03/10/07

A ASAE É PRECISA NOS HOSPITAIS


















Asae encerrou cozinhas de hospitais portugueses.

Se as encerraram é porque encontraram situações de incumprimento das regras de higiene e segurança alimentar.

A alimentação nos estabelecimentos de saúde é de uma importância tal que a recuperação dos doentes internados nessas unidades de saúde pode ficar comprometida.

Fechar a cozinha de um hospital não é o mesmo que encerrar a cozinha de um restaurante. Embora em ambos os estabelecimentos a higiene e a segurança alimentar devem ser sempre as melhores, nos hospitais em particular, esses cuidados têm de ser muito maiores. Os utentes(doentes) do hospital, principalmente os que necessitam de internamento, estão muitas vezes mal nutridos quando entram e se a alimentação que lhes administrarem durante o internamento não estiver em perfeitas condições de confecção, conservação e distribuição até ao momento de as ingerir...algo de muito grave pode ocorrer tendo consequências inimagináveis para a saúde do doente.

Eu, como Auxiliar Acção Médica, frequentemente tenho que administrar a alimentação aos doentes internados no serviço onde exerço a minha função. No hospital todos temos o máximo cuidado com os alimentos e temos vindo a participar em acções de formação para melhorar o nosso serviço. Uma das coisas que nos alertam os dietistas é a vigilância e o controlo acerca das temperaturas a que o "carro" da alimentação trabalha durante o tempo de aquecimento da comida. Se algo de anormal acontecer durante o tempo de aquecimento devemos comunicar logo para quem de direito a fim de resolver o problema.

A cozinha do hospital foi remodelada, bem como o refeitório que serve refeições a todos os profissionais de saúde que lá trabalham. Há também muitos estudantes da Faculdade que ali vão tomar as suas refeições. O mesmo fazem algumas pessoas que ali vão visitar os seus familiares.

Ou seja, a cozinha de um hospital, diariamente, fornece uma enorme quantidade de refeições e a um número variado de pessoas. Os doentes do hospital, como doentes que estão, terão menos defesas a uma menos cuidada higiene na confecção dos alimentos. Por isso, as cozinhas, as máquinas, as pessoas que manipulam os alimentos, as instalações onde funciona a cozinha e todo o circuito por onde andam os alimentos(carros de alimentação, corredores, elevadores, copas, tabuleiros, enfermarias, profissionais...) têm que oferecer as condições ideais de higiene e segurança alimentar.

Estas inspecções aos hospitais deviam ser uma acção normal e não só de vez enquando...e porque não estender essas acções às enfermarias dos hospitais que muitas vezes são o "refeitório" dos doentes?

02/10/07

SNS TEM QUE MELHORAR


Um relatório internacional coloca o Sistema Nacional de Saúde em 19.º lugar numa lista de 29 países europeus. O tempo de espera desproporcionado, o número de mortes que os ataques cardíacos provocam são alguns dos aspectos em que Portugal obtém maus resultados.
O relatório sublinha que o sistema de saúde português «não é tão avançado como o de Espanha», mas valoriza os resultados positivos quanto à mortalidade infantil.
O Ministério da Saúde fez saber que concorda com o diagnóstico do estudo e que está a tratar das soluções.
A cotação atribuída ao nosso país envergonha-nos. Mas há que perante esta triste realidade se encabrite corporativamente e grite que temos o melhor sistema de saúde do mundo. Claro que com tal cegueira o sistema nunca mais melhoraria. O que nos vale é que na Saúde também há muitos profissionais que não aceitam baixar os braços e tudo fazem para prestar à colectividade cuidados de saúde de excelência. A esses é devido o nosso reconhecimento público!
Enquanto no nosso país não acabarem com os "negócios" da saúde, não haverá sistema que resista e que esteja de facto ao serviço de todos os utentes e não só para alguns.

