A ATSGS ( Associação dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde ) http://www.atsgs.pt/p/a.t.s.g.s./tem sido uma associação, que desde a sua criação representa e defende os trabalhadores dos ex-serviços gerais de saúde, nomeadamente os assistentes operacionais.Nunca quiseram ligar-se a uma força política ou sindical e até hoje assim continua a ser. Esta associação já deu provas da sua competência e os seus dirigentes continuam a garantir um tratamento igual, sério e justo aos membros que a eles se dirijam solicitar apoio, esclarecimentos ou intervenção junto das instituições de saúde.
Não posso ignorar também a Federação dos Sindicatos da Função Pública, http://www.fnsfp.pt/portal/ que também tem contribuído para a resolução de diversas situações laborais e tem lutado ao lado dos profissionais de saúde para a melhoria e a dignificação destes profissionais.
Os criados e as criadas já passaram à história, mas continuamos a ser bombardeados por estes anúncios:
E mais estes agora:
Dois exemplos de anúncios que duas escolas secundárias portuguesas elaboraram para divulgarem o novo curso profissional.
Observando as imagens e depois de uma breve consulta pela internet, digo-vos que esta forma de comunicar a existência do novo curso profissional, revela que há muitas escolas que desconhecem o dia a dia dos Assistentes Operacionais, num estabelecimento de saúde. Eis algumas:
Alimentação
Arrumar enfermarias
Higiene e Limpeza dos serviços
Transporte de doentes
O Assistente Operacional que trabalha num estabelecimento que presta cuidados de saúde aos utentes que a ele necessitam ir, deve ter sempre presente que está a exercer uma actividade, embora igual à que outros assistentes operacionais exercem noutros locais, não é a mesma coisa. Mais: o assistente operacional que trabalha num internamento de medicina, por exemplo, tem competências e tarefas diferentes do colega que trabalha numa central de esterilização, apesar de ambos exercerem funções no mesmo hospital.
Desde o ano passado, ou seja, de Outubro de 2011, muitas escolas secundárias oferecem aos alunos a oportunidade dos seus alunos frequentarem o Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde.
A propósito do ensino profissional em Portugal, numa recente conferência organizada pela Universidade Católica, o seu presidente, Dr.Joaquim Azevedo dizia isto:
"Muitas escolas não sabem o que é o ensino profissional em Portugal,
não têm nenhuma cultura de ensino profissional e, assim, encaram-no como o "quarto escuro" para os meninos que se portam mal, que têm insucesso".
Joaquim Azevedo defende uma avaliação rigorosa dos actuais cursos profissionais e da sua rede e a sua articulação com os actores locais, para que não haja sobreposição de ofertas. Defende que todas as escolas em que se verifique que aquilo que está a ser oferecido ao aluno é o "quarto escuro" ou o "caixote do lixo" tem de se encerrar de imediato.
"Muitas escolas não sabem o que é o ensino profissional em Portugal,
não têm nenhuma cultura de ensino profissional e, assim, encaram-no como o "quarto escuro" para os meninos que se portam mal, que têm insucesso".
Joaquim Azevedo defende uma avaliação rigorosa dos actuais cursos profissionais e da sua rede e a sua articulação com os actores locais, para que não haja sobreposição de ofertas. Defende que todas as escolas em que se verifique que aquilo que está a ser oferecido ao aluno é o "quarto escuro" ou o "caixote do lixo" tem de se encerrar de imediato.
Começo a ficar preocupado com o futuro dos Técnicos Auxiliares de Saúde. Lá diz o povo:
"Quando a oferta é muita..."
Vou andar atento.
"Quando a oferta é muita..."
Vou andar atento.

















