadores Serviços Gerais de Saúde,    http://www.atsgs.pt/   ,                       
 marcou presença e colaborou, bem como outras entidades.Com uma sala bem composta, com pessoas vindas de diversos lugares do país, na sua maioria profissionais adultos que  já exercem a função de Assistente Operacional há alguns anos, este ano e pela primeira vez, partticiparam neste encontro jovens que estão a frequentar nas escolas secundárias e profissionais o recente curso profissional de "Técnico Auxiliar de Saúde". É de louvar a abertura e a disponibilidade oferecida por parte da organização deste congresso por ter aberto as portas a estes jovens, pois, os livros não explicam tudo acerca desta especificidade de pessoas que trabalham na área da saúde.
 Talvez num próximo encontro os organizadores se mostrassem ainda mais receptivos à participação desta gente nova, por exemplo, dando-lhes também a oportunidade e o tempo de intervirem nos temas do encontro com cartazes, palestras ou outras formas de expressão. Mesmo estudantes, novos e irrequietos, têm riquezas que podem e devem partilhar com os mais experientes.
   O tema deste XIV Congresso foi dedicado à formação do Assistente Operacional:
   "Desenvolvimento Pessoal e Profissinal"
   Todos os oradores mostraram excelentes trabalhos e quem ainda tinha dúvidas da falta de conhecimentos e competências dos Assistentes Operacionais, este congresso provou que estes profissionais têm iniciativa, têm competências e sabem trabalhar com outros profissionais para o bem estar dos utentes dos serviços de saúde.

02/02/12

AS RELAÇÕES NO TRABALHO

   Nas nossas vidas vivemos situações que não podemos evitar, como por exemplo, as catástrofes naturais, o estado do tempo e até algumas doenças. O mesmo acontece com as relações humanas. No nosso local de trabalho também há encontros e relações que não podemos evitar, mesmo que sejam gente antipática e egoísta e andam constantemente a apontar os eros dos outros.
   A inveja e a maledicência no trabalho está presente nas pessoas que se acham superiores e os melhores profissionais. Ninguém fica satisfeito quando é criticado em público ou lhe apontam alguns erros, principalmente quando nem sequer lhe dão tempo para explicar as suas atitudes. E mesmo quando essas críticas nos pareçam injustas, devemos manter a calma e não cairmos no erro de nos vingarmos.
   Os outros são responsáveis pelo que dizem e também pelo que fazemou não fazem. Eu sou responsável pela forma como reajo quando me criticam. Eles criticam e a reacção é minha. E discutir não muda nada, mesmo o desejo de querer vencer a discussão. E querer vencer todas as discussões é correr o risco de perder o mais importante na vida: a amizade e a confiança das pessoas que trabalham connosco. Só os fracos e os ignorantes discutem e ameaçam. Os inteligentes e os fortes optam pela não-violência nas relações com os outros. E a não - violência não é fugir aos problemas ou ficar indiferente ou mostrar medo e submissão passiva aos nossos erros. É uma reacção corajosa e que nos permite resolver as discussões de forma pacífica.
   Um Assistente Operacional honesto e responsável não se deve deixar possuir pelo desejo de contra-atacar. Deve sim, dar atenção às observações alheias, mesmo quando são desfavoráveis, quando elas vêm de pessoas que nos merecem crédito.
   Qualquer um de nós se pode zangar e expressar a irritação que o consome. É até saudável desabafar, mas não podemos soltar a língua e dizer tudo o que nos vai na alma, em frente de qualquer um, seja um colega, ou um superior hierárquico, sem medirmos as palavras e os seus efeitos. Através do diálogo, deve defender com firmeza os seus pontos de vista. Mas acima de tudo, aprender com os outros e aproveitar as críticas para se conhecer melhor e corrigir os próprios erros.
   A calma e a serenidade de não respondermos à letra às observações duras de outro colega é uma atitude digna e superior que acalma e moraliza quem nos está a provocar.
   Cada um de nós é, primeiro, uma pessoa e depois um Assistente Operacional. E estamos em permanente construção, não somos um modelo acabado, todos temos faltas e limitações e todos nós esperamos receber compreensão, tolerância e apoio para melhorar a nossa atitude. Mas muitas vezes usamos lentes de aumento para observar os actos dos outros e apontar os seus erros e esquecemo-nos  de usar um espelho para ver os nossos.  
   É importante distinguir as pessoas e as suas ideias. As ideias podemos discuti-las com quem as tem, mas não podemos discutir pessoas, devemos respeitá-las.
  "A melhor maneira de ganhar uma discussão é evitá-la" escreveu Dale Carnegie.

21/01/12

O SEU A SEU DONO




"O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto obrigou o Hospital de S. João a pagar a 30 funcionárias o diferencial entre o que auferiram e o que deviam ter recebido durante sete anos, informou hoje fonte sindical.
Após entregar a exploração da cantina a privados, em abril de 2000, o hospital colocou as funcionárias, até então adstritas ao serviço, em funções de auxiliares de ação médica, mas só lhes pagou como tal a partir de 15 de novembro de 2007, altura em que formalizou as respetivas reclassificações, sublinhou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte, na ação intentada no TAF.