01/10/07

OS DOENTES SÃO TRATADOS COM DELICADEZA E DIGNIDADE


António Lobo Antunes, hoje conhecido por todos os portugueses como um dos escritores mais conceituados e conhecidos. Antes de ser escritor, licenciou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Em Março deste ano, foi ao Hospital de Santa Maria e para surpresa sua acabou por ficar internado e mais tarde foi operado, por um cirurgião amigo, a um cancro que vivia dentro do seu corpo, sem o seu conhecimento.
A revista Visão entrevistou-o e deixo aqui alguns momentos dessa entrevista:
"O que posso dizer é que eu e todos os outros doentes só recebemos atenções. Dos médicos e dos enfermeiros, mas também das pessoas mais modestas que lá trabalham. Se dizem que tratam mal os doentes nos hospitais, a minha experiência foi justamente a contrária. Sempre vi os doentes serem tratados com a maior dignidade. Estou muito grato às pessoas que cuidaram de mim e que tiveram comigo a maior delicadeza".
Não trabalho no Hospital de Santa Maria, mas como profissional de saúde noutro grande hospital, alegro-me e fico contente pelo trabalho dos meus colegas do sul. Delicadeza e dignidade são valores que nós, auxiliares de acção médica, devemos ter sempre presente durante o tempo que estamos no hospital( e em todo o lado). Mas sabe bem ouvir estes elogios, ou não?
Desejo a completa recuperação ao Dr.António Lobo Antunes, que como homem da escrita e pensador disse:"TENHO A MORTE DENTRO DE MIM
É HORRÍVEL ESTAR GRÁVIDO DA MORTE".

27/09/07

MUDAR PARA MELHOR

AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA É OBRIGADA A TRABALHAR PORQUE LHE NÃO RENOVAM A BAIXA

Lúcia Queirós, Auxiliar de Acção Médica, no Hospital de Viseu, nunca imaginou que a sua vida desse tamanha volta. Habituada a andar, dançar e trabalhar, há 18 meses que está parada. Um dia, num gesto normal, deu um jeito à perna e rompeu o menisco. Correu “seca e meca” à procura de ajuda. Foi vista por quatro médicos. Foi operada cinco vezes. Gastou milhares de Euros em cirurgias e exames, à custa de empréstimos bancários. Mas as dores continuam... A Lúcia diz que mal consegue andar. Impedida de trabalhar, passa os dias no sofá. Pela sexta vez em pouco mais de ano e meio, foi novamente operada. Desta vez, para colocação de uma prótese. A única solução apresentada pelo actual médico. Entretanto, já terminou a baixa de 18 meses e Lúcia voltou à Junta Médica para pedir nova baixa. Apesar de não poder andar por causa das dores, foi-lhe dito que tem de voltar ao trabalho. Ou então, pede licença sem vencimento. Lúcia não se conforma. Diz que não pode trabalhar e não aceita as alternativas que lhe apresentaram. Não pode pedir licença sem vencimento porque sem dinheiro, não pode pagar a casa, nem sustentar os filhos. É com revolta que Lúcia fala do caso. Vê-se num beco sem saída. Ela é a primeira pessoa a querer voltar ao trabalho, mas simplesmente não pode...

19/09/07

LIVRO DE PONTO BIOMÉTRICO EM TODAS AS UNIDADES HOSPITALARES DA REGIÃO NORTE JÁ EM OUTUBRO

Foi hoje publicado um despacho do Ministério da Saúde onde se determina que todas as unidades hospitalares da região norte, vão implementar em Outubro o controlo biométrico da assiduidade e pontualidade dos funcionários.



O documento garante que o quadro legal a aplicar na Administração Pública, bem como no das EPE, «é suficientemente flexível» e admite modelos de adaptação a especificidades e necessidades das instituições e o ajustamento às condições especiais de trabalho dos seus profissionais.

17/09/07

COMO OS INGLESES CONTROLAM AS INFECÇÕES NOS HOSPITAIS

Hospitais britânicos proíbem mangas compridas e gravatas:

