28/05/07

ALERTA AOS AUXILIARES ACÇÃO MÉDICA

Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde


Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde, o Sindicato da Função Pública apela à participação destes trabalhadores na luta de 30 de Maio.
Ler Comunicado em PDF

PARA ONDE VAIS PORTUGAL?

Na DGCI, construiram uma aplicação informática, que permite recolher os dados pessoais dos grevistas.
Desde o 25 de Abril (que se saiba...) que nenhum governo tinha tomado uma medida destas, ao melhor estilo da PIDE, STASI, etc.
Quem fizer greve no dia 30 de Maio, vai ter o seus dados pessoais numa base de dados.
A melhor resposta a uma medida destas, é haver uma grande adesão à greve e não ficar com medo destes senhores.

ALERTA!

Aos Trabalhadores dos Serviços Gerais
O GOVERNO QUER ACABAR COM A CARREIRA
Governo apresentou uma proposta de
novo sistema de Vínculos Carreiras e Remunerações
que, a ser aprovado e aplicado, significa o fim da carreira dos serviços
gerais da saúde!
Não podemos permitir que isto aconteça!
Não podemos permitir que dezenas de anos de luta para a criação de um
estatuto profissional próprio sejam atirados para o caixote do lixo!
A carreira justifica-se e deve desenvolver-se, para bem da prestação de um
serviço público de qualidade aos utentes dos serviços de saúde!
Efectivamente o Governo quer acabar com a generalidade das carreiras do regime geral e
de regime especial (onde a carreira dos serviços gerais da saúde está incluída) e inclui-las
todas em 3 carreiras.
As carreiras dos serviços gerais da saúde (Auxiliares de Acção Médica; Auxiliares de
Apoio e Vigilância; Operadores de Lavandaria; Cozinheiros; Auxiliares de Alimentação)
seriam todas integradas na carreira de Assistente Operacional juntamente com todas as
carreiras auxiliares de regime geral (Motoristas; Telefonistas; Auxiliares Administrativos,
etc, etc).
Os próprios Encarregados (de Sector; de Serviços Gerais e Chefes de Serviços Gerais)
seriam incluídos nesta carreira e na mesma categoria dos restantes trabalhadores da
actual carreira.
Depois, a integração faz-se em escalão em que corresponda a mesma remuneração que a
actual ou a imediatamente inferior!, pondo-se assim em causa futuros aumentos, que só
existiriam se, e quando, o valor da nova posição remuneratória ultrapassar a actualmente
auferida.
Quanto aos vínculos, o Governo quer que todos os trabalhadores (incluindo os que têm nomeação em lugar do quadro) passem para o regime
de Contrato de Trabalho em
Funções Publicas,
introduzindo a possibilidade de despedimento por inadaptação ao posto
de trabalho e por extinção do mesmo, entre muitas outras medidas que aumentam a
precariedade e reduzem direitos dos trabalhadores da função pública.
Só haveria mudança de posição remuneratória (os actuais escalões) se essa possibilidade
estivesse orçamentada, se o dirigente máximo do serviço incluísse a carreira, a categoria,
e a área funcional respectiva no elenco daquelas que podem mudar de escalão e se o
trabalhador tiver duas avaliações seguidas de excelente, ou três seguidas de relevante, ou
cinco seguidas de adequado e caso, quando chegar à sua vez, ainda restar dinheiro.
Porque se já não houver, mesmo que reúna os requisitos todos, não se muda de escalão!

ISTO NÃO PODE SER!
ISTO É IMORAL!
TEMOS QUE LUTAR CONTRA ISTO!

Os Serviços Mínimos definidos e que não têm sido contestados pelo Ministério da Saúde,
são aqueles que funcionam 24 horas por dia durante os sete dias da semana, com o número de trabalhadores que prestam serviço durante o turno da noite,ao
domingo,durante o período normal de férias
.
São ainda assegurados os serviços que garantam a
continuidade dos tratamentos já iniciados nas áreas da quimioterapia e da hemodiálise.
Fora destes não existem serviços mínimos a serem prestados!


DEFENDE O TEU FUTURO!

18/05/07

IVG

Segundo projecto de portaria do Ministério da Saúde para a IVG
Aborto: hospitais com médicos que aleguem objecção de consciência pagam intervenção noutra unidade
17.05.2007 - 18h03 Lusa

As instituições de saúde autorizadas a realizar abortos, mas impedidas de os praticar por os profissionais de saúde alegarem objecção de consciência, vão ter de encaminhar as mulheres para outros estabelecimentos e pagar as intervenções, segundo um projecto de portaria do Ministério da Saúde, que deverá regulamentar a lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG), até às dez semanas e a pedido da mulher.
A medida consta do projecto que define as regras "a adoptar nos estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos com vista à interrupção da gravidez". O diploma, a que a Lusa teve acesso e que está a ser analisado por especialistas, dedica um artigo à objecção de consciência dos profissionais de saúde que sejam contra a IVG e, por isso, se recusem a praticá-la.
Os profissionais que pretendam evocar este direito devem manifestá-lo por escrito e apresentá-lo "em tempo útil, de modo a que sejam garantidos, no mínimo indispensável, os cuidados a prestar e seja possível recorrer a outro profissional, se for caso disso".
De acordo com o documento, os médicos e profissionais de saúde que manifestem este direito deverão, contudo, "prestar a assistência necessária em situações decorrentes da interrupção da gravidez em que a saúde da mulher esteja comprometida e em risco".

O projecto de portaria - que deverá regulamentar a lei sobre a IVG, publicada precisamente há um mês em Diário da República - prevê uma resposta das instituições que, perante a objecção de consciência dos profissionais de saúde, fiquem impossibilitadas de realizar o aborto. Nestes casos, os estabelecimentos de saúde "devem desde já providenciar pela garantia da sua realização, adoptando as adequadas formas de cooperação com outros estabelecimentos de saúde legalmente habilitados, assumindo os encargos daí resultantes". As instituições de saúde poderão, inclusive, recorrer a outro profissional, após ter conhecimento "em tempo útil" da formalização da objecção de consciência dos médicos e demais profissionais de saúde.
De acordo com o diploma, "os profissionais de saúde objectores de consciência não podem em qualquer circunstância impor os seus fundamentos éticos ou morais, mas podem explicá-los à mulher se ela o solicitar".
Segundo o artigo 30º do Código Deontológico dos Médicos, "o médico tem o direito de recusar a prática de acto da sua profissão quando tal prática entre em conflito com a sua consciência moral, religiosa ou humanitária, ou contradiga o disposto neste código".


