07/04/08

A SAÚDE NO MUNDO



DIA
MUNDIAL DA SAÚDE




O Dia Mundial da Saúde é hoje celebrado em todo o mundo. Este dia é aproveitado pela OMS(Organização Mundial da Saúde) para chamar a atenção para um aspecto chave global escolhido anualmente.
Para este ano de 2008 o tema escolhido - "A protecção da saúde face às alterações climáticas".
Todos falamos e os mais sábios têm reconhecido que as alterações climáticas passaram a ser uma crescente ameaça para a saúde mundial. Estas alterações têm afectado as pessoas, o ambiente e todos os seres vivos do nosso planeta.
A colaboração cada vez maior e as novas tecnologias vieram contribuir para que as pessoas estejam cada vez melhor preparadas para enfrentar os problemas de saúde relacionados com as alterações climáticas. São exemplos desse melhor conhecimento e dessa melhor preparação e preocupação, os reforços de vigilância, o controlo mais apertado das doenças infecciosas e o uso mais seguro dos abastecimentos da água às populações em situações de emergência.
Em Portugal, o Dr. Fernando Pádua, cardiologista de renome mundial, vai ser reconhecido pelo trabalho que tem desenvolvido na área da saúde. Bem merece o Prémio Nacional de Saúde 2007.


06/04/08

IMAGENS DO X CONGRESSO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



04/04/08

AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA EM CONGRESSO

X CONGRESSO DOS AUXILIARES
DE ACÇÃO MÉDICA DO NORTE
FÓRUM DA MAIA 05 DE ABRIL DE 2008

02/04/08

DEUS NOS LIVRE DESTES AVALIADORES


A avaliação deve transformar-se numa oportunidade de dar gargalhadas, em alto e bom som, quando falarmos com os avaliadores e relembrármos as cenas mais divertidas que aconteceram durante o ano de trabalho.Vai ser muita giro!!!!!!!!!!!!!!!!

A IMPORTÂNCIA DO DESEMPENHO


Uma pequena diferença no desempenho pode provocar uma grande mudança na avaliação de desempenho. Muitas pequenas diferenças no desempenho diário da nossa tarefa de auxiliar de acção médica, podem transformar-nos em excelentes auxiliares de acção médica.

AVALIAR O DESEMPENHO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA


A avaliação de desempenho deve servir para melhorar a perfomance individual e colectiva dos Auxiliares de Acção Médica e do Serviço onde trabalham. A avaliação de desempenho deve servir para recompensar quem realmente merece e motivar e ajudar todos os auxiliares a encontar formas de maior eficiência e profissionalismo.
A avaliação de desempenho deve ter objectivos pedagógicos e não transformar-se num ficheiro para armazenar os defeitos e os erros dos auxiliares. Durante o decorrer das avaliações as tensões entre auxiliares e avaliadores ( encarregados) e até entre os próprios colegas devem ser evitadas e todos devemos transformar esses momentos em oportunidades para ouvir e reflectir sobre as queixas e as sugestões de ambos os lados e não apenas de submetermo-nos às opiniões daqueles que nos avaliam.
Todos devemos entender que a avaliação de desempenho é uma das poderosas ferramentas para a gestão de recursos humanos.
O seu objectivo é melhorar os resultados, ajudando os auxiliares de acção médica a atingir níveis de desempenho mais elevados. Ao mesmo tempo, a informação recolhida pelos encarregados devia ser uma fonte de informação útil para desenvolvimento profissional e pessoal do auxiliar de acção médica.

Circular Normativa nº6 de 07/12/2004
Quem avalia os Auxiliares de Acção Médica? Os chefes de serviço ou os encarregados de sector?
São os encarregados de sector, por força do disposto no Decreto-Lei nº 231/92 de 21 de Outubro ( diploma que regula as carreiras profissionais do pessoal dos serviços gerais dos estabelecimentos e serviços dependentes do Ministério da Saúde, e na qual se insere (inseria, digo eu) a carreira dos Auxiliares de Acção Médica.

Lei nº 15/2006 de 26 de Abril
Artigo 4º
Avaliação de desempenho de 2006 e anos seguintes
1-...a avaliação de desempenho referente aos anos de 2006 e seguintes efectuam-se nos termos da Lei nº10/2004, de 22 de Março, e do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004, de 14 de Maio, ou dos sistemas de avaliação de desempenho específicos adaptados ao abrigo do nº3 do artigo 2º e do artigo 21º da Lei nº10/2004, de 22 de Março, bem como dos sistemas específicos anteriores enquanto não vierem a ser adaptados.

01/04/08

PRÉMIOS DE DESEMPENHO ATRASADOS


Os prémios de desempenho, previstos na nova lei de vínculos, carreiras e remunerações estão dependentes da avaliação e do orçamento de cada serviço.
O SIADAP que entrou em vigor no início deste ano, está atrasado por várias razões. O sistema de avaliação prevê que as avaliações estejam concluidas até final de Março. Depois, os trabalhadores ainda têm a possibilidade de reclamar, caso não concordem com a nota. Ou seja, o processo ainda mais se vai atrasar.
Os prémios de desempenho, no valor de um salário base serão atribuídos a quem for avaliado com a nota máxima ou imediatamente a seguir. Devem ser atribuidos a 5% dos trabalhadores e a 5% dos dirigentes intermédios.

27/03/08

OS UNIFORMES DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA CLÍNICA SAN RAFAEL



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A coisa não vai ficar por aqui. No próximo dia 2 de Abril vai ter lugar a primeira acção de contestação ao regulamento interno da Clínica de San Rafael.
A administração da sociedade proprietária da clínicaa emitiu um comunicado onde afirma que "o regulamento interno que obriga a vestir este uniforme data de 1997".

03/03/08

A NOSSA EQUIPA DE TRABALHO



"AQUELES QUE SABEM TRABALHAR EM EQUIPA
ALCANÇAM OS SEUS OBJECTIVOS MAIS FACILMENTE
PORQUE TRABALHAM CONFIANDO UNS NOS OUTROS." Miguel Angel Cornejo

Todos são elementos da mesma equipa. Cada elemento da equipa executa uma função determinada e específica. Um elemento não é mais ou menos importante do que outro. O êxito da equipa está no bom desempenho de cada elemento. Todos são necessários, todos trabalham para alcançar o mesmo objectivo: vencer!

Nos hospitais todos vestimos a mesma camisola e trabalhamos na mesma equipa. Por isso, não aceito que alguns administradores hospitalares afirmem que os hospitais podem funcionar bem sem administradores, sem enfermeiros e sem auxiliares de acção médica, mas não podem funcionar bem sem médicos.


29/02/08

O QUE VAI MUDAR NA FUNÇÃO PÚBLICA

O NOVO REGIME DOS TRABALHADORES DO ESTADO

O diploma que entra em vigor a 1 de Março traz novas regras para carreiras, vínculos e remunerações. Articulando-se com a lei de avaliação de desempenho na Administração Pública, deixa aspectos que antes eram automáticos a cargo dos resultados do trabalhador. Saiba o que muda.