"Os hospitais britânicos vão proibir gravatas, mangas compridas e bijutaria num esforço para parar a propagação de infecções hospitalares, de acordo com as novas regras divulgadas hoje.
Os códigos de vestuário dos hospitais exortam os médicos a terem um ar profissional, o que tem levado ao uso de gravata no caso dos homens, mas à medida que se intensificam as preocupações com as infecções hospitalares os médicos passaram a olhar com mais atenção para a sua roupa.
«As gravatas raramente são lavadas, mas são usadas diariamente», indicou o Departamente de Saúde numa declaração, salientando que «não representam qualquer benefício para o tratamento dos doentes e provou-se estarem cheias de micróbios patogénicos».
As novas regras, a aplicar no próximo ano, implicarão o final das tradicionais batas brancas dos médicos (devido às mangas compridas), disse o ministro da Saúde, Alan Johnson. As unhas falsas, a bijutaria e os relógios, que o departamento alertou poderem abrigar germes, também são proibidas.
Johnson disse que a regra de manter os braços livres a partir do cotovelo pode ajudar a evitar a propagação do «Staphylococcus aureus» resistente a meticilina (MRSA), uma bactéria resistente a quase todos os antibióticos.
A MRSA é responsável por mais de 40 por cento das infecções do sangue a nível hospitalar no Reino Unido. Devido ao facto da bactéria ser tão difícil de matar, os funcionários de saúde têm optado por tentar conter a sua propagação através da melhoria das condições de higiene".
Diário Digital / Lusa
17-09-2007 17:19:00

Se estas regras forem adoptadas pelo sr.Ministro da Saúde, meus caros, é melhor começar a pensar em voltar às unhas com que nascemos, andar sem relógios, aneis...trabalhar com tudo no seu sítio.

RUMO AO FUTURO

II CONGRESSO NACIONAL DA A.T.S.G.S.

A Direcção da Associação de Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde, comunica a todos os colegas que se vai realizar nos dias 02 e 03 de Novembro de 2007,
o II CONGRESSO NACIONAL da Nossa Associação no Fórum da Maia.
Sendo este mais um facto relevante dos nossos objectivos, convidamos todos os colegas a participarem neste evento de carácter formativo e valorização profissional.

Contactos:
Direcção: mailto:direccao@atsgs-pt.com Telemóveis - 917269203 - 917269211
Delegação Regional Norte: norte@atsgs-pt.com Telemóvel - 917269337
Delegação Regional Centro: mailto:centro@atsgs-pt.comTelemóvel - 917269138
Delegação Regional Sul: sul@atsgs-pt.com Telemóvel - 917269134
Oportunamente divulgaremos o programa do II Congresso Nacional

28/05/07

ALERTA AOS AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde


Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde, o Sindicato da Função Pública apela à participação destes trabalhadores na luta de 30 de Maio.
Ler Comunicado em PDF

PARA ONDE VAIS PORTUGAL?

Na DGCI, construiram uma aplicação informática, que permite recolher os dados pessoais dos grevistas.
Desde o 25 de Abril (que se saiba...) que nenhum governo tinha tomado uma medida destas, ao melhor estilo da PIDE, STASI, etc.
Quem fizer greve no dia 30 de Maio, vai ter o seus dados pessoais numa base de dados.
A melhor resposta a uma medida destas, é haver uma grande adesão à greve e não ficar com medo destes senhores.

ALERTA!

Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais
O GOVERNO QUER ACABAR COM A CARREIRA
Governo apresentou uma proposta de
novo sistema de Vínculos Carreiras e Remunerações
que, a ser aprovado e aplicado, significa o fim da carreira dos serviços
gerais da saúde!
Não podemos permitir que isto aconteça!
Não podemos permitir que dezenas de anos de luta para a criação de um
estatuto profissional próprio sejam atirados para o caixote do lixo!
A carreira justifica-se e deve desenvolver-se, para bem da prestação de um
serviço público de qualidade aos utentes dos serviços de saúde!
Efectivamente o Governo quer acabar com a generalidade das carreiras do regime geral e
de regime especial (onde a carreira dos serviços gerais da saúde está incluída) e inclui-las
todas em 3 carreiras.
As carreiras dos serviços gerais da saúde (Auxiliares de Acção Médica; Auxiliares de
Apoio e Vigilância; Operadores de Lavandaria; Cozinheiros; Auxiliares de Alimentação)
seriam todas integradas na carreira de Assistente Operacional juntamente com todas as
carreiras auxiliares de regime geral (Motoristas; Telefonistas; Auxiliares Administrativos,
etc, etc).
Os próprios Encarregados (de Sector; de Serviços Gerais e Chefes de Serviços Gerais)
seriam incluídos nesta carreira e na mesma categoria dos restantes trabalhadores da
actual carreira.
Depois, a integração faz-se em escalão em que corresponda a mesma remuneração que a
actual ou a imediatamente inferior!, pondo-se assim em causa futuros aumentos, que só
existiriam se, e quando, o valor da nova posição remuneratória ultrapassar a actualmente
auferida.
Quanto aos vínculos, o Governo quer que todos os trabalhadores (incluindo os que têm nomeação em lugar do quadro) passem para o regime
de Contrato de Trabalho em
Funções Publicas,
introduzindo a possibilidade de despedimento por inadaptação ao posto
de trabalho e por extinção do mesmo, entre muitas outras medidas que aumentam a
precariedade e reduzem direitos dos trabalhadores da função pública.
Só haveria mudança de posição remuneratória (os actuais escalões) se essa possibilidade
estivesse orçamentada, se o dirigente máximo do serviço incluísse a carreira, a categoria,
e a área funcional respectiva no elenco daquelas que podem mudar de escalão e se o
trabalhador tiver duas avaliações seguidas de excelente, ou três seguidas de relevante, ou
cinco seguidas de adequado e caso, quando chegar à sua vez, ainda restar dinheiro.
Porque se já não houver, mesmo que reúna os requisitos todos, não se muda de escalão!