Na sua sentença, proferida terça-feira e hoje facultada à Agência Lusa, o Tribunal Administrativo e Fiscal condenou o hospital-réu a reconhecer o direito das trabalhadoras às categorias em que foram reclassificados e ao pagamento das remunerações associadas ao desempenho dessas funções desde abril de 2000".

 Por Lusa

17/01/12

CONGRESSO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS


                                 SAIBA MAIS INFORMAÇÃO NA PÁGINA DO FACEBOOK

16/12/11

ORDEM DOS ENFERMEIROS ELEGERAM BASTONÁRIO

Enfermeiro Germano Couto

   Enfermeiro Germano Couto é o novo Bastonário dos Enfermeiros. Natural da Maia, actual presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros desde 2008, é licenciado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.
   Com a sua candidatura "Enfermagem Primeiro" enfermeiro Germano Couto ganhou as eleições para bastonário da Ordem dos Enfermeiros até 2015.

01/12/11

CONGRESSO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DO NORTE

XIV CONGRESSO 
 Maia 2 de Março 2012
 

ASSISTENTES OPERACIONAIS REUNEM-SE NO FÓRUM DA MAIA.
Lembrem-se: a cadeira que  cada um ocupar significa que quem se sentar nela é que tem a oportunidade de ouvir, aprender, dialogar e entusiasmar todos os colegas para um Dia o Reconhecimento seja sentido e visível nas nossas profissões.
PARTICIPA! INSCREVE-TE.

COMPETÊNCIAS E SABERES

A IMPORTÂNCIA DOS PORMENORES


 
Foto 1


Foto 2

   As duas fotografias parecem iguais, mas na realidade não o são. Em ambas vemos um contentor usado nos hospitais, centros de saúde e outros estabelecimentos que prestam cuidados de saúde aos seus utentes.  Os assistentes operacionais são os profissionais que mais vezes transportam estes contentores até ao sítio dos "SUJOS", "LIXOS" ou seja, o local onde se depositam os lixos da unidade de saúde.
   Olhando para as duas fotografias digam-me lá que diferenças encontram?

15/11/11

EM BUSCA DA EXCELÊNCIA



Os Assistentes Operacionais, que trabalham na área da saúde,  tem direito a ser tratados com dignidade. As leis laborais devem servir para fazer respeitar os seus direitos e clarificar os seus deveres, bem como ter em conta as suas dificuldades.
Os Assistentes Operacionais são um dos grupos profissionais que lidam com os doentes. É urgente e fundamental que os Assistentes Operacionais, a sua maioria com remunerações muito baixas, sejam um grupo mais reconhecido e com uma imagem mais dignificante. Nos últimos anos, os diversos governos refugiaram-se nas políticas economicistas e só têm criado dificuldades no trabalho dos assistentes operacionais. Embora se diga que há muitos assistentes operacionais, a verdade é que nos hospitais há falta destes profissionais, principalmente nos serviços de internamento. Por vezes, a falta destes elementos em número suficiente faz diminuir a qualidade do seu trabalho. Há tarefas que deviam ser levadas a cabo com mais tempo, com mais cuidados e como o tempo não pára, por vezes, os assistentes operacionais têm que dar à perna o melhor que sabem e podem.
Actualmente os Assistentes Operacionais já não são só mulheres. Também há muitos homens que exercem as mesmas tarefas das mulheres, mesmo nos serviços de internamento. Eles, sabem tão bem como elas, utilizar a esfregona para limpar corredores, enfermarias e limpar o que precisa de ser limpo.
Os Assistentes Operacionais estão a entrar numa fase de mudanças na organização das suas carreiras. Há necessidade de dignificar este grupo profissional e dar formação adequada é um começo. Lembro que está já aprovada e reconhecida pela Agência Nacional de Qualificações, a profissão dos Técnicos Auxiliares de Saúde. Este ano, muitas escolas portuguesas iniciaram a oferta do curso profissional de “Técnico Auxiliar de Saúde” que tem a duração de três anos, incluindo um estágio prático.A essa melhoria de formação deve-se juntar uma melhor remuneração, mais baseada nas qualidades de cada profissional, nas suas qualidades humanas, na sua vontade e intuição.  O tempo da mão-de-obra barata deve passar à história. Os Assistentes Operacionais devem manifestar-se contra as formas de trabalho que implicam a desumanização e perda de competência ou que nos impedem a possibilidade de formação. Os actuais Assistentes Operacionais aguardam a regulamentação da sua profissão tendo em vista também verem reconhecidas as suas competências e dessa forma poderem também ser portadores da respectiva “caderneta  profissional”.
Está a terminar o ano de 2011 e outro vem aí. Vai ser um ano de muitas mudanças no que diz respeito às carreiras e vínculos dos profissionais de saúde. Os Assistentes Operacionais vão também estar na baila e ninguém ainda sabe como vão ficar quanto às suas profissões, mas alguma coisa vai acontecer. Tudo o que seja para melhorar, profissionalizar, humanizar e reconhecer o valor dos Assistentes Operacionais é por nós bem recebido.