As novas regras para a avaliação do desempenho de 2008
- Avaliação: São avaliados serviços, dirigentes e trabalhadores.
- Objectivos e Competências: Trabalhadores e dirigentes intermédios são avaliados com base em resultados nos objectivos (no mínimo três) e nas competências (no mínimo cinco). No caso dos funcionários, podem ser estabelecidos objectivos partilhados. Podem ainda concorrer como elemento de avaliação de dirigentes intermédios, a avaliação feita por outros dirigentes, segundo determinadas regras. Os objectivos podem ser superados (5 pontos), atingidos (3 pontos) ou não atingidos (1 ponto). As competências são escolhidas para cada dirigente e podem ser demonstradas a um nível elevado (5 pontos), demonstradas (3 pontos) ou não demonstradas ou inexistente (1 ponto).
- Ponderação: No caso dos dirigentes intermédios, os resultados valem no mínimo 75%. Relativamente aos funcionários, os resultados valem pelo menos 60%. Por despacho, podem ser fixadas ponderações diferentes. Há um regime transitório, nos três anos seguintes à entrada em vigor do diploma, que prevê que trabalhadores com tarefas rotineiras e cujas habilitações requeridas correspondem ao 9º ou 12º ano sejam avaliados apenas pelas competências.
- Nota: Podem ter desempenho relevante (avaliação final de 4 a 5), adequado (de 2 a 3,999) ou inadequado (de 1 a 1,999). Os desempenhos relevantes podem ser apreciado pelo Conselho Coordenador de Avaliação (funciona junto do dirigente máximo de cada serviço) para reconhecimento de mérito. Mas há quotas: só 25% do total de dirigentes intermédios e trabalhadores podem ter desempenho relevante e, destes, só 5% pode ser excelente. A escala de avaliação anterior, que vigora para a avaliação sobre o ano de 2007, prevê uma avaliação final de excelente (5%), muito bom (20%), bom, necessita de desenvolvimento e insuficiente.
- Excelente: Se o funcionário ou dirigente intermédio for considerado excelente em três anos consecutivos tem direito a um período sabático de três meses no máximo para realização de um estudo ou a estágio nomeadamente em organismo da Administração Pública estrangeira, organização internacional ou entidade empresarial com actividade e métodos de gestão relevantes para a Administração Pública. No caso dos trabalhadores, ainda é aberta a possibilidade de frequentar acções de formação. Além disso, dirigentes e funcionários têm direito a cinco dias de férias no ano seguinte ou à correspondente remuneração (a não ser que nesse ano tenha recebido prémio de desempenho). O dirigente intermédio e trabalhador também têm acesso a estes direitos quando acumularem dez pontos (três por cada avaliação excelente e dois por cada relevante). Estas duas menções mais elevadas ainda podem levar o Governo a estabelecer, por decreto regulamentar, incentivos para formação.
- Desempenhos relevantes: Três desempenhos relevantes consecutivos dão antes direito a três dias de férias no ano seguinte ou, por opção do dirigente, à correspondente remuneração.
- Não aplicação do sistema: Se o dirigente intermédio tiver dois desempenhos inadequados consecutivos ou não aplicar o sistema de avaliação aos trabalhadores dependentes, cessa a comissão de serviço ou impede a sua renovação. Também os dirigentes máximos vêm cessar funções se não aplicarem o SIADAP.
- Inadequado: Caso o trabalhador tenha desempenho inadequado, a avaliação deve ser acompanhada de caracterização de forma a que se possam identificar necessidades de formação.
- Reclamação: Os funcionários podem reclamar a sua avaliação na comissão paritária, que funciona junto do dirigente máximo de cada serviço e integra também representantes dos trabalhadores.
- Dirigentes superiores: Os dirigentes superiores são avaliados com base em competências e no grau de cumprimento dos compromissos assumidos nas cartas de missão. Podem ainda ser avaliados pelos dirigentes que dele dependam.
- Desempenho excelente: A distinção de mérito no caso de dirigentes superiores obedece a um limite de 5% do total de dirigentes superiores do ministério sujeitos a avaliação.
- Serviços: No caso dos serviços, a avaliação assenta num Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) e tem por base objectivos de eficácia, eficiência e qualidade. Os objectivos podem ser superados, atingidos ou não atingidos. Além disso, há lugar a auto-avaliação (que é obrigatória) e é ainda aberta a possibilidade de hetero-avaliação, que pode ser realizada por operadores internos ou externos.
- Apreciação final: Os serviços podem ter desempenho bom (se atingiu todos os objectivos superando alguns), satisfatório (se atingiu todos os objectivos ou os mais relevantes) e insuficiente (se não atingiu os objectivos mais relevantes). Pode ainda ser reconhecido desempenho excelente (ou seja, superou globalmente os objectivos) a 20% dos serviços com bom desempenho.
- Excelente: Uma avaliação excelente nos serviços aumenta as quotas de desempenho relevante e excelente (para 35 e 10%, respectivamente) no caso de trabalhadores e dirigentes. Além disso, é concedido um reforço de verbas para alteração de posições remuneratórias de trabalhadores ou atribuição de prémios. Abre-se ainda a possibilidade de serem reforçadas verbas para dinamização de projectos de melhoria.
- Insuficiente: Uma avaliação insuficiente faz o serviço correr o risco de ver celebrada nova carta de missão, que consagre um plano de recuperação ou correcção de desvios. Os resultados da hetero-avaliação também podem produzir estes efeitos.
- Insuficientes consecutivos: Em caso de avaliações insuficientes consecutivas ou ainda se não forem superados os desvios evidenciados na hetero-avaliação, a existência do serviço pode ser posta em causa, bem como a sua missão, atribuições, organização e actividades. Além disso, podem ser apuradas eventuais responsabilidades. in "Semanário Económico"


28/02/08

A.O. ??????????????

ASSISTENTE OPERACIONAL É o trabalhador que exerce funções de natureza executiva, de caracter manual ou mecânico, enquadradas em directivas gerais bem definidas e com graus de complexidade variáveis;
Executa tarefas de apoio elementares, indispensáveis ao funcionamento dos orgãos e serviços, podendo comportar esforço físico;
Tem sob a sua responsabilidade equipamentos sob a sua guarda e pela sua correcta utilização, procedendo, quando necessário, à manutenção e reparação dos mesmos.

21/02/08

ASSISTENTE OPERACIONAL=AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA

"O regime de vínculos, carreiras e remunerações foi promolgado pelo Presidente da República, entrando em vigor no início de Março.
No entanto, este diploma carece de alguma legislação complementar que, segundo Teixeira dos Santos, está concluida e será brevemente aprovada em conselho de ministros" in Expresso de 21/02/2008.
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"As carreiras na Função Pública foram reduzidas de 1469 para apenas 3:
- Técnico Superior
- Assistente Técnico
- Assistente Operacional"
in Público,de 21/02/2008.

Os Auxiliares de Acção Médica, segundo esta nova regra, vão integrar a carreira de Assistente Operacional. Vamos aguardar pela legislação complementar e depois saberemos com mais clareza como vai ser a nossa carreira profissional daqui para a frente.

20/02/08

AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA MERECEM SER RECONHECIDOS

As Unidades de Saúde Familiar vão transformar o Serviço Nacional de Saúde. Neste momento, até ao dia 18 de Fevereiro, 106 USF's já iniciaram a sua actividade.
Os enfermeiros ameaçam abandonar as USF's, caso os incentivos que o Governo disse que dava, não sofra alterações. A ministra da saúde tem afirmado que os incentivos são para todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e administrativos.
Eu pergunto: As USF não vão ter Auxiliares de Acção Médica ? É que os A.A.M. não são pessoal administrativo...a não ser que os incentivos, afinal, não vão ser para todos os profissionais.Será?
Corre por aí a ideia de que as novas carreiras dos funcionários públicos estão para sairem da gaveta. Os Auxiliares de Acção Médica ainda são profissionais necessários para garantir o bom funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Somos gente, muitos de nós, a trabalhar anos e anos e com contratos a termo, com salários(base) que não chegam aos 500 euros, mas que no fundo não fazemos parte das estatísticas. Temos dias em que temos de trabalhar 12 horas seguidas( e não são noites) a que alguém chama "carga horária". Nos hospitais chamam-nos Auxiliares de Apoio e Vigilância ou Auxiliares de Acção Médica. Somos o grupo que menos reinvindica e provavelmente aqueles que mais trabalham. Como seria o dia de trabalho do médico, do enfermeiro se todos os auxiliares, um dia que fosse, decidissem não ir trabalhar? Quem abriria as portas? Quem abriria as janelas das enfermarias, quem ajudava a fazer a higiene aos doentes? Quem levaria os doentes para fazer exames? Quem levaria os sangues, urinas, secreções e outros fluídos para os laboratórios? Quando já não houvesse papel para secar as mãos ou o rolo de papel higiénico chegasse ao fim, quem resolveria a situação? Quando os sacos do lixo estivessem cheios ou os lençóis já não coubessem no saco, quem tratava de retirar os sacos cheios e colocar sacos vazios?Quem colocarias as sondas e os soros de aspiração junto aos doentes necessitados? Quem colocaria todo o material nos carros de higiene? Quem lavaria as casas de banho, os chuveiros, os corredores, as janelas e as camas depois da alta do doente?
E na altura de dar as refeições, seriam os médicos a ajudar os enfermeiros nesses momentos? Gostava de os ver às 19:00, junto ao doente, com faca e garfo na mão a dar a refeição ao seu paciente. E durante a noite, quem atenderia as campaínhas ou levaria o doente à casa de banho?
Nós, os Auxiliares de Acção Médica, aqueles que não temos direito a fazer reinvindicações, porque para os políticos, nós não existimos, mas, os hospitais, centros de saúde e agora as USF, sabem que não funcionarão bem sem a nossa colaboração.
E a verdade é esta!
Apenas queremos ser reconhecidos, como profissionais de saúde, indispensáveis a um bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. Somos a base da pirâmide, mas sabemos que o nosso serviço é fundamental para que o trabalho dos médicos, enfermeiros, técnicos e administrativos e os administradores tenham sucessos e êxitos nas suas carreiras. Somos todos importantes e somos poucos para os muitos que em nós depositam as suas vidas.

