06/08/09

ASSISTENTES MUITO OPERACIONAIS




O PAPEL DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

QUE TRABALHAM EM HOSPITAIS

Qual é o papel do Assistente Operacional que trabalha num hospital?

Que perspectivas têm estes profissionais, na prestação de cuidados, enquanto membros de uma equipa multiprofissional?

Os cuidados de saúde prestados num hospital envolvem equipas multidisciplinares que trabalham com o objectivo de optimizar a assistência aos doentes (ou utentes) que por diversas razões se dirige a um hospital. Cada equipa é constituída por médicos, enfermeiros e assistentes operacionais. Os médicos e os enfermeiros têm as suas funções bem definidas e as suas relações bem estabelecidas. Os Assistentes Operacionais também têm as suas tarefas a realizar e variam de local de trabalho para local de trabalho. As funções do Assistente Operacional possuem uma vertente bastante prática, activa e dinâmica e cada serviço hospitalar tem as suas particularidades. Contudo, existem muitas tarefas que se executam em qualquer serviço do hospital e que estão a cargo dos Assistentes Operacionais.

Os AO (assistentes operacionais) asseguram: serviço de mensageiro, acompanham e transportam os doentes em camas, macas, cadeiras de rodas dentro do hospital, colaboram na prestação de cuidados de higiene e de conforto dos doentes, sempre sob a orientação dos enfermeiros/as do serviço, distribuem as refeições e ajudam os doentes com dificuldade em tomar os alimentos sozinhos, tratam da mudança das roupas da cama e organizam-se de maneira a manter as enfermarias limpas e arrumadas.

No meio de tanto trabalho há com certeza diferenças entre o que são as suas funções e aquilo que efectivamente os outros elementos da equipa multidisciplinar lhes atribuem.

Um sem número de tarefas, algumas íntimas e diárias, aproximam os Assistentes Operacionais dos doentes, mais do que qualquer outro elemento da equipa multidisciplinar. Os AO estabelecem um tipo de relação interpessoal com o doente, escutam as suas necessidades e por vezes são confidentes do doente, acompanhando mais de perto a evolução da pessoa e da sua doença.

Os AO são muitas vezes menosprezados e considerados um parente pobre dentro dos hospitais. São profissionais que devido à natureza das suas tarefas, à falta de estudos, há constante supervisão dos enfermeiros/as e também aos baixos salários que auferem, são afastados da “elite” dos profissionais de saúde. Resta-lhes a consolação da aproximação emocional dos doentes que esperam ficar curados e enquanto permanecem no hospital se sintam num ambiente fraterno e solidário.

15/07/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS NÃO SÃO TAPA BURACOS



Há poucos dias atrás faleceu um bébé num hospital de Madrid, dizem que por erro de uma enfermeira.O caso está a fazer correr muita tinta nos jornais e na internet. Corre um inquérito no hospital e a opinião pública também já está a fazer o seu juizo.
Trabalhar num hospital tem riscos. Por vezes os profissionais exercem funções para as quais não estão preparados. No caso dos Auxiliares Acção Médica, agora chamados Assistentes Operacionais, acontece frequentemente serem chamados a colmatar as faltas de colegas que por doença, por acidente de trabalho ou por férias acabando por complicar o normal funcionamento do serviço. A "pressão" a que por vezes os Assistentes Operacionais são submetidos por vezes gera problemas. Os auxiliares são insuficientes e nesta época de férias a falta ainda se nota mais. A mobilidade interna a que nós estamos sujeitos leva a muitas vezes a uma enorme sobrecarga de trabalho extraordinário. Todos gostam de ganhar mais dinheiro, mas o excesso de horas por vezes transforma-se em situação de risco laboral e claro, por vezes o doente acaba por ser o mais prejudicado.
A responsabilidade está nas pessoas que têm a organização dos serviços a seu cargo. Nem qualquer um pode fazer qualquer coisa. Não é só substituir quem falta ou quem está doente. Os Auxiliares Acção Médica têm responsabilidades e devem procurar sempre trabalhar com qualidade assistencial e a disponibilidade e a amabilidade não podem ser esquecidas.

03/07/09

DEIXEM-NOS RESPIRAR


Os Auxiliares de Acção Médica ( Assistentes Operacionais ), são um grupo operário fundamental no bom funcionamento de qualquer hospital, centro de saúde, centros de dia, unidades de cuidados continuados,etc...exercem aquelas tarefas que alguns dizem e pensam ser para quem não estudou, não tem licenciaturas e não nasceram para tais funções.
Há que fazer entender a este tipo de inteligências que os Auxiliares de Acção Médica são pessoas, têm instrução e cultura, são inteligentes e sábios tendo muitas vezes mais atitudes humanas que alguns que se apelidam de superiores.
Trabalhar num hospital não é a mesma coisa que trabalhar num supermercado, num talho ou numa bomba de gasolina. O trabalho do auxiliar de acção médica, quando exercido com profissionalismo e humanismo, é aquele comprimido milagroso que o paciente espera que o médico lhe receite para se sentir melhor.
Ai se os doentes às vezes pudessem exprimir os seus sentimentos...
Lamento é que por vezes os horários que às vezes praticamos não ajudem em nada a que os A.A.M. exerçam bem o seu trabalho. Muitas vezes os nossos direitos e os nossos deveres são esquecidos. Cometem-se constantemente irregularidades nos horários e as sobrecargas horárias levam-nos a pisar o risco da paciência e tolerância com todos e até com os doentes.
É raro o mês em que o horário distribuido pelo responsável não seja alterado duas e três vezes, muitas alterações sem consultar os respectivos envolvidos, deixando-os por vezes em delicadas situações.
Sei que alguns auxiliares visitam este espaço e por vezes comentam o que aqui se escreve. Gostava que mais colegas participassem e escrevessem sobre o seu trabalho, os problemas que se deparam diariamente, as suas esperanças no futuro...o seu horário, a sua folga que demora a ser marcada...um sem número de assuntos que interessam a todos.
Escrevam e eu estou aqui para os ler e juntos, quem sabe, num espírito de partilha e ajuda construiremos um país mais saudável e mais humano.

28/06/09

SUPORTE BÁSICO DE VIDA

09/06/09

PARA UM LOCAL DE TRABALHO MAIS SEGURO

Contentor demasiado cheio!



A prevenção de acidentes de trabalho constitui um objectivo comum a todos os profissionais. Os Auxiliares de Acção Médica, lidam diariamente com diversas situações que podem provocar um acidente.
Na origem de alguns acidentes estão muitas vezes implicados procedimentos com um risco acrescido para o profissional de saúde, pelo que é fundamental a sua substituição por procedimentos mais seguros.
Entre os procedimentos a evitar incluem-se o deficiente manuseamento com os contentores onde são colocados os produtos cortantes e perfurantes ( agulhas, lâminas, etc.). Para que estes produtos não sejam a origem de um acidente, o profissional sempre que manusear um contentor deve ter em conta alguns procedimentos:
- Montar bem o contentor ( alguns trazem a tampa separada da base e há que encaixá-la bem );
- Sempre que o conteúdo do contentor alcançar a "marca" inscrita nele como "limite de enchimento" deve ser substituido por outro. Ao fechar o contentor cheio deve-se ter cuidado redobrado e fechar devidamente a tampa. Depois devemos transportá-lo para o local próprio ( sala dos sujos, por exemplo ).

"Quanto teremos que fazer nesta terra em matéria de saúde e higiene tão pouco há feito! Curar e tratar enfermidades era outrora o único objectivo, hoje há o de prevenir as evitáveis."