08/10/11

CUIDADOS NAS ESCOLHAS

Foto copiada daqui:
http://www.accaomedica.centroips.com.pt

O Governo português publicou esta Portaria:

Portaria n.º 1 041/2010, de 7 de Outubro (Diário da República-I Série, N.º 195) 

Este ano escolar, 2011/2012, as escolas portuguesas dando cumprimento a esta Portaria, planearam e estão a leccionar um novo curso a que lhe chamaram "Técnico Auxiliar de Saúde". No blogue "Doutor Enfermeiro" encontrei este alerta e realmente já não há paciência  para  burlas embuçadas
em que muitos jovens podem cair. Consultem, leiam e comparem os planos de estudos dos dois cursos.

29/07/11

TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE:CURSO PROFISSIONAL ARRANCA EM FORÇA EM 2011



O Curso profissional "Técnico Auxiliar de Saúde" está aí. E o Regulamento dos actuais Assistentes Operacionais é aprovado quando? Aqui apresento uma pequena lista de escolas que este ano vão iniciar este curso profissional. Vale a pena consultar alguns destes "links" um pouco escolhidos ao acaso e por todo o Continente.

Santo Tirso:
http://www.esec-d-dinis.rcts.pt/dmdocuments/PROF-tecnico%20auxiliar%20saude.pdf 
 Vila Nova de Cerveira:
http://www.eb23s-vnovacerveira.edu.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=448&Itemid=256
 Castelo Branco, Lisboa, Paderne,Albufeira, Crato, Vila Real
http://www.epar.edu.pt/index.php/tecnico-auxiliar-de-saude
 Santa Maria da Feira:
 http://www.eb23-d-moises-alves-pinho.rcts.pt/cur_profissionais.php#CPSaude
Vila Nova de Famalicão:
http://w.espbs.net/index.php/pre-inscricoes-20112012
Coimbra:
http://esb3-ddiniscoimbra.ccems.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=138&Itemid=115
Guarda:
http://www.esaag.pt/files/Profissional_11_12.pdf
Portimão:
http://www.esmtg.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=142&Itemid=165
Maia (Porto):
http://www.secundario.maiadigital.pt/MDE/Internet/PT/Secundario/Escolas/SecundariaAguasSantas/OfertaCurricular/Cursos+Profissionais/Auxiliar+de+Sa%C3%BAde.htm
Algarve:
http://www.esla.edu.pt/portal/images/stories/OfertaFormativa/Oferta%20Formativa_2011_2012/Folhetos_Cursos/Folheto%20Curso%20Prof.%20TAuxSaude.pdf
Leça da Palmeira:
http://esbn.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=33:tecnico-auxiliar-de-saude&catid=28:oferta-formativa-cursos-profissionais&Itemid=71

21/06/11

RESÍDUOS HOSPITALARES

   O actual regime jurídico de gestão de resíduos, o artigo 3º do Decreto Lei nº178/2006, define resíduo hospitalar como:
"O resíduo hospitalar resultante de actividades médicas desenvolvidas em unidades de prestação de cuidados de saúde, em actividades de formação, diagnóstico, tratamento, reabilitação e investigação, relacionadas com seres humanos ou animais, em farmácias, em actividades médico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam procedimentos  invasivos, tais como acupunturas, piercings e tatuagens".

   Num estudo levado a cabo pela Entidade Reguladora da Saúde, a situação em que se encontram as unidades de saúde quanto à recolha e gestão de resíduos hospitalares, revela que a situação é preocupante.
   O estudo aponta para um desempenho "claramente deficiente" no que se refere aos riscos para os profissionais que manipulam resíduos hospitalares e que se limitam, em grande parte dos casos, a usar só luvas. Há também o problema de se efectuar o transporte de resíduos durante as horas de presença de público e através dos mesmos espaços, como sejam os corredores e elevadores. Estas anomalias já não acontecem nas unidades de saúde privadas.
   O estudo da ERS aconselha mais informação, mais sensibilização e mais formação dos profissionais directamente envolvidos na produção, recolha e tratamento destes resíduos.

09/06/11

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

    Terminou o I Circuito de Orientação de Precisão. A última prova foi organizada pelo Hospital da Prelada, no Porto e pelo Grupo Desportivo dos 4 Caminhos. Importante foi o papel do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do hospital.
   Quero dar os parabéns pela iniciativa. São eventos como este que contribuem para uma melhor integração das pessoas nesta sociedade em que vivemos.
    Lanço daqui um repto ao enfermeiro Victor Lopes: para o ano convide o Hospital de São João a participar neste circuito.

03/04/11

RELATÓRIO IGAS

O relatório está publicado. Observem os gráficos e interpretem os dados mostrados.