30/09/09

OS ASSISTENTES OPERACIONAIS RECUSAM SER MANIPULADOS






A carreira dos trabalhadores da saúde foi extinta. Na antiga carreira dos serviços gerais de saúde existiam várias categorias, todas com funções absolutamente diferenciadas. Por exemplo, a carreira de Auxiliar de Acção Médica, de Telefonista, de Motorista, de Fiel de Armazém, de Cozinheiro, de Maqueiro, de Electricista, de Apoio e Vigilância, etc.

Hoje todas estas carreiras(profissões se assim quiserem) foram extintas e as pessoas que continuam dia a dia a trabalhar passaram da noite para o dia, por obra e graça dos políticos do nosso país, a ASSISTENTES OPERACIONAIS.

O que antes se chamava Auxiliar de Acção Médica, passou a designar-se por Assistente Operacional. Um motorista ou um(a) telefonista é também Assistente Operacional.

Quem está fora do hospital desconhece a confusão de todos sermos chamados de Assistentes Operacionais. O ex-Auxiliar de Acção Médica, como é Assistente Operacional e porque agora tem de cumprir a lei da mobilidade e flexibilidade, tem que executar as tarefas de quase todas as categorias extintas. Esclareço: se o Assistente Operacional (Ex-Auxiliar Acção Médica) estiver a limpar as casas de banho do serviço de internamento, pode ser chamado por um enfermeiro para o ajudar a posicionar um doente, para ajudar o enfermeiro no tratamento de feridas ou a levar um doente a um exame e até noutras tarefas mais primárias. Ou se um dia, na hora da refeição, o Assistente Operacional, estiver a dar a comida a um doente é bem capaz de ter de interromper esta tarefa para ir colocar um urinol ou uma arrastadeira a um doente doutra sala, regressando depois para continuar a dar a alimentação ao anterior doente. E para que muitas vezes os colegas Operacionais ( antes Auxiliares da Alimentação) possam folgar ou mesmo quando faltam, nada mais fácil do que escalar um Assistente Operacional para o serviço de Copa. Ou seja, o Assistente Operacional agora é mesmo um trabalhador polivalente e Pau Pr’a Toda a Obra, mesmo que a sua formação não seja a mais adequada. O Urgente é que alguém faça as tarefas para que foi chamado.

Hoje chamam-nos de Assistentes Operacionais. E eu digo que há uns Assistentes Operacionais que trabalham 35 horas por semana, não ganham prémio de assiduidade, são funcionários do Estado, têm ADSE, têm um salário base mais elevado e há outros Assistentes Operacionais que trabalham no mesmo serviço, no mesmo turno e fazem as mesmas tarefas mas trabalham 40 horas semanais ( em média ), têm Contratos Individuais de Trabalho a Termo e sem Termo, ganham um prémio de assiduidade, ganham um salário base miserável, podem vangloriar-se de ser funcionários EPE e pouco mais, porque o receio de verem o seu contrato riscado está permanentemente presente no seu inconsciente.

Os Assistentes Operacionais com Contrato Individual de Trabalho nos Hospitais EPE, sofrem as consequências das indefinições das condições em que trabalham, começando pela pesada carga horária, com um salário base ridículo que ronda os 490€, sem perspectivas de progressão salarial e profissional na carreira, consequência da “lei da rolha” de que o Sistema de Avaliação de Desempenho é responsável e muitas vezes sem saber se os seus contratos vão ser ou não renovados.

Concluindo: nós, trabalhadores do ex-Serviço Geral de Saúde, continuamos a exercer as funções de cada profissão. Porque não para cada profissão uma carreira específica?

Um Assistente Operacional não é um tapa buracos e muito menos é digno despir um santo para vestir outro. Mudar de nome não basta! Muito menos pensar que os Assistentes Operacionais têm que obedecer cegamente ao seu superior hierárquico e comportar-se como uma marionete com total ausência de inteligência, de sentimentos e emoções.

Somos profissionais da saúde. Estamos e queremos continuar a trabalhar para o bem-estar daqueles que são a razão da nossa profissão: os utentes dos serviços de saúde.

29/09/09

II CONGRESSO DE ASSISTENTES OPERACIONAIS DE PORTIMÃO

PROGRAMA DO CONGRESSO


Clicar na imagem para ler melhor

O Congresso terá lugar no próximo dia 3 de Outubro de 2009, nos Cinemas de Portimão, com o tema "FORMAR PARA A EXCELÊNCIA".

A profissionalização dos Assistentes Operacionais está a assumir cada vez mais importância na saúde em Portugal.
Para qualquer esclarecimento, por favor contactar:
Secretariado do Evento:
II Congresso dos Assistentes Operacionais de Portimão 2009
Teresa Araújo-966 877 969
Apartado 2065
8500-992
PORTIMÃO
Email: congresso.auxiliares@portugalmail.pt/Site:www.sfs.pt

MUDAR O AMBIENTE HOSPITALAR

O Assistente Operacional para trabalhar num hospital tem que gostar muito das pessoas. Tem que ser uma pessoa que se emociona com os doentes, que saiba sorrir e chorar.
O Assistente Operacional, regra geral, é uma pessoa simples, mas tem que aprender a mudar as coisas. É nas coisas pequenas e simples do dia a dia que nos devemos concentrar, especialmente no ambiente do nosso trabalho. Temos que aprender a mudar o que pode ser mudado para com essa mudança obtermos resultados diferentes.
Fazer as nossas tarefas sempre da mesma maneira leva-nos a cair naquela zona de conforto que tanto gostamos, mas que nos leva a um conforto tal, que os dias são todos iguais.
Hoje, mais do que ontem, os doentes querem ser muito bem atendidos, querem mais atenção, querem que o Assistente Operacional preste um serviço de excelência e profissional.
Acabou a época do “fazer assim porque assim aprendi”. Há que inovar e os Assistentes Operacionais devemos trabalhar de modo diferente daquilo a que os mais antigos estão habituados a fazer durante muitos anos.
E mudar é difícil, mas é possível. O ambiente onde trabalhamos já é um ambiente de dor, de doença e nós, os Assistentes Operacionais, temos que melhorar esse ambiente. Assim o queiramos nós!

10/09/09

HOSPITAIS EPE QUE FUTURO?

Criador dos hospitais-empresa diz que SNS é insustentável

O economista que esteve na génese da empresarialização dos hospitais públicos, José Mendes Ribeiro, acredita que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é "insustentável [financeiramente] a longo prazo" se nada mudar, entretanto.

"É matematicamente impossível que [os gastos] continuem a crescer por ano mais do que o PIB [produto interno bruto]", sustenta, sublinhando que a despesa com a saúde representa já 26 por cento do Orçamento do Estado. O antigo responsável pela unidade de missão dos Hospitais SA lançou ontem um livro em que apresenta uma proposta ousada: a liberdade de escolha dos doentes para serem tratados (no público ou no privado).

Interpelada pelo PÚBLICO à margem do lançamento de um outro livro - o do fundador do PS António Arnaut, em que este recorda a génese e as vicissitudes por que o SNS passou até à sua consolidação -, a ministra Ana Jorge escusou-se a comentar as previsões de Mendes Ribeiro. Disse apenas "não partilhar a mesma opinião". O único caminho para o SNS é "a luta pela sua continuidade".

O SNS representa hoje "a diferença entre o PS e o PSD" e é "fundamentalmente isso que está em jogo nas próximas eleições legislativas", escreveu por sua vez numa mensagem enviada para ser lida na cerimónia o histórico socialista Manuel Alegre, lembrando que "não existe no programa eleitoral do PSD uma única referência ao SNS".

