Dada a importância do tema e a sua actualidade, penso ser importante divulgar alguns escritos que a ATSGS divulga no seu "Boletim Informativo" de Novembro. É desta publicação que retirei o texto que se segue, escrito por um colega nosso, Nelson Raleiras:
O TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE E O FUTURO
"A publicação, em 29 de Agosto, no nº 32 do Boletim do Trabalho e Emprego do Perfil Profissional e do Referencial de Formação e, mais recentemente, através da Portaria 1041/2010, de 7 de Outubro, a criação do curso profissional daquela que virá a ser a nova profissão de Técnico Auxiliar de Saúde, veio reacender legítimas expectativas aos trabalhadores dos Serviços Gerais, principalmente aos ex-Auxiliares de Acção Médica.
Recordemos que a última actualização operada às extintas carreiras dos Serviços Gerais, o D.L. 413/99, de 15 de Outubro, admitia no seu preâmbulo, que não era aquela a reestruturação necessária a estas carreiras e preconizava o início de negociações tendentes a esse objectivo para o ano 2000.
Como se sabe, tal nunca aconteceu e, à estagnação destas carreiras, acabou por suceder a sua extinção, operada no âmbito das drásticas alterações introduzidas ao regime jurídico da Administração Pública, na sequência da publicação da Lei nº. 12-A/2008, de 27 de Fevereiro( Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações).
Estes profissionais transitaram para a então criada carreira de Assistente Operacional, o nível mais baixo do Regime Geral da A.P., um inacreditável retrocesso que os remeteu para situação idêntica à que detinham antes do 25 de Abril.
Resolvida a questão da profissão, nada poderá justificar que, como todas as outras profissões da Saúde,-Médicos, Enfermeiros, Técnicos e Técnicos Superiores da Saúde -, não seja criada uma carreira de regime especial integrando os novos profissionais. Tal constituiria uma discriminação totalmente inaceitável.
Mas não basta sonhar. É imprescindível lutar. Será primeiro necessário que a nova profissão passe para o âmbito da Administração Pública e que sejam criadas regras de transição para a mesma para os actuais Assistentes Operacionais que comprovem deter as necessárias competências.
Na actual conjuntura serão muitos os argumentos, principalmente os de ordem orçamental, para não avançar com o processo.
É essencial que os representantes dos trabalhadores, Associações e Sindicatos encontrem uma estratégia inteligente que supere e permita tornear os obstáculos, demonstrando ao poder político que a relação custo/benefício é totalmente favorável e apresentando aos trabalhadores propostas credíveis que os mobilizem para lutar pelo seu futuro e pela melhoria dos serviços prestados aos utentes do Serviço Nacional de Saúde."
Nota: O Perfil Profissional e Referencial de Formação do "Técnico Auxiliar de Saúde" já foi publicado no
Diário da República e a ATSGS teve um papel determinante. Agora, é necessário regulamentar e
equiparar os Assistentes Operacionais.
CONSULTE O SITE DA ATSGS. FAÇA-SE SÓCIO!!!
15/11/10
13/11/10
MERECE A PENA AJUDAR OS OUTROS?
Dois homens, ambos muito doentes, encontravam-se internados na mesma enfermaria do hospital. A um deles era permitido sentar-se na sua cama uma hora após o almoço, para assim drenar melhor o líquido dos seus pulmões. A sua cama era mesmo ao lado da única janela da enfermaria. Já o outro senhor tinha que permanecer o dia todo deitado de barriga para cima e não lhe era permitido levantar-se da cama.
O tempo era passado a conversar. Os dois homens falavam de mulheres, das suas famílias, lembravam as suas terras, as suas profissões, recordavam os locais onde tinham passado férias e também falavam de política e de futebol.
À tarde, assim que o homem que estava junto à janela se sentava na cama, passava o tempo todo a descrever ao seu vizinho tudo aquilo que podia ver da janela. E o homem da outra cama já ansiava pela chegada desses momentos, durante os quais o seu mundo se ampliava e até se sentia mais bem disposto e mais animado com as coisas que aconteciam lá fora.
A janela da enfermaria dava para um pequeno parque de árvores e com um lago maravilhoso, cheio de água limpa e calma, onde alguns cisnes brancos e patos brincavam aos mergulhos, enquanto as crianças se entretinham a dar-lhes umas migalhas de pão.Os namorados passeavam de mãos dadas e de vez enquanto beijavam-se por entre flores de muitas cores. Lá ao longe, por entre paredes e janelas, via-se a água do mar.
