23/11/10

SER ASSISTENTE OPERACIONAL TAMBÉM É ASSIM



15/11/10

O TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE E O FUTURO

      Dada a importância do tema e a sua actualidade, penso ser importante divulgar alguns escritos que a ATSGS divulga no seu "Boletim Informativo" de Novembro. É desta publicação que retirei o texto que se segue, escrito por um colega nosso, Nelson Raleiras:
  
                              O TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE E O FUTURO
   "A publicação, em 29 de Agosto, no nº 32 do Boletim do Trabalho e Emprego do Perfil Profissional e do Referencial de Formação e, mais recentemente, através da Portaria 1041/2010, de 7  de Outubro, a criação do curso profissional daquela que virá a ser a nova profissão de Técnico Auxiliar de Saúde, veio reacender legítimas expectativas aos trabalhadores dos Serviços Gerais, principalmente aos ex-Auxiliares de Acção Médica.
   Recordemos que a última actualização operada às extintas carreiras dos Serviços Gerais, o D.L. 413/99, de 15 de Outubro, admitia no seu preâmbulo, que não era aquela a reestruturação necessária a estas carreiras e preconizava o início de negociações tendentes a esse objectivo para o ano 2000.
   Como se sabe, tal nunca aconteceu e, à estagnação destas carreiras, acabou por suceder a sua extinção, operada no âmbito das drásticas alterações introduzidas ao regime jurídico da Administração Pública, na sequência da publicação da Lei nº. 12-A/2008, de 27 de Fevereiro( Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações).
   Estes profissionais transitaram para a então criada carreira de Assistente Operacional, o nível mais baixo do Regime Geral da A.P., um inacreditável retrocesso que os remeteu para situação idêntica à que detinham antes do 25 de Abril.
   Resolvida a questão da profissão, nada poderá justificar que, como todas as outras profissões da Saúde,-Médicos, Enfermeiros, Técnicos e Técnicos Superiores da Saúde -, não seja criada  uma carreira de regime especial integrando os novos profissionais. Tal constituiria uma discriminação totalmente inaceitável.
   Mas não basta sonhar. É imprescindível lutar. Será primeiro necessário que a nova profissão passe para o âmbito da  Administração Pública e que sejam criadas regras de transição para a mesma para os actuais Assistentes Operacionais que comprovem deter as necessárias competências.
   Na actual conjuntura serão muitos os argumentos, principalmente os de ordem orçamental, para não avançar com o processo.
   É essencial que os representantes dos trabalhadores, Associações e Sindicatos encontrem uma estratégia inteligente que supere e permita tornear os obstáculos, demonstrando ao poder político que a relação custo/benefício é totalmente favorável e apresentando aos trabalhadores propostas credíveis que os mobilizem para lutar pelo seu futuro e pela melhoria dos serviços prestados aos utentes do Serviço Nacional de Saúde."
  
   Nota: O Perfil Profissional e Referencial de Formação do "Técnico Auxiliar de Saúde" já foi publicado no
             Diário da República e a ATSGS teve um papel determinante. Agora, é necessário regulamentar e
             equiparar os Assistentes Operacionais.
CONSULTE O SITE DA ATSGS FAÇA-SE SÓCIO!!!

13/11/10

MERECE A PENA AJUDAR OS OUTROS?

   Dois homens, ambos muito doentes, encontravam-se internados na mesma enfermaria do hospital. A um deles era permitido sentar-se na sua cama uma hora após o almoço, para assim drenar melhor o líquido dos seus pulmões. A sua cama era mesmo ao lado da única janela da enfermaria. Já o outro senhor tinha que permanecer o dia todo deitado de barriga para cima e não lhe era permitido levantar-se da cama.
   O tempo era passado a conversar. Os dois homens falavam de mulheres, das suas famílias, lembravam as suas terras, as suas profissões, recordavam os locais onde tinham passado férias e também falavam de política e de futebol.
   À tarde, assim que o homem que estava junto à janela se sentava na cama, passava o tempo todo a descrever ao seu vizinho tudo aquilo que podia ver da janela. E o homem da outra cama já ansiava pela chegada desses momentos, durante os quais o seu mundo se ampliava e até se sentia mais bem disposto e mais animado com as coisas que aconteciam lá fora.
   A janela da enfermaria dava para um pequeno parque de árvores e com um lago maravilhoso, cheio de água limpa e calma, onde alguns cisnes brancos e patos brincavam aos mergulhos, enquanto as crianças se entretinham a dar-lhes umas migalhas de pão.Os namorados passeavam de mãos dadas e de vez enquanto beijavam-se por entre flores de muitas cores. Lá ao longe, por entre paredes e janelas, via-se a água do mar.
    O homem da janela descrevia isto tudo com um detalhe esquisito, enquanto o seu companheiro de quarto fechava os olhos e imaginava as idílicas cenas. Uma tarde de sol, o senhor da janela descreveu ao pormenor um desfile que estava a passar. Apesar do outro doente não ouvir a banda, via-os com os olhos da sua mente, exactamente como o descrevia o seu companheiro de enfermaria, com o uso das suas mágicas palavras.
   E passaram dias e semanas...Uma manhã, o Assistente Operacional entrou na enfermaria para os saudar e os ajudar nas suas higienes pessoais e encontrou com o corpo sem vida do homem da janela. Saiu melancólico e foi chamar o enfermeiro da sala para tratar do corpo.
   Tão depressa a unidade ficou livre, o outro homem solicitou ao enfermeiro para ocupar a cama junto à janela. E o Assistente Operacional, com autorização do enfermeiro,imediatamente procedeu à mudança e depois de ter verificado que estava tudo em ordem, abandonou a enfermaria.
   O homem, lentamente e com alguma dificuldade, ergueu-se para lançar o seu olhar para o mundo exterior que o seu ex-companheiro lhe descrevera e deparou-se com uma parede branca. O homem tocou à campainha e quando chegou o Assistente Operacional perguntou-lhe o que teria levado o seu amigo para lhe ter feito a descrição de coisas tão maravilhosas através da janela. O Assistente Operacional abeirou-se dele e disse-lhe que o senhor que estava junto à janela era cego e que nunca podia ter visto sequer a parede branca, quanto mais as coisas lá fora.Continuou o diálogo e disse-lhe que certamente o queria animar a ele.