Liberdade de escolha

A tese central do livro Saúde - A Liberdade de Escolher é a de que o regime da ADSE, que cobre cerca de 12 por cento da população (os funcionários públicos), deve ser alargado a toda a população. Até porque, pelos cálculos de Mendes Ribeiro, um doente tratado no SNS custa mais ao Estado do que um doente tratado no regime da ADSE (938 euros contra 780, respectivamente).

Aos que prevêem que a universalização da liberdade de escolha conduzirá ao desmantelamento do SNS, o economista responde que este princípio, além de ser compatível com a manutenção do SNS, até será a forma mais adequada de promover a sua eficiência.

Para Mendes Ribeiro, não faz sentido que coexistam dois sistemas públicos (ADSE/SNS) e a solução passa pela unificação do sistema de financiamento. E a rede pública de hospitais deve ser paga pelo Estado aos mesmos valores pagos aos privados.

O livro foi apresentado pelo médico João Lobo Antunes e pelo sociólogo António Barreto, que o prefacia. O sociólogo nota no prefácio que Mendes Ribeiro "desloca a discussão dos velhos termos ideológicos e estreitamente políticos, para a colocar antes de mais em contexto técnico, económico, financeiro e social".

in Jornal Público, 10/09/2009

04/09/09

I CONGRESSO DE ASSISTENTES OPERACIONAIS DE GUIMARÃES



Portal da Saúde - I Congresso de Assistentes Operacionais:

"No dia 12 de Setembro, em Guimarães, profissionais do Centro Hospitalar do Alto Ave debatem 'o caminho da qualidade'.


O I Congresso de Assistentes Operacionais, que decorre no dia 12 de Setembro, é organizado pelos assistentes operacionais do Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE, no Auditório da Universidade do Minho, em Guimarães. O tema é 'O caminho da qualidade'.
O início dos trabalhos está marcado para as 9h30.
Em foco:
Liderança e gestão de equipas;
Qualidade no atendimento ao doente e família;
A qualidade e o desempenho do assistente operacional;
Novo desafio... Mudança/inovação."

A PANDEMIA E A VERDADE ESCONDIDA?

Diariamente somos bombardeados pelos média com a Gripe A. Esquecemo-nos que, como profissionais da área da saúde, lidamos constantemente com diversos tipos de doenças. Quantas vezes acontece entrarem doentes nos hospitais e só dias após o seu internamento e depois de lhes termos prestado cuidados de higiene, mudar as roupas da cama ou os pijamas, o termos transportado numa cadeira de rodas ou numa maca para os locais de exames ou consultas, vem a notícia de que o doente está infectado com...e com...e devemos proteger-nos quando estivermos em contacto com ele ou necessitarmos de entrar no seu quarto. E a falta de condições oferecidas por alguns serviços sempre que o doente necessita de isolamento?
Vocês sabiam que uma gripe normal mata 500.000 pessoas por ano?
Vocês sabiam que 2 milhões de pessoas no mundo, morrem por causa da malária( doença curável com o uso dum simples mosquiteiro)?
Sabiam que morrem todos os anos 2 milhões de crianças por causa de diarreias ( evitam-se essas mortes com um simples soro oral que custa menos que 50 cêntimos)?
E sabiam que todos os anos morrem 10 milhões de seres humanos vítimas de doenças curáveis, como o sarampo, a pneumonia e a tubercolose?
Afinal, que interesses são esses que movimentam toda esta preocupação com a Gripe A? Vamos acreditar em quem? Vejam o vídeo e depois tirem a vossa conclusão:

06/08/09

ASSISTENTES MUITO OPERACIONAIS




O PAPEL DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

QUE TRABALHAM EM HOSPITAIS

Qual é o papel do Assistente Operacional que trabalha num hospital?

Que perspectivas têm estes profissionais, na prestação de cuidados, enquanto membros de uma equipa multiprofissional?

Os cuidados de saúde prestados num hospital envolvem equipas multidisciplinares que trabalham com o objectivo de optimizar a assistência aos doentes (ou utentes) que por diversas razões se dirige a um hospital. Cada equipa é constituída por médicos, enfermeiros e assistentes operacionais. Os médicos e os enfermeiros têm as suas funções bem definidas e as suas relações bem estabelecidas. Os Assistentes Operacionais também têm as suas tarefas a realizar e variam de local de trabalho para local de trabalho. As funções do Assistente Operacional possuem uma vertente bastante prática, activa e dinâmica e cada serviço hospitalar tem as suas particularidades. Contudo, existem muitas tarefas que se executam em qualquer serviço do hospital e que estão a cargo dos Assistentes Operacionais.

Os AO (assistentes operacionais) asseguram: serviço de mensageiro, acompanham e transportam os doentes em camas, macas, cadeiras de rodas dentro do hospital, colaboram na prestação de cuidados de higiene e de conforto dos doentes, sempre sob a orientação dos enfermeiros/as do serviço, distribuem as refeições e ajudam os doentes com dificuldade em tomar os alimentos sozinhos, tratam da mudança das roupas da cama e organizam-se de maneira a manter as enfermarias limpas e arrumadas.

No meio de tanto trabalho há com certeza diferenças entre o que são as suas funções e aquilo que efectivamente os outros elementos da equipa multidisciplinar lhes atribuem.

Um sem número de tarefas, algumas íntimas e diárias, aproximam os Assistentes Operacionais dos doentes, mais do que qualquer outro elemento da equipa multidisciplinar. Os AO estabelecem um tipo de relação interpessoal com o doente, escutam as suas necessidades e por vezes são confidentes do doente, acompanhando mais de perto a evolução da pessoa e da sua doença.

Os AO são muitas vezes menosprezados e considerados um parente pobre dentro dos hospitais. São profissionais que devido à natureza das suas tarefas, à falta de estudos, há constante supervisão dos enfermeiros/as e também aos baixos salários que auferem, são afastados da “elite” dos profissionais de saúde. Resta-lhes a consolação da aproximação emocional dos doentes que esperam ficar curados e enquanto permanecem no hospital se sintam num ambiente fraterno e solidário.

15/07/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS NÃO SÃO TAPA BURACOS



Há poucos dias atrás faleceu um bébé num hospital de Madrid, dizem que por erro de uma enfermeira.O caso está a fazer correr muita tinta nos jornais e na internet. Corre um inquérito no hospital e a opinião pública também já está a fazer o seu juizo.
Trabalhar num hospital tem riscos. Por vezes os profissionais exercem funções para as quais não estão preparados. No caso dos Auxiliares Acção Médica, agora chamados Assistentes Operacionais, acontece frequentemente serem chamados a colmatar as faltas de colegas que por doença, por acidente de trabalho ou por férias acabando por complicar o normal funcionamento do serviço. A "pressão" a que por vezes os Assistentes Operacionais são submetidos por vezes gera problemas. Os auxiliares são insuficientes e nesta época de férias a falta ainda se nota mais. A mobilidade interna a que nós estamos sujeitos leva a muitas vezes a uma enorme sobrecarga de trabalho extraordinário. Todos gostam de ganhar mais dinheiro, mas o excesso de horas por vezes transforma-se em situação de risco laboral e claro, por vezes o doente acaba por ser o mais prejudicado.
A responsabilidade está nas pessoas que têm a organização dos serviços a seu cargo. Nem qualquer um pode fazer qualquer coisa. Não é só substituir quem falta ou quem está doente. Os Auxiliares Acção Médica têm responsabilidades e devem procurar sempre trabalhar com qualidade assistencial e a disponibilidade e a amabilidade não podem ser esquecidas.