ISTO NÃO PODE SER!
ISTO É IMORAL!
TEMOS QUE LUTAR CONTRA ISTO!

Os Serviços Mínimos definidos e que não têm sido contestados pelo Ministério da Saúde,
são aqueles que funcionam 24 horas por dia durante os sete dias da semana, com o número de trabalhadores que prestam serviço durante o turno da noite,ao
domingo,durante o período normal de férias
.
São ainda assegurados os serviços que garantam a
continuidade dos tratamentos já iniciados nas áreas da quimioterapia e da hemodiálise.
Fora destes não existem serviços mínimos a serem prestados!


DEFENDE O TEU FUTURO!

18/05/07

IVG

Segundo projecto de portaria do Ministério da Saúde para a IVG
Aborto: hospitais com médicos que aleguem objecção de consciência pagam intervenção noutra unidade
17.05.2007 - 18h03 Lusa

As instituições de saúde autorizadas a realizar abortos, mas impedidas de os praticar por os profissionais de saúde alegarem objecção de consciência, vão ter de encaminhar as mulheres para outros estabelecimentos e pagar as intervenções, segundo um projecto de portaria do Ministério da Saúde, que deverá regulamentar a lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG), até às dez semanas e a pedido da mulher.
A medida consta do projecto que define as regras "a adoptar nos estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos com vista à interrupção da gravidez". O diploma, a que a Lusa teve acesso e que está a ser analisado por especialistas, dedica um artigo à objecção de consciência dos profissionais de saúde que sejam contra a IVG e, por isso, se recusem a praticá-la.
Os profissionais que pretendam evocar este direito devem manifestá-lo por escrito e apresentá-lo "em tempo útil, de modo a que sejam garantidos, no mínimo indispensável, os cuidados a prestar e seja possível recorrer a outro profissional, se for caso disso".
De acordo com o documento, os médicos e profissionais de saúde que manifestem este direito deverão, contudo, "prestar a assistência necessária em situações decorrentes da interrupção da gravidez em que a saúde da mulher esteja comprometida e em risco".

O projecto de portaria - que deverá regulamentar a lei sobre a IVG, publicada precisamente há um mês em Diário da República - prevê uma resposta das instituições que, perante a objecção de consciência dos profissionais de saúde, fiquem impossibilitadas de realizar o aborto. Nestes casos, os estabelecimentos de saúde "devem desde já providenciar pela garantia da sua realização, adoptando as adequadas formas de cooperação com outros estabelecimentos de saúde legalmente habilitados, assumindo os encargos daí resultantes". As instituições de saúde poderão, inclusive, recorrer a outro profissional, após ter conhecimento "em tempo útil" da formalização da objecção de consciência dos médicos e demais profissionais de saúde.
De acordo com o diploma, "os profissionais de saúde objectores de consciência não podem em qualquer circunstância impor os seus fundamentos éticos ou morais, mas podem explicá-los à mulher se ela o solicitar".
Segundo o artigo 30º do Código Deontológico dos Médicos, "o médico tem o direito de recusar a prática de acto da sua profissão quando tal prática entre em conflito com a sua consciência moral, religiosa ou humanitária, ou contradiga o disposto neste código".


