30/09/09

OS ASSISTENTES OPERACIONAIS RECUSAM SER MANIPULADOS






A carreira dos trabalhadores da saúde foi extinta. Na antiga carreira dos serviços gerais de saúde existiam várias categorias, todas com funções absolutamente diferenciadas. Por exemplo, a carreira de Auxiliar de Acção Médica, de Telefonista, de Motorista, de Fiel de Armazém, de Cozinheiro, de Maqueiro, de Electricista, de Apoio e Vigilância, etc.

Hoje todas estas carreiras(profissões se assim quiserem) foram extintas e as pessoas que continuam dia a dia a trabalhar passaram da noite para o dia, por obra e graça dos políticos do nosso país, a ASSISTENTES OPERACIONAIS.

O que antes se chamava Auxiliar de Acção Médica, passou a designar-se por Assistente Operacional. Um motorista ou um(a) telefonista é também Assistente Operacional.

Quem está fora do hospital desconhece a confusão de todos sermos chamados de Assistentes Operacionais. O ex-Auxiliar de Acção Médica, como é Assistente Operacional e porque agora tem de cumprir a lei da mobilidade e flexibilidade, tem que executar as tarefas de quase todas as categorias extintas. Esclareço: se o Assistente Operacional (Ex-Auxiliar Acção Médica) estiver a limpar as casas de banho do serviço de internamento, pode ser chamado por um enfermeiro para o ajudar a posicionar um doente, para ajudar o enfermeiro no tratamento de feridas ou a levar um doente a um exame e até noutras tarefas mais primárias. Ou se um dia, na hora da refeição, o Assistente Operacional, estiver a dar a comida a um doente é bem capaz de ter de interromper esta tarefa para ir colocar um urinol ou uma arrastadeira a um doente doutra sala, regressando depois para continuar a dar a alimentação ao anterior doente. E para que muitas vezes os colegas Operacionais ( antes Auxiliares da Alimentação) possam folgar ou mesmo quando faltam, nada mais fácil do que escalar um Assistente Operacional para o serviço de Copa. Ou seja, o Assistente Operacional agora é mesmo um trabalhador polivalente e Pau Pr’a Toda a Obra, mesmo que a sua formação não seja a mais adequada. O Urgente é que alguém faça as tarefas para que foi chamado.

Hoje chamam-nos de Assistentes Operacionais. E eu digo que há uns Assistentes Operacionais que trabalham 35 horas por semana, não ganham prémio de assiduidade, são funcionários do Estado, têm ADSE, têm um salário base mais elevado e há outros Assistentes Operacionais que trabalham no mesmo serviço, no mesmo turno e fazem as mesmas tarefas mas trabalham 40 horas semanais ( em média ), têm Contratos Individuais de Trabalho a Termo e sem Termo, ganham um prémio de assiduidade, ganham um salário base miserável, podem vangloriar-se de ser funcionários EPE e pouco mais, porque o receio de verem o seu contrato riscado está permanentemente presente no seu inconsciente.

Os Assistentes Operacionais com Contrato Individual de Trabalho nos Hospitais EPE, sofrem as consequências das indefinições das condições em que trabalham, começando pela pesada carga horária, com um salário base ridículo que ronda os 490€, sem perspectivas de progressão salarial e profissional na carreira, consequência da “lei da rolha” de que o Sistema de Avaliação de Desempenho é responsável e muitas vezes sem saber se os seus contratos vão ser ou não renovados.

Concluindo: nós, trabalhadores do ex-Serviço Geral de Saúde, continuamos a exercer as funções de cada profissão. Porque não para cada profissão uma carreira específica?

Um Assistente Operacional não é um tapa buracos e muito menos é digno despir um santo para vestir outro. Mudar de nome não basta! Muito menos pensar que os Assistentes Operacionais têm que obedecer cegamente ao seu superior hierárquico e comportar-se como uma marionete com total ausência de inteligência, de sentimentos e emoções.

Somos profissionais da saúde. Estamos e queremos continuar a trabalhar para o bem-estar daqueles que são a razão da nossa profissão: os utentes dos serviços de saúde.