Dr.Ricardo Jorge, 1928

26/05/09

INFORMAÇÃO IMPORTANTE A TODOS OS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



A A.T.S.G.S. tem tido reuniões com os diversos organismos responsáveis pela Saúde em Portugal(Ministério da Saúde e Administração Central). Estes encontros têm servido para informar os senhores que mandam nas políticas da saúde acerca das preocupações e inquietações que actualmente trabalham os Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
Para mais informações consultem aqui :
http://www.atsgs-pt.com/index1.htm







19/05/09

CARENTES DE ELOGIOS



Os Auxiliares de Acção Médica, agora Assistentes Operacionais, estão cada vez mais frios, mais apáticos. Hoje só se ouvem críticas, só se apontam defeitos e erros. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastadas. O excesso de trabalho, a falta de entreajuda, o deixa andar que alguém faz o que eu não faço, o pensar que já trabalhei que chegasse e os outros que trabalhem também...para quê fazer isto se ninguém repara, o chefe não me elogia, a minha avaliação vai ser igual aos outros todos, portanto, faço como os outros...deixar andar.

Ai se as paredes das enfermarias falassem...Os assistentes operacionais também são pessoas carentes de elogios, de mimos por parte dos seus encarregados, dos seus colegas e dos enfermeiros e médicos.

Elogiar o bom profissional, a boa atitude, faz muita falta a toda a pessoa. Para já o elogio ainda é gratuito.

10/05/09

III JORNADAS DO CENTRO DA A.T.S.G.S.






"O auxiliar é um profissional que escuta os desabafos do doente no decorrer das suas actividades do dia a dia, que transmite esses desabafos aos restantes profissionais. É um profissional -chave na prestação dos cuidados de saúde, mas a sua carreira continua a não ser reconhecida e valorizada".

"É preciso valorizar o papel dos auxiliares de acção médica e essa valorização tem de se repercutir na organização da carreira profissional". E é por essa razão que organizámos estas jornadas".

Manuela Breda, encarregada operacional dos Serviços Gerais do CHC,E.P.E.





16/04/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS EM JORNADAS DE TRABALHO





I JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS
DO CENTRO HOSPITALAR DO BARLAVENTO ALGARVIO, EPE

No próximo dia 22 de Maio de 2009 terão lugar, no Anfiteatro da Instituição, as I Jornadas dos Assistentes Operacionais do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE.

A organização deste evento tem como objectivo principal a discussão de temáticas de extrema importância para os Assistentes Operacionais, de modo a garantir uma maior qualidade e dignidade no cumprimento das suas funções. As mesas abordarão temáticas de amplo interesse, especialmente direccionadas para potenciar o desempenho dos Assistentes Operacionais:

“A Problemáticas das Lesões Musculo-Esqueléticas relacionadas com o Trabalho dos Assistentes Operacionais”
“IACS – Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde – Riscos e Prevenção”
“O Assistente Operacional na Gestão de Resíduos Hospitalares”
“Como Melhorar as relações Interpessoais em Equipa”


O CHBA pretende, desta forma, proporcionar a todos os seus profissionais um espaço de partilha de conhecimentos e experiências, potenciando um trabalho pautado pela excelência e humanidade, em prol dos seus utentes.

As I Jornadas dos Assistentes Operacionais CHBA são uma organização do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, que contam com o inestimável apoio de:
• ARS Algarve
• SOMOS (SUCH)
• Hospitécnica
• Eurest
• Conforlimpa – Tejo
• Opção
• Servier
• Sanofi Pasteur MSD
• Faplastal
• Churrasqueira Alcunhas
• Construções Paulo André

Mais informações em:

http://www.chbalgarvio.min-saude.pt/

NOTA: Inscrição gratuita

08/04/09

MENSAGEM DE PÁSCOA

FAZ HOJE PORQUE AMANHÃ JÁ PODE SER TARDE

A Vida humana é mesmo assim...viver o presente com intensidade para amanhã poder viver.

24/03/09

NEUROCIRURGIA H.S.JOÃO E AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

É com exemplos como o que é seguido pelo Serviço de Neurocirugia do Hospital de São João que os profissionais contribuem para a melhoria da qualidade dos serviços que prestam aos utentes.
No site do H.S.João, no sítio da Neurocirurgia, encontrei isto:

AS ACTIVIDADES DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA
Os auxiliares de acção médica desde algum tempo que deixaram de ser vistos como o elo mais “fraco” da equipa de saúde. Pelas suas intervenções e práticas bem definidas, assumem um papel preponderante e indispensável ao bem-estar do utente. Através de uma colaboração estreita com a equipa de enfermagem têm um plano de trabalho estruturado, englobado na equipe e no perfil das suas competências.
Pelo facto de passarem grande tempo dos seus turnos em intervenções aos utentes, embora na maioria delas com a supervisão da enfermagem, é fundamental manterem uma atitude compreensiva, alegre e encorajadora, pois algumas práticas envolvem a privacidade e a intimidade do utente. Sendo obvio o reflexo que estas apresentam ao longo do internamento. Das actividades e intervenções desenvolvidas pelos auxiliares de acção médica destacámos as seguintes:
- Colaboram sob a supervisão técnica na prestação de cuidados de higiene e conforto do utente;
- Acompanham e transportam os utentes em cama, macas e cadeiras de rodas de e para o serviço;
- Auxiliam nas tarefas de alimentação;
- Auxiliam nas tarefas de recolha de material para análise;
- Zelam pela manutenção do material utilizado nos cuidados prestados aos utentes;
- Procedem à recepção, arrumação e distribuição de roupa lavada e manuseamento de roupa suja;
- Asseguram as tarefas de mensageiro e transporte de medicamentos, material de consumo clínico e outros necessários ao normal funcionamento do serviço;
- Procedem à limpeza do serviço, equipamentos e acessos seguindo as normas de higiene definidas pela comissão de controlo da infecção hospitalar;
- Fazem parte do grupo de trabalho do serviço responsável pela humanização, através de um elemento representativo;
- Fazem parte dos grupos de trabalho a quando da realização de formação e eventos.

In http://www.hsjoao.min-saude.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=29646

Os agradecimentos à enfermeira Isabel Ribeiro e ao Professor Rui Vaz pelo contributo que dão para a dignificação dos Auxiliares de Acção Médica do serviço de neurocirurgia.

SIGILO PROFISSIONAL


O doente é um ser humano, cidadão livre, com direitos inalienáveis e como tal necessitam de ser respeitados.

O sigilo profissional faz parte dos valores éticos que devem ser seguidos pelos profissionais de saúde, logo, pelos Auxiliares de Acção Médica.

Ao lidar com o doente, o Auxiliar de Acção Médica deve ter sempre presente duas coisas:

1-Ajudar

2-Não prejudicar o doente

A lealdade para com o doente é para levar a sério. O A.A.M. deve garantir o sigilo profissional, não revelando a ninguém, fora da equipa de saúde, dados relacionados com o doente ou a sua doença. As informações que vai recebendo, através das conversas que vai tendo com o doente, com os familiares ou com as visitas ou ainda com os enfermeiros do serviço, devem ser encaminhadas para quem estão autorizados a dá-las às outras pessoas.

No meu Contrto de Trabalho, no Artº.10º diz:


1-"O/A Segundo/a Contraente ( eu ) obriga-se a manter rigoroso sigilo e não divulgar a terceiros, durante ou depois da cessação deste contrato, quaisquer informações sigilosas, relativas ao estado de saúde das pessoas ou a qualquer factos ocorridos dentro do Hospital, documentos, dados científicos, comerciais ou técnicos, quaisquer aspectos sobre a organização, métodos, projectos, pareceres, relatórios, estudos, listagens, contratos, registos informáticos, dados pessoais ou profissionais sobre colaboradores, pacientes, ou qualquer outra informação, relacionados com o Primeiro Contraente ( hospital ) ou terceiro com o qual este mantenha relações, obtidos ou elaborados no âmbito do exercício da sua actividade nos termos deste contrato."

2-....

3-....


