28/02/08

A.O. ??????????????

ASSISTENTE OPERACIONAL É o trabalhador que exerce funções de natureza executiva, de caracter manual ou mecânico, enquadradas em directivas gerais bem definidas e com graus de complexidade variáveis;
Executa tarefas de apoio elementares, indispensáveis ao funcionamento dos orgãos e serviços, podendo comportar esforço físico;
Tem sob a sua responsabilidade equipamentos sob a sua guarda e pela sua correcta utilização, procedendo, quando necessário, à manutenção e reparação dos mesmos.

21/02/08

ASSISTENTE OPERACIONAL=AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA

"O regime de vínculos, carreiras e remunerações foi promolgado pelo Presidente da República, entrando em vigor no início de Março.
No entanto, este diploma carece de alguma legislação complementar que, segundo Teixeira dos Santos, está concluida e será brevemente aprovada em conselho de ministros" in Expresso de 21/02/2008.
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"As carreiras na Função Pública foram reduzidas de 1469 para apenas 3:
- Técnico Superior
- Assistente Técnico
- Assistente Operacional"
in Público,de 21/02/2008.

Os Auxiliares de Acção Médica, segundo esta nova regra, vão integrar a carreira de Assistente Operacional. Vamos aguardar pela legislação complementar e depois saberemos com mais clareza como vai ser a nossa carreira profissional daqui para a frente.

20/02/08

AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA MERECEM SER RECONHECIDOS

As Unidades de Saúde Familiar vão transformar o Serviço Nacional de Saúde. Neste momento, até ao dia 18 de Fevereiro, 106 USF's já iniciaram a sua actividade.
Os enfermeiros ameaçam abandonar as USF's, caso os incentivos que o Governo disse que dava, não sofra alterações. A ministra da saúde tem afirmado que os incentivos são para todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e administrativos.
Eu pergunto: As USF não vão ter Auxiliares de Acção Médica ? É que os A.A.M. não são pessoal administrativo...a não ser que os incentivos, afinal, não vão ser para todos os profissionais.Será?
Corre por aí a ideia de que as novas carreiras dos funcionários públicos estão para sairem da gaveta. Os Auxiliares de Acção Médica ainda são profissionais necessários para garantir o bom funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Somos gente, muitos de nós, a trabalhar anos e anos e com contratos a termo, com salários(base) que não chegam aos 500 euros, mas que no fundo não fazemos parte das estatísticas. Temos dias em que temos de trabalhar 12 horas seguidas( e não são noites) a que alguém chama "carga horária". Nos hospitais chamam-nos Auxiliares de Apoio e Vigilância ou Auxiliares de Acção Médica. Somos o grupo que menos reinvindica e provavelmente aqueles que mais trabalham. Como seria o dia de trabalho do médico, do enfermeiro se todos os auxiliares, um dia que fosse, decidissem não ir trabalhar? Quem abriria as portas? Quem abriria as janelas das enfermarias, quem ajudava a fazer a higiene aos doentes? Quem levaria os doentes para fazer exames? Quem levaria os sangues, urinas, secreções e outros fluídos para os laboratórios? Quando já não houvesse papel para secar as mãos ou o rolo de papel higiénico chegasse ao fim, quem resolveria a situação? Quando os sacos do lixo estivessem cheios ou os lençóis já não coubessem no saco, quem tratava de retirar os sacos cheios e colocar sacos vazios?Quem colocarias as sondas e os soros de aspiração junto aos doentes necessitados? Quem colocaria todo o material nos carros de higiene? Quem lavaria as casas de banho, os chuveiros, os corredores, as janelas e as camas depois da alta do doente?
E na altura de dar as refeições, seriam os médicos a ajudar os enfermeiros nesses momentos? Gostava de os ver às 19:00, junto ao doente, com faca e garfo na mão a dar a refeição ao seu paciente. E durante a noite, quem atenderia as campaínhas ou levaria o doente à casa de banho?
Nós, os Auxiliares de Acção Médica, aqueles que não temos direito a fazer reinvindicações, porque para os políticos, nós não existimos, mas, os hospitais, centros de saúde e agora as USF, sabem que não funcionarão bem sem a nossa colaboração.
E a verdade é esta!
Apenas queremos ser reconhecidos, como profissionais de saúde, indispensáveis a um bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. Somos a base da pirâmide, mas sabemos que o nosso serviço é fundamental para que o trabalho dos médicos, enfermeiros, técnicos e administrativos e os administradores tenham sucessos e êxitos nas suas carreiras. Somos todos importantes e somos poucos para os muitos que em nós depositam as suas vidas.