29/09/09

II CONGRESSO DE ASSISTENTES OPERACIONAIS DE PORTIMÃO

PROGRAMA DO CONGRESSO


Clicar na imagem para ler melhor

O Congresso terá lugar no próximo dia 3 de Outubro de 2009, nos Cinemas de Portimão, com o tema "FORMAR PARA A EXCELÊNCIA".

A profissionalização dos Assistentes Operacionais está a assumir cada vez mais importância na saúde em Portugal.
Para qualquer esclarecimento, por favor contactar:
Secretariado do Evento:
II Congresso dos Assistentes Operacionais de Portimão 2009
Teresa Araújo-966 877 969
Apartado 2065
8500-992
PORTIMÃO
Email: congresso.auxiliares@portugalmail.pt/Site:www.sfs.pt

MUDAR O AMBIENTE HOSPITALAR

O Assistente Operacional para trabalhar num hospital tem que gostar muito das pessoas. Tem que ser uma pessoa que se emociona com os doentes, que saiba sorrir e chorar.
O Assistente Operacional, regra geral, é uma pessoa simples, mas tem que aprender a mudar as coisas. É nas coisas pequenas e simples do dia a dia que nos devemos concentrar, especialmente no ambiente do nosso trabalho. Temos que aprender a mudar o que pode ser mudado para com essa mudança obtermos resultados diferentes.
Fazer as nossas tarefas sempre da mesma maneira leva-nos a cair naquela zona de conforto que tanto gostamos, mas que nos leva a um conforto tal, que os dias são todos iguais.
Hoje, mais do que ontem, os doentes querem ser muito bem atendidos, querem mais atenção, querem que o Assistente Operacional preste um serviço de excelência e profissional.
Acabou a época do “fazer assim porque assim aprendi”. Há que inovar e os Assistentes Operacionais devemos trabalhar de modo diferente daquilo a que os mais antigos estão habituados a fazer durante muitos anos.
E mudar é difícil, mas é possível. O ambiente onde trabalhamos já é um ambiente de dor, de doença e nós, os Assistentes Operacionais, temos que melhorar esse ambiente. Assim o queiramos nós!

10/09/09

HOSPITAIS EPE QUE FUTURO?

Criador dos hospitais-empresa diz que SNS é insustentável

O economista que esteve na génese da empresarialização dos hospitais públicos, José Mendes Ribeiro, acredita que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é "insustentável [financeiramente] a longo prazo" se nada mudar, entretanto.

"É matematicamente impossível que [os gastos] continuem a crescer por ano mais do que o PIB [produto interno bruto]", sustenta, sublinhando que a despesa com a saúde representa já 26 por cento do Orçamento do Estado. O antigo responsável pela unidade de missão dos Hospitais SA lançou ontem um livro em que apresenta uma proposta ousada: a liberdade de escolha dos doentes para serem tratados (no público ou no privado).

Interpelada pelo PÚBLICO à margem do lançamento de um outro livro - o do fundador do PS António Arnaut, em que este recorda a génese e as vicissitudes por que o SNS passou até à sua consolidação -, a ministra Ana Jorge escusou-se a comentar as previsões de Mendes Ribeiro. Disse apenas "não partilhar a mesma opinião". O único caminho para o SNS é "a luta pela sua continuidade".

O SNS representa hoje "a diferença entre o PS e o PSD" e é "fundamentalmente isso que está em jogo nas próximas eleições legislativas", escreveu por sua vez numa mensagem enviada para ser lida na cerimónia o histórico socialista Manuel Alegre, lembrando que "não existe no programa eleitoral do PSD uma única referência ao SNS".

Liberdade de escolha

A tese central do livro Saúde - A Liberdade de Escolher é a de que o regime da ADSE, que cobre cerca de 12 por cento da população (os funcionários públicos), deve ser alargado a toda a população. Até porque, pelos cálculos de Mendes Ribeiro, um doente tratado no SNS custa mais ao Estado do que um doente tratado no regime da ADSE (938 euros contra 780, respectivamente).

Aos que prevêem que a universalização da liberdade de escolha conduzirá ao desmantelamento do SNS, o economista responde que este princípio, além de ser compatível com a manutenção do SNS, até será a forma mais adequada de promover a sua eficiência.