IVG com registo obrigatório anónimo e confidencial
Segundo a mesma portaria da tutela, todas as interrupções de gravidez legais, realizadas nas instituições públicas e privadas, terão de ser inscritas num registo anónimo e confidencial que reunirá dados da utente, da intervenção e da contracepção após o aborto.

O acto deverá ser assim precedido do preenchimento de pelo menos três documentos: o registo de interrupção da gravidez, o consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez e um certificado de comprovação do tempo de gestação.
O registo de interrupção da gravidez será "anónimo e confidencial e de preenchimento obrigatório" e reunirá "todas as interrupções de gravidez com enquadramento legal realizadas nos sectores público e privado". Este registo deverá conter dados da utente, da IVG e da contracepção após a intervenção.
Cada estabelecimento de saúde deverá, até ao dia 20 de cada mês, "proceder ao registo online das intervenções realizadas no mês anterior", lê-se no documento. A grávida terá ainda de assinar um documento de "consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez".
O diploma apresenta os quatro tipos de IVG, para que a mulher autorize o procedimento recomendado pelos profissionais de saúde: cirúrgico com anestesia local, cirúrgico com anestesia geral, medicamentoso e medicamentoso seguido de cirúrgico.
O documento prevê ainda que o profissional de saúde assuma que informou a grávida "do significado da interrupção da gravidez, assim como dos seus possíveis riscos e complicações". O outro documento que deverá proceder a IVG é um "certificado de comprovação do tempo de gestação", a preencher por um profissional de saúde e a atestar que a gravidez não excede as dez semanas de gestação, mediante observação por ecografia.


Mulheres devem ser informadas das possibilidades de adopção

Outra das recomendações da projecto do Ministério da Saúde é que as mulheres que queiram abortar devem ser informadas sobre as possibilidades de adopção. “Compete ao profissional de saúde disponibilizar informação sobre as condições de apoio que o Estado pode dar, designadamente, as previstas na legislação da protecção da maternidade e paternidade e as relativas à adopção. Tais esclarecimentos devem, preferencialmente, ser acompanhados de informação escrita", refere o projecto de portaria.

Esta foi uma das questões referidas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, numa mensagem enviada ao Parlamento aquando da promulgação da nova lei do aborto. Para o Presidente, na consulta médica, a mulher deveria ter "conhecimento sobre a possibilidade de encaminhamento da criança para adopção, no âmbito da informação disponibilizada acerca dos apoios que o Estado pode dar à prossecução da gravidez".

Entre a informação que deve ser prestada à mulher está ainda o tempo de gravidez, os métodos de interrupção adequados ao caso concreto e esclarecimentos quanto a métodos contraceptivos.

O Presidente da República também defendeu como razoável a presença do progenitor na consulta obrigatória e no acompanhamento psicológico. "Se for essa a vontade da mulher grávida (...) deve ser autorizada que a mesma se faça acompanhar por terceira pessoa durante o processo de decisão", refere o documento.

A consulta obrigatória que antecede a IVG tem de ser marcada no período máximo de cinco dias após ser pedida pela grávida. A consulta prévia é o primeiro passo deste processo e cabe ao director de serviço de cada estabelecimento de saúde garantir a sua realização em tempo útil.
Artigo retirado do "Público" de 18/05/2007

16/05/07

FEIRA DA SAÚDE NA EXPONOR


DATA: 24 a 27 de Maio de 2007
HORÁRIO: 10h – 20h
ORGANIZAÇÃO: EXPONOR- Feira Internacional do Porto
LOCAL: EXPONOR- Feira Internacional do Porto
INTERESSANTE PARA:
- Médicos- enfermeiros- técnicos de saúde- técnicos de reabilitação- terapeutas- assistentes sociais- professores- educadores- auxiliares de acção médica,educativos- público em geral
EM EXPOSIÇÃO- Produtos, equipamentos e serviços para unidades de saúde (hospitais, clínicas, centros de saúde, consultórios médicos)- Informática médica e telemedicina- Ajudas técnicas e novas tecnologias para pessoas com deficiência- Geriatria - Nutrição- Termas & Spas- Medicinas alternativas- Seguradoras - Terapia da Fala- Fisioterapia- Medicina no Trabalho.