15/02/08

X CONGRESSO DOS AUXILIARES
DE ACÇÃO MÉDICA DO NORTE
FÓRUM DA MAIA 05 DE ABRIL DE 2008



CLICAR NA IMAGEM PARA LER O PROGRAMA

11/02/08

DIA MUNDIAL DO DOENTE

Posted by Picasa

JESUS CRISTO TERIA SIDO MÉDICO?


Hoje, 11 de Fevereiro, alguns celebram o Dia Mundial do Doente.
É uma ocasião propícia para as pessoas reflectirem sobre o sentido do sofrimento, da dor, dos serviços nacionais de saúde.
O papa Bento XVI tem uma mensagem para este dia e vou transcrever este pormenor:
"que o Dia Mundial do Doente seja uma circunstância propícia para invocar, de forma especial, a protecção maternal de Maria sobre quantos são provados pela doença, sobre os agentes que trabalham no sector da assistência médica e sobre aqueles que desempenham funções no campo da pastoral da saúde".

Neste dia é importante lembrar a Carta dos Direitos do Doente.
Vou apenas salientar alguns pontos dessa carta:
- O doente tem direito à prestação de cuidados continuados.
- O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico.
- O doente tem direito de, por si, ou por quem o represente, apresentar
reclamações/sugestões.
Há outros direitos nessa carta que também são importantes. Quis fixar-me nestes porque penso que há muito caminho a andar para que o doente goze destes direitos. Os cuidados continuados em Portugal todos sabemos que não chegam a todos os necessitados. Há necessidade de alargar a rede de cuidados continuados. Com uma maior rede de cuidados continuados criaremos melhores cuidados de saúde ao doente. Os hospitais centrais ficam com mais camas, com mais profissionais, com melhores condições para prestarem outros serviços, outros cuidados que não os "continuados". A pessoa doente tem direito aos cuidados de saúde durante toda a sua vida.
Os doentes, muitas vezes, são impedidos de ler o seu processo clínico. Mas porquê?
São poucos os que reclamam e muito menos aqueles que apresentam sugestões. Terão medo das consequências?

A saúde é importante, muito importante para a felicidade humana.
Haja saúde, porque o resto vem por acréscimo.

09/02/08

COMPORTAMENTOS E ATITUDES

É essencial haver uma permanente atenção e grande dedicação ao doente, visto como pessoa humana com necessidades físicas, psíquicas, espirituais, culturais e sociais para satisfazer. É importante que o doente não se sinta um peso, um fardo, rejeitado ou abandonado no hospital.
O Auxiliar de Acção Médica, muitas vezes os primeiros profissionais de saúde a lidar com o doente, deve procurar ser competente e mostrar afecto pela pessoa que acabou de dar entrada no seu serviço.

O Auxiliar de Acção Médica deve esforçar-se por adquirir comportamentos que o dignifiquem. O mesmo deve fazer em relação ao serviço onde trabalha e com isso, prestigiar o estabelecimento de saúde onde trabalha.