Para Mendes Ribeiro, não faz sentido que coexistam dois sistemas públicos (ADSE/SNS) e a solução passa pela unificação do sistema de financiamento. E a rede pública de hospitais deve ser paga pelo Estado aos mesmos valores pagos aos privados.

O livro foi apresentado pelo médico João Lobo Antunes e pelo sociólogo António Barreto, que o prefacia. O sociólogo nota no prefácio que Mendes Ribeiro "desloca a discussão dos velhos termos ideológicos e estreitamente políticos, para a colocar antes de mais em contexto técnico, económico, financeiro e social".

in Jornal Público, 10/09/2009

04/09/09

I CONGRESSO DE ASSISTENTES OPERACIONAIS DE GUIMARÃES



Portal da Saúde - I Congresso de Assistentes Operacionais:

"No dia 12 de Setembro, em Guimarães, profissionais do Centro Hospitalar do Alto Ave debatem 'o caminho da qualidade'.


O I Congresso de Assistentes Operacionais, que decorre no dia 12 de Setembro, é organizado pelos assistentes operacionais do Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE, no Auditório da Universidade do Minho, em Guimarães. O tema é 'O caminho da qualidade'.
O início dos trabalhos está marcado para as 9h30.
Em foco:
Liderança e gestão de equipas;
Qualidade no atendimento ao doente e família;
A qualidade e o desempenho do assistente operacional;
Novo desafio... Mudança/inovação."

A PANDEMIA E A VERDADE ESCONDIDA?

Diariamente somos bombardeados pelos média com a Gripe A. Esquecemo-nos que, como profissionais da área da saúde, lidamos constantemente com diversos tipos de doenças. Quantas vezes acontece entrarem doentes nos hospitais e só dias após o seu internamento e depois de lhes termos prestado cuidados de higiene, mudar as roupas da cama ou os pijamas, o termos transportado numa cadeira de rodas ou numa maca para os locais de exames ou consultas, vem a notícia de que o doente está infectado com...e com...e devemos proteger-nos quando estivermos em contacto com ele ou necessitarmos de entrar no seu quarto. E a falta de condições oferecidas por alguns serviços sempre que o doente necessita de isolamento?
Vocês sabiam que uma gripe normal mata 500.000 pessoas por ano?
Vocês sabiam que 2 milhões de pessoas no mundo, morrem por causa da malária( doença curável com o uso dum simples mosquiteiro)?
Sabiam que morrem todos os anos 2 milhões de crianças por causa de diarreias ( evitam-se essas mortes com um simples soro oral que custa menos que 50 cêntimos)?
E sabiam que todos os anos morrem 10 milhões de seres humanos vítimas de doenças curáveis, como o sarampo, a pneumonia e a tubercolose?
Afinal, que interesses são esses que movimentam toda esta preocupação com a Gripe A? Vamos acreditar em quem? Vejam o vídeo e depois tirem a vossa conclusão:

06/08/09

ASSISTENTES MUITO OPERACIONAIS




O PAPEL DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS

QUE TRABALHAM EM HOSPITAIS

Qual é o papel do Assistente Operacional que trabalha num hospital?

Que perspectivas têm estes profissionais, na prestação de cuidados, enquanto membros de uma equipa multiprofissional?

Os cuidados de saúde prestados num hospital envolvem equipas multidisciplinares que trabalham com o objectivo de optimizar a assistência aos doentes (ou utentes) que por diversas razões se dirige a um hospital. Cada equipa é constituída por médicos, enfermeiros e assistentes operacionais. Os médicos e os enfermeiros têm as suas funções bem definidas e as suas relações bem estabelecidas. Os Assistentes Operacionais também têm as suas tarefas a realizar e variam de local de trabalho para local de trabalho. As funções do Assistente Operacional possuem uma vertente bastante prática, activa e dinâmica e cada serviço hospitalar tem as suas particularidades. Contudo, existem muitas tarefas que se executam em qualquer serviço do hospital e que estão a cargo dos Assistentes Operacionais.