IVG com registo obrigatório anónimo e confidencial
Segundo a mesma portaria da tutela, todas as interrupções de gravidez legais, realizadas nas instituições públicas e privadas, terão de ser inscritas num registo anónimo e confidencial que reunirá dados da utente, da intervenção e da contracepção após o aborto.

O acto deverá ser assim precedido do preenchimento de pelo menos três documentos: o registo de interrupção da gravidez, o consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez e um certificado de comprovação do tempo de gestação.
O registo de interrupção da gravidez será "anónimo e confidencial e de preenchimento obrigatório" e reunirá "todas as interrupções de gravidez com enquadramento legal realizadas nos sectores público e privado". Este registo deverá conter dados da utente, da IVG e da contracepção após a intervenção.
Cada estabelecimento de saúde deverá, até ao dia 20 de cada mês, "proceder ao registo online das intervenções realizadas no mês anterior", lê-se no documento. A grávida terá ainda de assinar um documento de "consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez".
O diploma apresenta os quatro tipos de IVG, para que a mulher autorize o procedimento recomendado pelos profissionais de saúde: cirúrgico com anestesia local, cirúrgico com anestesia geral, medicamentoso e medicamentoso seguido de cirúrgico.
O documento prevê ainda que o profissional de saúde assuma que informou a grávida "do significado da interrupção da gravidez, assim como dos seus possíveis riscos e complicações". O outro documento que deverá proceder a IVG é um "certificado de comprovação do tempo de gestação", a preencher por um profissional de saúde e a atestar que a gravidez não excede as dez semanas de gestação, mediante observação por ecografia.


Mulheres devem ser informadas das possibilidades de adopção

Outra das recomendações da projecto do Ministério da Saúde é que as mulheres que queiram abortar devem ser informadas sobre as possibilidades de adopção. “Compete ao profissional de saúde disponibilizar informação sobre as condições de apoio que o Estado pode dar, designadamente, as previstas na legislação da protecção da maternidade e paternidade e as relativas à adopção. Tais esclarecimentos devem, preferencialmente, ser acompanhados de informação escrita", refere o projecto de portaria.

Esta foi uma das questões referidas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, numa mensagem enviada ao Parlamento aquando da promulgação da nova lei do aborto. Para o Presidente, na consulta médica, a mulher deveria ter "conhecimento sobre a possibilidade de encaminhamento da criança para adopção, no âmbito da informação disponibilizada acerca dos apoios que o Estado pode dar à prossecução da gravidez".

Entre a informação que deve ser prestada à mulher está ainda o tempo de gravidez, os métodos de interrupção adequados ao caso concreto e esclarecimentos quanto a métodos contraceptivos.

O Presidente da República também defendeu como razoável a presença do progenitor na consulta obrigatória e no acompanhamento psicológico. "Se for essa a vontade da mulher grávida (...) deve ser autorizada que a mesma se faça acompanhar por terceira pessoa durante o processo de decisão", refere o documento.

A consulta obrigatória que antecede a IVG tem de ser marcada no período máximo de cinco dias após ser pedida pela grávida. A consulta prévia é o primeiro passo deste processo e cabe ao director de serviço de cada estabelecimento de saúde garantir a sua realização em tempo útil.
Artigo retirado do "Público" de 18/05/2007

16/05/07

FEIRA DA SAÚDE NA EXPONOR


DATA: 24 a 27 de Maio de 2007
HORÁRIO: 10h – 20h
ORGANIZAÇÃO: EXPONOR- Feira Internacional do Porto
LOCAL: EXPONOR- Feira Internacional do Porto
INTERESSANTE PARA:
- Médicos- enfermeiros- técnicos de saúde- técnicos de reabilitação- terapeutas- assistentes sociais- professores- educadores- auxiliares de acção médica,educativos- público em geral
EM EXPOSIÇÃO- Produtos, equipamentos e serviços para unidades de saúde (hospitais, clínicas, centros de saúde, consultórios médicos)- Informática médica e telemedicina- Ajudas técnicas e novas tecnologias para pessoas com deficiência- Geriatria - Nutrição- Termas & Spas- Medicinas alternativas- Seguradoras - Terapia da Fala- Fisioterapia- Medicina no Trabalho.

26/04/07

IX CONGRESSO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA



AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA EM CONGRESSO



Realiza-se no dia 27 de Abril o IX Congresso dos Auxiliares de Acção Médica do Norte.
"Reflexões das práticas" é o tema escolhido pela organização para este ano. O Fórum da Maia vai ser o local onde vai decorrer este congresso. Este ano não vou estar presente, mas para o próximo conto estar mais atento ás datas e ao local, pois, marcar presença e participar nestes eventos serve para enriquecimento pessoal e profissional.

UM DIA CHEGAMOS LÁ...

"Quantos de nós, trabalha com profissionais de outras categorias que exercem funções há muitos anos, apenas com a 4ªclasse e alguma formação específica, sem curso superior? Ou com curso superior, recém licenciados, que não sabem prestar cuidados aos doentes, quando iniciam a sua actividade? Não é o canudo que dá a competência ou apetência para determinada profissão, não há genes específicos, escolhidos para cada categoria. Todos temos capacidades, que se desenvolvem dependendo também das oportunidades. Não queremos ocupar o lugar dos outros. Apenas o nosso! A maioria das funções por nós desempenhadas foram atribuidas por quem, agora, se recusa a admitir que as executamos, e que não temos a intenção de o continuar a fazer na clandestinidade. Queremos que todos saibam que não somos os parentes pobres da saúde. Queremos ser reconhecidos, valorizados pelo nosso esforço e pelas múltiplas tarefas que desempenhamos.
Com união, trabalho e determinação, alcançaremos um dia, os nossos objectivos.
Termino com um pensamento:
"Se te entreteres a atirar pedras contra os cães que te ladram,
nunca mais chegas ao fim do caminho"

Autora do texto:Elisa Leite-H.G.S.A
in BITs.g.s. de 26/02/2006 nº3




19/04/07

NOVO SISTEMA DE AVALIAÇÃO

Função Pública:
Governo aprova novo sistema de avaliação.