03/07/09

DEIXEM-NOS RESPIRAR


Os Auxiliares de Acção Médica ( Assistentes Operacionais ), são um grupo operário fundamental no bom funcionamento de qualquer hospital, centro de saúde, centros de dia, unidades de cuidados continuados,etc...exercem aquelas tarefas que alguns dizem e pensam ser para quem não estudou, não tem licenciaturas e não nasceram para tais funções.
Há que fazer entender a este tipo de inteligências que os Auxiliares de Acção Médica são pessoas, têm instrução e cultura, são inteligentes e sábios tendo muitas vezes mais atitudes humanas que alguns que se apelidam de superiores.
Trabalhar num hospital não é a mesma coisa que trabalhar num supermercado, num talho ou numa bomba de gasolina. O trabalho do auxiliar de acção médica, quando exercido com profissionalismo e humanismo, é aquele comprimido milagroso que o paciente espera que o médico lhe receite para se sentir melhor.
Ai se os doentes às vezes pudessem exprimir os seus sentimentos...
Lamento é que por vezes os horários que às vezes praticamos não ajudem em nada a que os A.A.M. exerçam bem o seu trabalho. Muitas vezes os nossos direitos e os nossos deveres são esquecidos. Cometem-se constantemente irregularidades nos horários e as sobrecargas horárias levam-nos a pisar o risco da paciência e tolerância com todos e até com os doentes.
É raro o mês em que o horário distribuido pelo responsável não seja alterado duas e três vezes, muitas alterações sem consultar os respectivos envolvidos, deixando-os por vezes em delicadas situações.
Sei que alguns auxiliares visitam este espaço e por vezes comentam o que aqui se escreve. Gostava que mais colegas participassem e escrevessem sobre o seu trabalho, os problemas que se deparam diariamente, as suas esperanças no futuro...o seu horário, a sua folga que demora a ser marcada...um sem número de assuntos que interessam a todos.
Escrevam e eu estou aqui para os ler e juntos, quem sabe, num espírito de partilha e ajuda construiremos um país mais saudável e mais humano.

28/06/09

SUPORTE BÁSICO DE VIDA

09/06/09

PARA UM LOCAL DE TRABALHO MAIS SEGURO

Contentor demasiado cheio!



A prevenção de acidentes de trabalho constitui um objectivo comum a todos os profissionais. Os Auxiliares de Acção Médica, lidam diariamente com diversas situações que podem provocar um acidente.
Na origem de alguns acidentes estão muitas vezes implicados procedimentos com um risco acrescido para o profissional de saúde, pelo que é fundamental a sua substituição por procedimentos mais seguros.
Entre os procedimentos a evitar incluem-se o deficiente manuseamento com os contentores onde são colocados os produtos cortantes e perfurantes ( agulhas, lâminas, etc.). Para que estes produtos não sejam a origem de um acidente, o profissional sempre que manusear um contentor deve ter em conta alguns procedimentos:
- Montar bem o contentor ( alguns trazem a tampa separada da base e há que encaixá-la bem );
- Sempre que o conteúdo do contentor alcançar a "marca" inscrita nele como "limite de enchimento" deve ser substituido por outro. Ao fechar o contentor cheio deve-se ter cuidado redobrado e fechar devidamente a tampa. Depois devemos transportá-lo para o local próprio ( sala dos sujos, por exemplo ).

"Quanto teremos que fazer nesta terra em matéria de saúde e higiene tão pouco há feito! Curar e tratar enfermidades era outrora o único objectivo, hoje há o de prevenir as evitáveis."

Dr.Ricardo Jorge, 1928

26/05/09

INFORMAÇÃO IMPORTANTE A TODOS OS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



A A.T.S.G.S. tem tido reuniões com os diversos organismos responsáveis pela Saúde em Portugal(Ministério da Saúde e Administração Central). Estes encontros têm servido para informar os senhores que mandam nas políticas da saúde acerca das preocupações e inquietações que actualmente trabalham os Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
Para mais informações consultem aqui :
http://www.atsgs-pt.com/index1.htm







19/05/09

CARENTES DE ELOGIOS



Os Auxiliares de Acção Médica, agora Assistentes Operacionais, estão cada vez mais frios, mais apáticos. Hoje só se ouvem críticas, só se apontam defeitos e erros. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastadas. O excesso de trabalho, a falta de entreajuda, o deixa andar que alguém faz o que eu não faço, o pensar que já trabalhei que chegasse e os outros que trabalhem também...para quê fazer isto se ninguém repara, o chefe não me elogia, a minha avaliação vai ser igual aos outros todos, portanto, faço como os outros...deixar andar.

Ai se as paredes das enfermarias falassem...Os assistentes operacionais também são pessoas carentes de elogios, de mimos por parte dos seus encarregados, dos seus colegas e dos enfermeiros e médicos.

Elogiar o bom profissional, a boa atitude, faz muita falta a toda a pessoa. Para já o elogio ainda é gratuito.

10/05/09

III JORNADAS DO CENTRO DA A.T.S.G.S.






"O auxiliar é um profissional que escuta os desabafos do doente no decorrer das suas actividades do dia a dia, que transmite esses desabafos aos restantes profissionais. É um profissional -chave na prestação dos cuidados de saúde, mas a sua carreira continua a não ser reconhecida e valorizada".

"É preciso valorizar o papel dos auxiliares de acção médica e essa valorização tem de se repercutir na organização da carreira profissional". E é por essa razão que organizámos estas jornadas".

Manuela Breda, encarregada operacional dos Serviços Gerais do CHC,E.P.E.





16/04/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS EM JORNADAS DE TRABALHO





I JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS
DO CENTRO HOSPITALAR DO BARLAVENTO ALGARVIO, EPE

No próximo dia 22 de Maio de 2009 terão lugar, no Anfiteatro da Instituição, as I Jornadas dos Assistentes Operacionais do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE.

A organização deste evento tem como objectivo principal a discussão de temáticas de extrema importância para os Assistentes Operacionais, de modo a garantir uma maior qualidade e dignidade no cumprimento das suas funções. As mesas abordarão temáticas de amplo interesse, especialmente direccionadas para potenciar o desempenho dos Assistentes Operacionais:

“A Problemáticas das Lesões Musculo-Esqueléticas relacionadas com o Trabalho dos Assistentes Operacionais”
“IACS – Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde – Riscos e Prevenção”
“O Assistente Operacional na Gestão de Resíduos Hospitalares”
“Como Melhorar as relações Interpessoais em Equipa”


O CHBA pretende, desta forma, proporcionar a todos os seus profissionais um espaço de partilha de conhecimentos e experiências, potenciando um trabalho pautado pela excelência e humanidade, em prol dos seus utentes.

As I Jornadas dos Assistentes Operacionais CHBA são uma organização do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, que contam com o inestimável apoio de:
• ARS Algarve
• SOMOS (SUCH)
• Hospitécnica
• Eurest
• Conforlimpa – Tejo
• Opção
• Servier
• Sanofi Pasteur MSD
• Faplastal
• Churrasqueira Alcunhas
• Construções Paulo André

Mais informações em:

http://www.chbalgarvio.min-saude.pt/

NOTA: Inscrição gratuita

08/04/09

MENSAGEM DE PÁSCOA

FAZ HOJE PORQUE AMANHÃ JÁ PODE SER TARDE

A Vida humana é mesmo assim...viver o presente com intensidade para amanhã poder viver.