O homem da janela descrevia isto tudo com um detalhe esquisito, enquanto o seu companheiro de quarto fechava os olhos e imaginava as idílicas cenas. Uma tarde de sol, o senhor da janela descreveu ao pormenor um desfile que estava a passar. Apesar do outro doente não ouvir a banda, via-os com os olhos da sua mente, exactamente como o descrevia o seu companheiro de enfermaria, com o uso das suas mágicas palavras.
E passaram dias e semanas...Uma manhã, o Assistente Operacional entrou na enfermaria para os saudar e os ajudar nas suas higienes pessoais e encontrou com o corpo sem vida do homem da janela. Saiu melancólico e foi chamar o enfermeiro da sala para tratar do corpo.
Tão depressa a unidade ficou livre, o outro homem solicitou ao enfermeiro para ocupar a cama junto à janela. E o Assistente Operacional, com autorização do enfermeiro,imediatamente procedeu à mudança e depois de ter verificado que estava tudo em ordem, abandonou a enfermaria.
O homem, lentamente e com alguma dificuldade, ergueu-se para lançar o seu olhar para o mundo exterior que o seu ex-companheiro lhe descrevera e deparou-se com uma parede branca. O homem tocou à campainha e quando chegou o Assistente Operacional perguntou-lhe o que teria levado o seu amigo para lhe ter feito a descrição de coisas tão maravilhosas através da janela. O Assistente Operacional abeirou-se dele e disse-lhe que o senhor que estava junto à janela era cego e que nunca podia ter visto sequer a parede branca, quanto mais as coisas lá fora.Continuou o diálogo e disse-lhe que certamente o queria animar a ele.
Epílogo: É uma tremenda felicidade fazer felizes os outros, seja qual for a situação. A dor partilhada diminui a perda, mas a felicidade quando é partilhada, é recebida a duplicar. Se queres sentir-te rico, conta apenas somente as coisas que tens e que o dinheiro não pode comprar.
Ser Assistente Operacional ( ou Auxiliar de Acção Médica ou Técnico Auxiliar de Saúde ) é algo grande...poder ajudar animando os outros, MUITO MAIS!
O tempo era passado a conversar. Os dois homens falavam de mulheres, das suas famílias, lembravam as suas terras, as suas profissões, recordavam os locais onde tinham passado férias e também falavam de política e de futebol.
À tarde, assim que o homem que estava junto à janela se sentava na cama, passava o tempo todo a descrever ao seu vizinho tudo aquilo que podia ver da janela. E o homem da outra cama já ansiava pela chegada desses momentos, durante os quais o seu mundo se ampliava e até se sentia mais bem disposto e mais animado com as coisas que aconteciam lá fora.
A janela da enfermaria dava para um pequeno parque de árvores e com um lago maravilhoso, cheio de água limpa e calma, onde alguns cisnes brancos e patos brincavam aos mergulhos, enquanto as crianças se entretinham a dar-lhes umas migalhas de pão.Os namorados passeavam de mãos dadas e de vez enquanto beijavam-se por entre flores de muitas cores. Lá ao longe, por entre paredes e janelas, via-se a água do mar.
O homem da janela descrevia isto tudo com um detalhe esquisito, enquanto o seu companheiro de quarto fechava os olhos e imaginava as idílicas cenas. Uma tarde de sol, o senhor da janela descreveu ao pormenor um desfile que estava a passar. Apesar do outro doente não ouvir a banda, via-os com os olhos da sua mente, exactamente como o descrevia o seu companheiro de enfermaria, com o uso das suas mágicas palavras.
E passaram dias e semanas...Uma manhã, o Assistente Operacional entrou na enfermaria para os saudar e os ajudar nas suas higienes pessoais e encontrou com o corpo sem vida do homem da janela. Saiu melancólico e foi chamar o enfermeiro da sala para tratar do corpo.
Tão depressa a unidade ficou livre, o outro homem solicitou ao enfermeiro para ocupar a cama junto à janela. E o Assistente Operacional, com autorização do enfermeiro,imediatamente procedeu à mudança e depois de ter verificado que estava tudo em ordem, abandonou a enfermaria.