26/04/07

IX CONGRESSO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA EM CONGRESSO



Realiza-se no dia 27 de Abril o IX Congresso dos Auxiliares de Acção Médica do Norte.
"Reflexões das práticas" é o tema escolhido pela organização para este ano. O Fórum da Maia vai ser o local onde vai decorrer este congresso. Este ano não vou estar presente, mas para o próximo conto estar mais atento ás datas e ao local, pois, marcar presença e participar nestes eventos serve para enriquecimento pessoal e profissional.

UM DIA CHEGAMOS LÁ...

"Quantos de nós, trabalha com profissionais de outras categorias que exercem funções há muitos anos, apenas com a 4ªclasse e alguma formação específica, sem curso superior? Ou com curso superior, recém licenciados, que não sabem prestar cuidados aos doentes, quando iniciam a sua actividade? Não é o canudo que dá a competência ou apetência para determinada profissão, não há genes específicos, escolhidos para cada categoria. Todos temos capacidades, que se desenvolvem dependendo também das oportunidades. Não queremos ocupar o lugar dos outros. Apenas o nosso! A maioria das funções por nós desempenhadas foram atribuidas por quem, agora, se recusa a admitir que as executamos, e que não temos a intenção de o continuar a fazer na clandestinidade. Queremos que todos saibam que não somos os parentes pobres da saúde. Queremos ser reconhecidos, valorizados pelo nosso esforço e pelas múltiplas tarefas que desempenhamos.
Com união, trabalho e determinação, alcançaremos um dia, os nossos objectivos.
Termino com um pensamento:
"Se te entreteres a atirar pedras contra os cães que te ladram,
nunca mais chegas ao fim do caminho"

Autora do texto:Elisa Leite-H.G.S.A
in BITs.g.s. de 26/02/2006 nº3




19/04/07

NOVO SISTEMA DE AVALIAÇÃO

Função Pública:
Governo aprova novo sistema de avaliação.

O Governo aprovou hoje, na generalidade, uma proposta que cria o novo sistema integrado de gestão e avaliação de desempenho da Administração Pública (SIADAP) que se aplicará a serviços, dirigentes e trabalhadores.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular das pastas de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que o novo sistema entrará em vigor em 2008.
Além desta proposta, o Governo aprovou também, na generalidade, o diploma que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores da administração pública.
As duas propostas serão ainda discutidas com os sindicatos da função pública e terão de ser submetidas à aprovação da Assembleia da República.
Na proposta referente aos regimes de vinculação, o Governo prevê duas modalidades: a nomeação, reservada às carreiras de defesa externa e soberania (incluindo juízes e Ministério Público); e o contrato de trabalho em funções públicas, que terá um regime aproximado ao do Código do Trabalho.
Em matéria de carreira, além de diminuir o seu número, a proposta estabelece apenas dois tipos: as gerais e as especiais.
No que respeita a remunerações, o executivo pretende consagrar uma tabela remuneratória única e, em matéria de suplementos, inicia um processo «de racionalização».
A proposta apresenta ainda como objectivo uma simplificação das figuras de mobilidade geral, criando a cedência de interesse público, entre a administração pública e o exterior e vice-versa, e a mobilidade interna, referente a serviços, carreiras e categorias.
Diário Digital / Lusa
19-04-2007 14:42:47

18/04/07

ENFERMEIROS AUXILIARES?!

"Caros colegas :
Estava eu a absorver alguma informação de sites de enfermagem quando me deparo com um site em que se discutiam as leis para os indivíduos com mais de 23 anos no acesso ao ensino superior. Ora comentário para aqui, comentário para acolá, qual não é o meu espanto quando leio o seguinte post que passo a transcrever: 'Para vossa informação os primeiros 6 num concurso a Auxiliar de Acção Médica no HSJ são enfemeiros recém-licenciados. E com certeza que não andaram a limpar retretes de hospitais, mas a partir de agora vão passar andar, ordenados por semelhantes seus, e vão ter muitos pontos por isto. '
Por favor! Isto que não seja verdade! Porque a ser verdade lamento muito sinceramente que as pessoas se curvem desta forma! Afinal somos ou não somos enfermeiros?! Afinal existe ou não existe falta de enfermeiros?! (segundo a nossa adorada bastonária o rácio actual não é suficiente... mas isso são outras águas). E também me custa muito lutar por uma alteração da nossa situação actual, quando tenho colegas que me colocam um pé em cima da cabeça para que me curve, porque vamos lá a ver... que respeito eu e outros colegas poderemos exigir quando temos um outro colega, com as mesmas competências profissionais de esfregona na mão?!"
# posted by doutorenfermeiro : 2/19/2007 02:15:00 PM "

HARMONIZAÇÃO NA FUNÇÃO PÚBLICA

SIC Online - Harmonização na Função Pública:


O Governo quer harmonizar os horários e as férias na Função Pública. Mesmo os trabalhadores do Estado com contrato individual vão passar a trabalhar 35 horas por semana e a gozar 25 dias de férias.