Epílogo: É uma tremenda felicidade fazer felizes os outros, seja qual for a situação. A dor partilhada diminui a perda, mas a felicidade quando é partilhada, é recebida a duplicar. Se queres sentir-te rico, conta apenas somente as coisas que tens e que o dinheiro não pode comprar.
   Ser Assistente Operacional ( ou Auxiliar de Acção Médica ou Técnico Auxiliar de Saúde ) é algo grande...poder ajudar animando os outros, MUITO MAIS!

08/11/10

I JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DA ULSNA DO HOSPITAL DE PORTALEGRE

Vão realizar-se pela primeira vez em Portalegre as I Jornadas dos Assistentes Operacionais do HDJMG, este evento irá realizar-se no dia 27/11/2010 no Auditório da Câmara Municipal de Portalegre e terá inicio pelas 9:00.O programa é o que se segue:





Contactos:
Américo Reis: Telemóvel: 968572616
americopreis@gmail.com
ao.jornadas@ulsna.min-saude.pt

Inscrição:
- 20€
- Sócio da ATSGS: 15€
Jantar/convívio: 15€
Mais informações aqui:
http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=3560

15/10/10

SER E FAZER



O Dec.Lei nº109/80 de 20 de Outubro, criou a carreira dos Auxiliares de Acção Médica. Com o Despacho Ministerial nº7/89 de 09/02/89 criou-se o Curso de Formação para Auxiliar de Acção Médica. Para ingressar na carreira de AAM passava a ser exigido este curso, porque o curso pretendia tornar os AAM mais aptos para o desempenho de tarefas previstas na Lei, de forma a assegurar o bem-estar e a segurança dos doentes.



No Dec.Lei nº109/80 de 20 de Outubro, as funções dos Auxiliares de Acção Médica estavam apresentadas de uma forma muito genérica e até remetia para o Departamento de Recursos Humanos a elaboração de normas genéricas a cumprir pelos AAM. Contudo, nem todos os hospitais definiram as tarefas dos AAM ou então elaboraram umas normas com disparidade de critérios . Por isso, elaborou-se um documento na tentativa de uniformizar os procedimentos que podiam ser efectuados pelos AAM nos serviços. A listagem das tarefas era enorme e aconselhava-se que cada estabelecimento incluísse outras tarefas para além da referida lista e também a possibilidade de proceder-se a algumas adaptações, tendo em conta a realidade de cada hospital e a especificidade de cada serviço.


Em 27 de Fevereiro de 2008, foi publicado no Diário da República a Lei n.º 12-A/2008 que alterou o Dec.Lei nº 109/80 e outros anteriores passando agora a designar-se por Assistente Operacional.


As alterações não terminam por aqui. Em Outubro deste ano foi publicado pela ANQ(Agência Nacional para as Qualificações), o Perfil Profissional do Técnico/a Auxiliar de Saúde e o Referencial de Formação para o/a Técnico/a Auxiliar de Saúde.


Agora que os Ajudantes de Farmácia, os Maqueiros, os Vigilantes, as cozinheiras, os fieis de armazém, os tarefeiros, os porteiros, os motoristas, os electricistas, os carpinteiros, os pintores, os canalizadores, as costureiras e um sem número de profissões passaram a designar-se Assistentes Operacionais, a Agência Nacional para as Qualificações veio reconhecer que existe a profissão de Técnico Auxiliar de Saúde. Vem tarde mas veio, o reconhecimento da existência de uma profissão e de um grupo de pessoas que trabalham na área da saúde e que auxiliam na prestação de cuidados de saúde aos utentes e exercem um inúmero de outras tarefas em estabelecimentos de saúde, mesmo que algumas sejam executadas sob orientações de outros profissionais de saúde.