Vem este texto a propósito da aflição vivida por um colega, auxiliar de acção médica, que por razões ainda desconhecidas, ontem foi ao "tapete vermelho" para explicar a fuga de informações relativas ao estado de um doente que esteve internado no hospital.

Por vezes esquecemo-nos dos nossos deveres e dos nossos direitos. Todos sabemos que ninguém gosta de interferências na sua vida privada ou da sua família. Mas, quantas vezes os Auxiliares são pressionados por familiares a revelar informações relativas a um doente?

Para o meu bem e para o bem de todos, em situações como esta vivida pelo colega, eu encaminho as pessoas, sedentas de informação, para o médico ou para a equipa de enfermagem, mas com desculpas cuidadas e não intempestivas.

22/03/09

PERFIL DO AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA

A figura do Auxiliar de Acção Médica já não é aquela que falavam há uns anitos passados. Actualmente, o nível cultural dos AAM está a subir consideravelmente e ainda bem. E com esta mudança está a notar-se a preocupação cada vez maior relativamente às ambições para melhorar, pessoal e profissionalmente. Agora começa-se a reconhecer um pouco o trabalho executado pelo Auxiliar de Acção Médica. Mas não chega, é necessário que esse reconhecimento vá mais longe e que no fim de contas nos valorize e nos sejam verdadeiramente oferecidas as condições de trabalho a que temos direito.
Mas, será que se reconhece realmente o trabalho do AAM no hospital?
Um jornal escrito por médicos dizia isto:
"É surpreendente que sejam eles ( os Auxiliares Acção Médica ) as pessoas que contactam primeiro com a pessoa acidentada, são eles que recebem os doentes transportados pelas ambulâncias, transportam com mimo a criança que caiu e partiu um pé; eles, os auxiliares, ajudam a lavar os doentes extremamente graves, com lesões medulares, queimados, traumatizados, dão apoio aos doentes oncológicos, manipulam medicamentos perigosos, são responsáveis pelas visitas, atendem o telefone e mais um sem número de tarefas. Os Auxiliares de Acção Médica são os primeiros a chegar ao hospital e é deles que os médicos se despedem quando saiem e eles continuam o seu trabalho."

Hoje, os Auxiliares de Acção Médica, estão a aprender a ser diferentes. Todos sabemos que exercemos algumas funções que estão obsoletas, ultrapassadas e já não fazem sentido. É o caso da vigilância das portas, do controlo do número de visitas, da limpeza dos serviços. Estas tarefas, hoje com as empresas de prestação de serviços, aliviam o trabalho dos auxiliares e libertam-nos para prestar um melhor atendimento ao utente, ao doente que teve necessidade de ir ou ficar no hosptal. Os auxiliares têm que se adaptar aos novos tempos e lutar por uma melhoria substancial na nossa profissão, com a finalidade de oferecermos uma melhor qualidade assistencial de acordo com o momento em que vivemos.
O grande problema, definitivamente, o nosso grande problema qual é?
Definir claramente o Perfil Profissional dos Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
A regulamentação da carreira dos Auxiliares de Acção Médica tem que ser efectuada o mais depressa possível.

As jornadas e os congressos têm sido oportunidades que alguns de nós aproveitamos para debater conhecimentos, partilhar experiências, debater actuações às vezes problemáticas. Mas nunca devem ser oportunidade para criticar cegamente outros colegas ou outros profissionais da saúde. Melhorar a prática profissional diária das nossas tarefas, tanto na vertente técnica como na vertente humana deve ser o principal objectivo desses encontros.
O Auxiliar de Acção Médica é uma necessidade e uma realidade no nosso serviço público e privado da saúde.

19/03/09

AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA: CAP PARA QUANDO?

AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA: PROFISSIONAL DE SAÚDE?



O Auxiliar de Acção Médica executa um indeterminado número de funções e todas elas necessárias para o desenvolvimento e funcionamento normal dos estabelecimentos de saúde.
O A.A.M. tem sido visto como aquele homem ou mulher que realiza um trabalho “fácil”, isento de responsabilidade, geralmente com um nível cultural baixo e com poucas pretensões para melhorar o seu estatuto como profissional de saúde.
Mas hoje, essa é uma visão que começa a não ser verdade, embora as funções que o A.A.M. continuem a ser praticamente as mesmas, mas nestes últimos tempos nota-se uma maior preocupação na formação destes profissionais e também uma cada vez maior preocupação quanto ao seu futuro.
Hoje, o A.A.M. é mais um dos elementos que integram as equipas multidisciplinares que trabalham nos hospitais, nos centros de saúde e noutros estabelecimentos que prestam cuidados de saúde. Com esta lenta mudança de mentalidades, os A.A.M. assumem cada vez mais uma maior responsabilidade na realização das suas inúmeras tarefas.
Um factor que nos tem afectado é a dupla dependência a que os A.A.M. estamos sujeitos nos nossos locais de trabalho: hierárquica, por um lado, porque dependemos do nosso Encarregado de Sector e por outro, estamos sob as ordens dos Enfermeiros Chefes do serviço onde estamos a trabalhar.
Temos que começar já a construir o nosso futuro. Não deixemos que ninguém o faça por nós. Os A.A.M. são um grupo profissional que está disposto a assumir novos desafios e o principal é sermos reconhecidos como aquilo que realmente somos e executamos no nosso dia a dia: PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
Queremos o reconhecimento do nosso trabalho que diariamente vimos a desenvolver na área da saúde e não é ficarmos incluídos num enorme saco de “Assistentes Operacionais”mas devemos exigir aos responsáveis pela Saúde do nosso país uma formação bem regulamentada e dirigida para a nossa categoria de Auxiliares de Acção Médica com o Certificado Aptidão Profissional dando assim cumprimento às directivas da União Europeia. A nossa profissão cada vez mais é mais exigente quanto aos conhecimentos em cuidados de saúde os quais não se devem basear apenas nos anos de trabalho e nos hábitos entretanto adquiridos e nem pela experiência adquirida durante esse tempo, mas deve-se basear na formação profissional contínua.
E se possuirmos o CAP, o nosso estatuto também muda e todos ganhamos com estas mudanças.

18/03/09

19 PERGUNTAS SOBRE O SIADAP

1. O que é o SIADAP e quando foi criado?

É o sistema integrado de gestão e avaliação da administração pública,
isto é, um conjunto de regras para avaliar os funcionários públicos
segundo o seu desempenho no alcance de objectivos previamente
estabelecidos. Este sistema de avaliação já existe desde 2004 – foi
criado pela equipa de Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das
Finanças.

2. Por que precisou de ser alterado?


O Governo reconheceu que a entrada em vigor do SIADAP em 2004 foi
“precipitada”. Os serviços não estavam preparados para estabelecer
objectivos e na prática só 5% dos cerca de 740 mil funcionários foram
avaliados nesse ano. No ano seguinte a percentagem foi ligeiramente
superior mas, mesmo em 2006, segundo dados das Finanças, apenas terão
sido avaliados entre 60 a 65% dos trabalhadores do Estado.



4. O que é o QUAR?

É um instrumento de apoio à gestão para avaliar o desempenho. Neste
documento tem de ser definida a missão de cada serviço (para que serve),
os seus objectivos estratégicos (que vão servir de critério para a
avaliação final) e deve ainda conter os resultados obtidos. A ideia é
que o QUAR permita ao gestor do serviço identificar as metas que não
foram alcançadas e assim definir novas estratégias.

5. Cada serviço pode estabelecer livremente os seus objectivos?

Mais ou menos. Há regras que têm de ser respeitadas, mas são
relativamente amplas. Por exemplo, está definido por lei que cada
serviço tem de estabelecer um mínimo de três objectivos: de eficácia, de
eficiência e de qualidade. Não há um limite máximo, mas é sugerido que
não sejam ultrapassados os cinco objectivos, a menos que o serviço seja
de grande dimensão, caso em que o critério pode ser ajustado. No momento
da avaliação, os objectivos são considerados superados, atingidos ou não
atingidos.