Como Auxiliar de Acção Médica devemos assumir algumas atitudes adequadas como as de:
- Fazer um bom acolhimento ao doente recém-admitido;
- Preservar um ambiente calmo e sem ruídos;
- Evitar conversas sobre situações pessoais, questões familiares ou sociais, quando não
necessárias. Se ocorrerem, não fazer comentários gratuitos;
- Evitar conversas inúteis e prejudiciais para o doente quando estamos ao seu redor.
- Demonstrar carinho e afecto pelos doentes mais debilitados, mais carenciados e mais
desprotegidos;
- Falar com calma e em tom de voz adequado;
- Não perder a paciencia, mesmo perante comportamentos de incompreensão por parte do
doente;
- Escutar atentamente o doente;
- Sorrir oportuna e adequadamente;
- Para qualquer solicitação médica, de enfermagem ou administrativa, garantir que a
transmite ao destinatário ou encaminhar adequadamente;
- Cuidar do doente com jeito e delicadeza;
- Conhecer o doente e chamá-lo pelo nome;
- Garantir o sigilo profissional, não revelando a ninguém, fora da equipa de saúde, dados
relacionados com o doente ou a sua doença; encaminhar as informações para quem está
autorizado a dá-las, mas com escusas cuidadas e não intempestivas.

Estes comportamentos dos Auxiliares de Acção Médica também se devem aplicar nas relações com os outros elementos da equipa multidisciplinar bem como com os familiares dos doentes ou outros visitantes do serviço.

29/01/08

MAIS DO MESMO???

Dra.Ana Jorge é a Nova Ministra da Saúde. Deixa o cargo de directora do Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
A futura ministra aceitou o convite e diz que acredita na reforma em curso, bem como no Serviço Nacional de Saúde....



Bem-vinda ao circo!!!

20/01/08

A AVALIAÇÃO AVALIADA

Com a publicação da Lei nº66-B/2007, de 28 de Dezembro de 2007, entrou em vigor em Portugal o SIADAP(Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Pública). Este sistema, que há tanto se fala, vai agora também avaliar o desempenho dos serviços, dirigentes e trabalhadores do Estado.
A partir deste ano, os funcionários públicos vão ser responsabilizados sempre que não cumprirem os seus objectivos.
No caso dos Auxiliares de Acção Médica, iremos ser avaliados pelo(a) nosso(a) encarregado(a), pelo Chefe de Enfermagem do serviço onde trabalhamos, pelo Encarregado Geral...pelos gestores e directores da unidade de saúde.
A avaliação deve ser comunicada ao auxiliar numa reunião com o avaliador, a ser realizada durante o mês de Fevereiro.
Ouço dizer que agora é a doer! E antes não?
O SIADAP tem quotas de avaliação: cada serviço tem um limite de 25% de "Muito Bom"e desses apenas 5% podem ser avaliados de "Excelentes" e "Relevantes". Ora, num serviço com Directores, gestores, médicos, técnicos, enfermeiros e Auxiliares como avaliar bem?

15/01/08

REGULAMENTAR A CARREIRA DE AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA


O que significa regulamentar a carreira de Auxiliar de Acção Médica?
Significa ser reconhecido.
Os auxiliares de acção médica respeitam todas as profissões. Não queremos privilégios, mas apenas ser reconhecidos como profissionais de saúde, com uma vida profissional bem regulamentada, com perspectivas de evolução e crescimento profissional, pessoal e monetário.
O Governo prepara-se para aprovar as Carreiras e Vínculos e pelo que já li por aí, os Auxiliares de Acção Médica passarão a integrar a profissão dos "Técnicos Operacionais", ficando metidos no mesmo "saco" os vigilantes, os porteiros, os motoristas, os electricistas, os/as cozinheiras, os barbeiros, etc. etc....todos com carreiras diferentes e diferentes tarefas, mas todos chamados "Técnicos Operacionais".Os trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde, onde se incluem os A.A.M., através da sua associação(A.T.S.G.S.)estão a trabalhar e bem.Daqui a uns meses vamos ver o que será o nosso futuro profissional.