15/02/08

X CONGRESSO DOS AUXILIARES
DE ACÇÃO MÉDICA DO NORTE
FÓRUM DA MAIA 05 DE ABRIL DE 2008



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11/02/08

DIA MUNDIAL DO DOENTE

Posted by Picasa

JESUS CRISTO TERIA SIDO MÉDICO?


Hoje, 11 de Fevereiro, alguns celebram o Dia Mundial do Doente.
É uma ocasião propícia para as pessoas reflectirem sobre o sentido do sofrimento, da dor, dos serviços nacionais de saúde.
O papa Bento XVI tem uma mensagem para este dia e vou transcrever este pormenor:
"que o Dia Mundial do Doente seja uma circunstância propícia para invocar, de forma especial, a protecção maternal de Maria sobre quantos são provados pela doença, sobre os agentes que trabalham no sector da assistência médica e sobre aqueles que desempenham funções no campo da pastoral da saúde".

Neste dia é importante lembrar a Carta dos Direitos do Doente.
Vou apenas salientar alguns pontos dessa carta:
- O doente tem direito à prestação de cuidados continuados.
- O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico.
- O doente tem direito de, por si, ou por quem o represente, apresentar
reclamações/sugestões.
Há outros direitos nessa carta que também são importantes. Quis fixar-me nestes porque penso que há muito caminho a andar para que o doente goze destes direitos. Os cuidados continuados em Portugal todos sabemos que não chegam a todos os necessitados. Há necessidade de alargar a rede de cuidados continuados. Com uma maior rede de cuidados continuados criaremos melhores cuidados de saúde ao doente. Os hospitais centrais ficam com mais camas, com mais profissionais, com melhores condições para prestarem outros serviços, outros cuidados que não os "continuados". A pessoa doente tem direito aos cuidados de saúde durante toda a sua vida.
Os doentes, muitas vezes, são impedidos de ler o seu processo clínico. Mas porquê?
São poucos os que reclamam e muito menos aqueles que apresentam sugestões. Terão medo das consequências?

A saúde é importante, muito importante para a felicidade humana.
Haja saúde, porque o resto vem por acréscimo.

09/02/08

COMPORTAMENTOS E ATITUDES

É essencial haver uma permanente atenção e grande dedicação ao doente, visto como pessoa humana com necessidades físicas, psíquicas, espirituais, culturais e sociais para satisfazer. É importante que o doente não se sinta um peso, um fardo, rejeitado ou abandonado no hospital.
O Auxiliar de Acção Médica, muitas vezes os primeiros profissionais de saúde a lidar com o doente, deve procurar ser competente e mostrar afecto pela pessoa que acabou de dar entrada no seu serviço.

O Auxiliar de Acção Médica deve esforçar-se por adquirir comportamentos que o dignifiquem. O mesmo deve fazer em relação ao serviço onde trabalha e com isso, prestigiar o estabelecimento de saúde onde trabalha.


Como Auxiliar de Acção Médica devemos assumir algumas atitudes adequadas como as de:
- Fazer um bom acolhimento ao doente recém-admitido;
- Preservar um ambiente calmo e sem ruídos;
- Evitar conversas sobre situações pessoais, questões familiares ou sociais, quando não
necessárias. Se ocorrerem, não fazer comentários gratuitos;
- Evitar conversas inúteis e prejudiciais para o doente quando estamos ao seu redor.
- Demonstrar carinho e afecto pelos doentes mais debilitados, mais carenciados e mais
desprotegidos;
- Falar com calma e em tom de voz adequado;
- Não perder a paciencia, mesmo perante comportamentos de incompreensão por parte do
doente;
- Escutar atentamente o doente;
- Sorrir oportuna e adequadamente;
- Para qualquer solicitação médica, de enfermagem ou administrativa, garantir que a
transmite ao destinatário ou encaminhar adequadamente;
- Cuidar do doente com jeito e delicadeza;
- Conhecer o doente e chamá-lo pelo nome;
- Garantir o sigilo profissional, não revelando a ninguém, fora da equipa de saúde, dados
relacionados com o doente ou a sua doença; encaminhar as informações para quem está
autorizado a dá-las, mas com escusas cuidadas e não intempestivas.

Estes comportamentos dos Auxiliares de Acção Médica também se devem aplicar nas relações com os outros elementos da equipa multidisciplinar bem como com os familiares dos doentes ou outros visitantes do serviço.

29/01/08

MAIS DO MESMO???

Dra.Ana Jorge é a Nova Ministra da Saúde. Deixa o cargo de directora do Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
A futura ministra aceitou o convite e diz que acredita na reforma em curso, bem como no Serviço Nacional de Saúde....



Bem-vinda ao circo!!!

20/01/08

A AVALIAÇÃO AVALIADA

Com a publicação da Lei nº66-B/2007, de 28 de Dezembro de 2007, entrou em vigor em Portugal o SIADAP(Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Pública). Este sistema, que há tanto se fala, vai agora também avaliar o desempenho dos serviços, dirigentes e trabalhadores do Estado.
A partir deste ano, os funcionários públicos vão ser responsabilizados sempre que não cumprirem os seus objectivos.
No caso dos Auxiliares de Acção Médica, iremos ser avaliados pelo(a) nosso(a) encarregado(a), pelo Chefe de Enfermagem do serviço onde trabalhamos, pelo Encarregado Geral...pelos gestores e directores da unidade de saúde.
A avaliação deve ser comunicada ao auxiliar numa reunião com o avaliador, a ser realizada durante o mês de Fevereiro.
Ouço dizer que agora é a doer! E antes não?
O SIADAP tem quotas de avaliação: cada serviço tem um limite de 25% de "Muito Bom"e desses apenas 5% podem ser avaliados de "Excelentes" e "Relevantes". Ora, num serviço com Directores, gestores, médicos, técnicos, enfermeiros e Auxiliares como avaliar bem?

15/01/08

REGULAMENTAR A CARREIRA DE AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA


O que significa regulamentar a carreira de Auxiliar de Acção Médica?
Significa ser reconhecido.
Os auxiliares de acção médica respeitam todas as profissões. Não queremos privilégios, mas apenas ser reconhecidos como profissionais de saúde, com uma vida profissional bem regulamentada, com perspectivas de evolução e crescimento profissional, pessoal e monetário.
O Governo prepara-se para aprovar as Carreiras e Vínculos e pelo que já li por aí, os Auxiliares de Acção Médica passarão a integrar a profissão dos "Técnicos Operacionais", ficando metidos no mesmo "saco" os vigilantes, os porteiros, os motoristas, os electricistas, os/as cozinheiras, os barbeiros, etc. etc....todos com carreiras diferentes e diferentes tarefas, mas todos chamados "Técnicos Operacionais".Os trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde, onde se incluem os A.A.M., através da sua associação(A.T.S.G.S.)estão a trabalhar e bem.Daqui a uns meses vamos ver o que será o nosso futuro profissional.

12/01/08

EM MEMÓRIA DO JAIME

Estou triste!
O Jaime, o doente da cama 66, tinha a sua fotografia publicada na necrologia do Jornal de Notícias. A sua mãe e restante família anunciava a hora do seu funeral e chorava a perda do seu ente querido...coitado do Jaime, nestas últimas semanas foi tratado pior que um cão abandonado. Esteve no hospital e não recebia visitas e a roupa que vestia era do hospital. Ele perguntava quando ia para casa da mãe. Mas no dia que os médicos lhe deram alta, a equipa de enfermagem contactou a família e o transporte foi marcado para o fim do dia 31 de Dezembro. Eu, no dia 1 de Janeiro fui trabalhar de manhã e para meu espanto encontro o Jaime na mesma cama. Soube que não havia ninguém em casa para o receber, a mãe não lhe abriu a porta e os senhores do transporte de doentes regressaram com ele ao hospital. Durante essa manhã, o Jaime perguntou-me se ia nesse dia para casa...queria ir para casa. Claro que lhe expliquei que era feriado e não havia quem o levasse e talvez fosse no dia seguinte.
Mas o Jaime continuou na cama 66, a tomar banho e a vestir um daqueles pijamas do hospital. Foram mais uns dias e um dia disseram-me que finalmente tinha sido transferido para uma unidade de saúde lá para os lados de Baião. Fiquei contente com a notícia, porque dada a idade da mãe do Jaime seria talvez melhor ele ir para um sítio onde o apoio não lhe faltaria.
Ontem fiquei triste, muito triste quando vi a sua fotografia no jornal. O Jaime merecia mais carinho, mais ternura e afecto. Os homens e mulheres que trabalharam ou trabalham na Associação de Ourives talvez se lembrem do contínuo chamado Jaime. Quanto à sua mãe, dona de casa, ao seu irmão, arquitecto, não tenho tantas certezas. Triste, triste é mesmo morrer abandonado.Nem um cão merece morrer assim!