6. Há mais orientações para os dirigentes estabelecerem os objectivos?

No documento que lhes foi entregue pelo Governo, são apresentados
exemplos de boas e más práticas. Por exemplo, é considerada uma boa
prática a definição de objectivos que identifiquem claramente o que se
pretende alcançar e sugere-se a utilização de verbos de acção (como
reduzir, garantir, reforçar e diminuir).

7. Na prática, como vão ser avaliados os serviços?

Vão existir dois mecanismos: a auto-avaliação e a hetero-avaliação. O
chefe do serviço faz a auto-avaliação mas, se persistirem dúvidas, o
ministro de que depende o serviço poderá chamar uma entidade externa
para fazer a hetero-avaliação.

8. Qual é a escala de avaliação?

A avaliação final é qualitativa. Os serviços podem ter um desempenho
“bom” (quando atingem todos os objectivos e superam alguns),
“satisfatório” (quando atingem todos os objectivos ou os mais
relevantes) ou “insuficiente” (quando não alcançam os objectivos mais
relevantes). Em cada ministério, os serviços que conseguirem um “bom”,
podem ainda obter uma distinção de mérito (desempenho excelente) que
reconhece que os objectivos foram superados de forma global. Mas só 20%
dos serviços podem ter esta distinção.

9. Como são avaliados os dirigentes superiores?

A avaliação dos dirigentes superiores vai ter por base a carta de missão
elaborada no momento da tomada de posse e é feita pelo responsável
hierarquicamente superior (dirigente máximo ou membro do Governo). Os
dirigentes que não tiverem assinado a carta nessa altura, devem fazê-lo
até meados de Fevereiro, altura em que o Governo aprovará os objectivos
de avaliação apresentados pelos serviços.

10. Quais são os critérios?

Os dirigentes superiores são avaliados consoante o grau de cumprimento
dos compromissos assumidos na carta e as suas competências de liderança,
visão estratégica representação externa e de gestão. Apenas 5% do total
de dirigentes superiores pode obter desempenho excelente.

11. Como são avaliados os dirigentes intermédios?

A sua nota final depende dos resultados obtidos (75%) e das suas
competências (definidas num mínimo de cinco, que contam 25%). A nota
referente aos resultados corresponde à média das classificações obtidas
para cada objectivo traçado (que pode ser considerado superado, atingido
ou não atingido). Do mesmo modo, a nota referente ao parâmetro das
competências corresponde à média das notas conseguidas em cada uma
delas. No final, e consoante os pontos reunidos em cada parâmetro, os
dirigentes podem ter um desempenho relevante, adequado ou inadequado.
Para já vão existir quotas (só 25% pode ter relevante e destes só 5%
podem ter excelente), mas o secretário de Estado da Administração
Pública, João Figueiredo, afirmou em Outubro do ano passado que vão
desaparecer “quando a cultura de exigência estiver suficientemente
alargada”.

12. E os funcionários?

Pelos seu chefe imediato, anualmente. A nota é constituída em 60% pelos
resultados obtidos e em 40% pelas competências demonstradas. A avaliação
dos resultados, a classificação do desempenho e os pontos obtidos têm as
mesmas regras dos dirigentes intermédios.



13. São todos avaliados da mesma forma?

Pode haver um regime transitório, de três anos, baseado apenas em
competências, para os trabalhadores cuja carreira exija a escolaridade
obrigatória ou o 12º ano e que desenvolvam tarefas de rotina,
previamente determinadas.

14. E os corpos especiais?

Para os corpos especiais do Estado (médicos, enfermeiros, professores,
autarquias, diplomatas, polícias e investigadores) o SIADAP deverá ser
adaptado, mas ainda não são conhecidas todas as regras.

15. De que valem aos dirigentes e funcionários as boas notas?

São atribuídos prémios aos dirigentes superiores, de acordo com o
Estatuto do Pessoal Dirigente. As chefias intermédias e os funcionários
também têm direito a prémios, mas só depois de terem alcançado 10 pontos
e estão dependentes da disponibilidade orçamental.

16. E para os serviços? Vale a pena lutar pela distinção de excelente?

Sim. O serviço que for distinguido vê, durante um ano, a quota de notas
relevantes a atribuir aos dirigentes intermédios e trabalhadores
aumentada de 25% para 35%. A quota de excelente também passa de 5% para
10%. Além disso, o mérito permite também o reforço orçamental para subir
ordenados, atribuir prémios ou dinamizar projectos de melhoria.

17 Quando se conhece o resultado da avaliação?

A avaliação é comunicada aos funcionários numa reunião com o seu
avaliador, que deve ser realizada no mês de Fevereiro.

18. O que acontece a quem obtiver más notas?

O funcionário público que tiver dois anos seguidos classificação mínima
é sujeito a um processo disciplinar que, em último caso, pode levar ao
despedimento. Os dirigentes com mau desempenho podem ver o seu contrato
cessado.

19. E se o trabalhador considerar a avaliação injusta?

Tem sete dias úteis para reclamar junto de um árbitro, a Comissão
Paritária (que integra representantes dos trabalhadores). A decisão é
homologada até 30 de Março, mas pode ainda ser sujeita a nova
reclamação, num prazo de cinco dias.

Margarida Peixoto – Diário Económico

16/03/09

OS AUXILIARES ENFRENTAM A MORTE

Actualmente, em Portugal, das pessoas que morrem por doença, 60% morrem nos hospitais.
Há até quem pense que morrer em casa é um sinal de atraso ou de negligência. Claro que pode haver casos e nós sabemos que existem pessoas que não cuidam bem dos enfermos em casa. Mas a maioria daqueles que morrem nos hospitais, morrem sós, debaixo dos lençois e escondidos por um par de biombos colocados pelo Auxiliar de Acção Médica a pedido do enfermeiro.
Há alguns que despejam o familiar nas mãos do Serviço de Urgência e aguardam que façam o milagre e esquecem que só o poder de Deus é capaz de o tornar realidade. E como os enfermeiros, médicos e todos os outros profissionais não possuem poderes celestiais, fazem aquilo que podem e enviam o moribundo para o serviço de internamento. E aí é recebido pelo enfermeiro que logo de seguida chama pelo auxiliar para ajudar no que fôr preciso. Algumas vezes o doente fica e os familiares vão para suas casas. Passadas umas horas regressam porque aquilo que se previa aconteceu mesmo.
Pergunto eu: não morreu em casa porquê?
O corpo estava doente e nada havia a fazer, mas será que morrer no hospital é como conseguir afastar a dor e o sofrimento?
Os Auxiliares de Acção Médica e também os enfermeiros vivem constantemente entre a morte e a dor.Que formação recebem os auxiliares de acção médica para lidar com situações de morte?
Eu quase que diria nenhuma. Ou seja, como outras coisas, os auxiliares de acção médica têm que se valer deles próprios e da sua capacidade pessoal para lidar com estas situações.
Bem que necessitamos de formação na área dos cuidados paliativos. Os doentes também carecem de melhores cuidados e os auxiliares estão muito tempo junto deles. Tudo o que serve para a humanização do nosso trabalho deve ser um direito nosso. Temos que também exigir mais e melhor formação e temos que ser nós a tomar iniciativa nesse sentido.

15/03/09

X JORNADAS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA-HOSPITAL GARCIA DA ORTA ( Almada )


Clique nas imagens para ler melhor!

Já lá vão nove jornadas. Vêm aí as X Jornadas dos Auxiliares de Acção Médica do Hospital da Orta. Vamos lá, colegas, já que Maomé não vai à montanha...


1ºCONGRESSO ASSISTENTE OPERACIONAL C.H.T.M.A.D.