O homem, lentamente e com alguma dificuldade, ergueu-se para lançar o seu olhar para o mundo exterior que o seu ex-companheiro lhe descrevera e deparou-se com uma parede branca. O homem tocou à campainha e quando chegou o Assistente Operacional perguntou-lhe o que teria levado o seu amigo para lhe ter feito a descrição de coisas tão maravilhosas através da janela. O Assistente Operacional abeirou-se dele e disse-lhe que o senhor que estava junto à janela era cego e que nunca podia ter visto sequer a parede branca, quanto mais as coisas lá fora.Continuou o diálogo e disse-lhe que certamente o queria animar a ele.
Epílogo: É uma tremenda felicidade fazer felizes os outros, seja qual for a situação. A dor partilhada diminui a perda, mas a felicidade quando é partilhada, é recebida a duplicar. Se queres sentir-te rico, conta apenas somente as coisas que tens e que o dinheiro não pode comprar.
Ser Assistente Operacional ( ou Auxiliar de Acção Médica ou Técnico Auxiliar de Saúde ) é algo grande...poder ajudar animando os outros, MUITO MAIS!
10/11/10
08/11/10
I JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS DA ULSNA DO HOSPITAL DE PORTALEGRE
Vão realizar-se pela primeira vez em Portalegre as I Jornadas dos Assistentes Operacionais do HDJMG, este evento irá realizar-se no dia 27/11/2010 no Auditório da Câmara Municipal de Portalegre e terá inicio pelas 9:00.O programa é o que se segue:
Contactos:
Américo Reis: Telemóvel: 968572616
americopreis@gmail.com
ao.jornadas@ulsna.min-saude.pt
Inscrição:
- 20€
- Sócio da ATSGS: 15€
Jantar/convívio: 15€
Mais informações aqui:http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=3560
Contactos:
Américo Reis: Telemóvel: 968572616
americopreis@gmail.com
ao.jornadas@ulsna.min-saude.pt
Inscrição:
- 20€
- Sócio da ATSGS: 15€
Jantar/convívio: 15€
Mais informações aqui:http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=3560
15/10/10
SER E FAZER
O Dec.Lei nº109/80 de 20 de Outubro, criou a carreira dos Auxiliares de Acção Médica. Com o Despacho Ministerial nº7/89 de 09/02/89 criou-se o Curso de Formação para Auxiliar de Acção Médica. Para ingressar na carreira de AAM passava a ser exigido este curso, porque o curso pretendia tornar os AAM mais aptos para o desempenho de tarefas previstas na Lei, de forma a assegurar o bem-estar e a segurança dos doentes.
No Dec.Lei nº109/80 de 20 de Outubro, as funções dos Auxiliares de Acção Médica estavam apresentadas de uma forma muito genérica e até remetia para o Departamento de Recursos Humanos a elaboração de normas genéricas a cumprir pelos AAM. Contudo, nem todos os hospitais definiram as tarefas dos AAM ou então elaboraram umas normas com disparidade de critérios . Por isso, elaborou-se um documento na tentativa de uniformizar os procedimentos que podiam ser efectuados pelos AAM nos serviços. A listagem das tarefas era enorme e aconselhava-se que cada estabelecimento incluísse outras tarefas para além da referida lista e também a possibilidade de proceder-se a algumas adaptações, tendo em conta a realidade de cada hospital e a especificidade de cada serviço.
Em 27 de Fevereiro de 2008, foi publicado no Diário da República a Lei n.º 12-A/2008 que alterou o Dec.Lei nº 109/80 e outros anteriores passando agora a designar-se por Assistente Operacional.
As alterações não terminam por aqui. Em Outubro deste ano foi publicado pela ANQ(Agência Nacional para as Qualificações), o Perfil Profissional do Técnico/a Auxiliar de Saúde e o Referencial de Formação para o/a Técnico/a Auxiliar de Saúde.
Agora que os Ajudantes de Farmácia, os Maqueiros, os Vigilantes, as cozinheiras, os fieis de armazém, os tarefeiros, os porteiros, os motoristas, os electricistas, os carpinteiros, os pintores, os canalizadores, as costureiras e um sem número de profissões passaram a designar-se Assistentes Operacionais, a Agência Nacional para as Qualificações veio reconhecer que existe a profissão de Técnico Auxiliar de Saúde. Vem tarde mas veio, o reconhecimento da existência de uma profissão e de um grupo de pessoas que trabalham na área da saúde e que auxiliam na prestação de cuidados de saúde aos utentes e exercem um inúmero de outras tarefas em estabelecimentos de saúde, mesmo que algumas sejam executadas sob orientações de outros profissionais de saúde.