Os funcionários públicos que celebraram um contrato individual de trabalho têm, até agora, de cumprir 40 horas semanais e têm direito a 22 dias úteis de férias, como acontece no sector privado.

Com esta alteração o governo uniformiza os horários e as férias de toda a Função Pública, mas da forma mais vantajosa para os trabalhadores já que a grande maioria dos funcionários públicos, mais de 80 por cento, é nomeada e segue o regime de horário das 35 horas.

Quanto às férias, no número de dias varia dependendo dos anos de trabalho, mas o mínimo são os 25 dias. "

Sic.TV

01/04/07

A PARTIR DE HOJE PAGA


Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão começar a pagar as novas taxas moderadoras por internamento e cirurgia a partir de domingo, segundo uma portaria do Ministério da Saúde publicada esta sexta-feira em Diário da República.
A taxa a pagar será de cinco euros por dia de internamento (até um limite de dez dias) e de dez euros por cirurgia de ambulatório, de acordo com a portaria, que actualiza igualmente o valor das restantes taxas moderadoras do SNS, acompanhando a inflação em 2006 (2,3%).
Assim, as taxas para as consultas nos hospitais centrais passam para 4,30 euros (mais 10 cêntimos), nos distritais para 2,85 euros (mais 10 cêntimos) e nos centros de saúde para 2,10 euros (aumento de 5 cêntimos).
O atendimento nas urgências dos hospitais centrais passa a ter uma taxa de 8,75 euros (mais 25 cêntimos), sendo de 7,75 euros (mais 25 cêntimos) nos hospitais distritais, enquanto nos centros de saúde os utentes vão pagar agora 3,40 euros (mais 10 cêntimos).
A taxa moderadora no serviço domiciliário aumenta dos 4,30 para os 4,50 euros e nos exames radiológicos as taxas sofrem aumentos entre os 10 cêntimos para as ecografias (de 3,10 para 3, 40 euros) e os 60 cêntimos para as ressonâncias magnéticas (de 19,50 para 20,10 euros).
Na hematologia (análises ao sangue), os valores mantêm-se inalterados.
As novas taxas, anunciadas há seis meses pelo ministro da Saúde em entrevista à agência Lusa, entram em vigor dois meses depois do previsto, um adiamento que impediu o Estado de ganhar pelo menos 1,6 milhões de euros.
Na altura em que a medida foi anunciada, em Setembro do ano passado, o Governo estimou que estas novas taxas iriam gerar uma receita adicional para o Estado de nove a dez milhões de euros por ano.
António Correia de Campos justificou a criação destas taxas moderadoras com objectivos mais estruturais, como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
A medida foi na altura contestada por vários movimentos de utentes e pelos partidos da oposição, que chegaram a colocar em dúvida a constitucionalidade do alargamento das taxas moderadoras aos internamentos e cirurgias.
A receita gerada pela cobrança de taxas moderadoras e das novas taxas de utilização no Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá representar cerca de 0,9 por cento do Orçamento de Estado de 2007, o equivalente a pouco menos de 16 milhões de euros.
Em 2005, a receita obtida apenas com as taxas moderadoras representou 0,5 por cento do Orçamento da Saúde, ou seja, cerca de oito milhões de euros.
Os novos valores das taxas moderadoras deverão representar um acréscimo de 1,5 milhões de euros para os cofres do SNS.
As novas taxas moderadoras, bem como as que estão em vigor, deverão ser gratuitas para os utentes isentos, o que representa mais de metade dos utilizadores do SNS.