Os AO (assistentes operacionais) asseguram: serviço de mensageiro, acompanham e transportam os doentes em camas, macas, cadeiras de rodas dentro do hospital, colaboram na prestação de cuidados de higiene e de conforto dos doentes, sempre sob a orientação dos enfermeiros/as do serviço, distribuem as refeições e ajudam os doentes com dificuldade em tomar os alimentos sozinhos, tratam da mudança das roupas da cama e organizam-se de maneira a manter as enfermarias limpas e arrumadas.

No meio de tanto trabalho há com certeza diferenças entre o que são as suas funções e aquilo que efectivamente os outros elementos da equipa multidisciplinar lhes atribuem.

Um sem número de tarefas, algumas íntimas e diárias, aproximam os Assistentes Operacionais dos doentes, mais do que qualquer outro elemento da equipa multidisciplinar. Os AO estabelecem um tipo de relação interpessoal com o doente, escutam as suas necessidades e por vezes são confidentes do doente, acompanhando mais de perto a evolução da pessoa e da sua doença.

Os AO são muitas vezes menosprezados e considerados um parente pobre dentro dos hospitais. São profissionais que devido à natureza das suas tarefas, à falta de estudos, há constante supervisão dos enfermeiros/as e também aos baixos salários que auferem, são afastados da “elite” dos profissionais de saúde. Resta-lhes a consolação da aproximação emocional dos doentes que esperam ficar curados e enquanto permanecem no hospital se sintam num ambiente fraterno e solidário.

15/07/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS NÃO SÃO TAPA BURACOS



Há poucos dias atrás faleceu um bébé num hospital de Madrid, dizem que por erro de uma enfermeira.O caso está a fazer correr muita tinta nos jornais e na internet. Corre um inquérito no hospital e a opinião pública também já está a fazer o seu juizo.
Trabalhar num hospital tem riscos. Por vezes os profissionais exercem funções para as quais não estão preparados. No caso dos Auxiliares Acção Médica, agora chamados Assistentes Operacionais, acontece frequentemente serem chamados a colmatar as faltas de colegas que por doença, por acidente de trabalho ou por férias acabando por complicar o normal funcionamento do serviço. A "pressão" a que por vezes os Assistentes Operacionais são submetidos por vezes gera problemas. Os auxiliares são insuficientes e nesta época de férias a falta ainda se nota mais. A mobilidade interna a que nós estamos sujeitos leva a muitas vezes a uma enorme sobrecarga de trabalho extraordinário. Todos gostam de ganhar mais dinheiro, mas o excesso de horas por vezes transforma-se em situação de risco laboral e claro, por vezes o doente acaba por ser o mais prejudicado.
A responsabilidade está nas pessoas que têm a organização dos serviços a seu cargo. Nem qualquer um pode fazer qualquer coisa. Não é só substituir quem falta ou quem está doente. Os Auxiliares Acção Médica têm responsabilidades e devem procurar sempre trabalhar com qualidade assistencial e a disponibilidade e a amabilidade não podem ser esquecidas.

03/07/09

DEIXEM-NOS RESPIRAR


Os Auxiliares de Acção Médica ( Assistentes Operacionais ), são um grupo operário fundamental no bom funcionamento de qualquer hospital, centro de saúde, centros de dia, unidades de cuidados continuados,etc...exercem aquelas tarefas que alguns dizem e pensam ser para quem não estudou, não tem licenciaturas e não nasceram para tais funções.
Há que fazer entender a este tipo de inteligências que os Auxiliares de Acção Médica são pessoas, têm instrução e cultura, são inteligentes e sábios tendo muitas vezes mais atitudes humanas que alguns que se apelidam de superiores.
Trabalhar num hospital não é a mesma coisa que trabalhar num supermercado, num talho ou numa bomba de gasolina. O trabalho do auxiliar de acção médica, quando exercido com profissionalismo e humanismo, é aquele comprimido milagroso que o paciente espera que o médico lhe receite para se sentir melhor.
Ai se os doentes às vezes pudessem exprimir os seus sentimentos...
Lamento é que por vezes os horários que às vezes praticamos não ajudem em nada a que os A.A.M. exerçam bem o seu trabalho. Muitas vezes os nossos direitos e os nossos deveres são esquecidos. Cometem-se constantemente irregularidades nos horários e as sobrecargas horárias levam-nos a pisar o risco da paciência e tolerância com todos e até com os doentes.
É raro o mês em que o horário distribuido pelo responsável não seja alterado duas e três vezes, muitas alterações sem consultar os respectivos envolvidos, deixando-os por vezes em delicadas situações.
Sei que alguns auxiliares visitam este espaço e por vezes comentam o que aqui se escreve. Gostava que mais colegas participassem e escrevessem sobre o seu trabalho, os problemas que se deparam diariamente, as suas esperanças no futuro...o seu horário, a sua folga que demora a ser marcada...um sem número de assuntos que interessam a todos.
Escrevam e eu estou aqui para os ler e juntos, quem sabe, num espírito de partilha e ajuda construiremos um país mais saudável e mais humano.