24/03/09

NEUROCIRURGIA H.S.JOÃO E AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

É com exemplos como o que é seguido pelo Serviço de Neurocirugia do Hospital de São João que os profissionais contribuem para a melhoria da qualidade dos serviços que prestam aos utentes.
No site do H.S.João, no sítio da Neurocirurgia, encontrei isto:

AS ACTIVIDADES DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA
Os auxiliares de acção médica desde algum tempo que deixaram de ser vistos como o elo mais “fraco” da equipa de saúde. Pelas suas intervenções e práticas bem definidas, assumem um papel preponderante e indispensável ao bem-estar do utente. Através de uma colaboração estreita com a equipa de enfermagem têm um plano de trabalho estruturado, englobado na equipe e no perfil das suas competências.
Pelo facto de passarem grande tempo dos seus turnos em intervenções aos utentes, embora na maioria delas com a supervisão da enfermagem, é fundamental manterem uma atitude compreensiva, alegre e encorajadora, pois algumas práticas envolvem a privacidade e a intimidade do utente. Sendo obvio o reflexo que estas apresentam ao longo do internamento. Das actividades e intervenções desenvolvidas pelos auxiliares de acção médica destacámos as seguintes:
- Colaboram sob a supervisão técnica na prestação de cuidados de higiene e conforto do utente;
- Acompanham e transportam os utentes em cama, macas e cadeiras de rodas de e para o serviço;
- Auxiliam nas tarefas de alimentação;
- Auxiliam nas tarefas de recolha de material para análise;
- Zelam pela manutenção do material utilizado nos cuidados prestados aos utentes;
- Procedem à recepção, arrumação e distribuição de roupa lavada e manuseamento de roupa suja;
- Asseguram as tarefas de mensageiro e transporte de medicamentos, material de consumo clínico e outros necessários ao normal funcionamento do serviço;
- Procedem à limpeza do serviço, equipamentos e acessos seguindo as normas de higiene definidas pela comissão de controlo da infecção hospitalar;
- Fazem parte do grupo de trabalho do serviço responsável pela humanização, através de um elemento representativo;
- Fazem parte dos grupos de trabalho a quando da realização de formação e eventos.

In http://www.hsjoao.min-saude.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=29646

Os agradecimentos à enfermeira Isabel Ribeiro e ao Professor Rui Vaz pelo contributo que dão para a dignificação dos Auxiliares de Acção Médica do serviço de neurocirurgia.

SIGILO PROFISSIONAL


O doente é um ser humano, cidadão livre, com direitos inalienáveis e como tal necessitam de ser respeitados.

O sigilo profissional faz parte dos valores éticos que devem ser seguidos pelos profissionais de saúde, logo, pelos Auxiliares de Acção Médica.

Ao lidar com o doente, o Auxiliar de Acção Médica deve ter sempre presente duas coisas:

1-Ajudar

2-Não prejudicar o doente

A lealdade para com o doente é para levar a sério. O A.A.M. deve garantir o sigilo profissional, não revelando a ninguém, fora da equipa de saúde, dados relacionados com o doente ou a sua doença. As informações que vai recebendo, através das conversas que vai tendo com o doente, com os familiares ou com as visitas ou ainda com os enfermeiros do serviço, devem ser encaminhadas para quem estão autorizados a dá-las às outras pessoas.

No meu Contrto de Trabalho, no Artº.10º diz:


1-"O/A Segundo/a Contraente ( eu ) obriga-se a manter rigoroso sigilo e não divulgar a terceiros, durante ou depois da cessação deste contrato, quaisquer informações sigilosas, relativas ao estado de saúde das pessoas ou a qualquer factos ocorridos dentro do Hospital, documentos, dados científicos, comerciais ou técnicos, quaisquer aspectos sobre a organização, métodos, projectos, pareceres, relatórios, estudos, listagens, contratos, registos informáticos, dados pessoais ou profissionais sobre colaboradores, pacientes, ou qualquer outra informação, relacionados com o Primeiro Contraente ( hospital ) ou terceiro com o qual este mantenha relações, obtidos ou elaborados no âmbito do exercício da sua actividade nos termos deste contrato."

2-....

3-....


Vem este texto a propósito da aflição vivida por um colega, auxiliar de acção médica, que por razões ainda desconhecidas, ontem foi ao "tapete vermelho" para explicar a fuga de informações relativas ao estado de um doente que esteve internado no hospital.

Por vezes esquecemo-nos dos nossos deveres e dos nossos direitos. Todos sabemos que ninguém gosta de interferências na sua vida privada ou da sua família. Mas, quantas vezes os Auxiliares são pressionados por familiares a revelar informações relativas a um doente?

Para o meu bem e para o bem de todos, em situações como esta vivida pelo colega, eu encaminho as pessoas, sedentas de informação, para o médico ou para a equipa de enfermagem, mas com desculpas cuidadas e não intempestivas.

22/03/09

PERFIL DO AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA

A figura do Auxiliar de Acção Médica já não é aquela que falavam há uns anitos passados. Actualmente, o nível cultural dos AAM está a subir consideravelmente e ainda bem. E com esta mudança está a notar-se a preocupação cada vez maior relativamente às ambições para melhorar, pessoal e profissionalmente. Agora começa-se a reconhecer um pouco o trabalho executado pelo Auxiliar de Acção Médica. Mas não chega, é necessário que esse reconhecimento vá mais longe e que no fim de contas nos valorize e nos sejam verdadeiramente oferecidas as condições de trabalho a que temos direito.
Mas, será que se reconhece realmente o trabalho do AAM no hospital?
Um jornal escrito por médicos dizia isto:
"É surpreendente que sejam eles ( os Auxiliares Acção Médica ) as pessoas que contactam primeiro com a pessoa acidentada, são eles que recebem os doentes transportados pelas ambulâncias, transportam com mimo a criança que caiu e partiu um pé; eles, os auxiliares, ajudam a lavar os doentes extremamente graves, com lesões medulares, queimados, traumatizados, dão apoio aos doentes oncológicos, manipulam medicamentos perigosos, são responsáveis pelas visitas, atendem o telefone e mais um sem número de tarefas. Os Auxiliares de Acção Médica são os primeiros a chegar ao hospital e é deles que os médicos se despedem quando saiem e eles continuam o seu trabalho."

Hoje, os Auxiliares de Acção Médica, estão a aprender a ser diferentes. Todos sabemos que exercemos algumas funções que estão obsoletas, ultrapassadas e já não fazem sentido. É o caso da vigilância das portas, do controlo do número de visitas, da limpeza dos serviços. Estas tarefas, hoje com as empresas de prestação de serviços, aliviam o trabalho dos auxiliares e libertam-nos para prestar um melhor atendimento ao utente, ao doente que teve necessidade de ir ou ficar no hosptal. Os auxiliares têm que se adaptar aos novos tempos e lutar por uma melhoria substancial na nossa profissão, com a finalidade de oferecermos uma melhor qualidade assistencial de acordo com o momento em que vivemos.
O grande problema, definitivamente, o nosso grande problema qual é?
Definir claramente o Perfil Profissional dos Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
A regulamentação da carreira dos Auxiliares de Acção Médica tem que ser efectuada o mais depressa possível.

As jornadas e os congressos têm sido oportunidades que alguns de nós aproveitamos para debater conhecimentos, partilhar experiências, debater actuações às vezes problemáticas. Mas nunca devem ser oportunidade para criticar cegamente outros colegas ou outros profissionais da saúde. Melhorar a prática profissional diária das nossas tarefas, tanto na vertente técnica como na vertente humana deve ser o principal objectivo desses encontros.
O Auxiliar de Acção Médica é uma necessidade e uma realidade no nosso serviço público e privado da saúde.

19/03/09

AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA: CAP PARA QUANDO?

AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA: PROFISSIONAL DE SAÚDE?