Agora venha a sua regulamentação e quanto mais depressa tanto melhor para os profissionais, finalmente, serem reconhecidos e remunerado o seu trabalho como deve ser.







07/10/10

ELES QUEREM E NÓS NÃO!




    O Governo acabou de divulgar o seu projecto para poder assaltar os funcionários do Estado. A tabela dos cortes salariais é um roubo que este governo quer efectuar durante doze meses. E não sabemos se vamos ser vítimas de um assalto ainda maior, por exemplo, roubarem-nos o subsídio de Natal.
   Bom,  os Assistentes Operacionais ( ex-Auxiliares de Acção Médica ), coitados, que ganham menos de 1500€/mês, desta vez parece que continuamos fora do alvo dos assaltantes. O nosso salário é mesmo miserável, isto tendo em conta as horas que trabalhamos, os fins de semana, domingos e feriados a dar no duro e acrescentando a tudo isto todo o stress causado pelo ambiente hospitalar.
 Não vou dizer que gostava de ganhar mais só para que o Sócrates me incluísse no lote dos assaltados. Nem eu e nem nenhum trabalhador deste país fica contente quando é vítima de roubo. 
Eu, que sou trabalhador com CIT ( Contrato Individual de Trabalho ) num hospital EPE, se ganhasse mais de 1500€ também seria vítima de assalto? E quem deixou de ser Funcionário Público e trabalha agora sob um contrato individual de trabalho e ganha mais de 1500€ por mês, vai ter que se deixar assaltar todos os meses?

TABELA DOS "DÍZIMOS"

25/09/10

EU NÃO SOU O HOSPITAL


   Os Assistentes Operacionais muitas vezes queixam-se da grande carga horária a que estão sujeitos e no desequilíbrio que vivem nas suas vidas.
   Seria útil que os Assistentes Operacionais tivessem uma vida de trabalho mais equilibrada com a vida pessoal e familiar. Muitos destes profissionais desistem das suas vidas pessoais para poderem acorrer aos objectivos da instituição onde trabalham. O trabalho e as políticas levadas a cabo pelos hospitais, têm um impacto muito forte nos Assistentes Operacionais. Hoje trabalham no hospital e isso significa longas horas dentro da instituição, com fins-de-semana, feriados, festas de Natal e Ano Novo e consequentemente sacrifício pessoal e familiar.
   O Assistente Operacional  é pressionado de várias formas. Os encarregados, para o melhor e para o pior, têm o poder e muitas vezes não aprenderam a exerce-lo democraticamente. Alguns deles são ex-auxiliares de acção médica, sem preparação para liderar, para dialogar e  mostram-se facilmente manobráveis e caiem facilmente com a pressão dos  seus superiores e também dos assistentes.
   A forma como as pessoas se comportam que sobem na hierarquia é importante. O conseguir um consenso entre os colegas é uma das principais estratégias, mas que muitos encarregados se esquecem de levar à prática. O tempo do "eu é que mando" ou "as coisas são assim", já está ultrapassado. Qualquer mudança ou alteração no normal funcionamento do dia de trabalho do assistente operacional, tem de ser atempadamente comunicado, pensado e decidido, sempre com a participação dos profissionais em causa. Há decisões tomadas de cima para baixo que ignoram completamente a existência ou não de que haja pessoas também interessadas nessas mudanças. E quando as decisões das mudanças já são apresentadas como já "decididas", sem que tenha havido mais comunicação nenhuma, estão criadas as condições para que o colega tenha que mudar e ir contrariado para onde o mandaram. É importante que as chefias desçam à terra, conversem abertamente com os assistentes e ouvir também as suas ideias, os seus desejos de continuar ou de mudar de local de trabalho. Todos somos pessoas que damos a cara e o corpo no trabalho, mas também nos devemos preocupar com o nosso bem estar e não podemos esquecer que também temos uma família. Trabalhar no hospital não é tudo na vida. Se até os leitores de DVD têm um botão de "pausa" também os assistentes operacionais devem fazer as pausas no seu trabalho.

04/04/10

PÁSCOA NO HOSPITAL

Visita Pascal no hospital
Hoje é Domingo de Páscoa. A igreja católica celebra a Festa da Ressurreição de muitas maneiras. A Visita Pascal é uma das tradições mais antigas, principalmente no norte do país. E este ano, eu trabalhei durante todo o dia no serviço de internamento do hospital. Logo pela manhã ouviu-se a campainha a anunciar a chegada da cruz e acompanhada por um grupo de leigos que percorreram as enfermarias anunciando a ressurreição de Jesus Cristo.