12/01/08

EM MEMÓRIA DO JAIME

Estou triste!
O Jaime, o doente da cama 66, tinha a sua fotografia publicada na necrologia do Jornal de Notícias. A sua mãe e restante família anunciava a hora do seu funeral e chorava a perda do seu ente querido...coitado do Jaime, nestas últimas semanas foi tratado pior que um cão abandonado. Esteve no hospital e não recebia visitas e a roupa que vestia era do hospital. Ele perguntava quando ia para casa da mãe. Mas no dia que os médicos lhe deram alta, a equipa de enfermagem contactou a família e o transporte foi marcado para o fim do dia 31 de Dezembro. Eu, no dia 1 de Janeiro fui trabalhar de manhã e para meu espanto encontro o Jaime na mesma cama. Soube que não havia ninguém em casa para o receber, a mãe não lhe abriu a porta e os senhores do transporte de doentes regressaram com ele ao hospital. Durante essa manhã, o Jaime perguntou-me se ia nesse dia para casa...queria ir para casa. Claro que lhe expliquei que era feriado e não havia quem o levasse e talvez fosse no dia seguinte.
Mas o Jaime continuou na cama 66, a tomar banho e a vestir um daqueles pijamas do hospital. Foram mais uns dias e um dia disseram-me que finalmente tinha sido transferido para uma unidade de saúde lá para os lados de Baião. Fiquei contente com a notícia, porque dada a idade da mãe do Jaime seria talvez melhor ele ir para um sítio onde o apoio não lhe faltaria.
Ontem fiquei triste, muito triste quando vi a sua fotografia no jornal. O Jaime merecia mais carinho, mais ternura e afecto. Os homens e mulheres que trabalharam ou trabalham na Associação de Ourives talvez se lembrem do contínuo chamado Jaime. Quanto à sua mãe, dona de casa, ao seu irmão, arquitecto, não tenho tantas certezas. Triste, triste é mesmo morrer abandonado.Nem um cão merece morrer assim!

09/01/08

A IMPORTÂNCIA DA BOA FORMAÇÃO



O JOGO DA VIDA

Os Heróis desta história:
Silvério Albino
e
Mário Baptista

Tiago,
13 anos, guarda redes do Castrense, no jogo de futebol do campeonato Distrital de Iniciados, que ocorreu no passado domingo, chocou com um adversário, caindo inanimado no chão.
O árbitro do encontro, Silvério Albino, apercebeu-se da gravidade da situação e correu para o jogador, e com a ajuda do seu assistente Mário Baptista, iniciaram as manobras de reanimação. Após quatro longos minutos e três tentativas de reanimar o Tiago, o jogador deu sinal de vida, sendo depois conduzido ao Hospital de Beja, de onde teve alta, tendo já regressado ontem à escola.

"Fiz a melhor arbitragem da minha vida", disse o sr.Silvério Albino, encarregado de pessoal auxiliar da Câmara de Ourique, bombeiro voluntário há 21 anos, pai de um filho com cinco anos e agora herói para o Tiago Resende.