28/06/09

SUPORTE BÁSICO DE VIDA

09/06/09

PARA UM LOCAL DE TRABALHO MAIS SEGURO

Contentor demasiado cheio!



A prevenção de acidentes de trabalho constitui um objectivo comum a todos os profissionais. Os Auxiliares de Acção Médica, lidam diariamente com diversas situações que podem provocar um acidente.
Na origem de alguns acidentes estão muitas vezes implicados procedimentos com um risco acrescido para o profissional de saúde, pelo que é fundamental a sua substituição por procedimentos mais seguros.
Entre os procedimentos a evitar incluem-se o deficiente manuseamento com os contentores onde são colocados os produtos cortantes e perfurantes ( agulhas, lâminas, etc.). Para que estes produtos não sejam a origem de um acidente, o profissional sempre que manusear um contentor deve ter em conta alguns procedimentos:
- Montar bem o contentor ( alguns trazem a tampa separada da base e há que encaixá-la bem );
- Sempre que o conteúdo do contentor alcançar a "marca" inscrita nele como "limite de enchimento" deve ser substituido por outro. Ao fechar o contentor cheio deve-se ter cuidado redobrado e fechar devidamente a tampa. Depois devemos transportá-lo para o local próprio ( sala dos sujos, por exemplo ).

"Quanto teremos que fazer nesta terra em matéria de saúde e higiene tão pouco há feito! Curar e tratar enfermidades era outrora o único objectivo, hoje há o de prevenir as evitáveis."

Dr.Ricardo Jorge, 1928

26/05/09

INFORMAÇÃO IMPORTANTE A TODOS OS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



A A.T.S.G.S. tem tido reuniões com os diversos organismos responsáveis pela Saúde em Portugal(Ministério da Saúde e Administração Central). Estes encontros têm servido para informar os senhores que mandam nas políticas da saúde acerca das preocupações e inquietações que actualmente trabalham os Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
Para mais informações consultem aqui :
http://www.atsgs-pt.com/index1.htm







19/05/09

CARENTES DE ELOGIOS



Os Auxiliares de Acção Médica, agora Assistentes Operacionais, estão cada vez mais frios, mais apáticos. Hoje só se ouvem críticas, só se apontam defeitos e erros. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastadas. O excesso de trabalho, a falta de entreajuda, o deixa andar que alguém faz o que eu não faço, o pensar que já trabalhei que chegasse e os outros que trabalhem também...para quê fazer isto se ninguém repara, o chefe não me elogia, a minha avaliação vai ser igual aos outros todos, portanto, faço como os outros...deixar andar.

Ai se as paredes das enfermarias falassem...Os assistentes operacionais também são pessoas carentes de elogios, de mimos por parte dos seus encarregados, dos seus colegas e dos enfermeiros e médicos.

Elogiar o bom profissional, a boa atitude, faz muita falta a toda a pessoa. Para já o elogio ainda é gratuito.

10/05/09

III JORNADAS DO CENTRO DA A.T.S.G.S.






"O auxiliar é um profissional que escuta os desabafos do doente no decorrer das suas actividades do dia a dia, que transmite esses desabafos aos restantes profissionais. É um profissional -chave na prestação dos cuidados de saúde, mas a sua carreira continua a não ser reconhecida e valorizada".

"É preciso valorizar o papel dos auxiliares de acção médica e essa valorização tem de se repercutir na organização da carreira profissional". E é por essa razão que organizámos estas jornadas".