Agora venha a sua regulamentação e quanto mais depressa tanto melhor para os profissionais, finalmente, serem reconhecidos e remunerado o seu trabalho como deve ser.
07/10/10
ELES QUEREM E NÓS NÃO!
O Governo acabou de divulgar o seu projecto para poder assaltar os funcionários do Estado. A tabela dos cortes salariais é um roubo que este governo quer efectuar durante doze meses. E não sabemos se vamos ser vítimas de um assalto ainda maior, por exemplo, roubarem-nos o subsídio de Natal.
Bom, os Assistentes Operacionais ( ex-Auxiliares de Acção Médica ), coitados, que ganham menos de 1500€/mês, desta vez parece que continuamos fora do alvo dos assaltantes. O nosso salário é mesmo miserável, isto tendo em conta as horas que trabalhamos, os fins de semana, domingos e feriados a dar no duro e acrescentando a tudo isto todo o stress causado pelo ambiente hospitalar.
Não vou dizer que gostava de ganhar mais só para que o Sócrates me incluísse no lote dos assaltados. Nem eu e nem nenhum trabalhador deste país fica contente quando é vítima de roubo.
Eu, que sou trabalhador com CIT ( Contrato Individual de Trabalho ) num hospital EPE, se ganhasse mais de 1500€ também seria vítima de assalto? E quem deixou de ser Funcionário Público e trabalha agora sob um contrato individual de trabalho e ganha mais de 1500€ por mês, vai ter que se deixar assaltar todos os meses?
TABELA DOS "DÍZIMOS"
25/09/10
EU NÃO SOU O HOSPITAL
Os Assistentes Operacionais muitas vezes queixam-se da grande carga horária a que estão sujeitos e no desequilíbrio que vivem nas suas vidas.
Seria útil que os Assistentes Operacionais tivessem uma vida de trabalho mais equilibrada com a vida pessoal e familiar. Muitos destes profissionais desistem das suas vidas pessoais para poderem acorrer aos objectivos da instituição onde trabalham. O trabalho e as políticas levadas a cabo pelos hospitais, têm um impacto muito forte nos Assistentes Operacionais. Hoje trabalham no hospital e isso significa longas horas dentro da instituição, com fins-de-semana, feriados, festas de Natal e Ano Novo e consequentemente sacrifício pessoal e familiar.
O Assistente Operacional é pressionado de várias formas. Os encarregados, para o melhor e para o pior, têm o poder e muitas vezes não aprenderam a exerce-lo democraticamente. Alguns deles são ex-auxiliares de acção médica, sem preparação para liderar, para dialogar e mostram-se facilmente manobráveis e caiem facilmente com a pressão dos seus superiores e também dos assistentes.
A forma como as pessoas se comportam que sobem na hierarquia é importante. O conseguir um consenso entre os colegas é uma das principais estratégias, mas que muitos encarregados se esquecem de levar à prática. O tempo do "eu é que mando" ou "as coisas são assim", já está ultrapassado. Qualquer mudança ou alteração no normal funcionamento do dia de trabalho do assistente operacional, tem de ser atempadamente comunicado, pensado e decidido, sempre com a participação dos profissionais em causa. Há decisões tomadas de cima para baixo que ignoram completamente a existência ou não de que haja pessoas também interessadas nessas mudanças. E quando as decisões das mudanças já são apresentadas como já "decididas", sem que tenha havido mais comunicação nenhuma, estão criadas as condições para que o colega tenha que mudar e ir contrariado para onde o mandaram. É importante que as chefias desçam à terra, conversem abertamente com os assistentes e ouvir também as suas ideias, os seus desejos de continuar ou de mudar de local de trabalho. Todos somos pessoas que damos a cara e o corpo no trabalho, mas também nos devemos preocupar com o nosso bem estar e não podemos esquecer que também temos uma família. Trabalhar no hospital não é tudo na vida. Se até os leitores de DVD têm um botão de "pausa" também os assistentes operacionais devem fazer as pausas no seu trabalho.