O Governo aprovou hoje, na generalidade, uma proposta que cria o novo sistema integrado de gestão e avaliação de desempenho da Administração Pública (SIADAP) que se aplicará a serviços, dirigentes e trabalhadores.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular das pastas de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que o novo sistema entrará em vigor em 2008.
Além desta proposta, o Governo aprovou também, na generalidade, o diploma que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores da administração pública.
As duas propostas serão ainda discutidas com os sindicatos da função pública e terão de ser submetidas à aprovação da Assembleia da República.
Na proposta referente aos regimes de vinculação, o Governo prevê duas modalidades: a nomeação, reservada às carreiras de defesa externa e soberania (incluindo juízes e Ministério Público); e o contrato de trabalho em funções públicas, que terá um regime aproximado ao do Código do Trabalho.
Em matéria de carreira, além de diminuir o seu número, a proposta estabelece apenas dois tipos: as gerais e as especiais.
No que respeita a remunerações, o executivo pretende consagrar uma tabela remuneratória única e, em matéria de suplementos, inicia um processo «de racionalização».
A proposta apresenta ainda como objectivo uma simplificação das figuras de mobilidade geral, criando a cedência de interesse público, entre a administração pública e o exterior e vice-versa, e a mobilidade interna, referente a serviços, carreiras e categorias.
Diário Digital / Lusa
19-04-2007 14:42:47

18/04/07

ENFERMEIROS AUXILIARES?!

"Caros colegas :
Estava eu a absorver alguma informação de sites de enfermagem quando me deparo com um site em que se discutiam as leis para os indivíduos com mais de 23 anos no acesso ao ensino superior. Ora comentário para aqui, comentário para acolá, qual não é o meu espanto quando leio o seguinte post que passo a transcrever: 'Para vossa informação os primeiros 6 num concurso a Auxiliar de Acção Médica no HSJ são enfemeiros recém-licenciados. E com certeza que não andaram a limpar retretes de hospitais, mas a partir de agora vão passar andar, ordenados por semelhantes seus, e vão ter muitos pontos por isto. '
Por favor! Isto que não seja verdade! Porque a ser verdade lamento muito sinceramente que as pessoas se curvem desta forma! Afinal somos ou não somos enfermeiros?! Afinal existe ou não existe falta de enfermeiros?! (segundo a nossa adorada bastonária o rácio actual não é suficiente... mas isso são outras águas). E também me custa muito lutar por uma alteração da nossa situação actual, quando tenho colegas que me colocam um pé em cima da cabeça para que me curve, porque vamos lá a ver... que respeito eu e outros colegas poderemos exigir quando temos um outro colega, com as mesmas competências profissionais de esfregona na mão?!"
# posted by doutorenfermeiro : 2/19/2007 02:15:00 PM "

HARMONIZAÇÃO NA FUNÇÃO PÚBLICA

SIC Online - Harmonização na Função Pública:


O Governo quer harmonizar os horários e as férias na Função Pública. Mesmo os trabalhadores do Estado com contrato individual vão passar a trabalhar 35 horas por semana e a gozar 25 dias de férias.

Os funcionários públicos que celebraram um contrato individual de trabalho têm, até agora, de cumprir 40 horas semanais e têm direito a 22 dias úteis de férias, como acontece no sector privado.

Com esta alteração o governo uniformiza os horários e as férias de toda a Função Pública, mas da forma mais vantajosa para os trabalhadores já que a grande maioria dos funcionários públicos, mais de 80 por cento, é nomeada e segue o regime de horário das 35 horas.

Quanto às férias, no número de dias varia dependendo dos anos de trabalho, mas o mínimo são os 25 dias. "

Sic.TV

01/04/07

A PARTIR DE HOJE PAGA


Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão começar a pagar as novas taxas moderadoras por internamento e cirurgia a partir de domingo, segundo uma portaria do Ministério da Saúde publicada esta sexta-feira em Diário da República.
A taxa a pagar será de cinco euros por dia de internamento (até um limite de dez dias) e de dez euros por cirurgia de ambulatório, de acordo com a portaria, que actualiza igualmente o valor das restantes taxas moderadoras do SNS, acompanhando a inflação em 2006 (2,3%).
Assim, as taxas para as consultas nos hospitais centrais passam para 4,30 euros (mais 10 cêntimos), nos distritais para 2,85 euros (mais 10 cêntimos) e nos centros de saúde para 2,10 euros (aumento de 5 cêntimos).
O atendimento nas urgências dos hospitais centrais passa a ter uma taxa de 8,75 euros (mais 25 cêntimos), sendo de 7,75 euros (mais 25 cêntimos) nos hospitais distritais, enquanto nos centros de saúde os utentes vão pagar agora 3,40 euros (mais 10 cêntimos).
A taxa moderadora no serviço domiciliário aumenta dos 4,30 para os 4,50 euros e nos exames radiológicos as taxas sofrem aumentos entre os 10 cêntimos para as ecografias (de 3,10 para 3, 40 euros) e os 60 cêntimos para as ressonâncias magnéticas (de 19,50 para 20,10 euros).
Na hematologia (análises ao sangue), os valores mantêm-se inalterados.
As novas taxas, anunciadas há seis meses pelo ministro da Saúde em entrevista à agência Lusa, entram em vigor dois meses depois do previsto, um adiamento que impediu o Estado de ganhar pelo menos 1,6 milhões de euros.
Na altura em que a medida foi anunciada, em Setembro do ano passado, o Governo estimou que estas novas taxas iriam gerar uma receita adicional para o Estado de nove a dez milhões de euros por ano.
António Correia de Campos justificou a criação destas taxas moderadoras com objectivos mais estruturais, como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
A medida foi na altura contestada por vários movimentos de utentes e pelos partidos da oposição, que chegaram a colocar em dúvida a constitucionalidade do alargamento das taxas moderadoras aos internamentos e cirurgias.
A receita gerada pela cobrança de taxas moderadoras e das novas taxas de utilização no Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá representar cerca de 0,9 por cento do Orçamento de Estado de 2007, o equivalente a pouco menos de 16 milhões de euros.
Em 2005, a receita obtida apenas com as taxas moderadoras representou 0,5 por cento do Orçamento da Saúde, ou seja, cerca de oito milhões de euros.
Os novos valores das taxas moderadoras deverão representar um acréscimo de 1,5 milhões de euros para os cofres do SNS.
As novas taxas moderadoras, bem como as que estão em vigor, deverão ser gratuitas para os utentes isentos, o que representa mais de metade dos utilizadores do SNS.