Manuela Breda, encarregada operacional dos Serviços Gerais do CHC,E.P.E.





16/04/09

ASSISTENTES OPERACIONAIS EM JORNADAS DE TRABALHO





I JORNADAS DOS ASSISTENTES OPERACIONAIS
DO CENTRO HOSPITALAR DO BARLAVENTO ALGARVIO, EPE

No próximo dia 22 de Maio de 2009 terão lugar, no Anfiteatro da Instituição, as I Jornadas dos Assistentes Operacionais do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE.

A organização deste evento tem como objectivo principal a discussão de temáticas de extrema importância para os Assistentes Operacionais, de modo a garantir uma maior qualidade e dignidade no cumprimento das suas funções. As mesas abordarão temáticas de amplo interesse, especialmente direccionadas para potenciar o desempenho dos Assistentes Operacionais:

“A Problemáticas das Lesões Musculo-Esqueléticas relacionadas com o Trabalho dos Assistentes Operacionais”
“IACS – Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde – Riscos e Prevenção”
“O Assistente Operacional na Gestão de Resíduos Hospitalares”
“Como Melhorar as relações Interpessoais em Equipa”


O CHBA pretende, desta forma, proporcionar a todos os seus profissionais um espaço de partilha de conhecimentos e experiências, potenciando um trabalho pautado pela excelência e humanidade, em prol dos seus utentes.

As I Jornadas dos Assistentes Operacionais CHBA são uma organização do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, que contam com o inestimável apoio de:
• ARS Algarve
• SOMOS (SUCH)
• Hospitécnica
• Eurest
• Conforlimpa – Tejo
• Opção
• Servier
• Sanofi Pasteur MSD
• Faplastal
• Churrasqueira Alcunhas
• Construções Paulo André

Mais informações em:

http://www.chbalgarvio.min-saude.pt/

NOTA: Inscrição gratuita

08/04/09

MENSAGEM DE PÁSCOA

FAZ HOJE PORQUE AMANHÃ JÁ PODE SER TARDE

A Vida humana é mesmo assim...viver o presente com intensidade para amanhã poder viver.

24/03/09

NEUROCIRURGIA H.S.JOÃO E AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

É com exemplos como o que é seguido pelo Serviço de Neurocirugia do Hospital de São João que os profissionais contribuem para a melhoria da qualidade dos serviços que prestam aos utentes.
No site do H.S.João, no sítio da Neurocirurgia, encontrei isto:

AS ACTIVIDADES DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA
Os auxiliares de acção médica desde algum tempo que deixaram de ser vistos como o elo mais “fraco” da equipa de saúde. Pelas suas intervenções e práticas bem definidas, assumem um papel preponderante e indispensável ao bem-estar do utente. Através de uma colaboração estreita com a equipa de enfermagem têm um plano de trabalho estruturado, englobado na equipe e no perfil das suas competências.
Pelo facto de passarem grande tempo dos seus turnos em intervenções aos utentes, embora na maioria delas com a supervisão da enfermagem, é fundamental manterem uma atitude compreensiva, alegre e encorajadora, pois algumas práticas envolvem a privacidade e a intimidade do utente. Sendo obvio o reflexo que estas apresentam ao longo do internamento. Das actividades e intervenções desenvolvidas pelos auxiliares de acção médica destacámos as seguintes:
- Colaboram sob a supervisão técnica na prestação de cuidados de higiene e conforto do utente;
- Acompanham e transportam os utentes em cama, macas e cadeiras de rodas de e para o serviço;
- Auxiliam nas tarefas de alimentação;
- Auxiliam nas tarefas de recolha de material para análise;
- Zelam pela manutenção do material utilizado nos cuidados prestados aos utentes;
- Procedem à recepção, arrumação e distribuição de roupa lavada e manuseamento de roupa suja;
- Asseguram as tarefas de mensageiro e transporte de medicamentos, material de consumo clínico e outros necessários ao normal funcionamento do serviço;
- Procedem à limpeza do serviço, equipamentos e acessos seguindo as normas de higiene definidas pela comissão de controlo da infecção hospitalar;
- Fazem parte do grupo de trabalho do serviço responsável pela humanização, através de um elemento representativo;
- Fazem parte dos grupos de trabalho a quando da realização de formação e eventos.