O Auxiliar de Acção Médica executa um indeterminado número de funções e todas elas necessárias para o desenvolvimento e funcionamento normal dos estabelecimentos de saúde.
O A.A.M. tem sido visto como aquele homem ou mulher que realiza um trabalho “fácil”, isento de responsabilidade, geralmente com um nível cultural baixo e com poucas pretensões para melhorar o seu estatuto como profissional de saúde.
Mas hoje, essa é uma visão que começa a não ser verdade, embora as funções que o A.A.M. continuem a ser praticamente as mesmas, mas nestes últimos tempos nota-se uma maior preocupação na formação destes profissionais e também uma cada vez maior preocupação quanto ao seu futuro.
Hoje, o A.A.M. é mais um dos elementos que integram as equipas multidisciplinares que trabalham nos hospitais, nos centros de saúde e noutros estabelecimentos que prestam cuidados de saúde. Com esta lenta mudança de mentalidades, os A.A.M. assumem cada vez mais uma maior responsabilidade na realização das suas inúmeras tarefas.
Um factor que nos tem afectado é a dupla dependência a que os A.A.M. estamos sujeitos nos nossos locais de trabalho: hierárquica, por um lado, porque dependemos do nosso Encarregado de Sector e por outro, estamos sob as ordens dos Enfermeiros Chefes do serviço onde estamos a trabalhar.
Temos que começar já a construir o nosso futuro. Não deixemos que ninguém o faça por nós. Os A.A.M. são um grupo profissional que está disposto a assumir novos desafios e o principal é sermos reconhecidos como aquilo que realmente somos e executamos no nosso dia a dia: PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
Queremos o reconhecimento do nosso trabalho que diariamente vimos a desenvolver na área da saúde e não é ficarmos incluídos num enorme saco de “Assistentes Operacionais”mas devemos exigir aos responsáveis pela Saúde do nosso país uma formação bem regulamentada e dirigida para a nossa categoria de Auxiliares de Acção Médica com o Certificado Aptidão Profissional dando assim cumprimento às directivas da União Europeia. A nossa profissão cada vez mais é mais exigente quanto aos conhecimentos em cuidados de saúde os quais não se devem basear apenas nos anos de trabalho e nos hábitos entretanto adquiridos e nem pela experiência adquirida durante esse tempo, mas deve-se basear na formação profissional contínua.
E se possuirmos o CAP, o nosso estatuto também muda e todos ganhamos com estas mudanças.

18/03/09

19 PERGUNTAS SOBRE O SIADAP

1. O que é o SIADAP e quando foi criado?

É o sistema integrado de gestão e avaliação da administração pública,
isto é, um conjunto de regras para avaliar os funcionários públicos
segundo o seu desempenho no alcance de objectivos previamente
estabelecidos. Este sistema de avaliação já existe desde 2004 – foi
criado pela equipa de Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das
Finanças.

2. Por que precisou de ser alterado?


O Governo reconheceu que a entrada em vigor do SIADAP em 2004 foi
“precipitada”. Os serviços não estavam preparados para estabelecer
objectivos e na prática só 5% dos cerca de 740 mil funcionários foram
avaliados nesse ano. No ano seguinte a percentagem foi ligeiramente
superior mas, mesmo em 2006, segundo dados das Finanças, apenas terão
sido avaliados entre 60 a 65% dos trabalhadores do Estado.



4. O que é o QUAR?

É um instrumento de apoio à gestão para avaliar o desempenho. Neste
documento tem de ser definida a missão de cada serviço (para que serve),
os seus objectivos estratégicos (que vão servir de critério para a
avaliação final) e deve ainda conter os resultados obtidos. A ideia é
que o QUAR permita ao gestor do serviço identificar as metas que não
foram alcançadas e assim definir novas estratégias.

5. Cada serviço pode estabelecer livremente os seus objectivos?

Mais ou menos. Há regras que têm de ser respeitadas, mas são
relativamente amplas. Por exemplo, está definido por lei que cada
serviço tem de estabelecer um mínimo de três objectivos: de eficácia, de
eficiência e de qualidade. Não há um limite máximo, mas é sugerido que
não sejam ultrapassados os cinco objectivos, a menos que o serviço seja
de grande dimensão, caso em que o critério pode ser ajustado. No momento
da avaliação, os objectivos são considerados superados, atingidos ou não
atingidos.

6. Há mais orientações para os dirigentes estabelecerem os objectivos?

No documento que lhes foi entregue pelo Governo, são apresentados
exemplos de boas e más práticas. Por exemplo, é considerada uma boa
prática a definição de objectivos que identifiquem claramente o que se
pretende alcançar e sugere-se a utilização de verbos de acção (como
reduzir, garantir, reforçar e diminuir).

7. Na prática, como vão ser avaliados os serviços?

Vão existir dois mecanismos: a auto-avaliação e a hetero-avaliação. O
chefe do serviço faz a auto-avaliação mas, se persistirem dúvidas, o
ministro de que depende o serviço poderá chamar uma entidade externa
para fazer a hetero-avaliação.

8. Qual é a escala de avaliação?

A avaliação final é qualitativa. Os serviços podem ter um desempenho
“bom” (quando atingem todos os objectivos e superam alguns),
“satisfatório” (quando atingem todos os objectivos ou os mais
relevantes) ou “insuficiente” (quando não alcançam os objectivos mais
relevantes). Em cada ministério, os serviços que conseguirem um “bom”,
podem ainda obter uma distinção de mérito (desempenho excelente) que
reconhece que os objectivos foram superados de forma global. Mas só 20%
dos serviços podem ter esta distinção.

9. Como são avaliados os dirigentes superiores?

A avaliação dos dirigentes superiores vai ter por base a carta de missão
elaborada no momento da tomada de posse e é feita pelo responsável
hierarquicamente superior (dirigente máximo ou membro do Governo). Os
dirigentes que não tiverem assinado a carta nessa altura, devem fazê-lo
até meados de Fevereiro, altura em que o Governo aprovará os objectivos
de avaliação apresentados pelos serviços.

10. Quais são os critérios?

Os dirigentes superiores são avaliados consoante o grau de cumprimento
dos compromissos assumidos na carta e as suas competências de liderança,
visão estratégica representação externa e de gestão. Apenas 5% do total
de dirigentes superiores pode obter desempenho excelente.

11. Como são avaliados os dirigentes intermédios?

A sua nota final depende dos resultados obtidos (75%) e das suas
competências (definidas num mínimo de cinco, que contam 25%). A nota
referente aos resultados corresponde à média das classificações obtidas
para cada objectivo traçado (que pode ser considerado superado, atingido
ou não atingido). Do mesmo modo, a nota referente ao parâmetro das
competências corresponde à média das notas conseguidas em cada uma
delas. No final, e consoante os pontos reunidos em cada parâmetro, os
dirigentes podem ter um desempenho relevante, adequado ou inadequado.
Para já vão existir quotas (só 25% pode ter relevante e destes só 5%
podem ter excelente), mas o secretário de Estado da Administração
Pública, João Figueiredo, afirmou em Outubro do ano passado que vão
desaparecer “quando a cultura de exigência estiver suficientemente
alargada”.

12. E os funcionários?

Pelos seu chefe imediato, anualmente. A nota é constituída em 60% pelos
resultados obtidos e em 40% pelas competências demonstradas. A avaliação
dos resultados, a classificação do desempenho e os pontos obtidos têm as
mesmas regras dos dirigentes intermédios.



13. São todos avaliados da mesma forma?

Pode haver um regime transitório, de três anos, baseado apenas em
competências, para os trabalhadores cuja carreira exija a escolaridade
obrigatória ou o 12º ano e que desenvolvam tarefas de rotina,
previamente determinadas.