Diário Digital / Lusa







NOVO PRESIDENTE DO HSJ


O novo presidente do Conselho de Administração do Hospital S. João, Dr.António Ferreira, assumiu a "ambiciosa tarefa" de desenvolver uma gestão que acabe com a dependência desta unidade de saúde de "pequenos interesses pessoais".
"Comprometemo-nos
em levar a cabo a ambiciosa tarefa de tornar a gestão deste hospital numa questão de processos, liderados por pessoas, mas suficientemente autónomos, assentes em padrões organizativos de elevada qualidade e sustentados por critérios claros e transparentes, de forma a que a vida do hospital deixe de depender de pequenos interesses pessoais", afirmou.
António Ferreira, que foi director clínico do hospital entre Junho de 2005 e Março de 2006, discursava perante o ministro da Saúde, Correia de Campos, na cerimónia que assinalou a posse da nova administração hospitalar.
Na sua intervenção recordou que o caminho a seguir não vai começar agora, mas teve início há cerca de um ano e meio, com o anterior Conselho de Administração, liderado por José Eduardo Guimarães.
"Já ultrapassamos muitas ladeiras bem íngremes e já derrubamos muitas barreiras", salientou, destacando a implementação de "um conceito novo, original e único de organização clínica".
No mesmo sentido, António Ferreira pretende no seu mandato "promover uma verdadeira autonomização das Unidades Autónomas de Gestão (UAG), para que deixem de ser meros centros de responsabilidade de custos e se transformem em centros de responsabilidade integrada".
Nessa perspectiva, defendeu "uma gestão verdadeiramente autónoma e de proximidade que se associe a uma real e absoluta responsabilização".
Num balanço dos principais resultados obtidos a este nível nos últimos 18 meses, o novo presidente do HSJ salientou, entre outros, a redução de 39 por cento na taxa de infecção hospitalar, o alargamento da prescrição electrónica a 600 camas, o fim do papel na emissão dos resultados laboratoriais e a informatização da urgência.
António Ferreira considerou que o HSJ passou a ser uma unidade de "mente aberta" nas relações com parceiros e deu "alguns passos tímidos" no sentido de se tornar mais acolhedor e humano, destacando que todas as alterações ocorridas nos últimos 18 meses foram conseguidas "sem um queixume para o exterior e sem que se notasse qualquer manifestação de caos no hospital".
No seu longo discurso de posse, o novo presidente do HSJ destacou ainda os resultados "verdadeiramente excepcionais" alcançados em 2006, que se traduziram num aumento significativo de produção.
Nesse sentido, revelou, entre outros, aumentos de 108 por cento nas cirurgias adicionais, de 19,4 por cento nas cirurgias programadas e de 9 por cento nas cirurgias urgentes.
Por outro lado, disse, foi conseguida uma redução de 4,8 por cento nos gastos em medicamentos e os custos de horas extraordinárias caíram 21 por cento.
Em simultâneo, o HSJ manteve no ano passado o desenvolvimento em áreas em que é pioneiro ou referência a nível nacional e internacional, como a cirurgia da doença de Parkinson, o tratamento da incontinência urinária, as perturbações do sono ou o tratamento da dor crónica.
"Quebramos o mito da ingovernabilidade do HSJ e lançamos as bases para sustentar uma nova credibilidade e o renascer da autoconfiança tão abaladas nos últimos anos", frisou.
Para o futuro, António Ferreira prometeu privilegiar os serviços clínicos, defendendo que "todos os outros serviços têm a inalienável missão de servir com absoluta eficácia os serviços clínicos".
No seu discurso abordou ainda a delicada questão do registo electrónico das presenças, assegurando o fim do livro de ponto, que considerou ser "um método ultrapassado e inadequado a uma gestão moderna de recursos humanos".
"Não existe alternativa que não seja a substituição dos tradicionais livros de ponto", frisou, sem adiantar qual a solução que será implementada.
"Não vejamos neste assunto um Adamastor que nos ameaça, nem o encaremos como o Cabo das Tormentas que temos que dobrar, mas antes como o Cabo da Boa Esperança que nos abrirá caminho para uma mais correcta gestão de recursos humanos", afirmou.
A manutenção das infra-estruturas, a reformulação dos serviços social, de nutrição e de psicologia, a reforma dos serviços logísticos e farmacêuticos e a centralização dos laboratórios são outras medidas que a nova administração pretende implementar no HSJ.
Agência LUSA