21/07/10
14/06/10
04/04/10
PÁSCOA NO HOSPITAL
Visita Pascal no hospital
Hoje é Domingo de Páscoa. A igreja católica celebra a Festa da Ressurreição de muitas maneiras. A Visita Pascal é uma das tradições mais antigas, principalmente no norte do país. E este ano, eu trabalhei durante todo o dia no serviço de internamento do hospital. Logo pela manhã ouviu-se a campainha a anunciar a chegada da cruz e acompanhada por um grupo de leigos que percorreram as enfermarias anunciando a ressurreição de Jesus Cristo.
25/03/10
HORÁRIOS SOBRECARREGADOS AFECTAM O DESEMPENHO DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS
Fadiga, desgaste, alguns erros no trabalho, irritação e conflitos entre colegas e até alguma alteração na relação com os doentes - estes são sintomas da sobrecarga horária que os Assistentes Operacionais sentem quando trabalham muitas horas. Ainda podemos juntar uma possível alteração do humor e do comportamento, alterações nas relações sociais e familiares. Excesso de trabalho também diminui a concentração e causa lentidão na realização de algumas tarefas.
Muitas vezes a sobrecarga horária tem origem na falta de Assistentes Operacionais relativamente às necessidades reais dos serviços dos estabelecimentos de cuidados de saúde(hospitais, centros de saúde, USF,...). E há assistentes operacionais que têm sobrecarga horária já há muitos meses seguidos. Às vezes porque falta um colega, outras vezes porque um colega tem um acidente de trabalho ou alguém doente em casa e que necessita de cuidados inadiáveis e também porque algum colega se aposentou.
Com sobrecarga horária leva a que os Assistentes Operacionais deixem de gozar alguns dos seus direitos ( direito ao descanso semanal e complementar, ao gozo de feriados, horas e licenças para formação, gozarem as férias em tempo socialmente oportuno, etc.).
A sobrecarga horária leva o Assistente Operacional a trabalhar em ambiente de tensão, ansiedade, fadiga altera as atitudes e as condutas dos profissionais e consequentemente o doente é tratado de uma forma fria e impessoal.
Quando o Assistente Operacional se começar a sentir desorientado, indeciso, descrente, irritado, reduzir a qualidade do seu desempenho, começar a ter falta de atenção aos pormenores, quando mostra alguma ineficácia e algum desinteresse e absentismo...é um ALERTA de que algo de grave se está a passar na sua vida.
E afinal, o que é sobrecarga horária?
São todas as horas efectuadas para além das 35 ou 40 horas que estipulam os contratos de trabalho.
Conheço Assistentes Operacionais que chegam a fazer 70 a 80 horas de trabalho extraordinário, muitas vezes em turnos de 12 horas contínuas ( turno da manhã e turno da tarde), ou de 18 horas contínuas com o turno da tarde que engata no turno da noite e também trabalhar o turno da noite e continuar no mesmo serviço o turno da manhã, ou sejam, 18 horas sem descanso.
Esta situação demonstra bem de que os Assistentes Operacionais estão muitas vezes a trabalhar no limite máximo das suas capacidades. Tudo tem um tempo. Pontualmente tudo bem, por sistema, indicia má gestão dos recursos e eventualmente aproveito.
Muitas vezes a sobrecarga horária tem origem na falta de Assistentes Operacionais relativamente às necessidades reais dos serviços dos estabelecimentos de cuidados de saúde(hospitais, centros de saúde, USF,...). E há assistentes operacionais que têm sobrecarga horária já há muitos meses seguidos. Às vezes porque falta um colega, outras vezes porque um colega tem um acidente de trabalho ou alguém doente em casa e que necessita de cuidados inadiáveis e também porque algum colega se aposentou.
Com sobrecarga horária leva a que os Assistentes Operacionais deixem de gozar alguns dos seus direitos ( direito ao descanso semanal e complementar, ao gozo de feriados, horas e licenças para formação, gozarem as férias em tempo socialmente oportuno, etc.).
A sobrecarga horária leva o Assistente Operacional a trabalhar em ambiente de tensão, ansiedade, fadiga altera as atitudes e as condutas dos profissionais e consequentemente o doente é tratado de uma forma fria e impessoal.