14. E os corpos especiais?

Para os corpos especiais do Estado (médicos, enfermeiros, professores,
autarquias, diplomatas, polícias e investigadores) o SIADAP deverá ser
adaptado, mas ainda não são conhecidas todas as regras.

15. De que valem aos dirigentes e funcionários as boas notas?

São atribuídos prémios aos dirigentes superiores, de acordo com o
Estatuto do Pessoal Dirigente. As chefias intermédias e os funcionários
também têm direito a prémios, mas só depois de terem alcançado 10 pontos
e estão dependentes da disponibilidade orçamental.

16. E para os serviços? Vale a pena lutar pela distinção de excelente?

Sim. O serviço que for distinguido vê, durante um ano, a quota de notas
relevantes a atribuir aos dirigentes intermédios e trabalhadores
aumentada de 25% para 35%. A quota de excelente também passa de 5% para
10%. Além disso, o mérito permite também o reforço orçamental para subir
ordenados, atribuir prémios ou dinamizar projectos de melhoria.

17 Quando se conhece o resultado da avaliação?

A avaliação é comunicada aos funcionários numa reunião com o seu
avaliador, que deve ser realizada no mês de Fevereiro.

18. O que acontece a quem obtiver más notas?

O funcionário público que tiver dois anos seguidos classificação mínima
é sujeito a um processo disciplinar que, em último caso, pode levar ao
despedimento. Os dirigentes com mau desempenho podem ver o seu contrato
cessado.

19. E se o trabalhador considerar a avaliação injusta?

Tem sete dias úteis para reclamar junto de um árbitro, a Comissão
Paritária (que integra representantes dos trabalhadores). A decisão é
homologada até 30 de Março, mas pode ainda ser sujeita a nova
reclamação, num prazo de cinco dias.

Margarida Peixoto – Diário Económico

16/03/09

OS AUXILIARES ENFRENTAM A MORTE

Actualmente, em Portugal, das pessoas que morrem por doença, 60% morrem nos hospitais.
Há até quem pense que morrer em casa é um sinal de atraso ou de negligência. Claro que pode haver casos e nós sabemos que existem pessoas que não cuidam bem dos enfermos em casa. Mas a maioria daqueles que morrem nos hospitais, morrem sós, debaixo dos lençois e escondidos por um par de biombos colocados pelo Auxiliar de Acção Médica a pedido do enfermeiro.
Há alguns que despejam o familiar nas mãos do Serviço de Urgência e aguardam que façam o milagre e esquecem que só o poder de Deus é capaz de o tornar realidade. E como os enfermeiros, médicos e todos os outros profissionais não possuem poderes celestiais, fazem aquilo que podem e enviam o moribundo para o serviço de internamento. E aí é recebido pelo enfermeiro que logo de seguida chama pelo auxiliar para ajudar no que fôr preciso. Algumas vezes o doente fica e os familiares vão para suas casas. Passadas umas horas regressam porque aquilo que se previa aconteceu mesmo.
Pergunto eu: não morreu em casa porquê?
O corpo estava doente e nada havia a fazer, mas será que morrer no hospital é como conseguir afastar a dor e o sofrimento?
Os Auxiliares de Acção Médica e também os enfermeiros vivem constantemente entre a morte e a dor.Que formação recebem os auxiliares de acção médica para lidar com situações de morte?
Eu quase que diria nenhuma. Ou seja, como outras coisas, os auxiliares de acção médica têm que se valer deles próprios e da sua capacidade pessoal para lidar com estas situações.
Bem que necessitamos de formação na área dos cuidados paliativos. Os doentes também carecem de melhores cuidados e os auxiliares estão muito tempo junto deles. Tudo o que serve para a humanização do nosso trabalho deve ser um direito nosso. Temos que também exigir mais e melhor formação e temos que ser nós a tomar iniciativa nesse sentido.

15/03/09

X JORNADAS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA-HOSPITAL GARCIA DA ORTA ( Almada )


Clique nas imagens para ler melhor!

Já lá vão nove jornadas. Vêm aí as X Jornadas dos Auxiliares de Acção Médica do Hospital da Orta. Vamos lá, colegas, já que Maomé não vai à montanha...


1ºCONGRESSO ASSISTENTE OPERACIONAL C.H.T.M.A.D.


Clicar nas imagens para ver melhor!

É o 1º de muitos. Tudo começa no início. Aqui fica a informação relativa a este 1ºCongresso dos Assistentes Operacionais deste Centro Hospitalar. Quem puder marque presença.


10/03/09

JORNADAS

III JORNADAS DA A.T.S.G.S ( ERMESINDE )

Programa



Ficha de inscrição:


08/03/09

XI CONGRESSO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA DO NORTE

Ontem, 7 de Março de 2009, teve lugar no Fórum da Maia, o XI Congresso dos A.A.M. do Norte. Estiveram presentes mais de 800 profissionais vindos de norte a sul do país e também um grupo que veio dos Açores.
O tema para este encontro foi "Passado...Presente! Futuro?..."
O congresso, organizado pelo colega Fernando mereceu o aplauso de todos os presentes. Como de costume, iniciou-se com a Abertura Solene e durante todo o dia foram apresentados diversos trabalhos de informação e reflexão relacionados com a profissão dos Auxiliares de Acção Médica.



Abertura solene


O dia foi longo e mesmo assim as pessoas mostraram sempre interesse nos vários temas que foram dignamente apresentados. Ficámos a saber que os dirigentes da A.T.S.G.S sob a presidência do senhor António Pinto, vão ser recebidos pelo Ministério da Saúde. Com a ajuda da Dra. Ana Araújo e a teimosia dos dirigentes da associação, está para breve uma audição durante a qual os dirigentes da A.T.S.G.S. querem ser bem informados acerca do futuro dos Auxiliares de Acção Médica e dos trabalhadores dos ex-Serviços Gerais ( agora integrados como Assistentes Operacionais) e também vão fazer sentir aos responsáveis políticos da necessidade de esclarecer, de uma vez por todas, as funções que vão desempenhar os assistentes operacionais e solicitar a inclusão de outras tarefas que vamos desempenhando no nosso dia a dia, mas que nada há escrito. Ou seja, solicitar ao MS que escreva preto no branco as funções dos Assistentes Operacionais, sem esqueecer a especeficidade e a importância do nosso trabalho para a melhoria dos cuidados de saúde aos utentes que neecessitem de prestação de cuidados de saúde.

Dra.Ana Araújo
A dra.Ana Araújo teve a amabilidade de estar presente no nosso congresso. Mostrou-se espantada com o que pretendem fazer com os Auxiliares de Acção Médica. No seu entender, é inaceitável e estão a regredir em relação àquilo que ela tanto defendeu quando apresentou um trabalho que agora este governo revogou e pretende deitar ao lixo. Se as coisas não mudarem, os AAM passarão a pessoal indiferenciado. Mais, diz a Dra.Ana Araújo, que voltamos ao antes de Abril de 1974. É que as exigências futuras vão ser maiores, tanto ao nível de formação, como também ao nível de horas e condições de trabalho. Mas a verdade é que essas exigências, mesmo só agora introduzidas por pressão da UE, não são acompanhadas com direitos e remunerações compatíveis com essas mudanças.
De facto, os Auxiliares de Acção Médica, em Portugal rondam os 35.000 profissionais. Parecendo muitos, quem visitar os hospitais vereficará que ainda somos poucos e que trabalhamos como escravos. Trabalho não nos falta e muitas vezes o prémio não chega. Valemo-nos é dos afectos e carinhos que recebemos dos doentes e familiares. Quem está disposto a trabalhar num hospital, com horários contínuos que incluem sábados, domingos, feriados, noites, tardes e manhãs e correndo um sem número de riscos para a sua saúde e por isso recebe 483€ de salário base...com suplementos e subsídios de refeição não chega muitas vezes aos 700€ mensais??? Ai mãe...................