09/01/08

A IMPORTÂNCIA DA BOA FORMAÇÃO



O JOGO DA VIDA

Os Heróis desta história:
Silvério Albino
e
Mário Baptista

Tiago,
13 anos, guarda redes do Castrense, no jogo de futebol do campeonato Distrital de Iniciados, que ocorreu no passado domingo, chocou com um adversário, caindo inanimado no chão.
O árbitro do encontro, Silvério Albino, apercebeu-se da gravidade da situação e correu para o jogador, e com a ajuda do seu assistente Mário Baptista, iniciaram as manobras de reanimação. Após quatro longos minutos e três tentativas de reanimar o Tiago, o jogador deu sinal de vida, sendo depois conduzido ao Hospital de Beja, de onde teve alta, tendo já regressado ontem à escola.

"Fiz a melhor arbitragem da minha vida", disse o sr.Silvério Albino, encarregado de pessoal auxiliar da Câmara de Ourique, bombeiro voluntário há 21 anos, pai de um filho com cinco anos e agora herói para o Tiago Resende.

Esta é a história que o Tiago nunca mais vai esquecer durante toda a vida. E se o árbitro não soubesse o que é o Suporte Básico de Vida? O mais certo era o jovem já estar a viver com uns bons palmos de terra em cima. Abençoada formação e abençoado bombeiro/árbitro que soube pôr em prática os conhecimentos necessários para salvar uma vida humana. Não é necessário ser-se médico, doutorado em ciências da medicina ou lá o que fôr, para em poucos minutos salvar uma vida. O bombeiro limitou-se a praticar aquilo que um dia lhe ensinaram e lhe disseram que poderia salvar vidas humanas quando presenciasse uma situação como a do Tiago.
É bom que as administrações dos estabelecimentos de saúde do nosso país invistam mais na formação dos profissionais que administram. Todos, mas todos sem excepção, devemos ter os conhecimentos básicos para acorrer a situações como a que descrevi. No hospital também ocorrem situações de emergência. Embora seja um local com muitos médicos, enfermeiros, especialistas, secretárias, electricistas, vigilantes, auxiliares, etc.,etc., também andam pelo hospital muitos doentes, muitos familiares e acidentes podem acontecer a qualquer momento, em qualquer canto, em qualquer corredor ou em qualquer elevador...e quem está ao lado do acidentado tem de saber como salvar a vida. Todos os minutos contam e não há tempo para grandes demoras. E dada a importância das manobras de reanimação básicas, porque as paragens cárdio-respiratórias são a causa de morte de milhares de pessoas em todo o mundo, podendo ser evitada se a vítima for socorrida rapidamente, é importante cada um de nós estar apto a salvar uma vida. É importante que o maior número de pessoas disponha de conhecimentos de como intervir em caso de necessidade, enquanto se aguarda socorro de emergência médica. Penso que esses conhecimentos deviam começar nas escolas e levar a formação aos pais, às muitas e variadas Associações Culturais e Desportivas, Restaurantes, Hoteis, Lares de Idosos...e a todos os portugueses, por exemplo, através da televisão, jornais e revistas. A televisão, a caixinha que mudou o Mundo, a caixinha que todos ligam mesmo que não vejam, pode mudar a vida de muitos tele-espectadores com programas de educação e ensinamentos, como este do Suporte Básico de Vida. É tudo uma questão de prioridades e de os senhores das televisões optarem por educar, formar, informar e também entreter o Zé Povinho com assuntos realmente importantes para todos os portugueses e ainda com o prémio de um dia poderem ser Heróis, como o nosso árbitro/bombeiro/encarregado/pai a quem o Tiago tanto agradece.
Ainda bem que há pessoas assim!








MOBILIZAÇÃO E TRANSFERÊNCIA



Video editado por www.humanizar.es .


Aconselho aos Auxiliares de Acção Médica( e também aos enfermeiros) que vejam estas imagens. A internet pode ajudar-nos a melhorar a qualidade do serviço que prestamos aos doentes. Em Portugal, principalmente no grupo dos Auxiliares de Acção Médica, ainda existe uma falta enorme de formação profissional. Tenho investigado na internet temas sobre o assunto e cada vez que encontro algo importante tenho-o divulgado aqui e tenho também passado a informação aos colegas que trabalham comigo. A saúde tem muito para melhorar. Há muito trabalho por realizar. A qualidade dos profissionais de saúde deve ser cada vez maior. A Humanização do Serviço Nacional de Saúde também passa por um maior interesse dos profissionais que todos os dias lidam com os utentes, os doentes e todos os que se servem dos serviços de saúde. Eu, como Auxiliar de Acção Médica e a exercer a minha função num serviço de medicina interna, tenho sentido falta de formação para às vezes acorrer a determinadas situações que me aparecem no dia a dia. A experiência não é tudo, tratar e ajudar pessoas doentes não é sempre igual, não é sempre o mesmo tipo de pessoa e nós, como Auxiliares de Acção Médica, devemos saber ser, fazer e ter a cada momento, a atitude e o gesto mais certo e seguro para com quem temos à nossa frente.

05/01/08

ENTRAR E SAIR DO HOSPITAL


O Hospital de São João já tem o sistema de controlo biométrico em funcionamento experimental desde o dia 1 de Janeiro. As máquinas até agora instaladas não são suficientes e as filas de espera começam a ser preocupantes. Ainda na quinta feira passada, as pessoas demoravam 20 minutos para passar o dedo, tanto à entrada das 8 horas como na saída das 14 horas. Com a necessidade de controlar cerca de 5000 dedos durante o dia, as pobres máquinas entraram em greve e obrigaram os trabalhadores a esperar na fila pela sua vez.
No Hospital de Santa Maria, com mais ou menos o mesmo número de funcionários, a administração decidiu instalar 200 máquinas e progressivamente, todos os computadores onde os profissionais acedem vão ter um controlo biométrico. Porque não seguir este exemplo aqui nos hospitais do norte? Claro, Santa Maria é na capital, é em Lisboa e lá é tudo à grande e à francesa. Os trabalhadores do norte também não gostam de esperar na fila, são tão merecedores como os do sul.

04/01/08

A IMPORTÂNCIA DA PONTUALIDADE


A pontualidade é uma atitude, é respeito pelos colegas que vamos substituir no nosso local de trabalho. Eles esperam a nossa chegada a tempo de poderem passar o "turno" com as informações necessárias e importantes relacionadas com os doentes, com as tarefas a fazer durante o nosso tempo de trabalho, etc. Quando o turno chega ao fim todos os auxiliares de acção médica desejam sair e ir para suas casas, tratar da suas vidas familiares, apanhar o autocarro o mais cedo possível...e a pontualidade é uma questão de atitude, de respeito para com os colegas, que às vezes já levam 12 horas de trabalho em cima do corpo.
Pode ser que o ponto electrónico venha a contribuir para aumenter a pontualidade dos auxiliares de acção médica. Eu, regra geral, cumpridor e pontual, não tenho nada a perder com o ter de colocar o meu dedo no detector de assiduidade do hospital. Temo que alguns colegas sejam assíduos para digitalizar o dedo, mas já não sejam pontuais a chegar ao seu local de trabalho. Recomendo que depois da leitura biométrica (a efectuar uns 10 minutos antes do início do turno)se dirijam para o seu local de trabalho e que a pontualidade seja uma atitude sempre presente.Claro que pontualmente podemos atrasar-nos, por causa do trânsito, por causa do autocarro ou por qualquer outra razão, mas isso é explicável, o que não pode ser explicável nem aceite é que este comportamento se transforme numa rotina. Se o autocarro vem sempre atrasado, a solução é ir para a paragem mais cedo e assim também mais cedo vai chegar ao destino. Se havia muitas pessoas na fila para "pôr o dedo", a solução é na vez seguinte entrar mais cedo no hospital e colocar o dedo mais cedo.
Para mim, a pontualidade é uma questão muito importante. E quando se trabalha num hospital ou noutro estabelecimento de saúde, a pontualidade é muito mais importante. A falha ou o atraso de um auxiliar de acção médica pode desencadear um conjunto de falhas a seguir, como atrasos de análises, de exames, de entrega de processos e a sobrecarga de mais trabalho para a equipa de enfermagem.Vamos todos assumir a pontualidade como uma atitude, como uma rotina que nos ajuda a ser mais profissionais. Ganhamos nós, ganham os doentes e ganha o país. Todos ganhamos e este jogo da Vida de auxiliar necessita de nós.