Esta é a história que o Tiago nunca mais vai esquecer durante toda a vida. E se o árbitro não soubesse o que é o Suporte Básico de Vida? O mais certo era o jovem já estar a viver com uns bons palmos de terra em cima. Abençoada formação e abençoado bombeiro/árbitro que soube pôr em prática os conhecimentos necessários para salvar uma vida humana. Não é necessário ser-se médico, doutorado em ciências da medicina ou lá o que fôr, para em poucos minutos salvar uma vida. O bombeiro limitou-se a praticar aquilo que um dia lhe ensinaram e lhe disseram que poderia salvar vidas humanas quando presenciasse uma situação como a do Tiago.
É bom que as administrações dos estabelecimentos de saúde do nosso país invistam mais na formação dos profissionais que administram. Todos, mas todos sem excepção, devemos ter os conhecimentos básicos para acorrer a situações como a que descrevi. No hospital também ocorrem situações de emergência. Embora seja um local com muitos médicos, enfermeiros, especialistas, secretárias, electricistas, vigilantes, auxiliares, etc.,etc., também andam pelo hospital muitos doentes, muitos familiares e acidentes podem acontecer a qualquer momento, em qualquer canto, em qualquer corredor ou em qualquer elevador...e quem está ao lado do acidentado tem de saber como salvar a vida. Todos os minutos contam e não há tempo para grandes demoras. E dada a importância das manobras de reanimação básicas, porque as paragens cárdio-respiratórias são a causa de morte de milhares de pessoas em todo o mundo, podendo ser evitada se a vítima for socorrida rapidamente, é importante cada um de nós estar apto a salvar uma vida. É importante que o maior número de pessoas disponha de conhecimentos de como intervir em caso de necessidade, enquanto se aguarda socorro de emergência médica. Penso que esses conhecimentos deviam começar nas escolas e levar a formação aos pais, às muitas e variadas Associações Culturais e Desportivas, Restaurantes, Hoteis, Lares de Idosos...e a todos os portugueses, por exemplo, através da televisão, jornais e revistas. A televisão, a caixinha que mudou o Mundo, a caixinha que todos ligam mesmo que não vejam, pode mudar a vida de muitos tele-espectadores com programas de educação e ensinamentos, como este do Suporte Básico de Vida. É tudo uma questão de prioridades e de os senhores das televisões optarem por educar, formar, informar e também entreter o Zé Povinho com assuntos realmente importantes para todos os portugueses e ainda com o prémio de um dia poderem ser Heróis, como o nosso árbitro/bombeiro/encarregado/pai a quem o Tiago tanto agradece.
Ainda bem que há pessoas assim!








MOBILIZAÇÃO E TRANSFERÊNCIA



Video editado por www.humanizar.es .


Aconselho aos Auxiliares de Acção Médica( e também aos enfermeiros) que vejam estas imagens. A internet pode ajudar-nos a melhorar a qualidade do serviço que prestamos aos doentes. Em Portugal, principalmente no grupo dos Auxiliares de Acção Médica, ainda existe uma falta enorme de formação profissional. Tenho investigado na internet temas sobre o assunto e cada vez que encontro algo importante tenho-o divulgado aqui e tenho também passado a informação aos colegas que trabalham comigo. A saúde tem muito para melhorar. Há muito trabalho por realizar. A qualidade dos profissionais de saúde deve ser cada vez maior. A Humanização do Serviço Nacional de Saúde também passa por um maior interesse dos profissionais que todos os dias lidam com os utentes, os doentes e todos os que se servem dos serviços de saúde. Eu, como Auxiliar de Acção Médica e a exercer a minha função num serviço de medicina interna, tenho sentido falta de formação para às vezes acorrer a determinadas situações que me aparecem no dia a dia. A experiência não é tudo, tratar e ajudar pessoas doentes não é sempre igual, não é sempre o mesmo tipo de pessoa e nós, como Auxiliares de Acção Médica, devemos saber ser, fazer e ter a cada momento, a atitude e o gesto mais certo e seguro para com quem temos à nossa frente.

05/01/08

ENTRAR E SAIR DO HOSPITAL


O Hospital de São João já tem o sistema de controlo biométrico em funcionamento experimental desde o dia 1 de Janeiro. As máquinas até agora instaladas não são suficientes e as filas de espera começam a ser preocupantes. Ainda na quinta feira passada, as pessoas demoravam 20 minutos para passar o dedo, tanto à entrada das 8 horas como na saída das 14 horas. Com a necessidade de controlar cerca de 5000 dedos durante o dia, as pobres máquinas entraram em greve e obrigaram os trabalhadores a esperar na fila pela sua vez.
No Hospital de Santa Maria, com mais ou menos o mesmo número de funcionários, a administração decidiu instalar 200 máquinas e progressivamente, todos os computadores onde os profissionais acedem vão ter um controlo biométrico. Porque não seguir este exemplo aqui nos hospitais do norte? Claro, Santa Maria é na capital, é em Lisboa e lá é tudo à grande e à francesa. Os trabalhadores do norte também não gostam de esperar na fila, são tão merecedores como os do sul.