Clicar nas imagens para ver melhor!

É o 1º de muitos. Tudo começa no início. Aqui fica a informação relativa a este 1ºCongresso dos Assistentes Operacionais deste Centro Hospitalar. Quem puder marque presença.


10/03/09

JORNADAS

III JORNADAS DA A.T.S.G.S ( ERMESINDE )

Programa



Ficha de inscrição:


08/03/09

XI CONGRESSO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA DO NORTE

Ontem, 7 de Março de 2009, teve lugar no Fórum da Maia, o XI Congresso dos A.A.M. do Norte. Estiveram presentes mais de 800 profissionais vindos de norte a sul do país e também um grupo que veio dos Açores.
O tema para este encontro foi "Passado...Presente! Futuro?..."
O congresso, organizado pelo colega Fernando mereceu o aplauso de todos os presentes. Como de costume, iniciou-se com a Abertura Solene e durante todo o dia foram apresentados diversos trabalhos de informação e reflexão relacionados com a profissão dos Auxiliares de Acção Médica.



Abertura solene


O dia foi longo e mesmo assim as pessoas mostraram sempre interesse nos vários temas que foram dignamente apresentados. Ficámos a saber que os dirigentes da A.T.S.G.S sob a presidência do senhor António Pinto, vão ser recebidos pelo Ministério da Saúde. Com a ajuda da Dra. Ana Araújo e a teimosia dos dirigentes da associação, está para breve uma audição durante a qual os dirigentes da A.T.S.G.S. querem ser bem informados acerca do futuro dos Auxiliares de Acção Médica e dos trabalhadores dos ex-Serviços Gerais ( agora integrados como Assistentes Operacionais) e também vão fazer sentir aos responsáveis políticos da necessidade de esclarecer, de uma vez por todas, as funções que vão desempenhar os assistentes operacionais e solicitar a inclusão de outras tarefas que vamos desempenhando no nosso dia a dia, mas que nada há escrito. Ou seja, solicitar ao MS que escreva preto no branco as funções dos Assistentes Operacionais, sem esqueecer a especeficidade e a importância do nosso trabalho para a melhoria dos cuidados de saúde aos utentes que neecessitem de prestação de cuidados de saúde.

Dra.Ana Araújo
A dra.Ana Araújo teve a amabilidade de estar presente no nosso congresso. Mostrou-se espantada com o que pretendem fazer com os Auxiliares de Acção Médica. No seu entender, é inaceitável e estão a regredir em relação àquilo que ela tanto defendeu quando apresentou um trabalho que agora este governo revogou e pretende deitar ao lixo. Se as coisas não mudarem, os AAM passarão a pessoal indiferenciado. Mais, diz a Dra.Ana Araújo, que voltamos ao antes de Abril de 1974. É que as exigências futuras vão ser maiores, tanto ao nível de formação, como também ao nível de horas e condições de trabalho. Mas a verdade é que essas exigências, mesmo só agora introduzidas por pressão da UE, não são acompanhadas com direitos e remunerações compatíveis com essas mudanças.
De facto, os Auxiliares de Acção Médica, em Portugal rondam os 35.000 profissionais. Parecendo muitos, quem visitar os hospitais vereficará que ainda somos poucos e que trabalhamos como escravos. Trabalho não nos falta e muitas vezes o prémio não chega. Valemo-nos é dos afectos e carinhos que recebemos dos doentes e familiares. Quem está disposto a trabalhar num hospital, com horários contínuos que incluem sábados, domingos, feriados, noites, tardes e manhãs e correndo um sem número de riscos para a sua saúde e por isso recebe 483€ de salário base...com suplementos e subsídios de refeição não chega muitas vezes aos 700€ mensais??? Ai mãe...................


Procurando o rosto







O caro fez-se barato
Há muito para fazer. Há muito para aprender.
O meu desejo é que as coisas de facto mudem. Não podemos continuar como até aqui. É tempo de mostrar a nossa força e mostrar ao país que a nossa função, que o nosso trabalho melhorará na medida em que as leis nos ajudem a trabalhar com total transparência e reciprocidade.

06/03/09

AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA EM CONGRESSO NA MAIA

Os Auxiliares de Acção Médica vão amanhã, dia 7 de Março, reunir-se em congresso a realizar no Fórum da Maia.
Estes encontros periódicos têm contribuido para o desenvolvimento e qualidade da nossa actividade profissional.A nossa função centra-se numa relação interpessoal e a formação devia ser uma constante na nossa vida. Todos reconhecem a importância da formação contínua dos auxiliares de acção médica. Mas na prática, os departamentos de formação onde trabalhamos deixam muitas vezes no esquecimento as nossas necessidades e os seus deveres de facultarem mais formação.
É tempo de os Auxiliares de Acção Médica se afirmrem como um grupo fundamental no servço nacional de saúde, em particular, nos hospitais.
Já que a formação não nos é facultada, resta-nos estes congressos. Tratam-se de encontros de profissionais que procuram melhorias para o desempenho das suas funções. E nada melhor que ouvir e partilhar as experiências vividas por colegas, por outros profissionais de saúde. E importante também nestes encontros, é o convívio e os conhecimentos que se obtêm durante o congresso.
Lá estarei amanhã.

05/03/09

A IMPORTÂNCIA DO NOME

Todos temos um nome próprio. Cada um de nós, quer goste ou não, esteja doente ou de boa saúde, é um ser humano com nome. Claro que não foi escolhido por nós e não contaram com a nossa opinião. E o nome vai identificar cada um de nós durante todo o tempo em que vivermos.
Quantos doentes dos hospitais são tratados pelo nome? Quantas vezes a pessoa doente não é chamada pelo número da cama que lhe coube na altura do seu internamento?
Nós, os profissionais dos serviços de saúde, não nos podemos esquecer que cada doente tem um nome como o nosso. Também ele gosta de ser chamado pelo seu nome.

24/02/09

HORAS DE TRABALHO






















Porque razão nos hospitais EPE os profissionais com Contratos Individuais de Trabalho cumprem um Horário de 40 horas semanais?

Todos os restantes profissionais, em particular, os auxiliares de acção médica, mas com vínculo à Função Pública, cumprem um horário de 35 horas semanais.

Ultimamente esta situação está a causar algum mal estar junto dos colegas. Os encarregados estão com dificuldades em elaborar os horários e as cargas horárias ( turnos de 6+6 ) estão por cumprir e estamos a ficar com horas negativas. Ou seja, se agora não fazemos essas cargas horárias, nos próximos meses vamos aguentar 6 ou mais por mês. Ou será que estão em stand by até que o serviço necessite de nós...como por exemplo, na altura de começarem as férias!? Trabalhar 40 horas semanais já é muito e começa a ser injusto ficar com horas em débito quando muitas vezes se sabe que é possível elaborar melhor os horártios dos serviços onde trabalhamos. O próprio nome "carga horária" não é nada agradável de ouvir, quanto mais de aceitar. Apesar do novo Códdigo do Trabalho estabelecer esta diferenciação de horários, eu penso que é injusta.

12/02/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS

Isabel, Assistente Operacional






“Isabel presta todo o apoio necessário aos médicos, aos enfermeiros e aos doentes no piso 3 de internamento do Hospital. Como todos os doentes são diferentes, requerem uma abordagem distinta, pelo que o trabalho de Isabel passa também por entender as suas necessidades e as das respectivas famílias.
“É preciso que os doentes passem algo deles para o nosso lado, para que possam sentir-se tranquilos e para que possamos também dar-lhes a tranquilidade de que necessitam, e às vezes basta ouvir o que têm para dizer”.



Li estas palavras numa revista de informação do Grupo Espírito Santo Saúde.
Dá que pensar, não dá?