02/01/08

AS FALHAS DA BIOMETRIA




O Livro de Ponto Automático e Controlo de Assiduidade tem o objectivo de informatizar e facilitar todo o processo relacionado com o livro de ponto e o registo de presenças dos trabalhadores.
Trata-se de um sistema electrónico de controlo de assiduidade que o Ministério da Saúde decidiu implementar em todos os hospitais e serviços centrais de saúde.
O sistema é tido como o método mais seguro do Mundo. Mas, em Portugal já se descobriu como enganar o sistema. Uma simples prótese de um dedo de silicone, com o registo das linhas e sulcos da impressão digital de qualquer profissional de saúde, pode ludibriar a máquina.
Eu sou Auxiliar de Acção Médica, a mim não me faz qualquer tipo de espécie fazer controlo biométrico. Aliás todos os profissionais no serviço onde trabalho, entramos 10 minutos antes da hora, salvo raras excepções, como acontece em todas as empresas.
No Hospital de São João, o sistema começou a funcionar no dia 1 de Janeiro de 2008. Durante os três primeiros meses, paralelamente, vai continuar a ser utilizado o sistema de controlo clássico, ou seja, o "livro de ponto", para perceber se o sistema biométrico está a funcionar bem.
E parece que as máquinas ainda não se habituaram a ler a biometria de muitos profissionais. Ainda hoje, as máquinas decidiram aceitar apenas os números impares. Os trabalhadores com o número mecanográfico "par" tiveram que ir trabalhar sem fazer o registo biométrico da entrada. Quando saí do meu turno de trabalho, o número de máquinas avariadas era ainda maior e muitos trabalhadores sairam sem o respectivo registo, enquanto outros, entravam não podendo registar o momento.
Os 16 terminais para leitura biométrica instalados no Hospital de São João, estão a revelar-se insuficientes face ao número de funcionários que nele trabalham.

31/12/07

MENSAGEM DE ANO NOVO


FELIZ ANO NOVO!!!
Porque razão desejamos "Feliz Ano Novo"?
Porque celebramos a passagem do ano?
Por esta altura do ano, é normal e geral "fazer uma limpeza",
esquecer o passado, pensar no ano novo que aí vem e desejar um futuro mais promissor.
Apesar de não termos alcançado todas as promessas feitas na passagem de ano do ano que está a chegar ao fim, o desejo de recomeçar volta sempre. O desejo da maioria de nós é o de "atirar o passado para trás das costas", "passar uma esponja no passado", estabelecer novos objectivos e trabalhar para um futuro próspero.
Em vez de decidir "Eu não vou fazer isto" ou "Eu não vou fazer aquilo", devemos dizer "Eu vou fazer isto" e "Eu vou fazer aquilo". Existe uma grande diferença e junta-se uma motivação maior, uma maior determinação e uma maior decisão.
Além do mais, estabelecer objectivos não se restringe ao dia do Ano Novo. Pode acontecer em qualquer altura do ano. Mas quando quer que aconteça, marca de facto um "Novo Ano" na vida de uma pessoa.
Recorda-se do ditado "Hoje é o primeiro dia
do resto da minha vida"
Sim! É verdade!
Mas também é verdade dizer: "FELIZ ANO NOVO!"

30/12/07





O AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA DO SÉCULO XXI

Os Auxiliares de Acção Médica tem direito a ser tratados com dignidade. As leis laborais devem servir para fazer respeitar os seus direitos e clarificar os seus deveres, bem como ter em conta as suas dificuldades.
Os Auxiliares de Acção Médica são um dos grupos profissionais que lidam com os doentes. É urgente e fundamental que os AAM, a sua maioria com remunerações muito baixas, sejam um grupo mais reconhecido e uma imagem mais dignificante.Nos últimos anos, os diversos governos refugiaram-se nas políticas economicistas e só têm criado dificuldades no trabalho dos auxiliares. Embora se diga que há muitos auxiliares de acção médica, a verdade é que nos hospitais há falta destes profissionais, principalmente nos serviços de internamento. Por vezes, a falta destes elementos em número suficiente faz diminuir a qualidade do seu trabalho. Há tarefas que deviam ser levadas a cabo com mais tempo, com mais cuidados e como o tempo não pára, por vezes, os auxiliares têm que dar à perna o melhor que sabem e podem.
Actualmente os Auxiliares de Acção Médica já não são só mulheres. Também há muitos homens que exercem as mesmas tarefas das mulheres. Eles, sabem tão bem como elas, utilizar a esfregona para limpar corredores, enfermarias e limpar o que precisa de ser limpo.
Os Auxiliares de Acção Médica estão a entrar numa fase de mudanças na organização das suas carreiras. Há necessidade de dignificar este grupo profissional e dar formação adequada é um começo. A essa melhoria de formação deve-se juntar uma melhor remuneração, mais baseada nas qualidades de cada profissional, nas suas qualidades humanas, na sua vontade e intuição. O tempo da mão-de-obra barata deve passar à história. Os auxiliares devem manifestar-se contra as formas de trabalho que implicam a desumanização e perda de competência ou que nos impedem a possibilidade de formação.
Está a terminar o ano de 2007 e outro vem aí. Vai ser um ano de muitas mudanças no que diz respeito às carreiras e vínculos dos profissionais de saúde. Os Auxiliares de Acção Médica vão também estar na baila e ninguém ainda sabe como vão ficar quanto às carreiras, mas alguma coisa vai acontecer. Tudo o que seja para melhorar, profissionalizar, humanizar e reconhecer o valor dos auxiliares é por nós bem recebido.
Bom fim de Ano e um 2008 repleto de saúde, paz e amor.

A IMPORTÂNCIA DO DEDO PARA TRABALHAR NO HOSPITAL



O fim do ano é a data limite para pôr a funcionar o controlo de assiduidade por impressão digital nos hospitais portugueses.
No São João, Santa Maria e Coimbra, a instalação dos terminais tem sido pacífica. Mas no Hospital de Santo António os terminais já foram danificados e até já houve pessoas a enganar o sistema com dedos de silicone. Vai entrar em vigor para todos os funcionários a partir do dia 1 de Janeiro de 2008. O registo é para todos os profissionais do hospital e durante três meses continuará, em simultâneo, o velho livro de ponto.
O novo sistema vai trazer mais seriedade no registo das entradas e saídas dos funcionários. Ao contrário do livro de ponto, com o sistema digital, o trabalhador tem mesmo que "pôr" o dedo no sensor biométrico e registar a sua entrada ou saída.
Para mim, com o velho ou com o novo vai continuar tudo como dantes. Raramente chego atrasado e muito raramente saio antes da hora. Já não posso afirmar o mesmo de outros colegas que a partir de Janeiro vão mesmo que mudar alguns maus hábitos.
Os Auxiliares de Acção Médica, elementos das equipas multidisciplinares de saúde, quando faltamos, quando chegamos atrasados, quando não trabalhamos em uníssono é sentido pelas equipas de enfermagem, pelos médicos, pelo pessoal de secretariado...a nossa falta só é notada quando não estamos presentes. Muitas vezes a culpa é nossa e só nossa. Temo é que o sistema digital só registe a hora de entrada e de saída. É um começo para a auto-responsabilidade, mas não é suficiente para transformar o trabalhador num melhor profissional.A assiduidade e a pontualidade são importantes, mas há outros factores que ainda têm maior importância na avaliação do trabalho de cada auxiliar. Ser assíduo, ser pontual, ser eficiente, ser zeloso, ser cuidadoso, ser carinhoso, ser muito paciente são alguns "biométricos" bem mais importantes no desempenho dos Auxiliares de Acção Médica. Todos os profissionais do hospital são importantes e todos somos poucos para prestar bons e profissionais cuidados de saúde.
Saibamos nós, os Auxiliares de Acção Médica, aproveitar a assiduidade e a pontualidade para iniciarmos um dia de trabalho em equipa e cada um fazer aquilo que lhe está atribuido fazer e ajudar outros a fazer mais e melhor.