04/01/08

A IMPORTÂNCIA DA PONTUALIDADE


A pontualidade é uma atitude, é respeito pelos colegas que vamos substituir no nosso local de trabalho. Eles esperam a nossa chegada a tempo de poderem passar o "turno" com as informações necessárias e importantes relacionadas com os doentes, com as tarefas a fazer durante o nosso tempo de trabalho, etc. Quando o turno chega ao fim todos os auxiliares de acção médica desejam sair e ir para suas casas, tratar da suas vidas familiares, apanhar o autocarro o mais cedo possível...e a pontualidade é uma questão de atitude, de respeito para com os colegas, que às vezes já levam 12 horas de trabalho em cima do corpo.
Pode ser que o ponto electrónico venha a contribuir para aumenter a pontualidade dos auxiliares de acção médica. Eu, regra geral, cumpridor e pontual, não tenho nada a perder com o ter de colocar o meu dedo no detector de assiduidade do hospital. Temo que alguns colegas sejam assíduos para digitalizar o dedo, mas já não sejam pontuais a chegar ao seu local de trabalho. Recomendo que depois da leitura biométrica (a efectuar uns 10 minutos antes do início do turno)se dirijam para o seu local de trabalho e que a pontualidade seja uma atitude sempre presente.Claro que pontualmente podemos atrasar-nos, por causa do trânsito, por causa do autocarro ou por qualquer outra razão, mas isso é explicável, o que não pode ser explicável nem aceite é que este comportamento se transforme numa rotina. Se o autocarro vem sempre atrasado, a solução é ir para a paragem mais cedo e assim também mais cedo vai chegar ao destino. Se havia muitas pessoas na fila para "pôr o dedo", a solução é na vez seguinte entrar mais cedo no hospital e colocar o dedo mais cedo.
Para mim, a pontualidade é uma questão muito importante. E quando se trabalha num hospital ou noutro estabelecimento de saúde, a pontualidade é muito mais importante. A falha ou o atraso de um auxiliar de acção médica pode desencadear um conjunto de falhas a seguir, como atrasos de análises, de exames, de entrega de processos e a sobrecarga de mais trabalho para a equipa de enfermagem.Vamos todos assumir a pontualidade como uma atitude, como uma rotina que nos ajuda a ser mais profissionais. Ganhamos nós, ganham os doentes e ganha o país. Todos ganhamos e este jogo da Vida de auxiliar necessita de nós.

02/01/08

AS FALHAS DA BIOMETRIA




O Livro de Ponto Automático e Controlo de Assiduidade tem o objectivo de informatizar e facilitar todo o processo relacionado com o livro de ponto e o registo de presenças dos trabalhadores.
Trata-se de um sistema electrónico de controlo de assiduidade que o Ministério da Saúde decidiu implementar em todos os hospitais e serviços centrais de saúde.
O sistema é tido como o método mais seguro do Mundo. Mas, em Portugal já se descobriu como enganar o sistema. Uma simples prótese de um dedo de silicone, com o registo das linhas e sulcos da impressão digital de qualquer profissional de saúde, pode ludibriar a máquina.
Eu sou Auxiliar de Acção Médica, a mim não me faz qualquer tipo de espécie fazer controlo biométrico. Aliás todos os profissionais no serviço onde trabalho, entramos 10 minutos antes da hora, salvo raras excepções, como acontece em todas as empresas.
No Hospital de São João, o sistema começou a funcionar no dia 1 de Janeiro de 2008. Durante os três primeiros meses, paralelamente, vai continuar a ser utilizado o sistema de controlo clássico, ou seja, o "livro de ponto", para perceber se o sistema biométrico está a funcionar bem.
E parece que as máquinas ainda não se habituaram a ler a biometria de muitos profissionais. Ainda hoje, as máquinas decidiram aceitar apenas os números impares. Os trabalhadores com o número mecanográfico "par" tiveram que ir trabalhar sem fazer o registo biométrico da entrada. Quando saí do meu turno de trabalho, o número de máquinas avariadas era ainda maior e muitos trabalhadores sairam sem o respectivo registo, enquanto outros, entravam não podendo registar o momento.
Os 16 terminais para leitura biométrica instalados no Hospital de São João, estão a revelar-se insuficientes face ao número de funcionários que nele trabalham.