Procurando o rosto







O caro fez-se barato
Há muito para fazer. Há muito para aprender.
O meu desejo é que as coisas de facto mudem. Não podemos continuar como até aqui. É tempo de mostrar a nossa força e mostrar ao país que a nossa função, que o nosso trabalho melhorará na medida em que as leis nos ajudem a trabalhar com total transparência e reciprocidade.

06/03/09

AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA EM CONGRESSO NA MAIA

Os Auxiliares de Acção Médica vão amanhã, dia 7 de Março, reunir-se em congresso a realizar no Fórum da Maia.
Estes encontros periódicos têm contribuido para o desenvolvimento e qualidade da nossa actividade profissional.A nossa função centra-se numa relação interpessoal e a formação devia ser uma constante na nossa vida. Todos reconhecem a importância da formação contínua dos auxiliares de acção médica. Mas na prática, os departamentos de formação onde trabalhamos deixam muitas vezes no esquecimento as nossas necessidades e os seus deveres de facultarem mais formação.
É tempo de os Auxiliares de Acção Médica se afirmrem como um grupo fundamental no servço nacional de saúde, em particular, nos hospitais.
Já que a formação não nos é facultada, resta-nos estes congressos. Tratam-se de encontros de profissionais que procuram melhorias para o desempenho das suas funções. E nada melhor que ouvir e partilhar as experiências vividas por colegas, por outros profissionais de saúde. E importante também nestes encontros, é o convívio e os conhecimentos que se obtêm durante o congresso.
Lá estarei amanhã.

05/03/09

A IMPORTÂNCIA DO NOME

Todos temos um nome próprio. Cada um de nós, quer goste ou não, esteja doente ou de boa saúde, é um ser humano com nome. Claro que não foi escolhido por nós e não contaram com a nossa opinião. E o nome vai identificar cada um de nós durante todo o tempo em que vivermos.
Quantos doentes dos hospitais são tratados pelo nome? Quantas vezes a pessoa doente não é chamada pelo número da cama que lhe coube na altura do seu internamento?
Nós, os profissionais dos serviços de saúde, não nos podemos esquecer que cada doente tem um nome como o nosso. Também ele gosta de ser chamado pelo seu nome.

24/02/09

HORAS DE TRABALHO






















Porque razão nos hospitais EPE os profissionais com Contratos Individuais de Trabalho cumprem um Horário de 40 horas semanais?

Todos os restantes profissionais, em particular, os auxiliares de acção médica, mas com vínculo à Função Pública, cumprem um horário de 35 horas semanais.

Ultimamente esta situação está a causar algum mal estar junto dos colegas. Os encarregados estão com dificuldades em elaborar os horários e as cargas horárias ( turnos de 6+6 ) estão por cumprir e estamos a ficar com horas negativas. Ou seja, se agora não fazemos essas cargas horárias, nos próximos meses vamos aguentar 6 ou mais por mês. Ou será que estão em stand by até que o serviço necessite de nós...como por exemplo, na altura de começarem as férias!? Trabalhar 40 horas semanais já é muito e começa a ser injusto ficar com horas em débito quando muitas vezes se sabe que é possível elaborar melhor os horártios dos serviços onde trabalhamos. O próprio nome "carga horária" não é nada agradável de ouvir, quanto mais de aceitar. Apesar do novo Códdigo do Trabalho estabelecer esta diferenciação de horários, eu penso que é injusta.

12/02/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS

Isabel, Assistente Operacional






“Isabel presta todo o apoio necessário aos médicos, aos enfermeiros e aos doentes no piso 3 de internamento do Hospital. Como todos os doentes são diferentes, requerem uma abordagem distinta, pelo que o trabalho de Isabel passa também por entender as suas necessidades e as das respectivas famílias.
“É preciso que os doentes passem algo deles para o nosso lado, para que possam sentir-se tranquilos e para que possamos também dar-lhes a tranquilidade de que necessitam, e às vezes basta ouvir o que têm para dizer”.



Li estas palavras numa revista de informação do Grupo Espírito Santo Saúde.
Dá que pensar, não dá?

02/02/09

XI CONGRESSO AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA DO NORTE, 7 MARÇO 2009


Para ver melhor clique na foto

Aqui está mais uma oportunidade de formação para os Auxiliares de Acção Médica. Basta ler o programa do congresso para os profissionais tomarem a decisão de participarem neste evento. A nossa profissão está a viver momentos de alguma incerteza quanto às nossas carreiras profissionais. Esta reunião pode contribuir para esclarecer dúvidas e também para nos dar informação segura sobre o nosso futuro. Nós, os auxiliares de acção médica, sabemos bem que somos necessários nos estabelecimentos de saúde e os outros podem não reconhecer a nossa importância no funcionamento normal das instituições onde trabalhamos. Mas quando os auxiliares faltam ao serviço, os outros profissionais sentem na pele a falta da nossa colaboração. Nós não somos indispensáveis e destes estão os cemitérios cheios. Trabalhamos integrados uma equipa multidisciplinar e não há que esconder a nossa importância. Até nos podem chamar de Assistentes Operacionais, pois, o importante é cuidarmos dos que de nós precisam. É para os doentes ( utentes ) que nós temos que nos voltar. Mas todos sentimos dia a dia, noite após noite que exercer a função de auxiliar de acção médica é uma tarefa que nos dignifica, nos enriquece e nos transforma. Um auxiliar de acção médica bem formado é um profissional bem informado, é um profissional que procura sempre aumentar os seus conhecimentos técnicos, partilha a sua experiência com outros colegas e nunca desiste de se valorizar. Estes congressos servem para isso. Venham ao XI congresso dos auxiliares de acção médica do norte. Estão todos convidados.

17/01/09

A SURPRESA DA NOITE




Viver a vida que não pedimos para viver, é a finalidade de todo o ser humano. Também sou dos que acredito que durante a nossa vida somos muitas vezes apanhados de surpresa. E algumas dessas surpresas nunca estamos preparados para as viver.

Fazemos planos para viajar e visitar a família, os amigos, enchemos o depósito do automóvel pois a viagem vai ser longa.Está tudo pronto para a viagem. Agora, mesmo sendo noite de Natal, há gente no hospital a quem eu tenho de atender, ouvir e ajudar a viver melhor esta noite Santa.

Duas horas depois de começar a trabalhar, o meu telemóvel toca. Atendo e ouço do outro lado isto:

"João, a tua mãe foi-se" ouvindo de seguida um choro sentido.

Foi a surpresa daquela noite. Foi a minha primeira grande surpresa.

Inesperado? Para mim, talvez sim, mas não para a minha mãe. Ela sempre me surpreendeu durante a sua vida.Lá, do lugar onde ela vive agora, continua a surpreender e a marcar aqueles que a conheceram.

A vida dos auxiliares de acção médica é por vezes cheia de incompreensões, de más interpretações e algumas vezes somos escravos dos nossos horários. Outras vezes, mesmo desejando e pedindo alterações, de nada nos vale o esforço e fica tudo como está. E por vezes, somos surpreendidos por 4 dias de descanso ou de feriados ou de tolerâncias que não pedimos...e só temos que compreender as interpretações dos que dizem mandar.

A vida do Auxiliar de Acção Médica é cheia de surpresas, como a de toda a gente.

15/01/09

ONDE ESTÁ A FAMÍLIA?