Quando o Assistente Operacional se começar a sentir desorientado, indeciso, descrente, irritado, reduzir a qualidade do seu desempenho, começar a ter falta de atenção aos pormenores, quando mostra alguma ineficácia e algum desinteresse e absentismo...é um ALERTA de que algo de grave se está a passar na sua vida.
E afinal, o que é sobrecarga horária?
São todas as horas efectuadas para além das 35 ou 40 horas que estipulam os contratos de trabalho.
Conheço Assistentes Operacionais que chegam a fazer 70 a 80 horas de trabalho extraordinário, muitas vezes em turnos de 12 horas contínuas ( turno da manhã e turno da tarde), ou de 18 horas contínuas com o turno da tarde que engata no turno da noite e também trabalhar o turno da noite e continuar no mesmo serviço o turno da manhã, ou sejam, 18 horas sem descanso.
Esta situação demonstra bem de que os Assistentes Operacionais estão muitas vezes a trabalhar no limite máximo das suas capacidades. Tudo tem um tempo. Pontualmente tudo bem, por sistema, indicia má gestão dos recursos e eventualmente aproveito.
05/03/10
ASSISTENTES OPERACIONAIS: NEM OITO NEM OITENTA!
Há uns anos viveu um homem religioso que afirmou:
«A religião é como o sal na comida, nem muito nem pouco, apenas o suficiente»
Olhando para estes cartazes podemos pensar da mesma forma. Se não espreitem:
«A religião é como o sal na comida, nem muito nem pouco, apenas o suficiente»
Olhando para estes cartazes podemos pensar da mesma forma. Se não espreitem:
O mês de Março é dose dupla para os Assistentes Operacionais. Concordo que a formação é importante e necessária ao longo da nossa carreira. Já não estou de acordo com a programação feita para o mesmo mês, para um local tão próximo um do outro e com temas muito parecidos...seremos assim tantos Assistentes Operacionais com disponibilidade e dinheiro para participar nos dois eventos? Eu fiz uma opção e vou participar apenas num deles. Para a próxima, pensem e combinem melhor as datas destas actividades. Todos sabemos que nada é gratuito!
ASSISTENTES OPERACIONAIS TRABALHAM MUITO E GANHAM POUCO
A greve foi ontem. Como sempre, o Governo declara que teve pouca adesão e os sindicatos vêm afirmar o contrário. Mas esqueçamos a realidade dos números e pensemos nos motivos que levam as pessoas a deixar de ganhar um dia de salário, mesmo que para alguns o pouco que ganham, lhe faça muita falta para pagar as despesas que têm que pagar.
Desta vez, os sindicatos uniram-se e gritaram as mesmas palavras de protesto: contra o congelamento dos ordenados, contra a penalização nas pensões de reforma e contra a precaridade do trabalho ( não gosto da palavra emprego ). Todos os trabalhadores portugueses sentem na pele a pressão que este Governo tem feito sobre os operários e em especial sobre os Assistentes Operacionais, onde estamos os Auxiliares de Acção Médica metidos. Diz o Governo que é necessário combater o défice. Mas afinal, o défice está onde está porque o P.M. Sócrates decidiu, pois, disse que foi a forma de ajudar as empresas, os trabalhadores...mas só se lembra de congelar salários, de responsabilizar os trabalhadores mesmo que os seus ordenados tenham como valor base 450 euros, ou seja, um valor abaixo do salário mínimo nacional que o Governo defende para 2010, que é de 480 euros. Ora, onde estamos afinal de contas? E a verdade não é aquela que eles dizem. Quem pensa que são os ordenados da função pública que absorvem as maiores despesas, é um puro engano. As despesas que o Governo tem ( mas esconde debaixo do tapete ) com muitos Assistentes Operacionais é paga a empresas privadas que recrutam profissionais fora da Administração Pública e nem sempre as pessoas são realmente valorizadas e remuneradas.
Digam o que disserem, a verdade é que ontem os serviços de saúde em Portugal andaram mais devagar, com mais tempos de espera, com consultas adiadas, com cirurgias adiadas.
Ai Portugal, Portugal...
29/01/10
ELAS ACONTECEM A TODOS
Os acontecimentos, uns bons e outros maus, têm sempre uma mensagem a que devemos prestar atenção e reflectir sobre os ensinamentos que essas ocorrências trazem para a nossa vida.