02/02/09

XI CONGRESSO AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA DO NORTE, 7 MARÇO 2009


Para ver melhor clique na foto

Aqui está mais uma oportunidade de formação para os Auxiliares de Acção Médica. Basta ler o programa do congresso para os profissionais tomarem a decisão de participarem neste evento. A nossa profissão está a viver momentos de alguma incerteza quanto às nossas carreiras profissionais. Esta reunião pode contribuir para esclarecer dúvidas e também para nos dar informação segura sobre o nosso futuro. Nós, os auxiliares de acção médica, sabemos bem que somos necessários nos estabelecimentos de saúde e os outros podem não reconhecer a nossa importância no funcionamento normal das instituições onde trabalhamos. Mas quando os auxiliares faltam ao serviço, os outros profissionais sentem na pele a falta da nossa colaboração. Nós não somos indispensáveis e destes estão os cemitérios cheios. Trabalhamos integrados uma equipa multidisciplinar e não há que esconder a nossa importância. Até nos podem chamar de Assistentes Operacionais, pois, o importante é cuidarmos dos que de nós precisam. É para os doentes ( utentes ) que nós temos que nos voltar. Mas todos sentimos dia a dia, noite após noite que exercer a função de auxiliar de acção médica é uma tarefa que nos dignifica, nos enriquece e nos transforma. Um auxiliar de acção médica bem formado é um profissional bem informado, é um profissional que procura sempre aumentar os seus conhecimentos técnicos, partilha a sua experiência com outros colegas e nunca desiste de se valorizar. Estes congressos servem para isso. Venham ao XI congresso dos auxiliares de acção médica do norte. Estão todos convidados.

17/01/09

A SURPRESA DA NOITE




Viver a vida que não pedimos para viver, é a finalidade de todo o ser humano. Também sou dos que acredito que durante a nossa vida somos muitas vezes apanhados de surpresa. E algumas dessas surpresas nunca estamos preparados para as viver.

Fazemos planos para viajar e visitar a família, os amigos, enchemos o depósito do automóvel pois a viagem vai ser longa.Está tudo pronto para a viagem. Agora, mesmo sendo noite de Natal, há gente no hospital a quem eu tenho de atender, ouvir e ajudar a viver melhor esta noite Santa.

Duas horas depois de começar a trabalhar, o meu telemóvel toca. Atendo e ouço do outro lado isto:

"João, a tua mãe foi-se" ouvindo de seguida um choro sentido.

Foi a surpresa daquela noite. Foi a minha primeira grande surpresa.

Inesperado? Para mim, talvez sim, mas não para a minha mãe. Ela sempre me surpreendeu durante a sua vida.Lá, do lugar onde ela vive agora, continua a surpreender e a marcar aqueles que a conheceram.

A vida dos auxiliares de acção médica é por vezes cheia de incompreensões, de más interpretações e algumas vezes somos escravos dos nossos horários. Outras vezes, mesmo desejando e pedindo alterações, de nada nos vale o esforço e fica tudo como está. E por vezes, somos surpreendidos por 4 dias de descanso ou de feriados ou de tolerâncias que não pedimos...e só temos que compreender as interpretações dos que dizem mandar.

A vida do Auxiliar de Acção Médica é cheia de surpresas, como a de toda a gente.

15/01/09

ONDE ESTÁ A FAMÍLIA?

Há pessoas, doentes, que entram nos hospitais e demoram a sair. Quando escrevo “demoram a sair” refiro-me aos doentes mais idosos, que quando estão prestes a ter “alta” médica a família pura e simplesmente os abandona ou então esquecem-se que essa pessoa necessita de apoio, de ajuda, de atenção dos seus, dos amigos e a continuar a receber apoio médico e de ajudas técnicas.

Isto é uma realidade que acontece nos serviços de internamento dos hospitais portugueses e que muitos portugueses desconhecem. Não se trata de as famílias não possuírem condições económicas, porque estes casos, por incrível que possa parecer, surgem mais naquelas famílias com algumas posses ou com boa condição económica. E como abandonam eles os familiares? Claro que vão lá todos os dias visitar o(a) doente. O que não querem e inventam tudo para que a pessoa lá continue, desculpando-se com a não existência de sítio para o receber e tratar.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Padre Lino Maia, revela que cada vez mais estão a receber pedidos de ajuda para lidar com esta realidade.

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, admite que os médicos estão a ser pressionados pelas administrações dos respectivos hospitais para economizar os gastos e para libertar as camas que os idosos estão a ocupar.

Não há estatísticas, não se fala nos jornais ou nas televisões deste drama, deste flagelo. Mas é uma realidade que eu como Auxiliar de Acção Médica assisto no meu local de trabalho e por todo o hospital.



24/12/08

NATAL NO HOSPITAL


A GRANDIOSIDADE DO HOMEM
NÃO SE MEDE PELO BERÇO, MAS PELAS SUAS ACÇÕES.

FELIZ NATAL...BOAS FESTAS.



O verdadeiro Natal dos Hospitais é feito de muitas histórias tristes, que nem a aparente alegria despreocupada das prendas consegue esconder.

O Serviço de Medicina está, no dia 24 de Dezembro, repleto de "utentes". O tradicional despejo de Natal, geralmente invisível aos olhos da maioria, apresentava-se em todo o seu esplendor no internamento de medicina. Centenas de "velhotes" são todos os anos abandonados no Serviço de Urgência, sem vida de relação com o exterior, sem família. Perdão: com família desertora. Esta é a outra face do Natal.
Este é o verdadeiro Natal , ou antes, uma pequena amostra... amanhã passarei a noite a ouvir estas histórias num hospital do meu país enquanto noutro a duas dezenas de quilómetros a minha mãe recupera de um AVC.

A todos aqueles que trabalham nesta época natalícia e aos que por aqui vierem Votos de um Feliz Natal.

06/12/08

SER VOLUNTÁRIO NUM HOSPITAL


SER VOLUNTÁRIO


Ser Voluntário é ser mãos, é ser sorriso
É levar uma esperança e cada angústia,
É partilhar o que há de belo, o que há de bom
É repartir, sempre, o próprio coração!...
Bata amarela a esvoaçar se esconde,
A cor se esvai, mas fica a vossa bondade,

E um perfume a dizer a toda a gente
Que o Voluntário constrói humanidade.
Não há Gregos nem Troianos, nem Judeus,
Disse o Mestre, escutai sua lição:
Passai fazendo o bem e respeitando
Toda a pessoa como verdadeiro irmão.

Ser Voluntário é ser mãos, é ser sorriso,
É estar humilde aonde for preciso,
É enxugar lágrimas e levar a esperança,
Daqueles que sofrendo já pegaram
No pesado madeiro da sua cruz.
E era tão bom que ficasse o tal perfume
Para que o doente no meio do queixume
Se apercebesse que ali, passou Jesus…

Margarida Maria

Hoje celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Por todo o Mundo, há milhares de pessoas que, voluntariamente, dedicam uma parte do seu tempo, trabalho e dedicação a favor dos outros, em prol de uma causa. Neste dia, quero recordar de um modo particular, os Voluntários que diariamente ajudam os utentes do Hospital São João, no Porto.

04/12/08

DIFERENCIAÇÃO DAS CARREIRAS

Carreiras devem assegurar diferenciação, diz Ana Jorge


A ministra da Saúde disse hoje que a negociação das carreiras deverá atender às necessidades de diferenciação, como aliciante para que as pessoas se mantenham nas instituições, com perspectivas de carreira”.

Ana Jorge anunciou em Aveiro que ainda esta semana vai iniciar as negociações das carreiras com os sindicatos e as ordens profissionais, para «dignificar e recompensar quem tem uma dedicação plena ao serviço público».

«Vai iniciar-se a negociação das carreiras, quer da área médica quer de enfermagem quer, ainda, dos outros técnicos, que consideramos fundamental para dignificar e poder recompensar quem tem uma dedicação plena ao serviço público, para que tenham uma perspectiva de futuro do trabalho e da função que desempenham», comentou.