Há pessoas, doentes, que entram nos hospitais e demoram a sair. Quando escrevo “demoram a sair” refiro-me aos doentes mais idosos, que quando estão prestes a ter “alta” médica a família pura e simplesmente os abandona ou então esquecem-se que essa pessoa necessita de apoio, de ajuda, de atenção dos seus, dos amigos e a continuar a receber apoio médico e de ajudas técnicas.

Isto é uma realidade que acontece nos serviços de internamento dos hospitais portugueses e que muitos portugueses desconhecem. Não se trata de as famílias não possuírem condições económicas, porque estes casos, por incrível que possa parecer, surgem mais naquelas famílias com algumas posses ou com boa condição económica. E como abandonam eles os familiares? Claro que vão lá todos os dias visitar o(a) doente. O que não querem e inventam tudo para que a pessoa lá continue, desculpando-se com a não existência de sítio para o receber e tratar.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Padre Lino Maia, revela que cada vez mais estão a receber pedidos de ajuda para lidar com esta realidade.

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, admite que os médicos estão a ser pressionados pelas administrações dos respectivos hospitais para economizar os gastos e para libertar as camas que os idosos estão a ocupar.

Não há estatísticas, não se fala nos jornais ou nas televisões deste drama, deste flagelo. Mas é uma realidade que eu como Auxiliar de Acção Médica assisto no meu local de trabalho e por todo o hospital.



24/12/08

NATAL NO HOSPITAL


A GRANDIOSIDADE DO HOMEM
NÃO SE MEDE PELO BERÇO, MAS PELAS SUAS ACÇÕES.

FELIZ NATAL...BOAS FESTAS.



O verdadeiro Natal dos Hospitais é feito de muitas histórias tristes, que nem a aparente alegria despreocupada das prendas consegue esconder.

O Serviço de Medicina está, no dia 24 de Dezembro, repleto de "utentes". O tradicional despejo de Natal, geralmente invisível aos olhos da maioria, apresentava-se em todo o seu esplendor no internamento de medicina. Centenas de "velhotes" são todos os anos abandonados no Serviço de Urgência, sem vida de relação com o exterior, sem família. Perdão: com família desertora. Esta é a outra face do Natal.
Este é o verdadeiro Natal , ou antes, uma pequena amostra... amanhã passarei a noite a ouvir estas histórias num hospital do meu país enquanto noutro a duas dezenas de quilómetros a minha mãe recupera de um AVC.

A todos aqueles que trabalham nesta época natalícia e aos que por aqui vierem Votos de um Feliz Natal.

06/12/08

SER VOLUNTÁRIO NUM HOSPITAL


SER VOLUNTÁRIO


Ser Voluntário é ser mãos, é ser sorriso
É levar uma esperança e cada angústia,
É partilhar o que há de belo, o que há de bom
É repartir, sempre, o próprio coração!...
Bata amarela a esvoaçar se esconde,
A cor se esvai, mas fica a vossa bondade,

E um perfume a dizer a toda a gente
Que o Voluntário constrói humanidade.
Não há Gregos nem Troianos, nem Judeus,
Disse o Mestre, escutai sua lição:
Passai fazendo o bem e respeitando
Toda a pessoa como verdadeiro irmão.

Ser Voluntário é ser mãos, é ser sorriso,
É estar humilde aonde for preciso,
É enxugar lágrimas e levar a esperança,
Daqueles que sofrendo já pegaram
No pesado madeiro da sua cruz.
E era tão bom que ficasse o tal perfume
Para que o doente no meio do queixume
Se apercebesse que ali, passou Jesus…

Margarida Maria

Hoje celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Por todo o Mundo, há milhares de pessoas que, voluntariamente, dedicam uma parte do seu tempo, trabalho e dedicação a favor dos outros, em prol de uma causa. Neste dia, quero recordar de um modo particular, os Voluntários que diariamente ajudam os utentes do Hospital São João, no Porto.

04/12/08

DIFERENCIAÇÃO DAS CARREIRAS

Carreiras devem assegurar diferenciação, diz Ana Jorge


A ministra da Saúde disse hoje que a negociação das carreiras deverá atender às necessidades de diferenciação, como aliciante para que as pessoas se mantenham nas instituições, com perspectivas de carreira”.

Ana Jorge anunciou em Aveiro que ainda esta semana vai iniciar as negociações das carreiras com os sindicatos e as ordens profissionais, para «dignificar e recompensar quem tem uma dedicação plena ao serviço público».

«Vai iniciar-se a negociação das carreiras, quer da área médica quer de enfermagem quer, ainda, dos outros técnicos, que consideramos fundamental para dignificar e poder recompensar quem tem uma dedicação plena ao serviço público, para que tenham uma perspectiva de futuro do trabalho e da função que desempenham», comentou.

Para a ministra, «o ano de 2009 será o ano da discussão de carreiras e dos contratos colectivos de trabalho» que deverá atender às «necessidades de diferenciação e de qualificação profissional» como um dos aliciantes para que as pessoas se mantenham nas instituições por terem uma perspectiva de carreira.

Diário Digital / Lusa

14/11/08

OS BURACOS DA SAÚDE



O Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2007 escavou um buraco de 330,1 milhões de euros. É um buracão 87,5% mais fundo que as previsões dos engenheiros deste governo. E os hospitais do SNS devem 740 milhões de euros à indústria farmacêutica. Mais os 353 milhões de euros de dívida que os hospitais EPE têm à indústria farmacêutica. Mas que cratera na saúde, meu Deus!



E como se nada fosse com o Ministério da Saúde, através dos acessores ficámos a saber que "não foi uma derrapagem e que é perfeitamente normal haver uma diferença entre a previsão e o valor final".



É por estas e por outras coisas mais graves que a nossa saúde anda como anda. Portugal é o 26º país no Índice Europeu do Consumidor dos Serviços de Saúde, em 2008.



Quem chegou a esta conclusão foram uns senhores suecos. A Holanda lidera a lista com melhor resultado. Portugal é fortemente penalizado no item "direitos dos pacientes e informação, tendo obtido a segunda pior nota quanto ao tempo de espera.

13/11/08

II JORNADAS DA ATSGS-SUL

É já no próximo dia 29 de Novembro. Quem poder marcar presença ainda está a tempo.

31/10/08

PORQUÊ ?

"Acabava de lhe levar uma chávena de café com leite. Já estava melhor! Mas quando voltei à enfermaria, já tinha morrido"- disse o auxiliar de acção médica.
Porquê? Ainda era tão novo!
Cada dia, a cada momento, há pesoas que, no hospital, mergulhadas em profundo desespero, levam as mãos à cara e choram por um sofrimento inesquecível; choram, impotentes e desesperados, a morte inexorável.
Porquê o sofrimento?
Porquê a paralisia parcial ou total?
Porquê o cancro?
Porquê esse acidente que me vai impedir de voltar a andar?
Porquê morrer na primavera da vida?
Porquê?
Porquê? Quem me responde?
Quando penso nos mortos, na minha própria morte, no
sofrimento dos inocentes, sinto-me envolvido pelo mistério.
Posso intentar não pensar nisso, mentir aos outros ou a mim próprio.
Enquanto tiver cérebro e coração, este mistério há-de perseguir-me. Quando chegar a minha hora e eu próprio penetrar na noite do sofrimento e da morte, que me restará?

Espero poder rezar então,
gritando a Deus:

"Porque apagaste os sóis que Tú próprio acendeste?"

Sei que, com o coração, entenderei coisas que a minha inteligência
não me pode explicar.

Deus é amor.

Ele ama-me. Apoia-me.
Morrerei para viver para sempre num amor imortal.

Texto adaptado do livro "Amar", de Phil Bosmans, Ed.Perpétuo Socorro.