Diário Digital / Lusa







NOVO PRESIDENTE DO HSJ


O novo presidente do Conselho de Administração do Hospital S. João, Dr.António Ferreira, assumiu a "ambiciosa tarefa" de desenvolver uma gestão que acabe com a dependência desta unidade de saúde de "pequenos interesses pessoais".
"Comprometemo-nos
em levar a cabo a ambiciosa tarefa de tornar a gestão deste hospital numa questão de processos, liderados por pessoas, mas suficientemente autónomos, assentes em padrões organizativos de elevada qualidade e sustentados por critérios claros e transparentes, de forma a que a vida do hospital deixe de depender de pequenos interesses pessoais", afirmou.
António Ferreira, que foi director clínico do hospital entre Junho de 2005 e Março de 2006, discursava perante o ministro da Saúde, Correia de Campos, na cerimónia que assinalou a posse da nova administração hospitalar.
Na sua intervenção recordou que o caminho a seguir não vai começar agora, mas teve início há cerca de um ano e meio, com o anterior Conselho de Administração, liderado por José Eduardo Guimarães.
"Já ultrapassamos muitas ladeiras bem íngremes e já derrubamos muitas barreiras", salientou, destacando a implementação de "um conceito novo, original e único de organização clínica".
No mesmo sentido, António Ferreira pretende no seu mandato "promover uma verdadeira autonomização das Unidades Autónomas de Gestão (UAG), para que deixem de ser meros centros de responsabilidade de custos e se transformem em centros de responsabilidade integrada".
Nessa perspectiva, defendeu "uma gestão verdadeiramente autónoma e de proximidade que se associe a uma real e absoluta responsabilização".
Num balanço dos principais resultados obtidos a este nível nos últimos 18 meses, o novo presidente do HSJ salientou, entre outros, a redução de 39 por cento na taxa de infecção hospitalar, o alargamento da prescrição electrónica a 600 camas, o fim do papel na emissão dos resultados laboratoriais e a informatização da urgência.
António Ferreira considerou que o HSJ passou a ser uma unidade de "mente aberta" nas relações com parceiros e deu "alguns passos tímidos" no sentido de se tornar mais acolhedor e humano, destacando que todas as alterações ocorridas nos últimos 18 meses foram conseguidas "sem um queixume para o exterior e sem que se notasse qualquer manifestação de caos no hospital".
No seu longo discurso de posse, o novo presidente do HSJ destacou ainda os resultados "verdadeiramente excepcionais" alcançados em 2006, que se traduziram num aumento significativo de produção.
Nesse sentido, revelou, entre outros, aumentos de 108 por cento nas cirurgias adicionais, de 19,4 por cento nas cirurgias programadas e de 9 por cento nas cirurgias urgentes.
Por outro lado, disse, foi conseguida uma redução de 4,8 por cento nos gastos em medicamentos e os custos de horas extraordinárias caíram 21 por cento.
Em simultâneo, o HSJ manteve no ano passado o desenvolvimento em áreas em que é pioneiro ou referência a nível nacional e internacional, como a cirurgia da doença de Parkinson, o tratamento da incontinência urinária, as perturbações do sono ou o tratamento da dor crónica.
"Quebramos o mito da ingovernabilidade do HSJ e lançamos as bases para sustentar uma nova credibilidade e o renascer da autoconfiança tão abaladas nos últimos anos", frisou.
Para o futuro, António Ferreira prometeu privilegiar os serviços clínicos, defendendo que "todos os outros serviços têm a inalienável missão de servir com absoluta eficácia os serviços clínicos".
No seu discurso abordou ainda a delicada questão do registo electrónico das presenças, assegurando o fim do livro de ponto, que considerou ser "um método ultrapassado e inadequado a uma gestão moderna de recursos humanos".
"Não existe alternativa que não seja a substituição dos tradicionais livros de ponto", frisou, sem adiantar qual a solução que será implementada.
"Não vejamos neste assunto um Adamastor que nos ameaça, nem o encaremos como o Cabo das Tormentas que temos que dobrar, mas antes como o Cabo da Boa Esperança que nos abrirá caminho para uma mais correcta gestão de recursos humanos", afirmou.
A manutenção das infra-estruturas, a reformulação dos serviços social, de nutrição e de psicologia, a reforma dos serviços logísticos e farmacêuticos e a centralização dos laboratórios são outras medidas que a nova administração pretende implementar no HSJ.
Agência LUSA










16/03/07

HOSPITAL SÃO JOÃO SEM PRESIDENTE


O Dr.José Eduardo Guimarães,até agora presidente do Conselho de Administração do
H.S.João,pediu por carta a sua demissão, invocando razões pessoais.

Todos sabem que não foram só razões de ordem pessoal. As divergências com outros administradores ajudaram a motivar a saída do cargo.

O Dr.António Ferreira, especialista em Medicina Interna e Professor na Faculdade de Medicina do Porto deve ser nomeado para presidente.

03/03/07

RECURSOS HUMANOS EM SAÚDE


Recursos Humanos em Saúde
Escassez ou excesso?


"Não posso nem ninguém poderá dizer se há excesso ou escassez de profissionais no sector da saúde.
A falta de um sistema de informação sobre recursos humanos e a inexistência de um sistema de formação profissional, tem resultado uma aposta na formação sem identificar as necessidades do sistema.
A situação dos auxiliares de acção médica(AAM) no SNS, onde representam 22% dos profissionais de saúde, é uma profissão clandestina, dada a falta de um estatuto profissional e de um enquadramento da formação correspondente destes funcionários.
Aconteceu a alteração do perfil da profissão de enfermagem e o Ministério da Saúde tem que se preocupar com o conteúdo profissional destas pessoas, que participam no acto de saúde do cidadão que entra no hospital e é inexplicável que o terceiro grupo profissional das nossas instituições não tenham formação regulamentada".

Palavras ditas pela sra. Secretária de Estado Adjunta e da Saúde,Carmen Pignatelli, numa conferência organizada pela Associação Portuguesa dos Engenheiros da Saúde e pela Associação dos Médicos Gestores de Unidades de Saúde, realizada no ano de 2006.

13/02/07

A.T.S.G.S. O QUE SIGNIFICA????

A.T.S.G.S. - A única Associação representativa de todos os trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde, cujos orgãos sociais (Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direccção) são compostos na sua totalidade, única e exclusivamente por colegas integrados nas carreiras dos Serviços Gerais do Seviço Nacional de Saúde.
Clicar nos títulos em baixo para saber mais.
Principal A.T.S.G.S. Delegações Adesão à A.T.S.G.S. Legislação

Bem-vindo ao site da A.T.S.G.S. - Associação de Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde









JORNADAS DOS TRABALHADORES DOS SERVIÇOS GERAIS DE SAÚDE







II Jornadas da Delegação Norte da A.T.S.G.S.
Já se encontra em vários Hospitais colocado o Programa das II Jornadas que se vão realizar no próximo dia 30 de Março no Forum de Ermesinde, esta Delegação tem o maior prazer de convidar todos os associados e não associados, que fazem parte dos Serviços Gerais de Saúde em participarem.
Para qualquer informação adicional é favor contactar por email ou por telefone.