In http://www.hsjoao.min-saude.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=29646

Os agradecimentos à enfermeira Isabel Ribeiro e ao Professor Rui Vaz pelo contributo que dão para a dignificação dos Auxiliares de Acção Médica do serviço de neurocirurgia.

SIGILO PROFISSIONAL


O doente é um ser humano, cidadão livre, com direitos inalienáveis e como tal necessitam de ser respeitados.

O sigilo profissional faz parte dos valores éticos que devem ser seguidos pelos profissionais de saúde, logo, pelos Auxiliares de Acção Médica.

Ao lidar com o doente, o Auxiliar de Acção Médica deve ter sempre presente duas coisas:

1-Ajudar

2-Não prejudicar o doente

A lealdade para com o doente é para levar a sério. O A.A.M. deve garantir o sigilo profissional, não revelando a ninguém, fora da equipa de saúde, dados relacionados com o doente ou a sua doença. As informações que vai recebendo, através das conversas que vai tendo com o doente, com os familiares ou com as visitas ou ainda com os enfermeiros do serviço, devem ser encaminhadas para quem estão autorizados a dá-las às outras pessoas.

No meu Contrto de Trabalho, no Artº.10º diz:


1-"O/A Segundo/a Contraente ( eu ) obriga-se a manter rigoroso sigilo e não divulgar a terceiros, durante ou depois da cessação deste contrato, quaisquer informações sigilosas, relativas ao estado de saúde das pessoas ou a qualquer factos ocorridos dentro do Hospital, documentos, dados científicos, comerciais ou técnicos, quaisquer aspectos sobre a organização, métodos, projectos, pareceres, relatórios, estudos, listagens, contratos, registos informáticos, dados pessoais ou profissionais sobre colaboradores, pacientes, ou qualquer outra informação, relacionados com o Primeiro Contraente ( hospital ) ou terceiro com o qual este mantenha relações, obtidos ou elaborados no âmbito do exercício da sua actividade nos termos deste contrato."

2-....

3-....


Vem este texto a propósito da aflição vivida por um colega, auxiliar de acção médica, que por razões ainda desconhecidas, ontem foi ao "tapete vermelho" para explicar a fuga de informações relativas ao estado de um doente que esteve internado no hospital.

Por vezes esquecemo-nos dos nossos deveres e dos nossos direitos. Todos sabemos que ninguém gosta de interferências na sua vida privada ou da sua família. Mas, quantas vezes os Auxiliares são pressionados por familiares a revelar informações relativas a um doente?

Para o meu bem e para o bem de todos, em situações como esta vivida pelo colega, eu encaminho as pessoas, sedentas de informação, para o médico ou para a equipa de enfermagem, mas com desculpas cuidadas e não intempestivas.

22/03/09

PERFIL DO AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA

A figura do Auxiliar de Acção Médica já não é aquela que falavam há uns anitos passados. Actualmente, o nível cultural dos AAM está a subir consideravelmente e ainda bem. E com esta mudança está a notar-se a preocupação cada vez maior relativamente às ambições para melhorar, pessoal e profissionalmente. Agora começa-se a reconhecer um pouco o trabalho executado pelo Auxiliar de Acção Médica. Mas não chega, é necessário que esse reconhecimento vá mais longe e que no fim de contas nos valorize e nos sejam verdadeiramente oferecidas as condições de trabalho a que temos direito.
Mas, será que se reconhece realmente o trabalho do AAM no hospital?
Um jornal escrito por médicos dizia isto:
"É surpreendente que sejam eles ( os Auxiliares Acção Médica ) as pessoas que contactam primeiro com a pessoa acidentada, são eles que recebem os doentes transportados pelas ambulâncias, transportam com mimo a criança que caiu e partiu um pé; eles, os auxiliares, ajudam a lavar os doentes extremamente graves, com lesões medulares, queimados, traumatizados, dão apoio aos doentes oncológicos, manipulam medicamentos perigosos, são responsáveis pelas visitas, atendem o telefone e mais um sem número de tarefas. Os Auxiliares de Acção Médica são os primeiros a chegar ao hospital e é deles que os médicos se despedem quando saiem e eles continuam o seu trabalho."