O NATAL DA VIDA E MORTE NOS HOSPITAIS



O verdadeiro Natal dos Hospitais é feito de muitas histórias tristes, que nem a alegria da música consegue esconder. Por esta altura do ano o hospital enche-se de doentes com os motivos mais variados e estranhos. Até parece que há quem despeje o familiar no Serviço de Urgência e os profissionais de saúde que tratem dele. Os serviços de internamento nesta altura do ano fica super cheio e não há lugares vazios nas enfermarias.
O Natal já lá vai, mas a vida continua e vem aí a passagem para 2008 e a cena vai repetir-se. Se o Menino estivesse para nascer agora, não o seria certamente numa dessas maternidades que encerraram porque um "sábio político" disse que tinha de fechar. O mais certo, era o Menino ter nascido numa ambulância qualquer a caminho do hospital situado a centenas de quilómetros de distância, porque o "sábio" tinha mandado encerrar as maternidades da região.
Hoje, em Portugal, nascer e morrer já não é como dantes. Nascem crianças dentro de ambulâncias a caminho do hospital. Os idosos e os novos morrem numa cama de hospital e vão direitinhos para o cemitério. A vida e a morte nunca andaram tão juntos no hospital. A nós, Auxiliares de Acção Médica, só nos resta acarinhar aqueles que nos colocam nas enfermarias do serviço onde trabalhamos.

18/12/07

UMA HUMIDIFICAÇÃO MAIS BENÉFICA PARA O DOENTE



O copo " tradicional", de uso mais geral nos nossos hospitais, para fazer a humidificação do oxigénio, é talvez mais barato ao SNS e claro que traz benefícios económicos ao hospital. O que acontece, é que estes copos não são esterilizados como devem ser e podem tornar-se transmissores de bactérias que poderão proporcionar infecções no doente em causa. No serviço onde eu trabalho, estes copos são mudados 3 vezes por semana, caso o doente permaneça na mesma unidade. Quando os enfermeiros substituem o copo ou quando o doente tem alta, os Auxiliares devem lavá-los bem, com água e detergente e deixar secar. Ao arrumar os copos, devemos passar uma compressa embebida em alcool e colocá-los no lugar respectivo para futura utilização. Tenho conhecimento de outros serviços onde nem sequer substituem os copos durante a semana...não sei quando o fazem ou se apenas o fazem quando o doente sair da unidade!!!
No hospital e no meu serviço há também os"AQUAPACK". Não sei por que razão(ou melhor, sei, que me dizem ser mais caros...)o stock destes frascos é diminuto e restritivo o seu uso.
Se este sistema é melhor e garante de facto um melhor isolamento, comparativamente aos copos tradicionais, porque os AQUAPACK's são completamente descartáveis e incorporam água estéril no seu interior, se o doente não corre tantos riscos de infecções respiratórias podendo contribuir para uma saída da unidade mais depressa, porque não optar por banir os copos e optar pelos Aquapack's? Os Auxiliares de Acção Médica e os Enfermeiros, demoram menos tempo a fazer a substituição, não se gastam filtros, não se gasta água bidestilada e o doente sai beneficiado com um serviço de melhor qualidade. Ganhamos todos, ganha o país.

10/12/07

AS ELEIÇÕES DOS MÉDICOS E ENFERMEIROS ESTÃO AÍ

Os médicos e os enfermeiros vão ser chamados a eleger os seus respectivos bastonários. Ambas as classes profissionais estão a viver momentos difíceis( e quem não está?). Há médicos e enfermeiros que vivem com o credo na boca, não esquecendo os milhares de enfermeiros que estão em casa sem trabalho. Não dá para entender o nosso sistema de saúde. Dia a dia, nos estabelecimentos de saúde do país, médicos e enfermeiros ( a que se juntam os Auxiliares Acção Médica) trabalham no duro e não conseguem satisfazer as necessidades dos utentes que os procuram. Os médicos e os enfermeiros são daqueles profissionais indispensáveis a um bom funcionamento dos serviços de saúde. Os governantes políticos deste país ( os de ontem e os de hoje), precisavam de ter a necessidade de serem internados num hospital do SNS e rapidamente se aperceberiam dos esquecimentos a que estes profissionais estão a ser levados.
As eleições, para além da importância que têm para o futuro de cada uma das classes, devem servir como oportunidade para dar a conhecer ao povo português e aos políticos as suas necessidades, os seus receios, os seus projectos para uma melhoria da qualidade dos serviços que sabiamente prestam a todos. Votem, participem, lutem por um um mundo melhor, mas também por uns profissionais mais reconhecidos por todos nós. Os Auxiliares de Acção Médica , como elementos das equipas multidisciplinares, desejamos que médicos e enfermeiros se fortaleçam mais com estas eleições e todos juntos, cada um nas suas dignas funções, levem os serviços que prestamos a um nível de mais qualidade, mais satisfação e mais humanismo.Todos ganhamos.

08/12/07

AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA COM BOA AVALIAÇÃO DOS UTENTES

A.A.Médica do S.João

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública para a Revista "Sábado" atribuiu o título de melhor hospital para o tratamento das doenças do ouvido, nariz e garganta, ao Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de S.João, no Porto.
Segundo as conclusões de um inquérito de satisfação aos utentes deste serviço, 89% elogiaram a atitude(simpatia, atenção e disponibilidade) dos Auxiliares de Acção Médica que trabalham neste serviço.

22/11/07

NO SABER SER É QUE ESTÁ O GANHO

QUEM CONTRATA TAMBÉM DEVE FORMAR

Estes últimos anos os contratos a prazo cresceram em Portugal. Os hospitais portugueses e outros estabelecimentos de saúde recorreram e continuam a abusar deste tipo de recrutamento dos seus colaboradores. As administrações, para fazer face às faltas de recursos humanos, aproveitando a má situação económica que o país atravessa e com o intuito economicista, não exploram outras formas de reforçar os seus profissionais. Têm medo de errarem quando recrutam? A lei não lhes permite ajustar as necessidades laborais aos ciclos de actividade que passam nessas instituições que dirigem. Então recorrem aos contratos individuais de trabalho, vinculando provisoriamente o trabalhador.
São opções racionais, são decisões tomadas por quem pensa "poupar" alguns euros com mão de obra barata, com falta de formação profissional e convencem-se de que o trabalhador vai trabalhar motivado, alegre e satisfeito. Só na cabeça de alguns administradores! Qual é o nível de motivação do trabalhador que sabe, ou melhor, não sabe, se o seu trabalho vai ter continuidade ou não? E qual é o hospital que investe na formação desse Auxiliar de Acção Médica com um vínculo precário, sem perspectivas de continuidade( é uma possibilidade sempre presente nos contratos a termo certo) tendo que trabalhar dia após dia, evitando não faltar ao serviço? Os próprios Serviços para onde são encaminhados esses profissionais, ou melhor, esses trabalhadores, não gozam de estabilidade no desempenho diário das tarefas a executar devido ao excesso de rotatividade dos elementos dessa equipa multidisciplinar. Com três anos de AAM a equipa do serviço onde eu trabalho está constantemente a ser remodelada. Uns porque pedem transferência para outro serviço, outros porque se vão embora à procura de outro trabalho e há sempre quem necessite de assistência e cuidados de saúde. Ou seja, com uma equipa em que há sempre "jogadores" inaptos para o "jogo" não há Enfermeiro Chefe ou Encarregado de Sector que mantenha o desempenho da equipa numa forma que todos os utentes dos hospitais precisam. E quem aguenta com estas oscilações são sempre os mesmos: os auxiliares assíduos, que dia a dia trabalham com os doentes, os enfermeiros e todos os outros que andam pelos hospitais.
Todos perdemos com estas situações, perde o país, perde o hospital e sofre o trabalhador porque se vê "forçado" a produzir sem compensações justas e verdadeiras. Resta-nos o afecto e os carinhos que recebemos gratuitamente dos doentes.
Mas, haja saúde e sorriam porque ainda não se paga para sorrir.

21/11/07

CANSADO DE TRABALHAR?