Telemóvel:
917 269 337 ou 934 449 023
.
norte@atsgs-pt.com

LUCROS DO HOSPITAL SÃO JOÃO


O Hospital de São João, o segundo maior do país, registou um lucro de 1,5 milhões de euros, no final de 2006, após uma injecção financeira de 99 milhões de euros, a que acresceram os 108 milhões de euros de capital social por via da passagem à gestão empresarial.José Eduardo Guimarães, presidente do São João, garante que este resultado foi alcançado «aumentando a produção» e «gastando quatro milhões de euros na diminuição das listas de espera, que obrigava a uma sobrecarga nos custos com pessoal».As despesas com remunerações cresceram 6%, mas mesmo assim, «o contrato-programa foi cumprido», garante o responsável.O administrador salientou que um dos segredos para um resultado de 1,5 milhões de euros foi «escolher os medicamentos com mais rigor e fazer uma negociação directa com a indústria farmacêutica».




08/01/07

TELEMEDICINA



Ciência,Tecnologia e Saúde



A partir de agora é possível melhorar substancialmente a qualidade de vida de pacientes crónicos com necessidades de acompanhamento médico, reduzindo custos. Através de uma aplicação denominada ‘VitalMobile’, desenvolvida em Portugal pelo Serviço de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) numa parceria com a UltraPonto, os doentes com necessidade de ventilação mecânica domiciliária poderão ser vigiadas pelo seu médico, necessitando para isso, unicamente, de um telemóvel de última geração.
De acordo com a FMUP, o ‘VitalMobile’ é o resultado de mais de dois anos de Investigação e Desenvolvimento com recurso às últimas tecnologias de Comunicações e Informática, no sentido de desenvolver um sistema que responda às necessidades de informação médica remota de pacientes crónicos.
Através deste sistema, um paciente que tinha obrigatoriamente de estar no Hospital para poder ser permanentemente monitorizado, pode agora sê-lo em casa, no trabalho, na escola, em deslocação ou qualquer outro local onde possa ser utilizado um telemóvel, o que confere autonomia aos pacientes e aumenta a sua qualidade de vida.
Note-se que o número de doentes neuromusculares com necessidade de ventilação mecânica domiciliária (VMD) tem vindo a aumentar. Contudo, o apoio respiratório domiciliário não é suficiente nestes doentes, o que motivou a equipa de investigadores a desenvolver um sistema para seguir estes doentes com recurso a uma plataforma de monitorização móvel da oximetria (medição da saturação de oxigénio) do pulso, associada à possibilidade de vídeo-chamada e vigilância da mecânica ventilatória.
A FMUP e a UltraPonto iniciaram agora mais uma fase deste projecto-piloto para adequação e afinação deste sistema de controlo médico à distância de doentes com patologia neuromuscular e insuficiência respiratória. O projecto final consiste na monitorização mediante um telemóvel de última geração e os sensores apropriados que recolherão os níveis de oxigénio, a frequência cardíaca e outros dados pertinentes para avaliação clínica, transmitindo-os continuamente aos servidores ‘VitalMobile’ preparados para o efeito. Esta informação estará assim disponível ao staff médico, a qualquer hora e em qualquer lugar, via PortalWeb seguro, através de um computador com ligação à Internet.
O Serviço de Pneumologia da Faculdade de Medicina do Porto tem sido pioneiro em Portugal na implementação de novas tecnologias de apoio respiratório domiciliário em doentes com insuficiência respiratória crónica.
A UltraPonto é uma empresa sedeada em Lisboa, fundada em 2001, de capitais nacionais e que se dedica desde esse ano ao desenvolvimento de sistemas Integrados de Informação em Medicina e Gestão com recurso às ultimas tecnologias de Informação e Comunicações.

05/01/07

POLÉMICA DOS PONTOS


O controlo da assiduidade e pontualidade está a dar muito que falar.
Já ouvi muitas opiniões, já li nos jornais, as televisões não se calam com o assunto.
Estes relógios de ponto modernos não são mais do que uma versão actual do livro de ponto em papel. É um sistema que vai permitir garantir mais transparência na pontualidade e assiduidade dos funcionários, situação que hoje não é lá muito clara.
Para os Auxiliares de Acção Médica pouco vai alterar. Nem este sistema nem outro vai controlar a produtividade do nosso trabalho. Vai ajudar-nos a sair do nosso turno a horas, talvez porque quem nos vem substituir receie ficar com o registo de entrada a "vermelho".
No que respeita a mais produtividade nada vai ser alterado. É que os Auxiliares fazem parte de uma equipa multidisciplinar e têm tarefas a cumprir e algumas não podem ser adiadas, pois se falta um elemento na equipa vai sentir-se no andamento dos trabalhos. Mas que alguns funcionários necessitam da ajuda destes "controladores" de pontualidade é um facto.

04/01/07

AS FUNÇÕES DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA

Ao Auxiliar de Acção Médica compete, em especial:
a) Colaborar, sob supervisãotécnica, na prestação de cuidados de higiene e conforto aos
doentes;
b) Proceder ao acompanhamento e ao transporte de doentes em camas, macas, cadeiras de
rodas ou a pé dentro e fora do estabelecimento;
c) Auxiliar nas tarefas de alimentação no sector respectivo, nomeadamente preparar
refeições ligeiras e distribuir dietas, do regime geral e terapêuticas;
d) Preparar o material para a esterilização;
e) Ajudar nas tarefas de recolha de material para análise;
f) Preparar e lavar o material dos serviços técnicos;
g) Transportar e distribuir as balas de oxigénio e os materiais esterilizados pelos serviços
de acção médica;
h) Velar pela manutenção do material utilizado nos cuidados prestados aos doentes;
i) Proceder à recepção, arrumação e distribuição de roupas lavadas e à recolha de roupas
sujas e suas entregas;
j) Assegurar o serviço externo e interno de transporte de medicamentos e produtos de
consumo corrente, necessários ao funcionamento dos serviços;
l) Assegurar o serviço de mensageiro e proceder à limpeza específica dos respectivos
sectores, assim como dos seus acessos;
m) Colaborar com os respectivos serviços na realização dos trâmites administrativos
relacionados com as suas actividades;
n) Efectuar o transporte de cadáveres;
o) Proceder à limpeza das macas nos respectivos locais de trabalho;
p) Assegurar a manutenção das condições de higiene nos respectivos locais de trabalho.

NOTA: Este é o texto do D.L.nº231/92 (AnexoII).