Hoje, os Auxiliares de Acção Médica, estão a aprender a ser diferentes. Todos sabemos que exercemos algumas funções que estão obsoletas, ultrapassadas e já não fazem sentido. É o caso da vigilância das portas, do controlo do número de visitas, da limpeza dos serviços. Estas tarefas, hoje com as empresas de prestação de serviços, aliviam o trabalho dos auxiliares e libertam-nos para prestar um melhor atendimento ao utente, ao doente que teve necessidade de ir ou ficar no hosptal. Os auxiliares têm que se adaptar aos novos tempos e lutar por uma melhoria substancial na nossa profissão, com a finalidade de oferecermos uma melhor qualidade assistencial de acordo com o momento em que vivemos.
O grande problema, definitivamente, o nosso grande problema qual é?
Definir claramente o Perfil Profissional dos Auxiliares de Acção Médica em Portugal.
A regulamentação da carreira dos Auxiliares de Acção Médica tem que ser efectuada o mais depressa possível.

As jornadas e os congressos têm sido oportunidades que alguns de nós aproveitamos para debater conhecimentos, partilhar experiências, debater actuações às vezes problemáticas. Mas nunca devem ser oportunidade para criticar cegamente outros colegas ou outros profissionais da saúde. Melhorar a prática profissional diária das nossas tarefas, tanto na vertente técnica como na vertente humana deve ser o principal objectivo desses encontros.
O Auxiliar de Acção Médica é uma necessidade e uma realidade no nosso serviço público e privado da saúde.

19/03/09

AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA: CAP PARA QUANDO?

AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA: PROFISSIONAL DE SAÚDE?



O Auxiliar de Acção Médica executa um indeterminado número de funções e todas elas necessárias para o desenvolvimento e funcionamento normal dos estabelecimentos de saúde.
O A.A.M. tem sido visto como aquele homem ou mulher que realiza um trabalho “fácil”, isento de responsabilidade, geralmente com um nível cultural baixo e com poucas pretensões para melhorar o seu estatuto como profissional de saúde.
Mas hoje, essa é uma visão que começa a não ser verdade, embora as funções que o A.A.M. continuem a ser praticamente as mesmas, mas nestes últimos tempos nota-se uma maior preocupação na formação destes profissionais e também uma cada vez maior preocupação quanto ao seu futuro.
Hoje, o A.A.M. é mais um dos elementos que integram as equipas multidisciplinares que trabalham nos hospitais, nos centros de saúde e noutros estabelecimentos que prestam cuidados de saúde. Com esta lenta mudança de mentalidades, os A.A.M. assumem cada vez mais uma maior responsabilidade na realização das suas inúmeras tarefas.
Um factor que nos tem afectado é a dupla dependência a que os A.A.M. estamos sujeitos nos nossos locais de trabalho: hierárquica, por um lado, porque dependemos do nosso Encarregado de Sector e por outro, estamos sob as ordens dos Enfermeiros Chefes do serviço onde estamos a trabalhar.
Temos que começar já a construir o nosso futuro. Não deixemos que ninguém o faça por nós. Os A.A.M. são um grupo profissional que está disposto a assumir novos desafios e o principal é sermos reconhecidos como aquilo que realmente somos e executamos no nosso dia a dia: PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
Queremos o reconhecimento do nosso trabalho que diariamente vimos a desenvolver na área da saúde e não é ficarmos incluídos num enorme saco de “Assistentes Operacionais”mas devemos exigir aos responsáveis pela Saúde do nosso país uma formação bem regulamentada e dirigida para a nossa categoria de Auxiliares de Acção Médica com o Certificado Aptidão Profissional dando assim cumprimento às directivas da União Europeia. A nossa profissão cada vez mais é mais exigente quanto aos conhecimentos em cuidados de saúde os quais não se devem basear apenas nos anos de trabalho e nos hábitos entretanto adquiridos e nem pela experiência adquirida durante esse tempo, mas deve-se basear na formação profissional contínua.
E se possuirmos o CAP, o nosso estatuto também muda e todos ganhamos com estas mudanças.