Curioso???!!!!
Nós, auxiliares de acção médica, por vezes trabalhamos demais, trabalhando muitas vezes 12 horas seguidas e às vezes, 18 horas sem parar.
Claro, o horário normal não é assim. Mas, umas vezes é um colega que adoece e alguém o tem que substituir, outras vezes, para cumprir a média das 40 horas/semana(aqueles que estamos com Contrato Individual de Trabalho, trabalhamos 12 horas , chamada de"carga horária"). E, quando trabalhamos no turno da manhã e no final do dia regressamos para fazer o turno da noite? Ou quando trabalhamos das 14:00 até às 20:00 e engatamos na noite? É mesmo vida dura, não é?Ou depois da noite termos que seguir o turno da manhã!!!
Quem não se cansa a trabalhar com estes horários?
Ainda não entendi qual a razão que levou algumas administrações hospitalares a colocar os auxiliares contratados num horário com 40 horas semanais. Se alguém souber o fundamento desta aberração...é que os outros colegas só trabalham 35 horas. Será porque o prémio de assiduidade é assim tão chorudo e prontos, estamos ali como pau para toda a obra e temos que dar mais o corpo ao manifesto, é que os contratos têm que ter continuidade.
Trabalho, trabalho e mais trabalho, pedem-nos os encarregados, mesmo até antes de gozarmos o nosso merecido descanso.
Alguém tem a consciência que se morresse amanhã,
o hospital, o centro de saúde, o centro de dia ou o lar, ou a clínica onde trabalha
substituia-nos rapidamente?
Mas a família que deixamos para trás,
sentirá a nossa falta para o resto das suas vidas.
Pensando nisto, perdemos mais tempo com o trabalho
do que com a família, um investimento muito pouco sensato, não acham?

16/11/07

MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO DE UM HOSPITAL AOS SEUS COLABORADORES


Se fores barulhento, triste ou frio,

assim será o hospital.

Se fores rude, atrevido ou indiferente,

assim será o hospital.

Se fores simpático, atrevido ou maravilhoso,

assim será o hospital.


Nem visitantes, nem doentes, nem médicos ou colegas,

podem jamais conhecer o teu "eu" verdadeiro.

O "eu" que tú conheces, está lá,

A menos que o deixes vê-lo.

Tudo o que eles podem saber

é o que eles ouvem e veêm e se apercebem.

Assim, nós temos interesse

na tua actividade e nas atitudes colectivas

de todos quantos trabalham no hospital.

Nós somos julgados pela nossa performance,

nós somos os cuidados e carinhos que tú dás,

a atenção que tú prestas e dedicas,

as cortesias que tú disponibilizas.


Muito obrigado por tudo

o que estais a fazer.


Este texto foi ouvido no II Congresso dos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde. A carta foi enviada, há já uns anos, pela Administração de um hospital americano. É um texto que merece ser lido e tido em conta.

09/11/07

RANKING DOS HOSPITAIS




Lista dos 10 melhores hospitais Portugueses

1.º São João Porto

2.º Santa Maria Lisboa
3.º Pulido Valente Lisboa
4.º Viseu
5.º Universidade de Coimbra
6.º C.H. Celorico da Beira
7.º Santa Maria da Feira
8.ºC.H. Alto Minho Braga
9.º Aveiro
10.º Caldas da Rainha






In Revista Sábado, 8/11/2007

08/11/07

ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR DIRIGE MENSAGEM AOS SEUS FUNCIONÁRIOS


Foi em 1998, nos EUA, que a administração de um hospital enviou esta mensagem a todos os seus funcionários.
Obrigado engºAbraão Ribeiro por nos ter dado a conhecer esta mensagem no trabalho que nos apresentou há dias no II Congresso Nacional dos Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde, na cidade da Maia.

05/11/07

AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA E O DOENTE

Cartaz apresentado no II Congresso da ATSGS, da autoria da Ana Nujo, Conceição Pereira, Elisabete Simões e Fernanda Figueiredo, auxiliares de acção médica nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Um trabalho excelente e que lhes valeu um reconhecimento de todos os congressistas presentes.Posted by Picasa

04/11/07

RUMO AO FUTURO: FÓRUM DA MAIA ACOLHE II CONGRESSO NACIONAL DE TRABALHADORES DOS SERVIÇOS GERAIS DA SAÚDE

Rumo ao Futuro, foi o tema central do II Congresso dos Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde. O tema não foi escolhido ao acaso. É o presente que estamos a viver. É o futuro das nossas carreiras que não sabemos como vão ser. O futuro pertence a cada um de nós. Os trabalhadores dos serviços gerais da saúde hoje, temos uma preocupação: a reestruturação das nossas carreiras. E também temos um pedido: transmitir aos senhores políticos o desejo de continuar a ser "carreira especial" no sector da saúde.

Houve um passado. Há um presente. Há um futuro.

03/11/07

II CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS SERVIÇOS GERAIS DA SAÚDE




Mesa de Honra




Posted by Picasa

Parte do auditório




Dia 2 e 3 de Novembro, e tendo como tema principal "RUMO AO FUTURO", reuniu no Fórum , na cidade da Maia, o II Congresso Nacional dos Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde. Este congresso organizado pela A.T.S.G.S.(Associação de Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde), contou com a participação de muitos trabalhadores oriundos de diversos estabelecimentos de saúde do país.

Durante estes dois dias foram apresentados 10 trabalhos selecionados pela comissão científica e que foram brilhantemente apresentados pelos seus autores.


01/11/07

A MORTE NO HOSPITAL


Por estes dias os cemitérios ficam engalanados com flores. Reunem-se os vivos aos mortos no mesmo lugar. Passam algumas horas a pensar uns nos outros, mas não se podem encontrar fisicamente. A morte separaram-nos e a alegria de viver dos vivos ficou destruida. A morte aparece como um desmancha prazeres que estraga qualquer sentimento de satisfação, destrói as nossas certezas. O pior de tudo, é que nem eu nem ninguém sabe como tratar a morte.
Hoje não se fala na morte em casa. As pessoas morrem cada vez mais no hospital e cada vez menos nas suas casas.Tentamos esquecer que a morte é dolorosa e as lágrimas são prova de amor.
Porquê?
"Acabei de lhe dar o lanche. Comeu bem, ficou bem! Mas quando agora entrei na enfermaria, já tinha morrido"- disse o Auxiliar de Acção Médica ao Enfermeiro.
Ainda esta semana, no serviço de internamento onde trabalho como auxiliar, morreram dois jovens de oitenta e tal anos. A morte vem e muitas vezes vem pela calada da noite e ninguém dá conta.
É ou não a morte o fim de tudo?
Se é o fim, assume o carácter de uma terrível mutilação; se não é, a minha morte adquire uma dimensão extraordinariamente nova.
Só tenho nas mãos uma coisa: a esperança

26/10/07

HOSPITAL : A GRANDE OFICINA


O hospital, se pensarmos um pouco, é uma grande oficina que se dedica ao arranjo de corpos humanos. Cada corpo humano que dá entrada na urgência, em princípio, é porque tem algum orgão avariado que está a impedir o normal funcionamento do motor, ou seja, não cumpre com eficácia a missão para que foi criado.

E na oficina(no hospital) faz-se de tudo: desde a substituição de pequenas peças, lavagens ao sistema circulatório ou auditivo até revisões mais urgentes e indispensáveis a um bom corpo humano, são e saudável.

E, como em todas as oficinas, também na oficina do hospital, existem bons e menos bons funcionários, uns mais profissionais do que outros...até algumas vezes os corpos humanos acabam por deixar a oficina piores do que quando deram entrada, outras vezes as avarias são tão graves que ficam "internados" até que os "mecânicos" descubram o problema e façam a reparação ao orgão danificado. Estes últimos anos os clientes destas oficinas, são na sua maioria, corpos já muito rodados e com variados problemas de funcionamento, principalmente relacionados com corrosão dos sistemas digestivos, circulatórios e com a parte motora muito, mas muito emperrada. E é por isso que depois da recepcção na urgência, os mais desarranjados ficam internados e durante alguns dias,os Auxiliares de Acção Médica, enfermeiros e médicos procuram ajudar na recuperação do corpo e procuram que o dono desse corpo saia da "oficina" em perfeitas condições de circulação.

24/10/07

A VIOLÊNCIA NOS HOSPITAIS




"Vou fazer uma directiva aos magistrados para darem prioridade aos inquéritos relativos a agressões a médicos e a pessoal hospitalar..."



disse o senhor Procurador Geral da República, numa entrevista ao semanário "SOL".