No meu serviço, Medicina, as funções dos auxiliares são estas, excepto duas ou três que estão atribuidas a outros auxiliares do hospital. As tarefas estão aqui enumeradas mas parece-me que superficialmente, ao de leve...porque ser Auxiliar de Acção Médica num serviço de medicina interna num hospital central, meus amigos, é muitas vezes de loucos. O dia começa com as higienes(levar os doentes aos chuveiros, ajudar os enfermeiros a dar banho aos doentes acamados), depois o pequeno almoço a quem não consegue comer por si mesmo. Seguem-se uma série de tarefas de limpeza(fazer camas, limpar as enfermarias, W.C's, Chuveiros, salas de trabalho, farmácia e os instrumentos que necessitem de limpeza..., retiar os sacos do lixo e os sacos da roupa suja e levar para o respectivo local...).
Muitas vezes são quase horas de almoçar e nós, os auxiliares, estamos sem tomar o pequeno almoço. O serviço que temos para efectuar é tanto que não há tempo para parar e tomar alguma coisa quente.
Estes últimos meses, o serviço de medicina interna do hospital não descansa. As camas ainda estão ocupadas por um doente e no corredor já se encontra outro à espera para ocupar essa mesma cama.
Ouvi dizer que uma empresa de limpeza vai ter lá alguém para ajudar nas limpezas.
Oxalá que sim, que isso se concretize, pois vai deixar o Auxiliar com mais tempo para o doente, que é no fundo aquele a quem devemos dedicar mais tempo, mais atenção, mais cuidados e mais carinhos. É para eles, os doentes, que nós Auxiliares, nos devemos dedicar.

01/01/07

BOM ANO DE 2007

Começou um novo ano. O sentimento geral é de renovação. As pessoas fazem planos, elaboram projectos, recuperam desejos antigos que foram sucessivamente adiados durante o ano que acabou.
Este ano começou com trabalho no hospital. Hoje fui trabalhar o turno da manhã. O serviço de medicina está pelas costuras e as enfermarias não comportam mais camas. Soube pelos colegas dos outros serviços que a situação é a mesma ou pior. Pelos vistos o novo ano vai começar com trabalho, trabalho, trabalho...ufff.
Foi por ter de ir trabalhar esta manhã que decidi passar a passagem de ano na tranquilidade e no conforto da minha casa, acompanhado da minha família mais próxima e os meus cães.
BOM ANO NOVO!
"Auxiliar de Acção Médica" deseja a todos os profissionais de saúde, em especial, os/as Auxiliares de Acção Médica.

12/12/06

ENFERMEIROS E DIRECÇÃO DO HOSPITAL S.JOÃO

Hospital de S. João anunciou, ontem, que vai apresentar uma queixa-crime contra o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que acusou a direcção clínica daquela unidade de saúde do Porto de esconder a realidade que se vive diariamente no hospital. "Querem enganar os peritos encarregues de verificar se o hospital está preparado para obter a certificação internacional do King's Fund", acusa o SEP, em comunicado enviado domingo aos órgãos de Comunicação Social. O sindicato sustenta que o 'S. João' está a tentar obter aquela certificação "a qualquer preço", escondendo dos "olhares dos peritos" a realidade diária da unidade de saúde. A direcção clínica do Hospital de S. João reagiu, ao final da manhã de hoje, à acusação que classificou como "notícia falaciosa", manifestando a intenção de processar criminalmente o SEP. Especialistas do Health Quality Service estiveram ontem a avaliar se o Hospital de S. João, o maior hospital do Norte de Portugal, tem condições para a sua certificação internacional pelo King's Fund, aplicado às instituições que providenciam serviços de saúde de alta qualidade. Para o SEP, os peritos encontrariam, em circunstâncias normais, "serviços subdotados de profissionais, doentes em macas nos corredores, independentemente da patologia, sem qualquer privacidade para os próprios e familiares". Mas, acusa o SEP, "para ultrapassar esta degradante realidade", os profissionais "receberam ordens verbais no sentido de colocar numa sala todos os doentes que estejam em maca". Ainda segundo o sindicato, a direcção clínica do 'S. João' determinou igualmente a mobilização, para ontem, de enfermeiros de folga, "a troco do pagamento de horas extraordinárias". "Que sistema de acreditação é este [King's Fund] que permite que instituições se preparem e escondam a realidade?", pergunta o SEP.
In, Jornal de Notícias,12/12/2006

A verdade custa muitas vezes a aceitar, mas o que o SEP afirmou tem muito de verdade. Pelo menos no que diz respeito aos doentes terem sido distribuidos por enfermarias de outros serviços e retirá-los dos corredores. Quanto aos enfermeiros terem de fazer horas extra, aí já não digo nada porque não estou lá estes dias.
Esta história da Acreditação já é velha e infelizmente foi o fim de muitas empresas, pois, taparam o sol com a peneira, pagaram forte e feio aos senhores das empresas de acreditação e depois a certificação foi conseguida mas os dias e meses seguintes vieram dar razão aos que duvidavam destas
manobras de bastidores.
Oxalá não aconteça o mesmo no Hospital. Tenho uma certeza: não encerrará o hospital, mas os portugueses poderão ter que pagar bem caro aquilo que não for claro e transparente.

06/12/06

AS MEMÓRIAS DOS AUXILIARES

A criação dos Auxiliares de Enfermagem remonta ao ano de 1947, tendo sido uma solução adoc para suprir a falta de enfermeiros diplomados.
Esta situação aconteceu na maior parte dos países europeus. Em Portugal, entre 1965 e 1974, o número de Auxiliares de Enfermagem que se formavam anualmente era cinco vezes superior (cerca de mil) ao número de enfermeiros com o Curso Geral (cerca de 200).
Grande parte dos Auxiliares de Enfermagem, antes do 25 de Abril de 1974, iam substituindo na prática os enfermeiros, nomeadamente nos hospitais e nos serviços médico-sociais de Previdência, sem as necessárias contrapartidas em termos de:
reconhecimento formal das suas competências,
nível ou estatuto remuneratório,
oportunidades de formação profissional,
etc...........
Tudo isto acabou por originar um movimento reinvindicativo, mais ou menos manifesto, já a partir de 1969.
A criação do Curso de Promoção de Auxiliares de Enfermagem, com a duração de 20 meses, no tempo do Marcelo Caetano, acabou por não ter grandes efeitos práticos, por diversas razões( limitada capacidade de resposta das escolas, dificuldade de dispensar o pessoal por parte dos serviços de saúde, etc.).
A pressão dos sindicatos acentuou-se com a Revolução de 25 de Abril de 1974. Numa conjuntura favorável, as reinvindicações igualitárias, o Curso de Auxiliares de Enfermagem acabou por ser extinto, tendo os Auxiliares com três anos de serviço no mínimo, sido promovidos e integrados na carreira de enfermagem(como enfermeiros de 3ªclasse).
Tratou-se de uma passagem administrativa, já que o novo curso de Promoção de Auxiliares de Enfermagem, criado em 1975, e indispensável para as pessoas progredirem na carreira, esteve muito longe de cobrir toda a população em causa.