31/12/07

MENSAGEM DE ANO NOVO


FELIZ ANO NOVO!!!
Porque razão desejamos "Feliz Ano Novo"?
Porque celebramos a passagem do ano?
Por esta altura do ano, é normal e geral "fazer uma limpeza",
esquecer o passado, pensar no ano novo que aí vem e desejar um futuro mais promissor.
Apesar de não termos alcançado todas as promessas feitas na passagem de ano do ano que está a chegar ao fim, o desejo de recomeçar volta sempre. O desejo da maioria de nós é o de "atirar o passado para trás das costas", "passar uma esponja no passado", estabelecer novos objectivos e trabalhar para um futuro próspero.
Em vez de decidir "Eu não vou fazer isto" ou "Eu não vou fazer aquilo", devemos dizer "Eu vou fazer isto" e "Eu vou fazer aquilo". Existe uma grande diferença e junta-se uma motivação maior, uma maior determinação e uma maior decisão.
Além do mais, estabelecer objectivos não se restringe ao dia do Ano Novo. Pode acontecer em qualquer altura do ano. Mas quando quer que aconteça, marca de facto um "Novo Ano" na vida de uma pessoa.
Recorda-se do ditado "Hoje é o primeiro dia
do resto da minha vida"
Sim! É verdade!
Mas também é verdade dizer: "FELIZ ANO NOVO!"

30/12/07





O AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA DO SÉCULO XXI

Os Auxiliares de Acção Médica tem direito a ser tratados com dignidade. As leis laborais devem servir para fazer respeitar os seus direitos e clarificar os seus deveres, bem como ter em conta as suas dificuldades.
Os Auxiliares de Acção Médica são um dos grupos profissionais que lidam com os doentes. É urgente e fundamental que os AAM, a sua maioria com remunerações muito baixas, sejam um grupo mais reconhecido e uma imagem mais dignificante.Nos últimos anos, os diversos governos refugiaram-se nas políticas economicistas e só têm criado dificuldades no trabalho dos auxiliares. Embora se diga que há muitos auxiliares de acção médica, a verdade é que nos hospitais há falta destes profissionais, principalmente nos serviços de internamento. Por vezes, a falta destes elementos em número suficiente faz diminuir a qualidade do seu trabalho. Há tarefas que deviam ser levadas a cabo com mais tempo, com mais cuidados e como o tempo não pára, por vezes, os auxiliares têm que dar à perna o melhor que sabem e podem.
Actualmente os Auxiliares de Acção Médica já não são só mulheres. Também há muitos homens que exercem as mesmas tarefas das mulheres. Eles, sabem tão bem como elas, utilizar a esfregona para limpar corredores, enfermarias e limpar o que precisa de ser limpo.
Os Auxiliares de Acção Médica estão a entrar numa fase de mudanças na organização das suas carreiras. Há necessidade de dignificar este grupo profissional e dar formação adequada é um começo. A essa melhoria de formação deve-se juntar uma melhor remuneração, mais baseada nas qualidades de cada profissional, nas suas qualidades humanas, na sua vontade e intuição. O tempo da mão-de-obra barata deve passar à história. Os auxiliares devem manifestar-se contra as formas de trabalho que implicam a desumanização e perda de competência ou que nos impedem a possibilidade de formação.
Está a terminar o ano de 2007 e outro vem aí. Vai ser um ano de muitas mudanças no que diz respeito às carreiras e vínculos dos profissionais de saúde. Os Auxiliares de Acção Médica vão também estar na baila e ninguém ainda sabe como vão ficar quanto às carreiras, mas alguma coisa vai acontecer. Tudo o que seja para melhorar, profissionalizar, humanizar e reconhecer o valor dos auxiliares é por nós bem recebido.
Bom fim de Ano e um 2008 repleto de saúde, paz e amor.