23/10/07

ASSIM VAI A SAÚDE


Assim vai a Saúde !
Nos dias de hoje, vai-se notando al­guma melhoria no sistema de saúde nos nossos hospitais; é de saudar mas é ainda insuficiente para que os doentes tenham o mínimo de condi­ções, de higiene, acomodados e tra­tados com alguma dignidade. A saú­de e o bem-estar dos doentes nos hospitais deveriam ser de excelência em pleno século XXI. Pena é que a excelência só seja visível e televisio­nada quando alguma individualida­de pública faz uma visita aos hospi­tais. Está tudo muito asseado, limpinho e em particular os doentes bem tratados e bem acomodados nas respectivas camas;por tudo isto, os doentes até têm um sorriso para dar ao ilustre visitante. Estas visitas de­veriam ser feitas de surpresa e aos serviços que o anfitrião decidisse na hora, e não uma visita guiada por onde convém mostrar um equipa­mento novo, para dar a ideia de que em Portugal existe um sistema de Saúde de excelência, quando ao lado ou no piso seguinte os doentes definham dia após dia, sem haver al­guém para dar as refeições àqueles cujas condições de saúde não lhes permitem sequer segurar um talher ou um copo nas mãos, tal é o estado de saúde em que se encontram (já me aconteceu, aquando da visita a um familiar, no Hospital S. João, ter de dar a refeição a outro doente da mesma enfermaria, senão o tabulei­ro ia direitinho para o refeitório, como já tinha acontecido várias vezes). Certamente que estes doentes não têm um sorriso para dar aos visitan­tes, mas a satisfação torna-se visível no olhar ternurento a querer dizer, mesmo com alguma dificuldade, a palavra obrigado.
Decerto que es­sas visitas também não são feitas nas consultas externas, em que os doentes se deslocam como podem às 8 horas, alguns em jejum, para a respectiva consulta, e por vezes são 15 0u 16horas e os mesmos ainda não foram atendidos, nem tiveram a possibilidade de saborear uma refei­ção sequer, mas os médicos foram almoçar e a horas, e não deram nenhuma explicação aos doentes. As­sim vai a Saúde nos nossos hospi­tais ....
José Augusto Moreira joseaugusto_sobreira@sapo.pt
in www.jn,23/10/2007(Página do Leitor)

20/10/07

OS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA SÃO ESSENCIAIS PARA O BOM FUNCIONAMENTO DO HOSPITAL

O jornal "Correio da Manhã" entrevistou o Secretário de Estado da administração pública, João Figueiredo. Reproduzo aqui parte dessa entrevista, onde o político reconhece a importância dos auxiliares de acção médica...e afirma ao mesmo tempo, sermos os funcionários menos qualificados. Leiam que é interessante o pensamento deste secretário político:




João Figueiredo, secretário de estado da administração pública, falou ao Correio da Manhã sobre as mudanças que vão ocorrer na máquina do Estado. O governante é defensor da cultura de responsabilização, através de avaliações exigentes, e do reconhecimento do mérito. Mas admite que a Função Pública tem ainda de aprender a definir objectivos e a classificar os seus trabalhadores.


Correio da Manhã – Quantos excedentários existem na Função Pública?

João Figueiredo – Não é possível dizer qual é o número de pessoal que se possa considerar candidato à situação de mobilidade especial. Não podemos dizer quantas pessoas estão a mais em relação às necessidades dos serviços. Neste momento não é possível, porque o Governo nessa matéria adoptou uma posição de gestão. Não é uma posição política ou orçamentalista. Tem de se ver caso a caso, serviço a serviço quantos postos de trabalho são necessários para cumprir as funções daquele serviço e comparar com os efectivos existentes.

Por exemplo, nós não podemos criar soluções que abram a porta à desqualificação da Administração. Não podemos ter mecanismos que permitam a saída de pessoal muito qualificado. E até pessoal menos qualificado. Por exemplo, no funcionamento de um hospital é muito importante um médico, mas são essenciais os auxiliares de acção médica.

– Quando é que se vai começar a falar do contrato de trabalho em funções públicas?

– Isso tem a ver com a entrada em vigor da reforma dos vínculos, carreiras e remunerações. A mudança é profundíssima na lógica de funcionamento da administração. A prioridade é abrir a dinâmica das carreiras, segunda questão que é importante para os trabalhadores e para o Estado. O Estado disse que é importante que a remuneração esteja relacionada com o desempenho. Se no novo sistema estão previstos prémios de desempenho, então temos de dar um sinal aos trabalhadores e no próximo ano vai haver prémios de desempenho. A terceira coisa a mudar é o modo de recrutamento que será por contrato. A nomeação manter-se-á apenas nas funções relacionadas com o exercício do poder soberano e poder de autoridade.


– Quanto é que está orçamentado para distribuir a título de prémios de desempenho?


– O que está proposto pelo Governo às associações sindicais é que sejam atribuídos prémios de desempenho até cerca de cinco por cento dos efectivos em funções. O que, pelas avaliações que nós fazemos, significará entre 25 milhões a 30 milhões de euros.


– Quantos funcionários públicos já foram avaliados?


– Em 2004 foram 49 mil pessoas avaliadas. No ano de 2005 foram 68 mil, no ano de 2006 foram 151 mil pessoas avaliadas pelo SIADAP. Mas mais importante para mim, não é que o SIADAP seja aplicado a muita gente. É preciso que haja uma dinâmica consistente de aplicação progressiva da avaliação.

PERÍODO EXPERIMENTAL DE 180 DIAS


Um período experimental de trabalho semelhante “ou mesmo igual” ao dos trabalhadores de sector privado e a supressão de dias de férias em função das faltas são algumas das novidades que vão ser introduzidas na Administração Pública. O novo contrato de trabalho em funções públicas, que no início do próximo ano será discutido entre Governo e sindicatos, será o novo modelo de contratação do Estado.“O regime de período experimental será muito próximo se não o mesmo do regime geral”, revelou o secretário de Estado da Administração Pública. No sector privado, o período experimental é de 180 dias. No que respeita às férias, João Figueiredo explicou que os funcionários terão direito aos mesmos dias de férias de que gozam actualmente, mas estes “diminuirão em função da assiduidade”. No privado, os trabalhadores têm 22 dias de férias que são aumentados até 25 dependendo da assiduidade. O contrato, que entrará em vigor no dia 1 de Janeiro, só não vai abranger as funções relacionadas com cargos de soberania e o exercício do poder de autoridade. Numa primeira fase utilizar-se-á o contrato individual com regime próprio da Administração Pública, mas quando o novo contrato de trabalho em funções pública estiver aprovado, todos os funcionários serão transferidos para este vínculo de uma vez só. João Figueiredo revelou ainda que esta migração será feita por força de lei. “Não haverá a necessidade de assinatura de centenas de milhar de contratos.
in www.correiodamanha.ptEntrevista2007-10-19 - 00:00:00Administração Pública: 'O que vai mudar'



18/10/07

SIADAP: JUSTO OU INJUSTO PARA AVALIAR O DESEMPENHO DOS AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA?

A definição de objectivos é uma das ferramentas de gestão mais simples e eficaz. Tanto para os trabalhadores como para o hospital.
Os Auxiliares de Acção Médica devem ter metas definidas, níveis de motivação elevados e ser responsabilizados perante os objectivos que a instituição delineou.
Com objectivos definidos, o hospital tem modo de perceber quais os colaboradores que lidam melhor (ou pior) com a pressão e assim poder conhecer as suas qualidades e defeitos.
No final do período em avaliação, os AAM, conforme alcancem ou não os seus objectivos, deviam receber um prémio de produtividade. Simples e justo.

Agora, imaginemos que num serviço, por exemplo, de Medicina Interna, onde trabalham 20 AAM,15 deles alcançam os seus objectivos.Mas nem todos vão poder ter a nota a que tem direito ( apesar de terem alcançado os objectivos...) por causa da imposição das quotas.
Será justo? Não é não senhor.

Em Portugal, é através do SIADAP que a administração pública vai avaliar o desempenho dos funcionários, agentes e demais trabalhadores, dos dirigentes de nível intermédio e organismos da administração directa do Estado e dos institutos públicos. O sistema prossegue um conjunto de objectivos, de que se destacam:
-promover a excelência e a melhoria contínua dos serviçosprestados aos cidadãos e à comunidade;
-promover a busca da melhoria contínua dos níveis de produtividade e eficiência;
-fomentar uma cultura de exigência, motivação e reconhecimento de mérito;
-potenciar o trabalho em equipa, promovendo a comunicação e cooperação entre serviços, dirigentes e trabalhadores;
-fomentar oportunidades de mobilidade e progresso profissional de acordo com a competência e o mérito demonstrados;
-identificar as necessidades de formação e desenvolvimento profissional adequadas à melhoria de desempenho e fortalecer as competências de liderança e de gestão.

O SIADAP, por muitos bons princípios que tenha, precisa de tempo para se impor. Como vamos escolher, daqueles que são excelentes, aqueles que devem progredir e os que não cabem nas quotas? Parece-me que os escovinhas e os lambe-botas vão continuar a ganhar aos realmente dedicados, excelentes e merecedores de boa avaliação. Quem nos vai avaliar? Lembram-se da história do cão que foi ao talho comprar carne para o seu "chefe"? Deus nos livre de encarregados com esse tipo de avaliações e decisões.