25/11/06

MUITO TRABALHO E POUCA FORMAÇÃO

Um em cada cinco trabalhadores vive com emprego temporário.
Os mais recentes dados do Eurostat mostram que, em matéria laboral, Portugal continua atrás da maioria dos parceiros comunitários.
A instabilidade no emprego é um dos indicadores em que o nosso país se destaca pela negativa.
Um em cada cinco trabalhadores portugueses assinou um contrato a prazo ou temporário com a entidade empregadora, incluindo o próprio Estado. A par da precaridade também na carga de trabalho, os portugueses passam mais tempo nos locais de trabalho do que a maior parte dos europeus, mas apesar disso, a sua produtividade é um terço inferior à média da Europa.
Uma das razões pelas quais a produtividade nacional é tão baixa é a qualificação dos trabalhadores. Em Junho do ano passado, só 4,6% dos portugueses declararam ter participado em Acções de Formação profissional ou educativa - a percentagem mais baixa de toda a União a quinze. Na UE a 25, só a Hungria dá menos formação aos seus trabalhadores.

Os Auxiliares de Acção Médica
também sentem necessidade de participarem em Acções de Formação. Muitos, como eu, por circunstâncias da vida, fomos parar a um estabelecimento de saúde e passámos de repente a exercer a função de Auxiliares de Acção Médica. E Formação?
E conhecimentos do ambiente hospitalar? Como é a nossa integração num serviço de cuidados de saúde composto por uma vasta equipa de pessoas e nós somos aqueles que menos preparação possuímos?
O tempo e a experiência no serviço vai abrindo o livro da formação pessoal, das emoções, das sensações, dos odores...todos os nossos sentidos e cérebro recebem diariamente informação nova e ao mesmo tempo importante para um bom desempenho da nossa função.
Há que dizer que alguma formação já fiz e que me foi proporcionada pelo hospital onde trabalho. Mas há muito para aprender e muitos como eu desejam participar em mais Acções de Formação. Tudo para o bem do utente que acorre aos estabelecimentos de saúde em busca da cura, do bem estar e de poder viver com mais qualidade de vida.

24/11/06

AS EMOÇÕES DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA

Os A.A.M. têm de lidar com diversidade de doentes, de doenças e de emoções.
Como lidar com esta variedade?É um trabalho em que o contacto humano é essencial e requer psicologia, sensibilidade, desprendimento tanto relacionado com a pessoa que está a melhorar e a recuperar como com aquele que está a piorar e a morrer.
Ser A.A.M. é sentir-se dentro de uma equipa de saúde onde muitas vezes somos poucos para tanto trabalho.
Ser A.A.M. é transgredir às vezes as regras para atender a algum desejo legítimo de um doente moribundo.
Ser A.A.M. é criar estratégias para se defender do sofrimento: tentar esquecer o que acontece quando sai do trabalho, fazer de conta que não é com ele, que não faz parte da sua alçada.
A emoção está sempre presente no trabalho dos auxiliares. Não é possível ficar imune ao contacto com o sofrimento do outro, com o corpo do outro, com os apelos e pedidos de ajuda.
Entretanto, a questão afectiva que permeia o trabalho dos Auxiliares é cheia de ambiguidades, pois a entrega necessária para o outro faz-se em detrimento da nossa própria saúde. Os equipamentos disponíveis, o ritmo dos horários de trabalho e o próprio estado dos doentes são factores de constrangimento de tal ordem que a doença profissional torna-se presente.

08/10/06

GRANDES PENSAMENTOS

" A MELHOR MANEIRA DE NOS PREPARARMOS PARA O FUTURO
É CONCENTRAR TODA A NOSSA IMAGINAÇÃO E ENTUSIASMO

NA EXECUÇÃO PERFEITA DO TRABALHO DE HOJE"
Del Carnegie

07/10/06

INFECÇÕES HOSPITALARES

A Deco(Defesa do Consumidor) entre Janeiro e Abril de 2005, fez um estudo às águas e ao ar em enfermarias, corredores, urgências e salas de espera de 19 hospitais públicos e privados nacionais.
Em mais de metade dos hospitais analisados, havia microorganismos em excesso, alguns nocivos para a saúde.
O QUE É UMA INFECÇÃO HOSPITALAR?

"*Para ser considerada uma infecção hospitalar
tem de surgir, pelo menos, 48 a 72 horas após
o internamento.
*Pode atingir doentes internados e
profissionais de saúde.
*Podem ser transmitidas pessoa a pessoa, por exemplo, através de
gotícolas de saliva ou das mãos infectadas. Os equipamentos
contaminados são outra fonte.
*Em Portugal, estima-se que afecte um em cada dez
doentes internados.
*Apenas um terço é evitável.
*A maioria é conhecida e tem cura.

As infecções mais comuns são as da ferida cirúrgica, vias urinárias e respiratórias(pneumonia). Os idoosos e os recém nascidos são os mais afectados.
A transmissão dos microorganismos podem ocorrer por via pessoal(doentes,visitas,profissionais,etc.),dos instrumentos ou dispositivos médicos ou dos equipamentos da unidade de saúde, como chuveiros, sanitários, camas muito juntas,etc.
A Comissão de Controlo da Infecção, para além de contabilizar as infecções e verificar as suas causas, deverá participar na elaboração de normas específicas para combatê-las e preveni-las.
As unidades de saúde devem ter documentos escritos com os procedimentos para a limpeza, desinfecção e esterilização.
O Ministério da Saúde publicou um "Guia Prático sobre Prevenção de Infecções Adquiridas no Hospital", onde faz uma série de recomendações a este nível.
Infelizmente, este guia da Saúde não prevê a monitorização da qualidade do ar.
A maior responsabilidade pela manutenção de um ambiente saudável e controlo das infecções pertence aos hospitais. Mas os utentes também podem dar uma ajuda, começando só por ir a estes locais quando não tiverem outra solução."

Resumo do artigo da revista "Teste Saúde"nº58 de Dez2005eJan.2006

FUTURO DOS AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA

António Cotrim/Lusa (arquivo)

A ministra da saúde espera que o debate seja rico
Garantia da ministra Maria de Lurdes Rodrigues
Educação: administrativos e auxiliares "não têm razão para ficar preocupados"
Lusa
A ministra da Educação afirmou hoje que o pessoal administrativo e auxiliar do sector "não tem razões para ficar preocupado", apesar de um relatório da Comissão de Revisão do Sistema de Carreiras e Remunerações recomendar a contenção ou mesmo a redução do número de efectivos.