Para a ministra, «o ano de 2009 será o ano da discussão de carreiras e dos contratos colectivos de trabalho» que deverá atender às «necessidades de diferenciação e de qualificação profissional» como um dos aliciantes para que as pessoas se mantenham nas instituições por terem uma perspectiva de carreira.

Diário Digital / Lusa

14/11/08

OS BURACOS DA SAÚDE



O Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2007 escavou um buraco de 330,1 milhões de euros. É um buracão 87,5% mais fundo que as previsões dos engenheiros deste governo. E os hospitais do SNS devem 740 milhões de euros à indústria farmacêutica. Mais os 353 milhões de euros de dívida que os hospitais EPE têm à indústria farmacêutica. Mas que cratera na saúde, meu Deus!



E como se nada fosse com o Ministério da Saúde, através dos acessores ficámos a saber que "não foi uma derrapagem e que é perfeitamente normal haver uma diferença entre a previsão e o valor final".



É por estas e por outras coisas mais graves que a nossa saúde anda como anda. Portugal é o 26º país no Índice Europeu do Consumidor dos Serviços de Saúde, em 2008.



Quem chegou a esta conclusão foram uns senhores suecos. A Holanda lidera a lista com melhor resultado. Portugal é fortemente penalizado no item "direitos dos pacientes e informação, tendo obtido a segunda pior nota quanto ao tempo de espera.

13/11/08

II JORNADAS DA ATSGS-SUL

É já no próximo dia 29 de Novembro. Quem poder marcar presença ainda está a tempo.

31/10/08

PORQUÊ ?

"Acabava de lhe levar uma chávena de café com leite. Já estava melhor! Mas quando voltei à enfermaria, já tinha morrido"- disse o auxiliar de acção médica.
Porquê? Ainda era tão novo!
Cada dia, a cada momento, há pesoas que, no hospital, mergulhadas em profundo desespero, levam as mãos à cara e choram por um sofrimento inesquecível; choram, impotentes e desesperados, a morte inexorável.
Porquê o sofrimento?
Porquê a paralisia parcial ou total?
Porquê o cancro?
Porquê esse acidente que me vai impedir de voltar a andar?
Porquê morrer na primavera da vida?
Porquê?
Porquê? Quem me responde?
Quando penso nos mortos, na minha própria morte, no
sofrimento dos inocentes, sinto-me envolvido pelo mistério.
Posso intentar não pensar nisso, mentir aos outros ou a mim próprio.
Enquanto tiver cérebro e coração, este mistério há-de perseguir-me. Quando chegar a minha hora e eu próprio penetrar na noite do sofrimento e da morte, que me restará?

Espero poder rezar então,
gritando a Deus:

"Porque apagaste os sóis que Tú próprio acendeste?"

Sei que, com o coração, entenderei coisas que a minha inteligência
não me pode explicar.

Deus é amor.

Ele ama-me. Apoia-me.
Morrerei para viver para sempre num amor imortal.

Texto adaptado do livro "Amar", de Phil Bosmans, Ed.Perpétuo Socorro.

28/10/08

OS DOENTES E OS MEDICAMENTOS

Os jornais por vezes trazem para a opinião pública o problema dos doentes que morrem nos hospitais por erro na medicação que lhes foi administrada.
O Jornal de Notícias divulgou esta semana que a administração errada de medicamentos aos doentes hospitalizados é responsável pela morte anual de 7000 portugueses. Os erros sempre existiram e continuarão a existir. Até se diz que é com os erros que aprendemos. Estou de acordo, mas há diferentes graus de erros. E no hospital, o erro com medicamentos deve ser evitado e todos os profissionais que ali trabalham têm que saber e esforçar-se por não errar.
As notícias sobre erros na administração de medicamentos já não são só de agora.

O Sistema é culpado de tudo, até das mortes causadas administração errada dos medicamentos que os doentes hospitalizados tomam ou não tomam. Mas, o Sistema não é feito por humanos? O doente é que sofre as consequências do “sistema”.
Quando é que se assumem as responsabilidades de errar? Se errar é humano, porque não se assumem os erros? Desde o médico que escreve as receitas com letras que só ele entende, os farmacêuticos que enviam para os serviços do hospital, os enfermeiros que recebem e os que administram (ou deixam na mesinha de cabeceira), os auxiliares de acção médica, terminando nos familiares dos doentes, todos devíamos ter uma atitude mais responsável em relação aos medicamentos.

Diz a presidente da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares ( APAH), Aida Baptista que “estes erros existirão sempre e sem culpados” pois “é o sistema que falha” e que “muitos erros destes são escondidos, por receio dos profissionais serem acusados.
Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, diz que “em Portugal não existe um registo fiável das causas de morte”. E diz também que “são feitos milhões de actos médicos por dia nos hospitais portugueses, é natural que se cometam alguns erros”.
Para já, o bastonário considera que "grave, grave" é a inexistência de "um registo fiável das causas de morte em Portugal", o que, segundo disse, deverá melhorar em breve, pois esta é uma área em que a Direcção-Geral da Saúde está a trabalhar.
Os profissionais da saúde trabalham com sentido de responsabilidade. Eu, como Auxiliar de Acção Médica, exerço as tarefas que me são atribuídas agindo sempre com uma atitude responsável e contribuindo para o bem do doente internado. Mas apesar de todos os cuidados, às vezes falho. Contudo, nunca até hoje, pelo menos que seja do meu conhecimento, enquanto auxiliar de acção médica, dei medicamentos errados aos doentes. Primeiro, porque eu não sou médico, nem sou farmacêutico e nem sou enfermeiro. E segundo, porque como auxiliar de acção médica, confio nas indicações que os médicos e os enfermeiros me transmitem sempre que me solicitam ajuda e colaboração para administrar um medicamento. Por isso, não entendo é que seja culpado o sistema por esse erro cometido, inconscientemente ou não, por um profissional de saúde. Porque é que cada um não assume as suas responsabilidades? O erro pode acontecer em qualquer fase do circuito que o medicamento faz até chegar ao doente. E como é registado esse circuito? Há ou não registos informáticos e/ou papel escrito desde o momento em que o médico prescreve o medicamento até que este seja administrado ao doente? Todo o doente tem um número assim que entra no hospital. Aí começa o registo que identifica esse doente e que o acompanhará até sair do hospital. No processo individual de cada doente é registado, ou pelo menos deve ser, todas as ocorrências relativas ao seu estado de saúde, à sua vida enquanto pessoa necessitada de cuidados de saúde no hospital onde entrou para ser socorrido. Portanto, consultar o processo de cada doente é uma forma de ajudar a detectar alguns erros e evitar males maiores para a pessoa em causa.

Denise Kühner e Álvaro Marques são dois profissionais de saúde. Ela Farmacêutica, Especialista em Análises Clínicas pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, Pós-Graduada em Farmácia Clínica Hospitalar pela Universidade Veiga de Almeida/RJ. Ele, Farmacêutico, Pós-Graduado em Farmácia Clínica Hospitalar pela Universidade Veiga de Almeida/RJ. Elaboraram um estudo sobre os erros com os medicamentos onde afirmam:

"Os erros podem ser classificados em erros de omissão (por excesso de doentes, excesso de medicamentos, mão-de-obra insuficiente, medicação não disponível, doente ausente para RX, TAC, ECOGRAFIA, por exemplo, transferência do doente para outro serviço dentro do hospital), dose sem autorização, dose errada, administração de medicação por via diferente da prescrita, administração de medicamento em velocidade diferente da prescrita), preparação errada da dose e diluição. Médicos que trabalham em regime de turnos não se familiarizam com os doentes. A identificação do doente chamando-o pelo nome também pode ser causa de erro, já que pacientes confusos podem responder afirmativamente quando um nome é pronunciado, mesmo que não seja o seu nome. Os médicos que escrevem com letra ilegível devem imprimir ou digitar as prescrições, se houver possibilidade, pois a prescrição manuscrita ilegível deve ser considerada erro potencial. As prescrições verbais ou pelo telefone devem ser reservadas somente para situações de emergência ou cirúrgicas, e as ordens devem ser ditas vagarosamente, claramente e de modo articulado. A transcrição de prescrições deve ser evitada o máximo possível e deve ser reconhecida como oportunidade primária de erros".