A IMPORTÂNCIA DO DEDO PARA TRABALHAR NO HOSPITAL



O fim do ano é a data limite para pôr a funcionar o controlo de assiduidade por impressão digital nos hospitais portugueses.
No São João, Santa Maria e Coimbra, a instalação dos terminais tem sido pacífica. Mas no Hospital de Santo António os terminais já foram danificados e até já houve pessoas a enganar o sistema com dedos de silicone. Vai entrar em vigor para todos os funcionários a partir do dia 1 de Janeiro de 2008. O registo é para todos os profissionais do hospital e durante três meses continuará, em simultâneo, o velho livro de ponto.
O novo sistema vai trazer mais seriedade no registo das entradas e saídas dos funcionários. Ao contrário do livro de ponto, com o sistema digital, o trabalhador tem mesmo que "pôr" o dedo no sensor biométrico e registar a sua entrada ou saída.
Para mim, com o velho ou com o novo vai continuar tudo como dantes. Raramente chego atrasado e muito raramente saio antes da hora. Já não posso afirmar o mesmo de outros colegas que a partir de Janeiro vão mesmo que mudar alguns maus hábitos.
Os Auxiliares de Acção Médica, elementos das equipas multidisciplinares de saúde, quando faltamos, quando chegamos atrasados, quando não trabalhamos em uníssono é sentido pelas equipas de enfermagem, pelos médicos, pelo pessoal de secretariado...a nossa falta só é notada quando não estamos presentes. Muitas vezes a culpa é nossa e só nossa. Temo é que o sistema digital só registe a hora de entrada e de saída. É um começo para a auto-responsabilidade, mas não é suficiente para transformar o trabalhador num melhor profissional.A assiduidade e a pontualidade são importantes, mas há outros factores que ainda têm maior importância na avaliação do trabalho de cada auxiliar. Ser assíduo, ser pontual, ser eficiente, ser zeloso, ser cuidadoso, ser carinhoso, ser muito paciente são alguns "biométricos" bem mais importantes no desempenho dos Auxiliares de Acção Médica. Todos os profissionais do hospital são importantes e todos somos poucos para prestar bons e profissionais cuidados de saúde.
Saibamos nós, os Auxiliares de Acção Médica, aproveitar a assiduidade e a pontualidade para iniciarmos um dia de trabalho em equipa e cada um fazer aquilo que lhe está atribuido fazer e ajudar outros a fazer mais e melhor.

O NATAL DA VIDA E MORTE NOS HOSPITAIS



O verdadeiro Natal dos Hospitais é feito de muitas histórias tristes, que nem a alegria da música consegue esconder. Por esta altura do ano o hospital enche-se de doentes com os motivos mais variados e estranhos. Até parece que há quem despeje o familiar no Serviço de Urgência e os profissionais de saúde que tratem dele. Os serviços de internamento nesta altura do ano fica super cheio e não há lugares vazios nas enfermarias.
O Natal já lá vai, mas a vida continua e vem aí a passagem para 2008 e a cena vai repetir-se. Se o Menino estivesse para nascer agora, não o seria certamente numa dessas maternidades que encerraram porque um "sábio político" disse que tinha de fechar. O mais certo, era o Menino ter nascido numa ambulância qualquer a caminho do hospital situado a centenas de quilómetros de distância, porque o "sábio" tinha mandado encerrar as maternidades da região.
Hoje, em Portugal, nascer e morrer já não é como dantes. Nascem crianças dentro de ambulâncias a caminho do hospital. Os idosos e os novos morrem numa cama de hospital e vão direitinhos para o cemitério. A vida e a morte nunca andaram tão juntos no hospital. A nós, Auxiliares de Acção Médica, só nos resta acarinhar aqueles que nos colocam nas enfermarias do serviço onde trabalhamos.