"É um estudo que propõe várias soluções para debate público. Espero que o debate seja rico. Não têm nenhum razão para ficarem preocupados", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, à margem de um seminário sobre bibliotecas escolares na Fundação Calouste Gulbenkian.

Segundo um relatório da Comissão de Revisão do Sistema de Carreiras e Remunerações (CRSCR), divulgado hoje, o sucesso da reforma da administração pública passa necessariamente pela contenção ou redução do número de efectivos em sectores decisivos como a Educação e Saúde.
A grande concentração de efectivos nas áreas do ensino e saúde (65 por cento do total de funcionários ao serviço da Administração Estatal) é apenas uma das várias razões que conduziu ao crescimento da despesa pública, considera a comissão presidida por Luís Sousa da Fábrica, que analisa os regimes de emprego na Administração Pública, assim como as carreiras e o sistema remuneratório.

"O sucesso de qualquer reforma mede-se acima de tudo pelos efeitos produzidos nos sectores decisivos da Educação e da Saúde e esses efeitos passam necessariamente pela contenção, ou até redução, do número de efectivos", refere o documento.

01/10/06

REDUZIR AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA NOS HOSPITAIS!!!

O relatório da comissão encarregue de proceder à revisão do sistema de carreiras aponta dois principais alvos:
-o pessoal administrativo e os auxiliares de acção médica e educativos.
Os dados que apoiam esta tese revelam a dimensão destas duas profissões e da sua baixa qualificação. Os administrativos e os auxiliares somam 24,5% do total de funcionários do Estado, com os auxiliares de acção médica a ser prepronderante. Os auxiliares representam 15,8% do volume de efectivos, sendo que 80% estão concentrados na Educação, Ensino Superior e Saúde.
Neste sentido, a comissão titulada por Luís Manuel Fábrica, diz claramente:
"PARECE QUE UM ESFORÇO DE REDUÇÃO DE EFECTIVOS DEVE SER ESPECIALMENTE PONDERADO QUANTO AO PESSOAL AUXILIAR."
in "Público de 25/9/2006
CONCLUSÃO: Vamos esperar pela ponderação do governo.

SER BOM AUXILIAR DE ACÇÃO MÉDICA


Os Auxiliares de Acção Médica muitas vezes queixamo-nos relativamente às condições de trabalho. Gostaria que o hospital oferecesse melhores condições para pudermos desempenhar melhor as nossas funções, ou seja dar apoio à equipa de saúde e aos doentes.
Há constantemente problemas no serviço onde eu trabalho. A começar pela falta de lençois.Então às segundas-feiras é sempre um sarilho para podermos fazer as camas dos doentes. Outro problema que também se repete é a falta de pijamas. Muitos doentes não trazem qualquer peça de roupa e aqueles que estão sós neste mundo não trazem mesmo nada. É uma dor de alma constatar que após o banho não haja um pijama do hospital para vestir ao doente. E às vezes os que há precisam de botões ou então são demasiado grandes.
As faltas também se notam nos produtos de limpeza, por vezes nos sacos do lixo que não chegam.
Estas faltas e outras transformam muitas vezes o normal funcionamento do trabalho dos Auxiliares.
Os Auxiliares de Acção Médica necessitamos de melhores condições de trabalho. A nossa profissão é uma profissão de ajuda, de auxílio tanto à equipa de saúde como aos doentes. Nós somos o último elo de ligação na cadeia de cuidados e atendimento ao doente. Qualquer erro que eventualmente venha a ocorrer dentro desta cadeia-médicos,enfermeiros e auxiliares - pode vir a ter consequências graves para o doente. E muitas vezes, meus Deus, quantas,são os auxiliares que as detectam. Isto de sermos um guardião sempre alerta e zelosos e ao mesmo tempo, dar conta das múltiplas tarefas que nos são exigidas é dificil.

25/09/06

MELHOR FORMAÇÃO

A formação dos A.A.Médica é essencial. Não a formação escolar mas, a formação específica, aquela que nós necessitamos para prestar os cuidados de saúde com mais qualidade. Infelizmente no nosso país é sempre assim, os profissionais têm que se adaptar, as mudanças são sempre muito dificeis, porque para haver mudanças outros "custos" estão envolvidos. Em Portugal há o costume de manter as coisas como elas estão, fazer as tarefas como foram ensinadas e resistindo a alterações.
Aa carências de formação dos Auxiliares de Acção Médica situam-se sobretudo na área da infecção e higiene hospitalar, a gestão do risco, no apoio aos doentes e na humanização dos cuidados que prestamos.

"UM SORRISO PODE MUDAR UMA PESSOA EM VÁRIOS ASPECTOS.
UMA PESSOA PODE MUDAR A FORMA DE VIDA DE SI MESMA".

15/09/06

FORMAÇÃO PRECISA-SE


A formação dos Auxiliares de Acção Médica( A.A.M.) é essencial para prestar bons cuidados de saúde. Infelizmente em Portugal é sempre o trabalhador que tem de se adaptar e as mudanças são muito dificeis. porque para haver mudanças outros custos vão estar envolvidos.

12/09/06

BEM VINDOS

O blog dos Auxiliares de Acção Médica nasce hoje numa maternidade portuguesa, graças a Deus. Este pretende ser um espaço para todas as pessoas que tenham interesse na área da saúde, de modo particular para todos os que exercem funções de Auxiliares de Acção Médica em estabelecimentos de saúde. Como profissional do sector e depois de andar a pesquisar por aí, não tendo encontrado informações e formação sobre a função de auxiliar, pensei em abrir um espaço para partilhar conhecimentos, experiências e algumas preocupações que todos sentimos e vivemos. Juntos podemos e devemos lutar por uma carreira profissional digna e importante para o bom funcionamento dos serviços de saúde em Portugal. Os Auxiliares de Acção Médica não podem ser considerados os elementos pobres das equipas de saúde. Todos os profissionais da saúde têm o seu papel e a sua importância e cada um exercendo com profissionalismo e humanismo a sua função dá o seu contributo para uma melhor prestação de cuidados aos utentes dos estabelecimentos de saúde.
Os Auxiliares de Acção Médica têm vindo a aumentar nos últimos anos no nosso País.
O profissionalismo dos A.A.Médica passa essencialmente pela formação permanente. O direito à educação contínua é uma das lacunas que importa colmatar. A formação ao longo da vida de auxiliar é um dever que cada A.A.Médica deve impor a si próprio e exigir mais e melhor formação das entidades para quem trabalha. Quem vai ganhar com isto tudo vão ser os utentes que de diversas formas e por diversas razões têm necessidade dos nossos serviços.
BEM VINDOS.