O jornal Archives of Internal Medicine publicou, em 9.9.2002, um estudo prospectivo de corte em 36 hospitais americanos, onde demonstra que, ainda hoje, os erros de medicamento mais comuns cometidos nas enfermarias pesquisadas são: erro de horário, de omissão, dose errada e administração de droga não autorizada. De forma geral, ocorreram erros em 19% das doses, sendo que 7% foram potencialmente perigosos. Nas 36 instituições, os erros mais comuns foram horário errado (43%), omissão (30%), dose errada (17%) e medicamento não autorizado (4%). Erros potencialmente perigosos, julgados pelo potencial de causar reações adversas, foram cometidos em 7% das doses, ou seja, mais de 40 erros por dia em um hospital de 300 leitos. Estas estatísticas colocam a questão de erros de medicamentos como a oitava causa de morte, acima do câncer de mama, Aids e acidentes.






Carro Unidose



O que acontece com a assistência à saúde que permite um número tão elevado de problemas relativos a medicamentos?



Os erros com os medicamentos não é um problema exclusivo de Portugal. Por exemplo, nos E.U.A., 44.000 a 98.000 doentes hospitalizados morrem todos os anos devido a um erro de medicação.



É de lamentar que em Portugal, nos estabelecimentos de saúde, como por exemplo, os hospitais, não invistam na formação de uma cultura de segurança, abrangendo todos os profissionais de saúde e não apenas aqueles profissionais que trabalham nas farmácias hospitalares.



A famosa letra ilegível dos médicos, que leva a milhares de erros de leitura de receitas todos os anos e de errada leitura pelos enfermeiros, em alguns hospitais do país, como por exemplo, o Hospital de São joão, no Porto, trocaram os papéis por sistemas computadorizados. Com isso, pretende-se diminuir os erros na prescrição de medicamentos.
Também a entrada em funcionamento da "unidose" veio ajudar à diminuição de erros com os medicamentos.



Do total de erros médicos que ocorrem nos hospitais norte-americanos, 61% estão relacionados à redação ilegível e a erros de transcrição. Um ponto decimal no lugar errado pode levar a sérias consequências - como a dose prescrita aumentar 10 vezes.



Contudo, a pesquisa revelou que mesmo com o sistema, há uma incidência de erro que não diminuiu: o da escolha do medicamento. Para tal, há sistemas que guiam os médicos no processo de prescrição, fazendo perguntas que podem ajudar a evitar erros deste tipo. Alguns inclusive possuem reconhecimento de voz.Actualmente, cerca de 9% dos hospitais nos EUA possuem a tecnologia e, a cada ano que passa, mais redes de saúde adoptam a aplicação, que leva de 12 a 36 meses para ser implantada.



A Organização Mundial de Saúde preconiza como aceitável a taxa de 7% de erro, vinculada ao preparo e administração dos medicamentos.























17/10/08

CUIDADOS PALIATIVOS SÃO UM DIREITO DE TODOS

Convencionou-se internacionalmente dedicar o mês de Outubro aos Cuidados Paliativos.
O que são os Cuidados Paliativos?
Quantos portugueses sabem que existem os Cuidados Paliativos e que são um direito que todos nós temos quando vivemos uma situação de doença incurável, progressiva e terminal?
Os cuidados paliativos não são apenas destinados aos doentes terminais ou muito velhos, mas sim para todos aqueles que sofrem destes tipos de doenças referidas atrás. É um direito dos doentes que apesar de ser um direito para todas as idades, muitos ainda pensam que só vai para os cuidados paliativos quem está para morrer. É um equívoco com consequências tremendas. Mais tarde ou mais cedo todos nós iremos necessitar de cuidados paliativos porque todos chegaremos fatalmente à fase de grande fragilidade do nosso corpo e da nossa mente e o sofrimento físico ou emocional pode e deve ser minimizado.
Nos E.U.A. e em alguns paises europeus, como na Inglaterra, as pessoas sabem e conhecem estes direitos. E quando necessitam de cuidados paliativos recorrem onde eles são prestados. Os doentes nestes países querem e desejam manter e potenciar a sua qualidade de vida quando ela está fragilizada. E sempre que a doença é grave, sem cura conhecida, tratam de ganhar a dignidade que estavam a perder.
Em Portugal há apenas 100 camas para os cuidados paliativos. É muito pouco para os milhões de portugueses que aqui vivemos. É chegada a hora de reinvindicar os nossos direitos aos cuidados paliativos. Se é um direito de cada um de nós, se existem falta de estabelecimentos, de profissionais, de camas, de recursos económicos é começar a exigir uma maior atenção para esta causa. Cuidados Paliativos não é um luxo mas um direito e uma necessidade humana.
Melhores e mais cuidados paliativos para os portugueses!

03/07/08

TRANSPORTE DE DOENTES













A irmã de um doente de 73 anos, que não anda sozinho, não fala claro e sofre de esquizofrenia, apresentou queixa no Livro de Reclamações de um Hospital do SNS. Reclamou porque os bombeiros lhe bateram à porta de casa, cerca das duas da manhã do dia 27 de Junho, para entregarem o seu irmão que tinha estado internado na unidade de saúde. Ficou espantada e estupefacta quando reparou que o irmão vinha embrulhado num lençol e mais nada.

O Presidente do Conselho de Administração diz que instaurou um processo de averiguações e vai aguardar pelas diligências para, mais tarde, poder aferir se houve ou não falhas na unidade de saúde, considerando ser necessário ouvit todos os intervenientes no facto e ficar a saber-se como é que um doente sai com alta do hospital naquelas condições.

Sou Auxiliar de Acção Médica e trabalho num serviço de medicina interna. Todos os dias há doentes que são internados e doentes que têm alta. Há procedimentos e regras que têm que ser executadas para que o doente possa ter alta e assim ir para sua casa, se for o caso, ou para onde os familiares ou as equipas de profissionais de saúde concluirem ser a melhor solução para o doente. Nunca presenciei a saída de doentes sem roupa e muito menos tão tarde.
A que horas terá tido alta médica? A que horas os bombeiros começaram o transporte? Quem colocou o doente na maca ou cadeira de rodas? São perguntas de cuja resposta muitas dúvidas ficam esclarecidas. Claro que não se tratam assim as pessoas quando têm alta hospitalar. Regra geral, os profissionais de saúde sabem como proceder. Mas que aconteceu algo anormal com o transporte desta pessoa, todos já sabemos que sim. Tenho a certeza que naquele hospital todos são humanos e conscientes do que estão a fazer.

12/06/08

SABEDORIA ÁRABE

Não digas tudo o que sabes

Não faças tudo o que podes.

Não acredites em tudo o que ouves

Não gastes tudo o que tens.

Porque:

Quem diz tudo o que sabe

Quem faz tudo o que pode

Quem acredita em tudo o que ouve

Quem gasta tudo o que tem.

Muitas vezes,

Diz o que não convém

Faz o que não deve

Julga o que não vê

Gasta o que não pode...

26/04/08

CRISTIANO RONALDO E AS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA

Nome: Nereida Gallardo
Idade: 24
Profissão: Auxiliar de Acção Médica num lar da 3ªIdade...
Hobby: Namorar com o Cristiano Ronaldo (dizem os jornais e revistas).