Há umas semanas atrás parti o pé direito. O pé partido não me tem permitido grandes movimentos, mesmo dentro de casa, mas trouxe algumas vantagens. Começou por me obrigar a ficar em casa, de baixa, posso dizer que não é uma vantagem, mas pensei que seria uma oportunidade que tinha nas mãos para ordenar as minhas ideias e os meus pensamentos, uma vez que ultimamente pareciam andar um bocado à deriva na minha vida.
O meu pé partido ensinou-me que o dia de hoje pode não ser o mesmo amanhã. Hoje estamos a trabalhar, amanhã não sabemos onde e o que estaremos a fazer. Entendi que apesar de necessitar de trabalhar e de exercer a função de auxiliar de acção médica com paixão e dedicação num hospital, há mais vida do que a que vemos no nosso quotidiano. Quando parti o pé só me preocupei com o facto de não poder ir trabalhar. E acabei por não faltar ao serviço e apenas o fiz quando já não aguentava as dores. O que ao princípio me parecia uma pisadura, um mau jeito que dei ao pé, acabou por me obrigar a ficar em casa muito mais tempo. Mesmo quando o médico que me atendeu na urgência me anunciou que este ano iria passar o Natal em família, em nada contribuiu para que me sentisse melhor e mais feliz. Já não bastava estar a minha mulher internada numa unidade hospitalar, agora eu também ia passar uns dias em casa, de baixa e com duas canadianas de apoio, ficando à mercê da disponibilidade das minhas filhas e do meu sobrinho para apoiar a minha mulher. É que não podendo deslocar-me ao hospital não tinha como a ver, a ouvir e saber como estava a evoluir o seu tratamento. Para poder ir visitá-la tive que estar sempre dependente da disponibilidade do meu sobrinho, da minha cunhada ou dos amigos. Felizmente e graças a estas pessoas penso que apesar deste contratempo, lá consegui fazer o meu papel de marido que ama e quer viver com uma família feliz.
Haja saúde, sim muita saúde, porque o resto meus amigos, vem por acréscimo.
28/01/10
17/01/10
JORNADAS PARA ASSISTENTES OPERACIONAIS
Clique na imagem para ler melhor
Mais uma oportunidade para ser excelente profissional. A excelência não se nasce com ela e muito menos se compra num qualquer "take away", mas, sim, que temos que produzir as oportunidades para alcançar o êxito. Ser excelente é traçar um bom plano de formação para ajudar a alcançar os objectivos desejados, apesar de todas a circunstâncias.
MUDAR PARA MELHOR
Para exercer a profissão de Assistente Operacional ( Axiliar de Acção Médica ) temos que gostar de trabalhar com muitas pessoas. O profissional tem que ser um grande ser humano, um ser humano que se emocione com o doente, que saiba sorrir sempre, mesmo que às vezes não consiga conter as lágrimas.
Regra geral, os auxiliares de acção médica, são pessoas simples, mas temos necessidade de aprender e perceber aquilo que fazemos e ter a capacidade para mudar.
No nosso dia a dia é necessário observar os “pormenores”, especialmente no nosso ambiente de trabalho. O auxiliar de acção médica tem que perceber o que acontece no seu trabalho, pensar no que pode mudar, naquilo que pode ser diferente. É que se todos os dias fizermos as mesmas coisas, não podemos esperar obter resultados diferentes. Ou seja, se o dia de hoje foi igual ao dia de ontem, o de amanhã tem que ser diferente do de hoje.
O comodismo e a falta de criatividade impedem a mudança. É preciso sair da zona de conforto. Os doentes, hoje mais do que nunca, querem ser muito bem atendidos, querem mais atenção, querem cuidados especializados. O ambiente hospitalar está a modificar-se e as pessoas desejam que o nosso trabalho seja diferente daquilo que estão habituadas a ver nos hospitais.
O maior obstáculo que impede a mudança no comportamento do auxiliar de acção médica está muitas vezes na nossa cabeça. Para muitos de nós, tudo é difícil, tudo é perigoso, por isso resistimos a qualquer mudança nas nossas rotinas de trabalho. E o pior é que padecemos desse mesmo mal em casa.Os auxiliares de acção médica já trabalham num ambiente de dor, de doença, logo, temos que fazer esse ambiente ficar diferente, ficar melhor. E muitas vezes, passa por cada um de nós trabalhar no serviço certo.
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